segunda-feira, 24 de outubro de 2022

Eleições 2022 e as biografias de Ciro e Tasso

Ciro e Tasso: mais de três décadas de história política / Instituto Queiroz Jereissati/Divulgação
Quase todo mundo que acompanha política no Ceará gosta de contar ou ouvir a história que envolve Tasso Jereissati e Ciro Gomes.

O “Governo das Mudanças”, na década de 1980, alterou as faces administrativa e política do Estado, projetando os dois personagens.

Três décadas e meia se passaram e cá estão os dois, depois de caminhos tortuosos, idas e voltas, altos e baixos, distanciamentos e reaproximações.

No 1º turno presidencial de 2022, Tasso pediu voto para Simone Tebet (MDB); Ciro subiu no próprio palanque.

Nesta segunda e decisiva rodada, os dois se encontram, novamente, do mesmo lado – o de Lula -, embora em graus diferentes de envolvimento.

Enquanto Tasso mostra a cara em evento público, no Centro de Fortaleza, ao lado de empresários, Ciro empresta o nome para o movimento “Sou Ciro e RC e tô com Lula”.

Ciro e Tasso estão definhando, politicamente. O pedetista foi muito mal nessa disputa ao Planalto; o tucano está indo para o pijama.

Os dois têm severas diferenças com o petista. Mas, dividido, o Brasil precisa mais de homens públicos do que de políticos apegados a caprichos e orgulhos.

A história tem o condão de filtrar, decantar e sistematizar, pacientemente, as pessoas e suas circunstâncias, na exata medida de sua importância.

Nesse sentido, a posteridade julgará Ciro e Tasso, neste 2022, para além do que já contribuíram para a vida estadual e nacional.

Isso vale muito mais do que pragmatismos e cuidados pontuais, que Tasso e Ciro possam ter com a própria biografia.

Por Erivaldo Carvalho - O Otimista

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