Operação Recidiva levou PF a prender seis por fraudes previdenciárias, no Maranhão. Foto: Reprodução/PF
Operação Recidiva cumpre seis mandados de prisão e busca provas de fraudes a 50 benefícios
Operação Recidiva cumpre seis mandados de prisão e busca provas de fraudes a 50 benefícios
A Força-Tarefa Previdenciária levou a Polícia Federal a deflagrar a Operação Recidiva, nesta quarta-feira (8), para combater crimes que causaram um prejuízo de R$ 4,6 milhões ao sistema previdenciário do INSS, no Maranhão. 32 policiais federais cumpriram oito mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão temporária, na capital São Luís, nas cidades maranhenses Barreirinhas e Tutóia/MA, e em Parnaíba, no Piauí.
No alvo estão investigados responsáveis por cooptar os “clientes” para intermediar os crimes, além de suspeitos de viabilizar a concessão dos benefícios. E a investigação é desdobramento da Operação Transmissão Fraudulenta, deflagrada em julho do ano passado, que mirou um grupo criminoso que atuava inserir vínculos empregatícios inexistentes em sistema federal, visando fraudar a concessão de benefícios previdenciários.
De acordo com a investigação, o prejuízo milionário decorre da concessão de 50 benefícios já identificados. E os mandados expedidos pela 2ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Maranhão, a pedido da PF, determinou medidas cautelares de quebra dos sigilos bancário e fiscal, além do arresto de bens e do bloqueio de valores dos investigados.
Para a Operação Recidiva, a PF no estado do Maranhão obteve apoio da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), do Ministério da Previdência Social (MPS) e da Coordenação-Geral de Apuração e Cobrança Administrativa de Benefícios (CGACB/INSS).
“Caso confirmadas as suspeitas, os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato majorado contra o INSS, associação criminosa, falsificação de documento público, falsidade ideológica, falsa identidade, inserção de dados falsos em sistema de informações e lavagem de capitais”, informou a PF.
Por Davi Soares