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Os dois homens foram conduzidos ao 10º Distrito Policial, onde foram autuados em flagrante Um policial militar foi preso em flagrante na manhã do último domingo (5), no bairro Barra do Ceará, em Fortaleza, suspeito de ter emprestado a própria arma funcional a um amigo, que publicou imagens ostentando o armamento nas redes sociais. O homem que aparece nas fotos também foi detido durante a ação.
A ocorrência foi registrada em uma barraca de praia localizada na rua Dr. José Roberto Sales, após equipes do Comando Tático Motorizado (Cotam) serem acionadas para averiguar a denúncia. Segundo informações do relatório policial, havia indícios de que o homem que aparecia nas imagens pudesse ter ligação com facção criminosa.
Abordagem ocorreu após denúncia e identificação em redes sociais
De acordo com o relatório produzido pelos policiais do Cotam, a equipe foi acionada após um oficial da Polícia Militar informar que havia recebido dados sobre a localização de um homem que teria publicado fotos exibindo uma arma de fogo em redes sociais.
Os agentes se deslocaram até o endereço indicado e localizaram o suspeito, identificado como Francisco Matheus Soares de Sousa, de 27 anos. Ele estava sentado em uma mesa na barraca de praia, acompanhado do soldado da Polícia Militar Francisco de Moraes Meneses Neto, de 31 anos, que estava de folga no momento da abordagem.
Durante a ação, o policial militar confirmou aos agentes que havia emprestado sua arma ao amigo e que tinha conhecimento das imagens publicadas. Nas fotos divulgadas, o homem fazia gestos que, segundo a polícia, podem estar associados à facção criminosa Comando Vermelho, como o sinal com dois dedos.
Com os suspeitos, foram apreendidos uma pistola calibre .40, treze munições do mesmo calibre, uma pistola calibre .380, 14 munições e dois papelotes de cocaína.
Prisão de PM por empréstimo de arma e desdobramentos do caso
Os dois homens foram conduzidos ao 10º Distrito Policial, onde foram autuados em flagrante. Ambos responderão por porte ilegal de arma de fogo. O policial militar também foi autuado por porte de droga para consumo pessoal.
Na audiência de custódia realizada na segunda-feira (6), a Justiça decretou a prisão preventiva do soldado Francisco de Moraes Meneses Neto. A decisão foi proferida pelo juiz Tadeu Trindade de Ávila, que considerou a gravidade da conduta, especialmente pelo fato de o investigado ser integrante da Polícia Militar.
Na decisão, o magistrado destacou que o policial já possui condenação anterior pelo crime militar de desobediência. Segundo ele, o caso apresenta maior gravidade porque o agente teria cedido uma arma pertencente à corporação a um terceiro que pode ter ligação com organização criminosa, circunstância que deverá ser aprofundada durante a investigação.
Já Francisco Matheus Soares de Sousa teve a liberdade concedida mediante o cumprimento de medidas cautelares. Entre as determinações impostas pela Justiça está o pagamento de fiança equivalente a dois salários mínimos.
O juiz também ressaltou que as medidas são necessárias diante da conduta do investigado, que divulgava imagens com arma de fogo nas redes sociais, além dos indícios de possível vínculo com organização criminosa, o que exige acompanhamento mais rigoroso.
Polícia Militar se posiciona sobre a ocorrência
Em nota oficial, a Polícia Militar do Ceará (PMCE) informou que a prisão ocorreu durante uma ação do Cotam no bairro Barra do Ceará, resultando na detenção de dois indivíduos por porte ilegal de arma de fogo e porte de droga para consumo pessoal.
A corporação confirmou que, durante a abordagem, foram apreendidas duas armas de fogo, munições e uma pequena quantidade de entorpecente. Também destacou que um dos conduzidos é policial militar, que foi encaminhado a uma unidade prisional militar após os procedimentos legais.
A PMCE afirmou ainda que não compactua com desvios de conduta por parte de seus integrantes e que o caso seguirá sendo apurado pelas autoridades competentes.
O episódio segue sob investigação, com foco na apuração da possível relação entre o civil detido e organizações criminosas, bem como na conduta do policial militar envolvido.
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