Ciro e Tasso: mais de três décadas de história política / Instituto Queiroz Jereissati/Divulgação
Quase todo mundo que acompanha política no Ceará gosta de contar ou ouvir a história que envolve Tasso Jereissati e Ciro Gomes.
O “Governo das Mudanças”, na década de 1980, alterou as faces administrativa e política do Estado, projetando os dois personagens.
Três décadas e meia se passaram e cá estão os dois, depois de caminhos tortuosos, idas e voltas, altos e baixos, distanciamentos e reaproximações.
No 1º turno presidencial de 2022, Tasso pediu voto para Simone Tebet (MDB); Ciro subiu no próprio palanque.
Nesta segunda e decisiva rodada, os dois se encontram, novamente, do mesmo lado – o de Lula -, embora em graus diferentes de envolvimento.
Ciro e Tasso estão definhando, politicamente. O pedetista foi muito mal nessa disputa ao Planalto; o tucano está indo para o pijama.
Os dois têm severas diferenças com o petista. Mas, dividido, o Brasil precisa mais de homens públicos do que de políticos apegados a caprichos e orgulhos.
A história tem o condão de filtrar, decantar e sistematizar, pacientemente, as pessoas e suas circunstâncias, na exata medida de sua importância.
Nesse sentido, a posteridade julgará Ciro e Tasso, neste 2022, para além do que já contribuíram para a vida estadual e nacional.
Isso vale muito mais do que pragmatismos e cuidados pontuais, que Tasso e Ciro possam ter com a própria biografia.
Por Erivaldo Carvalho - O Otimista