sábado, 18 de abril de 2026

Deputada propõe tornozeleira rosa para agressores de mulheres

Foto: Imagem gerada por IA/ND Mais
A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) protocolou, nesta semana, na Câmara dos Deputados, um projeto de lei que propõe uma nova identidade visual para as tornozeleiras eletrônicas usadas por agressores em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher.

Segundo a parlamentar, o objeto de monitoramento “poderá ser determinado por decisão judicial fundamentada” para ser cor-de-rosa, especialmente em contextos de alto risco.

A matéria pretende alterar a Lei nº 15.383/2026, que instituiu a tornozeleira a agressores como medida protetiva autônoma e, por sua vez, também alterou a Lei Maria da Penha.

A justificativa do projeto é estabelecer a identificação visual padronizada para facilitar a fiscalização e o reconhecimento das autoridades competentes, além de reforçar a proteção preventiva da vítima, contribuir para a inibição de novas condutas violentas e reforçar a conscientização social acerca da gravidade da violência contra a mulher.

Se aprovado no Congresso, caberá ao poder Executivo regulamentar as especificações técnicas, os níveis de visibilidade e as hipóteses excepcionais de dispensa da identificação visual.

Vereador do PT é preso pela PM em ato do MST e reclama: “Ditadura?”

Foto: Reprodução
O vereador de Goiânia Fabrício Rosa (PT) foi detido na manhã desta sexta-feira (17/4) durante uma manifestação do MST em Santa Helena, no interior de Goiás. Segundo sua assessoria, a abordagem da Polícia Militar (PM) ocorreu com uso de “força e vi0lência”. Após o episódio, o parlamentar acusou o governo estadual de “institucionalizar” a atuação da PM com fins políticos.

Em nota à coluna Paulo Cappelli, Fabrício afirmou que os policiais alegaram crime de desacato para justificar a detenção. Ele contesta a acusação.

“Como é possível ver no vídeo do momento da prisão, com uso de força e violência por parte dos policiais, não houve qualquer situação que levantasse a suspeita de desacato”, disse. “Depois de ser impedido pela PM de participar da manifestação do MST, Fabrício foi preso porque criticava a violência contra minorias representativas e populações pretas e periféricas”.

O vereador também criticou o governo estadual após a prisão. “Mais uma vez, o ex-governador Ronaldo Caiado e o agora governador Daniel Vilela comprovam que a PM foi institucionalizada para um projeto político-eleitoral. O grupo de Caiado se utiliza da boa-fé dos trabalhadores e trabalhadoras da Segurança Pública, que têm hierarquia militar e seguem ordens superiores, para perseguir, agredir e prender opositores políticos. Estamos voltando aos tempos da ditadura e da censura em Goiás?”.

Segundo o parlamentar, os policiais militares agiram com truculência no momento da abordagem. “Os policiais tentaram jogar o vereador no chão e tomar o celular das mãos de Fabrício Rosa. Chama atenção, no vídeo, o momento em que o major confere o aparelho telefônico e, em seguida, determina a prisão

Por Paulo Cappelli

Vídeo: Delegado prende advogada em seu escritório por ser criticado em rede social

Uma prisão dentro de um escritório de advocacia virou alvo de polêmica e mobilizou a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Goiás. A advogada Aricka Cunha foi detida na tarde de quarta-feira (15), em Cocalzinho de Goiás, após publicar nas redes sociais um despacho policial que determinava o arquivamento de uma ocorrência registrada por ela mesma.

Segundo as informações, o documento, assinado por um delegado, concluía que a denúncia feita pela advogada, que alegava ter sido ofendida por um servidor público, não configurava crime.

A repercussão veio após Aricka criticar publicamente a decisão. O delegado responsável entendeu que a publicação teria caráter ofensivo e determinou a prisão imediata da advogada por suspeita de difamação, crime que envolve atingir a reputação de alguém.
A detenção aconteceu dentro do próprio escritório da profissional e foi registrada em vídeo. Ela foi levada para a delegacia e liberada apenas à noite, após pagamento de fiança no valor de R$ 10 mil.

Nas redes sociais, a advogada classificou a prisão como ilegal e afirmou que houve violação das prerrogativas da profissão.

“Uma advogada, dentro do seu escritório, no exercício da profissão, sendo algemada por expressar opinião. Isso não é normal. Isso não é legal. Isso não pode ser aceito”, disse no Instagram. “O Estatuto da Advocacia garante a inviolabilidade do escritório. Mas, na prática, o que vimos foi o desrespeito sendo executado à luz do dia”, completou ela.

O caso ganhou ainda mais repercussão após a reação da OAB-GO, que anunciou medidas contra o delegado. A entidade afirmou que vai apurar possível abuso de autoridade e pediu investigação sobre a conduta policial.
Confira a nota da OAB-GO na íntegra

O Sistema de Defesa das Prerrogativas (SDP) da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) determinou a imediata instauração de procedimentos contra o delegado de Polícia Civil Christian Zilmon Mata dos Santos, após a prisão considerada arbitrária de advogada, no município de Pirenópolis.

A decisão, formalizada pela Portaria n.º 05/2026, foi assinada na manhã desta quinta-feira, dia 16 de abril, pelo presidente do SDP, Alexandre Carlos Magno Mendes Pimentel. O documento detalha uma série de violações que ferem não apenas o Estatuto da Advocacia (EAOAB – Lei Federal n.º 8.906/94), como também os direitos fundamentais da profissional.

Diante da gravidade dos fatos, o SDP determinou:

– Formalização imediata de representação por crime de abuso de autoridade junto ao procurador-geral de Justiça;

– Acionamento da Corregedoria-Geral da Polícia Civil e da Secretaria de Segurança Pública para apuração de conduta;

– Publicação de posicionamento oficial contra o ato do delegado.

Além dessas medidas, a Procuradoria de Prerrogativas já atua nos autos do processo (nº 5332342-23.2026.8.09.0177) para requerer a nulidade absoluta do Auto de Prisão em Flagrante (APF). Também será feita a coleta de depoimentos de testemunhas por meio de videoconferência para instruir o procedimento interno. “Iremos continuar acompanhando o caso até que todas as responsabilidades sejam apuradas”, acrescenta Alexandre.

A Polícia Civil informou que o caso foi encaminhado à Corregedoria, que ficará responsável por investigar o ocorrido.

Confira a nota da PCGO na íntegra:

A Polícia Civil de Goiás informa que o fato foi levado ao conhecimento da Superintendência de Correições e Disciplina da PCGO, que está tomando as providências necessárias para a escorreita apuração do ocorrido.

Fonte: Folha do Estado

Motorista da Prefeitura de Frecheirinha é flagrado em manobras perigosas na Serra da Ibiapaba

Populares denunciam ultrapassagens pela direita em trechos de ladeira, avanço sobre faixa contínua e estacionamento irregular nas proximidades do Hospital São Camilo
Populares denunciaram ao Sobral Online uma série de atitudes imprudentes praticadas por um motorista a serviço da Prefeitura de Frecheirinha, que estaria colocando em risco a vida de outras pessoas no trânsito, especialmente na região da Serra da Ibiapaba.Notícias Locais

De acordo com os relatos, o condutor foi flagrado realizando ultrapassagens perigosas pela direita, inclusive em trechos de ladeira área conhecida pelo alto índice de ocorrências e que exige atenção redobrada de todos os motoristas que trafegam pelo local.

Além das ultrapassagens em ladeira, as denúncias apontam que o motorista também avançou sobre faixa contínua, manobra expressamente proibida pelo Código de Trânsito Brasileiro. O condutor ainda teria estacionado de forma irregular, ocupando a calçada nas proximidades do Hospital São Camilo, prejudicando a circulação de pedestres na área.

As infrações relatadas são classificadas como graves e podem colocar em risco não apenas os ocupantes do veículo, mas todos que dividem a via com o condutor.

Sobral Online

Casal de idosos tapa buracos no Cinturão Verde de Tianguá com as próprias mãos e viraliza nas redes

Com ferramentas improvisadas, os dois chamam atenção de quem passa pela via e expõem o descaso do poder público com uma das principais rodovias turísticas da região
Um casal de idosos tem chamado a atenção de moradores e turistas que trafegam pelo Cinturão Verde, em Tianguá, ao realizar por conta própria o reparo dos buracos na via. Com ferramentas improvisadas e muita determinação, os dois tentam amenizar os riscos causados pela precária conservação da rodovia e evitar acidentes no trecho.

A iniciativa, apesar de simples, escancarou a situação de abandono de uma das principais vias da cidade  bastante utilizada tanto por moradores no dia a dia quanto por turistas que seguem em direção às cachoeiras da região.

A ação do casal gerou forte repercussão entre os populares, que foram às redes sociais para elogiar a atitude dos idosos e, ao mesmo tempo, cobrar do poder público mais atenção e manutenção na estrada. Segundo relatos, a falta de conservação coloca em risco motoristas, motociclistas e pedestres que utilizam a via diariamente.

A situação expõe uma contradição difícil de ignorar: enquanto cidadãos comuns, já em idade avançada, pegam ferramentas nas mãos para tentar resolver um problema que é responsabilidade do Estado, a rodovia segue sem receber a manutenção necessária.

A população reforça que o Cinturão Verde é um acesso fundamental para quem visita os pontos naturais de Tianguá, um dos destinos turísticos mais importantes da Serra da Ibiapaba. Garantir boas condições de tráfego e segurança na via é, portanto, uma questão que vai além do conforto dos moradores impacta diretamente a economia e a imagem do município.

Mulher que acusou Gabriel Monteiro de estupro e o manteve preso por 3 anos diz que mentiu

O caso envolvendo o ex-vereador Gabriel Monteiro ganhou um novo desdobramento que volta a colocar o episódio no centro do debate público. A mulher que o acusava de estupro procurou a polícia e afirmou que a denúncia não era verdadeira, após o caso já ter provocado forte repercussão.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Monteiro afirmou que a retratação não resultou em punição para a denunciante, que teria firmado um acordo para evitar consequências legais.

O episódio reacende uma discussão sensível: denúncias desse tipo têm grande impacto social e costumam gerar julgamentos imediatos na esfera pública. Em muitos casos, a repercussão ocorre antes mesmo de qualquer decisão judicial, o que pode afetar diretamente reputações, carreiras e a vida pessoal dos envolvidos.

Por outro lado, o caso também abre espaço para debate sobre responsabilização em situações de denúncias falsas. Especialistas apontam que o sistema precisa equilibrar dois pontos essenciais: garantir que vítimas reais sejam protegidas e encorajadas a denunciar, ao mesmo tempo em que acusações indevidas não fiquem sem resposta adequada.

No Brasil, o tema ganha ainda mais relevância diante do rigor da legislação em casos de crimes sexuais, especialmente quando envolvem vulneráveis, em que a lei estabelece proteção ampla às vítimas e busca evitar qualquer relativização das denúncias.

Socorrista do Samu descobre morte do próprio filho durante atendimento no Paraná

Foto Reprodução/Ministério da Saúde.
Um socorrista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) descobriu a morte do filho ao socorrer um acidente de carro em Mauá da Serra, no Paraná, na madrugada deste sábado (18).

O pai e outros socorristas tentaram socorrer o jovem, que dirigia um carro que capotou no quilômetro 290 da BR-376. Ele não resistiu e morreu no local do acidente.

Outras quatro pessoas estavam no veículo e foram socorridas em estado grave. Todos foram ejetados após o carro capotar.

Uma das vítimas foi atropelada por dois veículos após ser laçada para fora do carro, e tem risco de amputação de uma das pernas, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou ao g1.

As identidades dos envolvidos não foram divulgadas. As circunstâncias do acidente são investigadas pela Polícia Civil do Paraná.

Com informações do Diário do Nordeste

Com um presente simples, pai agricultor realiza o sonho da filha de 3 anos

Morando numa casa de taipa no interior do Maranhão e vivendo do trabalho na roça, um  pai identificado como Nataniel, fez o que podia  para realizar o desejo da filha de 3 anos. A pequena Jasmin sonhava com uma botinha, e ele conseguiu.

Um presente simples, mas cheio de significado: esforço, carinho e tudo o que ele podia oferecer para vê-la feliz.
Razões para acreditar/ Vídeo: @niel_lu_casal_da_roca

STF determina o retorno de Monique Medeiros à prisão

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), restabeleceu nesta sexta-feira (17) a prisão preventiva de Monique Medeiros, acusada de participação no homicídio de Henry Borel, aos 4 anos de idade, em 2021. 

O menino Henry Borel morreu na madrugada de 8 de março de 2021. Ele foi levado ao Hospital Barra d’Or pela mãe, Monique Medeiros, e pelo padrasto, o ex-vereador Dr. Jairinho, já sem vida, apresentando múltiplas lesões indicativas de agressão e tortura.

Monique, mãe da criança e o ex-namorado Jairo dos Santos Júnior, o Dr. Jairinho, estão sendo julgados pelo crime.

A decisão proferida atendeu reclamação proposta pelo pai de Henry, Leniel Borel de Almeida Junior, assistente de acusação na ação penal. Ele questionou a decisão do 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro que revogou a prisão preventiva de Monique Medeiros por excesso de prazo.

A Procuradoria-Geral da República manifestou a necessidade de restabelecer a medida cautelar.

O documento da PGR encaminhado ao ministro Gilmar Mendes reconhece que o relaxamento da prisão de Monique pelo 2º Tribunal do Júri, em março, “importa em violação à autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal que, em análise de mérito para o mesmo caso, restabeleceram a segregação para garantia da ordem pública e conveniência da instrução”. 

Para o ministro Gilmar Mendes, ao revogar a prisão preventiva, o juízo fluminense não observou a razão de decidir contida no acórdão da Corte, proferido no recurso extraordinário com agravo.

Além disso, o ministro explicou que o suposto excesso de prazo da prisão decorreu exclusivamente de manobra de defesa técnica de um dos corréus para esvaziar a sessão de julgamento. A conduta, inclusive, foi reprovada em primeira instância como atentatória à dignidade da Justiça.

O caso

O menino Henry Borel morreu na madrugada de 8 de março de 2021. Ele foi levado ao Hospital Barra d’Or pela mãe, Monique Medeiros, e pelo padrasto, o ex-vereador Dr. Jairinho, já sem vida, apresentando múltiplas lesões indicativas de agressão e tortura.

No depoimento à Justiça, Monique relatou que acordou de madrugada, por volta de 3h30, com o barulho da TV, tendo se levantado e ido ao quarto do filho, encontrando-o deitado no chão, com mãos e pés gelados e olhos revirados.

“Quando abri a porta do quarto, o encontrei deitado no chão. Peguei meu filho, botei em cima da cama. Estranhei. As mãos e os pés dele estavam muito geladinhos. Chamei o Jairinho. Ele enrolou meu filho numa manta e fomos ao hospital”, disse em depoimento.

As médicas do hospital Barra d’Or, que atenderam o menino, garantiram à polícia que ele já chegara morto à unidade de saúde. 

As investigações mostraram, por meio das imagens da câmera do elevador, que mostram Monique e Jairinho levando Henry ao hospital e que o menino já estava morto ao deixar o apartamento do vereador.

Um laudo do Instituto Médico Legal concluiu que Henry tinha lesões no crânio, ferimentos internos e hematomas nos membros superiores.

O pai de Henry, Leniel Borel, que clama por Justiça há 5 anos, traçou um perfil do casal.

“Na verdade, o Jairo é um sádico. Ele é um psicopata, mas ele é consciente, com nível superior, médico. Ele não fazia sem consciência, não. Eu estou falando de um vereador com cinco mandatos, que tinha prazer em agredir crianças”, diz.

“Hoje, eu ouso dizer que o Jairo só foi morar com a Monique por causa do Henry. Isso pra mim é terrível. Como a gente pode explicar um adulto que pode agredir uma criança, um anjo, uma criança indefesa”, destacou Leniel Borel.

Ele criticou também a mãe de Henry, Monique Medeiros. “Uma mãe que sabia das agressões e nada fez. Hoje eu falo que a Monique é muito pior do que o Jairo. Foram vários cenários, o Jairo dando banda, dando cascudo na criança, agredindo. O Henry desesperado. Quando ele via o Jairo, vomitava”, afirmou.

Agência Brasil/ Fernando Frazão

PM que ma.tou mulher com ti.ro no peito passa de estagiária a soldado

A policial militar Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, passou de aluna, como se fosse uma estagiária, a soldado duas semanas depois de matar com um tiro no peito Thawanna Salmázio, na Zona Leste de São Paulo. A efetivação foi publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (17).

A soldado está afastada das ruas e é investigada pela Corregedoria da PM e pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil.

A Secretaria da Segurança Pública disse que não houve promoção, apenas equiparação salarial.

“A Polícia Militar esclarece que não houve qualquer promoção da policial citada, que permanece afastada de suas funções. A recente publicação reflete apenas o cumprimento da Lei nº 18.442, de 2 de abril de 2026. A nova legislação extinguiu a antiga divisão entre Soldados de 1ª e 2ª Classe, unificando a graduação sob a nomenclatura única de ‘Soldado PM’. Dessa forma, o ajuste salarial de R$ 480 trata-se unicamente da equiparação remuneratória automática garantida pela lei a todos os policiais que ocupavam a extinta 2ª Classe. A corporação ressalta, ainda, que não existe a figura de ‘estagiário’ na instituição; após a fase de Aluno-Soldado, o policial passa diretamente a atuar como Soldado.

Thawanna morreu após ser baleada durante uma ação policial no início do mês, em Cidade Tiradentes. Ela caminhava pela rua durante a madrugada com o marido, quando o braço dele tocou o retrovisor de uma viatura em patrulhamento. O policial que conduzia o veículo deu ré e questionou o casal sobre andar na rua, dando início a uma discussão.

A policial Yasmin, que estava no banco do passageiro, desceu da viatura. Nas imagens registradas pela câmera corporal do motorista, é possível ouvir Thawanna dizendo à militar para não apontar o dedo para ela. Em seguida, foi efetuado o disparo.

“Você atirou? Você atirou nela? Por quê, ca***?”, questionou o também soldado Weden Silva Soares. Yasmin respondeu que atirou porque a moradora teria dado um tapa na cara dela.

A ação policial foi marcada por abusos e violência desde o primeiro contato, segundo especialistas ouvidos pelo g1, e se configurou como uma “briga” entre agentes e civis, não uma abordagem, além de desrespeitar protocolos da Polícia Militar.

Na época, a soldado Yasmin estava na etapa final do estágio na corporação e fazia patrulhamento nas ruas havia cerca de três meses. Ela não usava uma câmera corporal.

Thawanna esperou mais de 30 minutos pelo resgate, apesar de haver bases do Corpo de Bombeiros a poucos minutos do local do disparo. O atestado de óbito emitido pelo Instituto Médico Legal (IML) apontou hemorragia interna aguda como causa da morte. Socorristas ouvidos pela TV Globo afirmam que a demora no resgate contribuiu diretamente para o agravamento do quadro, já que o ferimento não foi estancado nos primeiros minutos após o tiro.

30 minutos separaram tiro e resgate

Uma sequência de registros oficiais e imagens de câmera corporal aos quais a TV Globo teve acesso revela como se deram os mais de 30 minutos entre o disparo que atingiu Thawanna da Silva Salmázio e a chegada do resgate, na madrugada de 3 de abril, em Cidade Tiradentes, na Zona Leste de São Paulo.

Às 2h59, por meio do registro feito pela câmera corporal do soldado Weden Silva Soares, é possível ouvir o som do tiro dado pela PM Yasmin Cursino Ferreira.

Na sequência, ainda com a vítima no chão, o policial questiona a colega: “Você atirou? Você atirou nela? Por quê, ca***?” A policial responde: “Ela deu um tapa na minha cara”.