quinta-feira, 19 de março de 2026

“Cavalona do pó” compra fazenda com dinheiro do tráfico lavado em bets

A prisão da empresária e influenciadora amazonense Mirian Mônica da Silva Viana, conhecida como “Cavalona do pó”, colocou seu nome no centro da Operação Resina Oculta, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal nesta quinta-feira, 19 de março. Para os investigadores, ela ocupava posição estratégica em uma rede de tr4f1co de dr0g4s e lavagem de dinheiro que, segundo a apuração, também recorria a apostas clandestinas para ocultar valores.

Nas redes sociais, Mirian projetava uma vida de alto padrão para mais de 50 mil seguidores. Viagens frequentes, hospedagens luxuosas, passeios exclusivos e uma rotina marcada por marcas caras e procedimentos estéticos ajudavam a sustentar a imagem de sucesso. 

A polícia, porém, vê nesse patrimônio exibido publicamente um contraste com a renda formal informada, o que reforçou a suspeita de uso das plataformas digitais como vitrine para dar aparência legal a recursos de origem cr1m1n0sa.
Ela já havia sido detida em 15 de dezembro de 2025, em Rio Verde, Goiás, durante uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal na BR-060. De acordo com a investigação, o carro em que Mirian estava seguia à frente como apoio para alertar sobre fiscalizações, enquanto outro veículo transportava quase 30 quilos de skunk escondidos. O motorista afirmou ter saído de Manaus com a carga e que faria a entrega em Brasília.
A apuração também identificou movimentações suspeitas em uma loja de calçados ligada à investigada. Segundo a polícia, a empresa recebeu, ao longo de 2025, transferências atribuídas a tr4f1cantes do Distrito Federal, incluindo nomes relacionados à apreensão de quase 50 quilos de h4xixe que deu origem à operação.

Ao todo, a ofensiva cumpriu 41 mandados de busca, nove de prisão, determinou bloqueios financeiros de empresas e pessoas físicas, além do s3questro de veículos de luxo. Mirian teve a prisão temporária decretada e, desde 13 de março de 2026, está em prisão domiciliar por decisão judicial. A investigação continua e novas etapas não estão descartadas.

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