domingo, 22 de fevereiro de 2026

Elon Musk chega ao Brasil com novo empreendimento vendendo casas por menos de 10 mil dólares

Créditos: Divulgação/Casa Branca
Em mais um de seus empreendimentos, Elon Musk agora chega ao Brasil com um projeto de casas custando menos de 10 mil dólares. Tratam-se de pequenas residências de formato modular, de perfil tecnológico e sustentável ligadas à Tesla, chamadas “Tiny House”.

A iniciativa é em parceria com a empresa Boxabl, que desenvolveu um sistema de casas modulares dobráveis para transporte e montagem em larga escala. A estrutura pode ser compactada para deslocamento rodoviário e aberta em um lugar definitivo, assim reduzindo entraves logísticos e custos operacionais.
Créditos: Divulgação/Boxabl
Cada casa tem cerca de 37 m² e custa menos de 10 mil dólares (aproximadamente R$ 52,3 mil, na cotação atual). A Tiny House sai de fábrica já com cozinha equipada, banheiro e soluções de design que visam o aproveitamento de espaço.

Além disso, as unidades são equipadas com painéis solares, bateria Powerwall e sistemas avançados de reaproveitamento de água. O modelo de residência móvel já acumula mais de 160 mil pedidos pelo mundo e tem chamado a atenção do setor habitacional diante dos desafios relacionados à moradia em todo o planeta.

Uma casa no Brasil custa caro
Conforme destacado anteriormente, a questão habitacional é um problema que acomete o mundo todo. No Brasil, por exemplo, não é diferente. Grande parte da população se vê desafiada em meio ao aumento dos custos imobiliários nos últimos anos.

Segundo dados do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil, o custo do metro quadrado no país gira em torno de R$ 1.882,60 atualmente, o que eleva os preços até mesmo dos projetos mais compactos.

Hoje, uma residência padrão pode ultrapassar a faixa dos R$ 84 mil. Imóveis de 60 m², por sua vez, superam facilmente os R$ 100 mil, enquanto unidades de 100 m² tendem a passar tranquilamente os R$ 160 mil.

Vitor GonçalvesPor - Vitor Gonçalves
Jornalista apaixonado por futebol e por palavras, faço o que mais gosto (falar sobre o esporte bretão) por meio do que considero ser meu ofício (a atividade jornalística).

Muitos brasileiros os jogam fora: estes aparelhos têm ouro de 22 quilates

Créditos: Freepik/WireStock
Muitas pessoas são acumuladoras por natureza e não conseguem se desfazer de diversos produtos comprados. Independentemente de ser antigo e não funcionar, encontra-se um espacinho dentro da casa para abrigar aquele material sem utilização. Quem fez isso com aparelhos eletrônicos nos últimos anos, provavelmente, tem ouro escondido.

Um portal de notícias da França fez uma revelação inédita recentemente em relação aos celulares e televisões. De acordo com o Linternaute, é possível encontrar ouro 22 quilates, que contribuem para a corrente elétrica, no interior desses aparelhos. Principalmente nas placas mãe.

Contudo, se você pensa que é possível extrair a riqueza só abrindo esses dispositivos, está enganado. As técnicas para retirada do material exigem uma liga especial e o processo se torna extremamente perigoso a quem não tem experiência. Por isso, as melhores soluções são encontrar um ponto de venda respeitado.

Jogar fora, além de tirar a possibilidade de fazer um dinheiro extra, é prejudicial ao ambiente. As placas mãe, por exemplo, contêm chumbo, cádmio e mercúrio que são metas pesados e nocivos. Sem contar outros elementos potencialmente tóxicos no caso de descarte inapropriado.

Aliás, com o consumo desenfreado, assim como o desenvolvimento de novos dispositivos eletrônicos, o descarte ilegal pode se transformar um problema a longo prazo para o meio ambiente.
Créditos: Pixabay/Jeshoots-com
Quais celulares têm ouro 22 quilates?
Não existe uma lista divulgada pelas fabricantes de celular que mostrem todos aqueles com ouro 22 quilates na composição. Portanto, para descobrir se o seu é um dos agraciados com a riqueza, é importante escolher um local de revenda e serviços tecnológicos especializados.

Ferros velhos até seriam uma boa oportunidade para se desfazer dos aparelhos sem utilização, mas costumam pagar menos. Logo, a melhor opção está acima.

Fabio MalvezziPor - Fabio Malvezzi
Jornalista formado pela PUCCAMP com interesse em informar da melhor forma

Goleiro Bruno será candidato nas próximas eleições

Créditos: Instagram / @oficialbrunogoleiro
O Goleiro Bruno, ex-atleta conhecido por sua trajetória controversa, planeja se candidatar nas próximas eleições. Com 41 anos, ele está atualmente em liberdade condicional e espera concluir sua pena, que se encerra em 8 de janeiro de 2031, antes de dar início à sua carreira política.

Bruno foi condenado em 2013 pela morte de Eliza Samúdio, mãe de seu filho, e o corpo da modelo nunca foi encontrado. Bruno pretende iniciar sua trajetória política em sua cidade natal, Ribeirão das Neves, localizada na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Em declarações recentes, o goleiro expressou seu desejo de atuar na política, afirmando que a vereança seria o primeiro cargo almejado. Ele acredita que sua experiência de vida poderá contribuir para a comunidade local.
Créditos: Instagram / @oficialbrunogoleiro
Opções partidárias
O ex-goleiro tem recebido convites de diversos partidos, mas ainda não tomou uma decisão definitiva sobre qual legenda irá escolher. Em uma entrevista, Bruno destacou que sua candidatura será, sem dúvida, por um partido de direita.

Essa afirmação demonstra sua intenção de se alinhar a uma ideologia política específica, embora os detalhes sobre sua escolha partidária ainda estejam em aberto. A candidatura de Bruno promete trazer um novo elemento ao cenário político local. Embora sua trajetória no futebol tenha sido marcada por controvérsias, ele busca um novo começo na política.

A decisão sobre sua filiação partidária e o plano de campanha devem ser definidos nos próximos meses, à medida que ele se aproxima do término de sua pena. O ex-goleiro, portanto, se prepara para uma nova fase, onde espera fazer a diferença na vida de seus conterrâneos.

Fagner SantosPor - Fagner Santos
Jornalista graduado pela Satc (SC). Editor de variedades e apaixonado por games.

Nova tendência que substitui o telefone irrita muita gente

Créditos: Freepik/PVProductions
O mundo está em constante mudança e as pessoas, para se adequarem, adotam novos comportamentos com frequência. Na sociedade atual, a cada mês surge novidades, tendências e inovações. Nem sempre, porém, essas alterações nos hábitos ganham o apoio de todo mundo.

Algumas pessoas, como é normal, costumam preferir as “tradições” antigas e se irritam quando a sociedade impõe uma tendência. Com o tempo, porém, não tem para onde fugir. É o que se percebe na comunicação, em especial, pelo telefone. O comum era uma pessoa ligar para a outra e passar horas conversando. Hoje, é bastante diferente.

A tendência que tomou conta da comunicação e relacionamento pelo telefone é o envio de áudio. Em 2024, o dono da Meta – abrange Whats App, Instagram e Facebook – apontou uma estatística sobre os brasileiros que surpreende. Nenhum outro lugar consome a tecnologia como nós.
Créditos: Freepik/KarlyUkav
Brasileiros enviam mais áudio
Segundo Mark Zuckenberg, os brasileiros enviam até quatro vezes mais mensagens de voz no Whats App pelo telefone em comparação com outras nacionalidades. Ou seja, as pessoas no Brasil estão, aos poucos, diminuindo a quantidade de ligações para deixar áudios que podem ser escutados em qualquer momento.

Em meio a tanta correria, a conversa simultânea por telefone nem sempre é possível. As rotinas das pessoas estão diferentes, com horários e compromissos singulares. Por isso, a solução para facilitar a comunicação por voz, são as mensagens de áudio. Contudo, muitos brasileiros se irritam.

Aliás, como não é possível realizar a ligação, algumas mensagens de áudio duram minutos e mais minutos, quase semelhante ao podcast. Assim, é possível ficar com preguiça de escutar tudo e a mensagem se perde entre tantas outras nos aplicativos. Neste caso, a alternativa encontrada por Zuckenberg foi permitir controlar a velocidade de reprodução.

Fabio MalvezziPor - Fabio Malvezzi
Jornalista formado pela PUCCAMP com interesse em informar da melhor forma

Inquilino tem proteção: lei impede aumento de aluguel quando o proprietário quiser

Foto: Ilustração/ Freepik
Mesmo com imóveis mais caros em 2026, a Lei do Inquilinato impede reajustes fora do contrato e limita aumentos ao índice previsto
A valorização dos imóveis em 2026 pode até mudar o cenário de bairros e cidades, mas não muda uma regra central: contrato de aluguel não é “tabela livre”. Para o inquilino, a Lei do Inquilinato segue sendo uma barreira contra aumentos repentinos, daqueles que chegam como “aviso” e não como acordo.

Na prática, durante a vigência do contrato, o proprietário não pode elevar o aluguel acima do índice previsto, mesmo que argumente que tudo ficou mais caro ao redor. A proteção existe para garantir previsibilidade e evitar que a moradia vire alvo de pressões e reajustes inesperados.

Por que o proprietário não pode aumentar o aluguel livremente

A legislação brasileira estabelece que o reajuste do aluguel deve seguir o que foi pactuado no contrato. Isso dá segurança jurídica ao inquilino e impede mudanças unilaterais durante o período de locação.

A simples valorização imobiliária ou a “inflação percebida” no bairro não autoriza aumento fora da regra contratual. O contrato funciona como um compromisso vinculante e, por isso, tenta bloquear práticas abusivas que forcem o locatário a aceitar valores maiores sem respaldo legal.

Se a tentativa ocorrer no meio do contrato, o caminho correto não é aceitar por medo. É compreender que a lei protege o equilíbrio da relação, justamente para impedir que o inquilino fique refém de imposições.

Como funciona o reajuste anual previsto em contrato

O reajuste do aluguel, quando previsto, só pode ocorrer uma vez por ano. Além disso, precisa respeitar estritamente o índice indicado na cláusula contratual, como IPCA ou IGP-M, sem acréscimos “extras”.

Esse cálculo deve considerar o percentual acumulado dos últimos 12 meses, sem arredondamentos convenientes. E aumentos antecipados, antes de completar o prazo anual, são proibidos.

Essas regras existem para evitar distorções e cobranças arbitrárias. O reajuste não é “negociação automática”; é aplicação de um critério objetivo que já estava combinado desde o início.

Quando o aumento maior é legal e o que fazer se for abusivo

Um reajuste acima do índice até pode ser proposto pelo proprietário, mas só vale se houver acordo mútuo. Para isso, é necessário um aditivo contratual formal, assinado por ambas as partes, deixando claro o novo valor e as condições.

Se o inquilino não concordar, o aluguel continua valendo conforme o contrato original. E qualquer retaliação, como ameaça de despejo, tentativas de rescisão forçada ou pressão para “aceitar logo”, não deve ser tratada como normal.

A lei prevê ainda a possibilidade de revisão do aluguel por via judicial, mas apenas em condições específicas. A ação revisional pode ser proposta após três anos de vigência contratual e exige processo, provas técnicas e análise imparcial, sem servir como instrumento de pressão informal.

Diante de aumento abusivo, a orientação é agir de forma formal e documentada, preservando conversas e registros. Ao pagar apenas o valor correto, dentro do contrato, o locatário se protege contra coação e reforça que aluguel é relação de equilíbrio, não de abuso financeiro.

Por - Gustavo de Souza
Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6

Cidade brasileira tem 93% da população dependente do Bolsa Família, apenas 29 trabalhadores com carteira assinada e quase nenhuma atividade econômica registrada

Imagem: Itaubal/Divulgação
Município amazônico com baixa atividade  econômica e forte dependência de repasses federais. 
Município do Amapá sobrevive quase integralmente de repasses federais, mantém uma máquina pública robusta apesar da baixa arrecadação própria e expõe um modelo que se repete em centenas de cidades brasileiras

A informação foi divulgada por dados oficiais do Portal do Bolsa Família, do IBGE, do CAGED e do Portal da Transparência, além de levantamentos  econômicos citados por análises independentes. Juntos, esses números ajudam a entender uma realidade que, à primeira vista, parece improvável, mas que existe no Brasil de forma concreta e documentada.

Localizada no estado do Amapá, Itaubal do Piririm chama atenção por um dado que, isoladamente, já seria suficiente para causar espanto: 93% da população depende do Programa Bolsa Família para sobreviver. Em um município com cerca de 6 mil habitantes, aproximadamente 5.640 pessoas fazem parte de famílias cadastradas no programa. Ou seja, praticamente toda a cidade.

No entanto, à medida que os dados se acumulam, o cenário se torna ainda mais complexo. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), existem apenas 29 trabalhadores com carteira assinada em todo o município. Isso representa um emprego formal para cada 215 moradores, um índice extremamente fora do padrão nacional e que praticamente elimina a existência de um mercado de trabalho local.

Esse conjunto de informações levanta uma pergunta inevitável: como uma cidade inteira consegue funcionar sem uma base econômica ativa?

Uma economia que praticamente não existe fora do papel
Para entender a dimensão do problema, é necessário observar outros indicadores básicos. De acordo com dados do IBGE, Itaubal possui menos de 80 veículos registrados, o que equivale a cerca de 13 carros para cada mil habitantes. Esse número é compatível com regiões de extrema pobreza e reforça a ausência de atividade econômica, circulação de mercadorias e consumo regular.

A renda média anual por pessoa gira em torno de R$ 15 mil, o que representa pouco mais de R$ 1.200 por mês. Esse valor, por si só, já posiciona o município em patamares semelhantes aos de países com baixo desenvolvimento econômico. Ainda assim, a média é distorcida para cima por salários concentrados no topo da administração pública.

Dentro desse mesmo território de baixa renda, o salário do prefeito chega a R$ 173 mil por ano, criando um contraste evidente entre a realidade da população e a remuneração da elite administrativa. Enquanto a maioria dos moradores depende de benefícios sociais para sobreviver, o núcleo político opera com vencimentos compatíveis com cidades muito maiores.

Segundo levantamento econômico citado pela Caravela, o Produto Interno Bruto (PIB) de Itaubal é de aproximadamente R$ 87,9 milhões, sendo que 72,7% desse valor adicionado vêm diretamente da administração pública. Em outras palavras, o principal “motor econômico” da cidade é o próprio Estado.Economia

O tamanho da máquina pública em um município sem arrecadação
Quando se analisa o orçamento municipal, a sensação é a de observar uma cidade que existe formalmente, mas não se sustenta na prática. A previsão orçamentária de 2024 indicava uma receita líquida superior a R$ 20 milhões. À primeira vista, esse valor parece elevado para um município tão pequeno.

Entretanto, ao detalhar a origem desses recursos, o quadro muda completamente. Menos de R$ 800 mil vêm de arrecadação própria, somando IPTU, ISS, taxas e multas. Todo o restante é composto por repasses federais, enviados justamente porque a cidade não consegue gerar recursos suficientes por conta própria.

Esse desequilíbrio se reflete diretamente no custo da estrutura administrativa. Em 2024, segundo dados do Portal da Transparência, Itaubal possuía 651 servidores ativos. Trata-se de um número elevado para um município com baixa densidade urbana, quase nenhuma frota veicular e pouquíssimas empresas funcionando.

A folha de pagamento do Executivo e do Legislativo consome cerca de R$ 10 milhões por ano, o que representa quase metade de todo o orçamento municipal. Na prática, é como se a cidade existisse para sustentar a própria estrutura administrativa.

Para facilitar a visualização, alguns números chamam atenção:
  • 93% da população dependente do Bolsa Família
  • 29 trabalhadores com carteira assinada
  • Menos de 80 veículos registrados
  • R$ 15 mil de renda média anual por pessoa
  • R$ 173 mil de salário anual do prefeito
  • 651 servidores ativos
  • R$ 10 milhões gastos com pessoal
  • Menos de R$ 800 mil de arrecadação própria
Esses dados ajudam a explicar por que o município opera em permanente desequilíbrio financeiro.

Câmara, secretarias e o ciclo da dependência permanente
A estrutura política local reforça ainda mais essa lógica. A Câmara Municipal de Itaubal, composta por 9 vereadores, consome aproximadamente R$ 800 mil por ano. Em teoria, o Legislativo municipal é responsável por propor leis e fiscalizar o Executivo. No entanto, segundo informações disponíveis no próprio site da Câmara, a página de proposições aparece vazia, sem registros de projetos apresentados em 2025, primeiro ano da legislatura eleita em 2024.

O gabinete do prefeito também chama atenção. Apenas essa unidade administrativa possui quase R$ 500 mil em despesas anuais previstas. Em um município cuja arrecadação própria não chega a R$ 800 mil por ano, o custo do gabinete representa cerca de 70% de tudo o que a cidade consegue arrecadar sozinha.

O atual prefeito foi eleito em 2024 com 5.252 votos de um total de 8.242 votos válidos. Esse número indica que mais de 2 mil eleitores se deslocaram de outros municípios para votar em Itaubal, um dado incomum para uma cidade pequena, localizada a mais de uma hora da capital.

Além disso, o Portal da Transparência encontra-se desatualizado desde dezembro de 2024, dificultando o acompanhamento detalhado das despesas. A antiga Secretaria Municipal de Administração e Finanças, responsável por mais de R$ 2,5 milhões em gastos, foi desmembrada em duas novas pastas: Secretaria de Administração e Secretaria de Planejamento, Finanças e Tecnologia da Informação, ampliando ainda mais a estrutura administrativa.

No total, o município conta com 19 unidades administrativas, entre secretarias, fundos e órgãos. Para uma cidade de 6 mil habitantes, com apenas 29 empregos formais, trata-se de uma estrutura equivalente à de municípios muito maiores.

Bolsa Família como base econômica e o limite do modelo atual
Segundo dados do Portal do Bolsa Família, somente no mês de novembro de 2025, Itaubal teve 2.000 famílias atendidas, beneficiando 5.640 pessoas. O valor total transferido foi de R$ 1.473.147,00, com um benefício médio de R$ 736,94 por família.

Embora não haja o consolidado anual disponível, ao projetar esse valor mensal, o montante ultrapassa R$ 16 milhões por ano, transferidos diretamente do governo federal para a população local. Esse volume de recursos supera, com folga, a arrecadação própria do município e sustenta não apenas as famílias, mas também o funcionamento indireto da  economia local.Economia

O problema, porém, não é a existência do Bolsa Família. O programa é essencial para garantir a sobrevivência de milhares de pessoas. A questão central é que, em Itaubal, ele se tornou o começo, o meio e o fim da estrutura  econômica.

Sem empregos, sem produção e sem arrecadação, o município entra em um ciclo difícil de romper. Quanto menos produz, mais depende de repasses. Quanto maior a dependência, mais indispensável se torna a estrutura política que administra esses recursos.

Esse padrão não é exclusivo de Itaubal. Um estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM) revelou que, em 2016, 2.725 dos 5.570 municípios brasileiros tinham na Administração Pública sua principal atividade econômica. Ou seja, quase metade das cidades do país não se sustenta de forma autônoma.

Após analisar os números, a conclusão se impõe: Itaubal funciona como município, mas não funciona como economia. Existe oficialmente, mas não fecha a conta sem ajuda externa. O caso expõe um modelo que beneficia poucos, mantém estruturas inchadas e perpetua uma dependência que limita qualquer possibilidade real de desenvolvimento.

Escrito por - Felipe Alves da Silva

Tijolo é coisa do passado: eles criaram uma ‘Casa PET’ de 39 m² construída em dois dias com painéis pré-fabricados, garrafas, concreto de 2 cm, armadura de aço e base radier

UFSC desenvolve Casa PET de 39 m² montada em 48 horas com painéis pré-fabricados e garrafas no núcleo estrutural.
Sistema desenvolvido na UFSC propõe substituir tijolos por painéis pré-fabricados com garrafas PET no núcleo estrutural, permitindo montagem de casa popular de 39 m² em cerca de 48 horas, com base radier, concreto armado e foco em reaproveitamento de resíduos.

Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) propõe substituir  tijolos por garrafas PET incorporadas a painéis pré-fabricados, permitindo montar a estrutura de uma casa em cerca de 48 horas, a partir de uma planta inicial de 39 m².

O sistema, conhecido como Casa PET, foi elaborado no Laboratório de Sistemas Construtivos (Labsisco) e segue uma lógica de fabricação fora do canteiro, com módulos prontos que chegam para posicionamento, fixação e travamento.

Construção modular substitui alvenaria tradicional
Na configuração divulgada pela UFSC, a planta de 39 m² prevê dois dormitórios, banheiro e cozinha integrada à sala, além de espaço reservado para varanda e área de serviço, projetados para receber cobertura.

Em vez de levantar paredes peça a peça, o método se organiza por painéis que funcionam como vedação e, ao mesmo tempo, como parte estrutural, substituindo blocos cerâmicos, de concreto ou tijolos.
UFSC desenvolve Casa PET de 39 m² montada em 48 horas com painéis pré-fabricados e garrafas no núcleo estrutural
A própria universidade associou a rapidez à padronização do conjunto, e o coordenador do laboratório, Fernando Barth, afirmou que a montagem acelerada é viável porque os blocos chegam prontos ao local.

Como funcionam os painéis com garrafas PET
O núcleo do painel é formado por colunas de garrafas plásticas de poli(tereftalato de etileno) preparadas com corte e encaixe, de modo que as unidades se conectem e criem uma sequência contínua no interior da peça.

Na descrição institucional da UFSC, a fabricação começa em um molde com uma camada inicial de concreto de cerca de 2 centímetros, seguida pela disposição das garrafas, pela colocação de armadura de ferro e pelo preenchimento final com concreto.

O Portal Virtuhab, ligado à UFSC, descreve um processo semelhante em argamassa armada, com camada de 20 milímetros em uma das faces, reforços metálicos no perímetro e fechamento que leva a espessura total do painel a aproximadamente 14 centímetros.

Ainda segundo o Virtuhab, as garrafas podem ser usadas invertidas para facilitar a passagem de instalações, e a cura do painel deve ocorrer em ambiente saturado, com uso de lona plástica sobre as superfícies expostas.

Dimensões padronizadas e instalações embutidas
Ao apresentar o sistema, a revista Pesquisa FAPESP descreveu painéis com 65 e 85 centímetros de largura por 265 centímetros de altura, compostos por colunas verticais de garrafas, reforçadas com treliça plana de aço e revestidas por argamassa.

A mesma publicação registrou que as instalações elétricas e hidráulicas são colocadas durante a fabricação dos painéis, o que reduz a necessidade de cortes e intervenções no canteiro quando a montagem começa.Materiais de construção e acessórios

Esse desenho tenta combinar reaproveitamento de material com ganho construtivo, já que a UFSC apontou melhora no desempenho térmico, aumento de espessura e rigidez, além de menor peso quando comparado a soluções maciças.

Em um dos registros de divulgação da Pesquisa FAPESP, a arquiteta Thaís Lohmann Provenzano, autora de dissertação vinculada ao tema, resumiu a ideia em uma frase: “A leveza e a rigidez dos painéis pré-fabricados facilitam a fabricação, o transporte e a montagem das habitações”.

Base radier e sistema de travamento estrutural
A proposta prevê que os painéis sejam posicionados sobre base do tipo radier, com escoramento provisório até a amarração final, mantendo juntas de cerca de 10 milímetros para acomodar dilatações ou retrações do conjunto.

O travamento superior, segundo o Virtuhab, é feito com uma chapa metálica perfurada parafusada ao longo de todo o perímetro, funcionando como amarração que integra as paredes e ajuda a estabilizar a montagem.Estantes e armazenamento domésticos

Na cobertura, o mesmo material descreve painéis horizontais posicionados sobre os painéis verticais, unificados por concretagem do capeamento superior, indicado com espessura de 4 centímetros, fechando a solução em lógica compatível com pré-fabricação.

Reaproveitamento de resíduos e potencial de aplicação
Além da rapidez, a UFSC apresentou o reaproveitamento das garrafas como argumento ambiental, ao relacionar a aplicação ao estímulo à coleta seletiva e à redução do descarte em aterros e lixões.Química

No mesmo texto institucional, a universidade citou dados de 2002 sobre o consumo e a reciclagem de embalagens PET no Brasil para contextualizar a abundância do resíduo, embora esses números não representem necessariamente o cenário atual.

Ao descrever o projeto, a Pesquisa FAPESP registrou que a pesquisa buscava também uma casa térrea de 57 m² com dois dormitórios e possibilidade de ampliação, sinalizando que o sistema pode receber variações de metragem e arranjo conforme o desenho dos painéis.

Escrito por - Alisson Ficher

Professor de Harvard explica por que as pessoas não foram feitas para correr, mas para sentar

Imagem gerada por inteligência artificial
O autor vai além ao afirmar que o ser humano desenvolveu, ao longo de milênios, um instinto inato de economizar energia
Você provavelmente já ouviu que ficar sentado o dia todo faz mal, que o sedentarismo é um dos maiores vilões da saúde moderna e que correr é a solução para quase tudo. Mas e se a ciência dissesse que essa narrativa está, pelo menos em parte, errada? É exatamente isso que o professor de Biologia Evolutiva da Universidade de Harvard, Daniel E. Lieberman, defende no livro Exercício, uma obra que virou o senso comum de cabeça para baixo ao argumentar que os seres humanos não foram biologicamente projetados para correr, e que sentar, ao contrário do que se prega por aí, é uma atividade completamente natural para a nossa espécie.

O que Daniel Lieberman defende no livro Exercício?
Lieberman argumenta que, ao longo da história evolutiva humana, nossos antepassados viviam em ambientes onde não havia nenhuma necessidade de ficar em pé por longos períodos ou praticar atividades físicas intensas por prazer. O que os movia era a necessidade de sobreviver, coletar alimentos e caçar. No restante do tempo, sentar em círculo ao redor de uma fogueira, descansar e conversar era o comportamento padrão da espécie. Ou seja, o repouso não era preguiça, era estratégia de sobrevivência.

O autor vai além ao afirmar que o ser humano desenvolveu, ao longo de milênios, um instinto inato de economizar energia. Isso explica, segundo ele, por que tanta gente tem dificuldade em manter uma rotina de exercícios: não é falta de disciplina, é biologia. Em uma entrevista ao jornal espanhol La Vanguardia, Lieberman foi direto ao dizer que nunca evoluímos para fazer exercícios e que essa resistência ao esforço físico desnecessário faz parte da nossa programação natural enquanto espécie.

Sentar realmente faz tão mal quanto dizem?
Uma das ideias mais provocadoras do livro é justamente a defesa do ato de sentar. Durante anos, comparações populares colocaram o sedentarismo no mesmo nível de hábitos altamente prejudiciais à saúde, criando um alarmismo que, segundo Lieberman, confunde mais do que ajuda. Para ele, demonizar uma atividade tão natural para o corpo humano não tem base científica sólida e acaba desacreditando mensagens de saúde que realmente importam.

O que o professor defende não é que se passe o dia inteiro na mesma posição sem se mover, mas sim que o problema não está em sentar, e sim em sentar de forma contínua e prolongada sem nenhuma interrupção. A diferença é importante e muda completamente a forma de encarar a questão. As recomendações dele apontam para um comportamento mais equilibrado, como levantar com frequência ao longo do dia, em vez de transformar o simples ato de sentar em um inimigo a ser eliminado.

Quais são os fatos mais surpreendentes sobre o corpo humano e o exercício?
O livro reúne uma série de dados que surpreendem até quem já tem alguma familiaridade com o tema. Alguns dos pontos mais curiosos que Lieberman levanta ao longo das páginas de Exercício são:

  • Nossos ancestrais caminhavam mais de 12 quilômetros por dia, não para se exercitar, mas para conseguir alimento por meio da caça e da coleta. Esse tipo de esforço tinha uma finalidade prática e era seguido de longos períodos de repouso, o que é muito diferente da ideia moderna de exercício como atividade de lazer ou estética.
  • O metabolismo basal consome entre 60% e 75% de toda a energia gasta diariamente, mesmo sem nenhuma atividade física. Isso significa que uma pessoa de 82 quilos pode gastar cerca de 1.700 calorias por dia simplesmente existindo, respirando e mantendo o coração funcionando, sem sair do lugar.
Imagem gerada por inteligência artificial
O autor vai além ao afirmar que o ser humano desenvolveu, ao longo de milênios, um instinto inato de economizar energia
O que o livro diz sobre correr especificamente?
Lieberman destaca que o corpo humano está muito mais adaptado para caminhar do que para correr. A corrida, especialmente em volumes altos e com frequência elevada, representa uma sobrecarga que o organismo não está naturalmente preparado para absorver sem consequências. Isso não significa que correr seja proibido ou prejudicial em si, mas que existe uma diferença enorme entre o esforço moderado que nossos corpos toleram bem e o excesso que as redes sociais frequentemente glorificam como ideal de saúde.

O professor aponta que o problema contemporâneo não é o exercício em si, mas a forma como ele é apresentado culturalmente, como se mais fosse sempre melhor e como se qualquer pausa fosse um fracasso. O livro defende o exercício moderado, com destaque para caminhadas regulares, e até menciona a recomendação de 10.000 passos por dia como uma referência acessível e compatível com a biologia humana, sem transformar o movimento em uma obsessão ou em uma competição contra os próprios limites do corpo.

Por Carlos Emanoel Freires dos Santos

Governo atualiza o Estatuto do Idoso e agora é proibido abandonar pai e mãe, com pena de prisão para quem descumprir

Reprodução/Istock
O abandono de pais idosos passou a ter punições mais severas no Brasil. A Lei nº 15.163/2025, sancionada sem vetos e publicada no Diário Oficial da União, atualizou o Estatuto da Pessoa Idosa e ampliou as penas para familiares que deixam idosos sem assistência.

Com a mudança, quem abandonar pessoa idosa em hospitais, casas de saúde, instituições de longa permanência ou em qualquer situação de dependência poderá cumprir pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa. Em casos mais graves, as punições são ainda maiores.

Antes da atualização, a pena prevista para abandono de idoso variava de seis meses a três anos de reclusão, além de multa. Agora, a punição foi ampliada para até cinco anos de prisão.

Se o abandono resultar em lesão corporal grave, a pena poderá variar de três a sete anos de reclusão. Já nos casos em que a omissão levar à morte da vítima, a punição pode chegar a 14 anos de prisão.

A nova legislação também endurece as sanções para o crime de maus-tratos. A pena geral passa a ser equiparada à do abandono, e, nos casos agravados, pode variar de três a sete anos (lesão grave) ou de oito a 14 anos (morte).

O crime de maus-tratos é caracterizado por expor a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob autoridade, guarda ou vigilância, privando-a de alimentação ou cuidados essenciais ou submetendo-a a abusos.

Idoso: Responsabilidade da família

O Estatuto da Pessoa Idosa reforça que a família tem responsabilidade solidária pelo cuidado da pessoa com mais de 60 anos, tanto no aspecto financeiro quanto emocional.

Além do Estatuto, o Código Penal já prevê punição para abandono material ,deixar de prover sustento a quem depende legalmente, com pena de um a quatro anos de detenção e multa.

A nova lei teve origem no Projeto de Lei 4.626/2020, apresentado pelo deputado Helio Lopes (PL-RJ), aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal antes da sanção presidencial.

Pedro SilviniPor - Pedro Silvini
Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo

Proprietários não podem pedir a casa de quem mora de aluguel sem contrato a qualquer momento

Foto: Divulgação/Portal 6
Locação por prazo indeterminado garante direitos ao inquilino mesmo após o fim do contrato formal
Muitos inquilinos acreditam que, no aluguel sem contrato, o proprietário pode exigir a saída do imóvel a qualquer momento. Porém, a Lei do Inquilinato determina que o aluguel sem contrato se transforma em locação por prazo indeterminado, o que mantém os direitos do morador.

O advogado imobiliário Dr. Welbert Cordier, do perfil @drcordieradv, explica que a permanência no imóvel após o fim do contrato não elimina a proteção legal do inquilino. Pelo contrário, a relação de locação continua válida e segue regras específicas previstas em lei.

O que acontece quando o contrato de aluguel termina
Quando o contrato acaba e o inquilino permanece no imóvel com a concordância do proprietário, a locação passa automaticamente para prazo indeterminado. Assim, o vínculo jurídico continua existindo, mesmo sem a assinatura de um novo contrato.

Além disso, o proprietário precisa respeitar as regras legais antes de solicitar a devolução do imóvel. Portanto, não pode exigir a saída imediata apenas porque o contrato venceu.

Em quais situações o proprietário pode pedir o imóvel
A legislação permite a retomada do imóvel em situações determinadas. Por exemplo, o proprietário pode pedir o imóvel após cinco anos de locação contínua ou quando comprova necessidade de uso próprio.

Entretanto, se alegar uso próprio, o proprietário deve cumprir exigências legais. Ele precisa ocupar o imóvel em até 180 dias e permanecer no local por, no mínimo, um ano. Caso descumpra essas condições, o inquilino pode exigir indenização por prejuízos.

Informação correta evita despejo ilegal
Muitas pessoas acreditam que a ausência de contrato retira direitos do inquilino. No entanto, a lei protege o morador contra despejos arbitrários e práticas abusivas.

Segundo Dr. Welbert Cordier, conhecer as regras do aluguel sem contrato fortalece a posição do inquilino e evita decisões precipitadas. Dessa forma, a informação correta se torna essencial para prevenir conflitos e impedir despejos ilegais.

Gabriel Yure
Por - Gabriel Yuri Souto
Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.