A delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro entrou em fase de análise na Polícia Federal (PF) e na Procuradoria-Geral da República (PGR) na terça-feira (5), e deve avançar nas próximas semanas.
De acordo com investigadores, as informações apresentadas neste momento funcionam como uma espécie de “briefing” — um relato inicial dos fatos, acompanhado da indicação de possíveis provas, como documentos ou testemunhas, que ainda precisarão ser analisadas e confirmadas.
A avaliação será feita em duas fases. No primeiro filtro, mais conceitual, PF e PGR vão analisar se os fatos apresentados são novos e relevantes ou se apenas repetem informações já conhecidas pelas autoridades.
Caso esse estágio seja superado, começa uma segunda etapa, focada na verificação de elementos de corroboração — ou seja, se há provas suficientes que sustentem as declarações apresentadas pelo banqueiro.
Só depois dessas duas fases é que os investigadores passam à negociação dos benefícios ao delator. Esse cálculo leva em conta o valor e a utilidade das informações oferecidas, podendo resultar na redução de pena. Ainda não há, por exemplo, um valor de multa estipulado.
Outro ponto considerado essencial é a recuperação de recursos desviados. Vorcaro terá de indicar onde está o dinheiro e colaborar para sua restituição.
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