quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Filho m4ta a mãe e o irmão mais novo por ciúmes

A Polícia Civil do Paraná indiciou um jovem de 21 anos pelos crimes de feminicídio e homicídio qualificado após a morte da própria mãe, Juliana Galardinovic Ribeiro, de 45 anos, e do irmão mais novo, Levi Galardinovic Hooper, de 10 anos. O caso aconteceu no domingo (04), em uma residência localizada no município de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba.

Segundo as investigações, os crimes ocorreram no porão da casa onde a família morava. Após o ataque, o suspeito teria lavado a faca utilizada e, ainda de acordo com a polícia, chegou a responder uma mensagem enviada por uma vizinha que havia escutado gritos vindos do imóvel. A resposta foi enviada pelo celular da mãe, como se fosse ela.
A Polícia Militar foi acionada e encontrou o jovem sentado em via pública, em frente à residência. Durante a abordagem, ele confessou o crime, recebeu voz de prisão e foi encaminhado à delegacia. Em depoimento, o investigado afirmou que vinha planejando os assassinatos e alegou que o motivo seria o ciúme da relação entre a mãe e o irmão. Ele também informou fazer uso de medicamentos psiquiátricos.

Após os procedimentos legais, o jovem foi encaminhado ao sistema penitenciário, onde permanece à disposição da Justiça. O inquérito foi concluído e encaminhado ao Ministério Público, que deve analisar as medidas cabíveis.

Juliana e Levi foram sepultados nesta terça-feira (6), na cidade de Arapongas, no interior do Paraná. Em nota oficial, a Câmara Municipal de Campo Largo manifestou pesar pelas mortes e solidariedade aos familiares.

“Uma tragédia familiar que entristece profundamente toda a cidade e causa indignação e tristeza diante da violência dos fatos. Neste momento de luto coletivo, o Poder Legislativo se une às famílias das vítimas e à comunidade, expressando suas mais sinceras condolências”, diz o comunicado. 

Correio 24 horas

Homem mata ex-vereador a tiros e tenta matar a mulher após descobrir traição

O ex-vereador Wesdras de Souza Barreira de Oliveira foi assassinado a tiros na tarde dessa segunda-feira (5), na zona rural do município de Tasso Fragoso, a cerca de 950 quilômetros de São Luís.

De acordo com informações repassadas pelas forças de segurança, Wesdras estava dentro do próprio veículo, acompanhado de uma mulher, quando um homem se aproximou em uma motocicleta e efetuou vários disparos contra o carro.

Wesdras morreu ainda no local. A mulher foi atingida pelos tiros, socorrida e levada para o Hospital Municipal de Balsas, onde recebeu atendimento médico e já teve alta.
Matador
A principal linha de investigação indica que o autor dos disparos seria o companheiro da mulher que estava com o ex-vereador. A motocicleta usada na ação foi apreendida e o suspeito fugiu após o crime.

O caso é investigado pela Polícia Civil, que trabalha para esclarecer as circunstâncias do homicídio e localizar o autor do crime.

Vídeo mostra momento em que agente de imigração mata mulher a tiros

Foto: AP Photo/Tom Baker
Um buraco de bala é visível no para-brisa do carro onde estava mulher morta por agentes do ICE, em 7 de janeiro de 2026, em Minneapolis

Na tarde desta quarta-feira (7), um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) matou a tiros uma mulher de 37 anos durante uma operação em Minneapolis, Minnesota. O incidente ocorreu em meio a um aumento nas ações de fiscalização migratória sob a administração de Donald Trump.
Versão do Governo (DHS)

O Departamento de Segurança Interna (DHS) e a secretária Kristi Noem alegam que o disparo foi um ato de legítima defesa contra o que chamaram de “terrorismo doméstico”. Segundo o DHS, a mulher — descrita como uma “desordeira violenta”  teria tentado avançar com seu veículo contra os agentes para matá-los.

Autoridades locais e testemunhas contestam veementemente a narrativa federal:

A vítima foi identificada como uma cidadã americana e observadora legal das ações federais, e não o alvo original da operação do ICE.

O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, e o governador Tim Walz afirmaram ter visto vídeos do incidente que desmentem a versão de legítima defesa, chamando-a de “propaganda”.

Em uma coletiva de imprensa, o prefeito Frey exigiu que os agentes do ICE deixassem a cidade imediatamente.

O caso gerou protestos imediatos no local do crime, onde manifestantes entraram em confronto com as forças federais. A investigação sobre o uso de força letal foi entregue ao FBI e ao Bureau de Apreensão Criminal de Minnesota.

Globo News

Moraes anula sindicância sobre assistência médica a Bolsonaro e manda Polícia Federal interrogar presidente do Conselho Federal de Medicina

Foto: Marcelo Camargo – Agência Brasil
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, declarou nula a sindicância que apurava suposta falta de assistência médica ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e determinou que a Polícia Federal (PF) realize a oitiva do presidente da entidade responsável.

Em decisão proferida na noite desta quarta-feira (7/1), Moraes afirmou que é “flagrante a legalidade e a ausência de competência correicional do Conselho Federal de Medicina (CFM) em relação à Polícia Federal (PF)”, além de destacar que há “claro desvio de finalidade na determinação, bem como total ignorância dos fatos”.

Ao rebater a sindicância instaurada pelo CFM, Moraes citou relatório médico elaborado pela Polícia Federal (PF) que detalha as condições de saúde do ex-presidente na cela da superintendência da corporação.

“Não houve, portanto, qualquer omissão ou inércia da equipe médica da Polícia Federal, que atuou correta e competentemente, conforme, inclusive, corroborado pelos exames médicos realizados no custodiado na data de hoje, no Hospital DF Star, que não apontaram nenhum problema ou sequela em relação ao ocorrido na madrugada do dia anterior”, escreveu Moraes.

O ministro prosseguiu: “Diante do exposto, nos termos do art. 21 do RiSTF, declaro a nulidade da determinação do Conselho Federal de Medicina quanto à ‘instauração imediata de sindicância para apurar denúncia relacionadas às condições de atendimento médico prestado ao ex presidente Jair Bolsonaro (PL)’, vedando qualquer procedimento no âmbito dessa autarquia, em âmbito nacional ou estadual, com esse objeto, em virtude de sua flagrante ilegalidade e desvio de finalidade”.

Com isso, o presidente do CFM deverá ser ouvido pela PF no prazo de 10 dias. Moraes também determinou que o DF Star, onde Jair Bolsonaro realiza exames, encaminhe, em até 24 horas, todos os laudos e exames médicos do ex-presidente.

O CFM publicou, nesta quarta-feira (7/1), nota informando que determinou ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) a instauração de sindicância para apuração da condução do caso em que o ex-presidente Jair Bolsonaro caiu e bateu a cabeça, na Superintendência da Polícia Federal, onde cumpre pena.

Metrópoles

EUA exigem que Venezuela faça parceria exclusiva na produção de petróleo e rompa relações com China, Irã, Rússia e Cuba

Foto: Freepik
O governo Donald Trump apresentou exigências à Venezuela para permitir a retomada da produção de petróleo, segundo dois altos funcionários da Casa Branca ouvidos pela CNN.

Durante negociações lideradas pelo secretário de Estado, Marco Rubio, os EUA exigiram que o governo interino de Delcy Rodríguez rompa relações com China, Irã, Rússia e Cuba e aceite uma parceria exclusiva com os Estados Unidos no setor petrolífero. As fontes afirmam ainda que Caracas teria de favorecer empresas americanas nas futuras vendas de petróleo.

As exigências vieram após a captura de Nicolás Maduro no fim de semana. De acordo com Rubio, as prioridades dos EUA são a saída de aliados estrangeiros da Venezuela, cooperação na produção e venda de petróleo e maior atuação conjunta no combate ao narcotráfico.

Washington afirma já ter comunicado oficialmente as condições ao governo interino e diz acreditar que a pressão militar na costa venezuelana força Rodríguez a negociar. Caso haja cooperação, o governo americano admite rever sanções contra Caracas.

Trump tem dito a aliados que quer afastar Irã, Rússia e China do hemisfério ocidental, e considera a Venezuela um ponto-chave dessa estratégia. O objetivo imediato é impedir que o petróleo venezuelano seja destinado a países adversários.
A refinaria de petróleo de Amuay-Cardon, na Venezuela • Getty Images
Na sexta-feira (9), Trump deve se reunir com executivos do setor petrolífero. Estão previstos representantes da Chevron — única empresa americana ainda atuando na Venezuela —, além da Exxon Mobil, ConocoPhillips e outras companhias.

O encontro ocorre após Trump afirmar que o governo interino venezuelano entregará entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos, que seriam vendidos a preço de mercado sob controle do governo americano.

Trump critica aparência de venezuelanos: “Pessoas mais feias que já vi”

Foto: Reprodução
Donald Trump voltou a causar polêmica com declarações xenofóbicas direcionadas ao povo venezuelano. Em um discurso realizado na terça-feira (6) para apoiadores republicanos, Trump fez comentários depreciativos sobre a aparência física dos venezuelanos, chamando-os de “as pessoas mais feias” que ele já viu.

Durante sua fala, que foi recebida com risos pela plateia, Trump questionou: “Onde eles encontram essas pessoas?”. O presidente americano ainda acrescentou: “Eu sei que não é bom dizer isso, mas essas pessoas são uma bagunça”.

Reações às declarações discriminatórias
As declarações de Trump ocorrem em um contexto delicado das relações entre Estados Unidos e Venezuela. Os comentários depreciativos levantam questionamentos sobre os reais interesses americanos em relação à Venezuela, especialmente considerando as recentes tensões diplomáticas e intervenções políticas.

Há quem aponte que este tipo de discurso, que foi recebido com risadas pela plateia como se fosse um show de humor, representa uma demonstração clara de xenofobia e desprezo, em um momento em que milhares de venezuelanos enfrentam vulnerabilidade social e buscam melhores condições de vida.

A fala de Trump também coloca em evidência o contraste entre o discurso oficial americano de preocupação com questões humanitárias na Venezuela e declarações que demonstram desprezo pelo povo venezuelano.

CNN

EUA apreendem petroleiro de bandeira russa ligado à Venezuela

Imagem de divulgação do navio Marinera (Ex-Bella 1) vista à distância, divulgada em 7 de janeiro de 2026.
Foto: Reuters
Os Estados Unidos apreenderam um petroleiro ligado à Venezuela após rastrear a embarcação no Atlântico, informou o Comando Europeu dos EUA. O navio, antes chamado Bella 1, havia sido sancionado em 2024 por integrar uma “frota paralela” usada no transporte de petróleo ilícito.

A operação foi realizada pela Guarda Costeira e pelas Forças Armadas americanas, segundo a Reuters. No mês passado, o petroleiro conseguiu escapar de uma primeira tentativa de apreensão perto da Venezuela, mas passou a ser monitorado por dias enquanto seguia para o nordeste.

Aeronaves de vigilância P-8 dos EUA acompanharam o navio a partir do Reino Unido até a apreensão. Durante a fuga, a tripulação pintou uma bandeira russa no casco e o navio apareceu depois no registro da Rússia com o nome Marinera.

Moscou chegou a apresentar um pedido diplomático para que os EUA interrompessem a perseguição. O governo Trump, porém, não reconheceu o registro russo e considera a embarcação apátrida.

Conselho Federal de Medicina determina sindicância sobre garantia de assistência médica a Bolsonaro

Foto: REUTERS/Mateus Bonomi
O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou nota nesta quarta-feira (7) em que manifesta preocupação com a condição de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro e determinou ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) a abertura imediata de sindicância para apurar falta de “assistência médica adequada” ao ex-presidente.

Segundo o CFM, denúncias recebidas pela entidade e relatos públicos sobre intercorrências clínicas — como crises agudas, queda com trauma e histórico médico considerado complexo — indicam a necessidade de monitoramento contínuo e atendimento imediato, com suporte de múltiplas especialidades médicas.

A entidade destacou que a condução do tratamento deve respeitar a autonomia do médico assistente, que não pode sofrer qualquer tipo de interferência externa.

Leia a íntegra da nota do CFM

“O Conselho Federal de Medicina (CFM), no estrito cumprimento de suas atribuições legais, manifesta-se sobre a condição de saúde do ex-Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro.

O recebimento formal de denúncias protocoladas no CFM expressam inquietação quanto à garantia de assistência médica adequada ao paciente. Além disso, declarações públicas de relatos sobre intercorrências clínicas causam extrema preocupação à sociedade brasileira.

Os relatos de crises agudas de características diversas, episódio de trauma decorrente de queda, o histórico clínico de alta complexidade, sucessivas intervenções cirúrgicas abdominais, soluços intratáveis, e outras comorbidades em paciente idoso, demandam um protocolo de monitoramento contínuo e imediato, em que deve ser assegurada assistência médica com múltiplas especialidades pelo estado brasileiro, inclusive em situações de urgência e emergência.

O CFM reafirma que a autonomia do médico assistente deve ser soberana na determinação da conduta terapêutica, não podendo sofrer influência de qualquer natureza, por possuir presunção de verdade.

Em obediência ao disciplinado em lei e ao Código de Processo Ético-Profissional, o CFM determinou ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal, a imediata instauração de sindicância para apuração dos fatos.”

Gastos de quase R$ 130 milhões da Secom do governo Lula com anúncios na internet são questionados no MP Eleitoral

Foto: Brenno Carvalho/O Globo
Os gastos de quase R$ 130 milhões da Secretaria de Comunicação Social (Secom) com anúncios na internet em 2025 — o maior valor desde 2009 — passaram a ser questionados no Ministério Público Eleitoral (MPE).

A vereadora de São Paulo Amanda Vettorazzo (União) apresentou representação pedindo apuração de possível campanha antecipada e abuso de poder político pelo governo Lula. As informações são do jornalista e colunista do jornal ‘O Globo’, Lauro Jardim.

No pedido, a parlamentar solicita que o MPE investigue o uso de recursos públicos e de meios de comunicação para promoção pessoal e político-partidária por meio de publicidade institucional e impulsionamento de conteúdos nas redes sociais.

A representação também pede a abertura de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije), que pode resultar em eventual inelegibilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os ministros Gleisi Hoffmann e Sidônio Palmeira também são citados.

Entre os pedidos, está a suspensão imediata do impulsionamento pago de conteúdos que mencionem nominalmente o presidente associado a benefícios financeiros. A vereadora solicita ainda a discriminação detalhada dos gastos da Secom e que plataformas como Meta e Google informem todos os anúncios contratados pelo governo.

No documento, Vettorazzo afirma que houve aumento expressivo das despesas com comunicação digital, com foco em influenciadores, grandes grupos de mídia e ações de marketing, o que, segundo ela, extrapola o caráter informativo previsto na Constituição.

Após exames, Bolsonaro é obrigado a voltar para prisão da PF

Foto: Luis Nova/Metrópoles
O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou, no fim da tarde desta quarta-feira (7), o hospital DF Star, em Brasília, após realizar exames por conta de um traumatismo leve. Agora, ele retorna à Superintendência da Polícia Federal, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses por liderar a chamada trama golpista.

Bolsonaro sofreu uma queda na terça-feira (6) e bateu a cabeça em um móvel dentro da cela. Advogados do ex-presidente pediram autorização médica para investigar possíveis complicações, como crise convulsiva, oscilação de memória e lesão cortante na região temporal direita.

Os exames buscavam esclarecer se a queda estaria ligada a síncope noturna ou a algum outro problema de saúde. Apesar do susto, o ex-presidente recebeu alta e voltou para a custódia da PF, mantendo o cumprimento da pena em condições que seus familiares e aliados consideram precárias.