domingo, 31 de julho de 2022

Homem reclama de insegurança em entrevista e dias depois é preso por furto

Foto: Reprodução/TV Gazeta
Um homem de 33 anos suspeito de cometer furtos em Linhares, no Espírito Santo, foi preso dias depois de ter concedido uma entrevista sobre insegurança na região.
"Linhares era pra ter mais segurança porque estão roubando muito. Não só no comércio, mas também nos ônibus. Está acontecendo em vários bairros. Em Interlagos, onde moro, é onde mais acontece. Em todo lugar está tendo assalto", disse o homem na entrevista a afiliada da TV Globo no dia 14 de julho.

Na última quinta-feira (28), Anderson Lopes foi preso enquanto tentava fazer uma compra em um restaurante com um cartão de crédito furtado, segundo o G1.

O homem passou por audiência de custódia, mas segue preso. A defesa de Anderson vai entrar com um novo recurso nesta segunda (1).

Operário é demitido e se vinga destruindo casas de luxo que havia erguido; vídeo

Foto: Reprodução / Internet
Um operário de 59 anos, da construção civil, foi demitido de uma empreiteira e resolveu se vingar de uma forma drástica: pilotando uma escavadeira ele destruiu várias casas de luxo que ele havia erguido à beira de um lago na região de Muskoka Lakes (Ontário, Canadá).  O caso ocorreu em 21 de julho, segundo o "Toronto Sun". Após o ocorrido, o operário foi detido e indiciado por dano a propriedades particulares. 
O prejuízo causado pelo funcionário foi de “milhões”, segundo Geordie Newlands, dono da SWS Muskoka: "Ainda bem que ninguém ficou ferido. Foi surreal o que ocorreu. Parece ficção", acrescentou ele.

As casas foram construídas pela empresa Pride of Rosseau. No condomínio, há casas listadas por cerca de R$ 56 milhões.

'Ficava sem comida e apanhando', diz mulher mantida em cárcere privado por 17 anos no RJ

Filhos aparentavam ter 10 anos por conta da desnutrição - Foto: Reprodução
 "[A gente] ficava sem comida, sem água e apanhando... Meus filhos, também amarrados, apanhavam de fios e [ele] enforcava a gente também", relatou Edna, 40, sobre os maus-tratos sofridos durante os 17 anos em que foi mantida com os dois filhos em cárcere privado numa casa insalubre no bairro Guaratiba, na zona oeste do Rio de Janeiro

Os três foram libertados na quinta-feira (28) pela Polícia Militar. O marido e pai das vítimas —um garoto de 19 e uma garota de 22— foi preso e levado à 43ª Delegacia de Polícia. A corporação não informou se ele, que não teve o nome divulgado, prestou depoimento e se tem advogado.

Em entrevista para a TV Globo neste sábado (30), a mulher confirmou os relatos de vizinhos de que o marido mantinha música alta durante a noite para abafar os gritos da família. "[Ele] já era agressivo, mas no decorrer dos anos foi piorando mais as agressões", afirma Edna, que está provisoriamente morando na casa de parentes em Senador Camará, também na zona oeste do Rio.

Ela e os filhos foram encontrados com quadro de desnutrição e desidratação grave e ficaram internados no Hospital Rocha Faria, em Campo Grande, até este sábado.

"Ele [meu filho] nunca tinha visto ninguém. Só via ela [minha filha] e ele [o agressor]", contou, sobre o filho mais novo.

A mulher disse que, há cerca de dois anos, tanto o Conselho Tutelar como agentes de saúde da família chegaram a visitar a residência, mas nenhuma medida foi tomada. "O pessoal do Conselho Tutelar esteve lá, só que foi uma vez só, mas não voltou. Agente de saúde foi e cadastrou a gente na Clínica da Família, falou que era para ele [o agressor] levar a gente lá, só que ele não levou", relatou na entrevista.

Em nota, o Ministério Público do Rio de Janeiro informou que investiga a atuação do Conselho Tutelar à época. A Promotoria afirma que, apesar de haver comprovação da ação inicial do órgão em março de 2020, "não houve nenhuma informação posterior enviada ao Ministério Público no sentido de que a violência não fora estancada".

À reportagem, a irmã da mulher, que pediu para não ter o nome divulgado, disse que nunca deixou de procurá-la.

"Nunca desisti de procurar minha irmã. Consegui um suposto telefone dele que não atendia, depois procurei no Facebook até um dia que achei o telefone certo dele. Ele não queria contar onde estavam morando. Acho que ela viu meu número e gravou, porque ela conseguiu passar para a vizinha."

Segundo a irmã, a vítima e o agressor são primos de primeiro grau por parte de mãe. Ele, mais velho, é da Bahia, enquanto ela é do Rio.

No começo da relação, quando o casal ainda morava no bairro Senador Camará, os familiares auxiliavam nas crises de ciúmes do marido, mas assim que nasceram os filhos o agressor decidiu sumir com a família, relata a irmã da vítima.

A Folha esteve no local nesta sexta-feira (29) e, ao ver o interior da casa pela única janela possível, identificou uma cama de ferro enferrujada, um colchão manchado e um pote de margarina com líquido amarelo ao pé. Lixos e sacolas estavam espalhados pelo chão sujo.

Vizinhos relataram que nos últimos 20 anos foram raras as vezes que viram a mulher e os dois filhos.

Suspeito de atirar em ex-companheira comemora crime nas redes sociais - 'não vai trair mais ninguém'

Segundo a Polícia Militar, a mulher tinha uma medida restritiva contra o suspeito
Um homem suspeito de atirar na ex-companheira, em Itajubá (MG), comemorou os disparos com publicação nas redes sociais. Na postagem, ele diz para que a mulher descanse em paz e afirma que ela "não vai trair mais ninguém".

De acordo com o portal de notícias, a vítima não morreu. A mulher está internada em estado grave na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital das Clínicas da cidade. A mulher de 36 anos foi baleada pelo ex-companheiro neste sábado (30).

SUSPEITO INVADIU CASA DE VÍTIMA
Testemunhas informaram aos policiais que o ex-companheiro da mulher pulou o muro, invadiu a casa e disparou contra a vítima. Após disparos, o suspeito fugiu.

A vítima e o homem tiveram um relacionamento durante dois anos. De acordo com as testemunhas, ele não aceitava o término do namoro. Segundo a Polícia Militar, a mulher tinha uma medida restritiva contra o suspeito.

A PM informou que segue com as diligências.

Cearense envia de PIX R$ 1 mil a pessoa falecida e tenta recuperar o dinheiro

Caixa informou que a devolução de valores recebidos por PIX é possível quando acordado entre as partes, ou por determinação judicial
Uma fiscal de caixa da cidade de Fortaleza enviou um PIX de R$ 1 mil por engano para um homem já falecido e agora tenta recuperar o dinheiro. O caso aconteceu no dia 20 de julho e até este sábado (30) a cearense ainda não conseguiu resolver a situação.

Conforme a mulher, que não quer ser identificada, a irmã dela pediu para depositar o dinheiro na conta dela, para depois ela transferir de volta. Porém, quando foi realizar a transferência via PIX acabou digitando um número errado, fazendo com que o valor fosse parar na conta errada.

Segundo a mulher, ao perceber o erro, tentou entrar em contato com o banco, mas como já estava perto do horário de encerramento não conseguiu falar com nenhum atendente. Então, ele pesquisou na internet o nome do titular da conta para qual ela havia transferido o dinheiro da irmã.

Através da busca, a cearense encontrou o perfil do homem em uma rede social. Porém, para a surpresa dela, soube através da mãe dele sobre o falecimento.

"Lá [na rede social] eu percebi que a conta dele era bloqueada e a última atualização tinha sido em agosto de 2021. No Instagram dele tinha o perfil da mãe dele marcado, então eu entrei no dela, mandei mensagem explicando a situação e pedi para ela falar com o filho dela para devolver. Aí ela disse que não poderia me ajudar, pois o filho dela já faleceu".

Em busca do dinheiro
Em busca de tentar reaver o valor, a mulher procurou ajuda na agência da Caixa onde foi informada pelo gerente que só poderia reaver o dinheiro através do titular da conta ou, no caso de falecidos, através dos herdeiros.

O banco afirma ainda que a devolução de valores recebidos por PIX é possível quando acordado entre as partes, ou por determinação judicial.

sábado, 30 de julho de 2022

Consignado do Auxílio Brasil já tem pré-cadastro com juro de 79% ao ano

Desempregada e mãe de quatro filhos, Amanda Prado já teve mais de um pedido de empréstimo recusado. O sinal verde veio quando teve o cadastro pré-aprovado em um correspondente bancário do Banco Pan, há duas semanas, para obter o crédito consignado destinado aos beneficiários do Auxílio Brasil.

A modalidade ainda não foi regulamentada, mas os beneficiários já estão recebendo e aceitando ofertas de empréstimos de correspondentes bancários. Os grandes bancos privados não devem oferecer esse tipo de crédito.

Para simular o empréstimo, bastou a Amanda fornecer os números de RG, CPF, conta bancária e o código familiar do benefício. Agora, aguarda a sanção do governo Jair Bolsonaro (PL) para receber em sua conta bancária R$ 2.056. No prazo de 24 meses, pagará parcelas de R$ 160 —descontadas diretamente do auxílio— a juros de 4,99% ao mês (79% ao ano).

"Eu quis fazer esse empréstimo para poder comprar as coisas para os meus filhos, roupas que eles estão necessitando e coisas para a casa. Estou passando muita dificuldade", afirmou.

De acordo com fontes do governo, a tendência é que o prazo do empréstimo seja de até dois anos. Quanto ao limite máximo de juros, o tema está em discussão. O objetivo, de acordo com pessoas do governo ouvidas pela Folha, é que haja concorrência entre os bancos para deixar os juros menos onerosos aos clientes.

Amanda, que viu o anúncio feito por uma amiga e entrou em contato em busca de socorro financeiro, diz não ter pensado na possibilidade de perder o benefício social antes de ter quitado a dívida.

"Com esse dinheiro, vou conseguir comprar as coisas para as minhas crianças e vou trabalhando, vou ver se consigo guardar um pouco do que ganho com os bicos para poder me manter", acrescentou.

Pela proposta aprovada no Congresso, essas famílias podem comprometer até 40% do Auxílio Brasil com empréstimos. Esse valor equivale a R$ 160 sobre os atuais R$ 400. Quando o benefício subir para R$ 600, de agosto a dezembro, o limite vai para R$ 240 —isso significa que, quando o Auxílio Brasil voltar para R$ 400, em janeiro, o comprometimento da renda vai subir para 60%.

Na avaliação de entidades de defesa do consumidor e especialistas em finanças, a oferta do produto pode levar essas famílias ao superendividamento e colocá-las novamente em situação de vulnerabilidade.

Uma preocupação são as taxas de juros, que devem ficar praticamente no mesmo patamar do crédito pessoal sem desconto em folha (atualmente em 87% ao ano). Também estarão mais próximas do cheque especial (133% ao ano) do que do consignado para beneficiários do INSS, que é de cerca de 25% ao ano.

Isso porque as pessoas que recebem o auxílio não têm uma renda vitalícia, mas um benefício temporário. Ou seja, podem deixar de receber o pagamento caso não atendam mais aos critérios do governo. A dívida, no entanto, permanece. Por isso, as garantias para os bancos são menores.

Ione Amorim, economista e coordenadora do Programa de Serviços Financeiros do Idec (instituto de defesa do consumidor), afirma que o argumento de que a linha é uma opção de crédito mais barato para essas famílias não se sustenta.

"A gente [Idec] tem recebido muitas críticas dizendo que tem de garantir o direito ao crédito de baixo custo. Como se tivesse algum crédito barato no Brasil. Esse que vai ser disponibilizado para o Auxílio Brasil, que pode beirar 100% ao ano, é muitíssimo caro", diz a economista.

Com essa taxa, o adiantamento de até R$ 2.400, como tem sido anunciado por algumas financeiras, pode custar praticamente o dobro para o beneficiário e comprometer sua renda por até dois anos.

"‹Ione lembra ainda que essas famílias não terão a opção de adiar um pagamento em caso de aperto financeiro, como acontece com um devedor de outras linhas, pois o desconto é feito diretamente no auxílio.

"Ao mesmo tempo que o governo concede o benefício, ele transfere para o setor bancário 40% desse valor. Então essas famílias vão continuar em uma situação de vulnerabilidade", afirma.

O presidente da Abefin (Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira), Reinaldo Domingos, diz que os beneficiários do INSS que ganham o salário mínimo e têm uma renda vitalícia já enfrentam dificuldade em viver com esse comprometimento de renda, situação que se agrava no caso do auxílio.

Pegar o crédito só é válido, segundo ele, para quem tem a perspectiva de conseguir viver com um benefício de R$ 360 até dezembro e de R$ 160 por mês a partir de janeiro.

"O crédito consignado, em vez de benefício, pode ser um grande vilão nessa história. Pode levar [essas famílias] a uma situação muito pior do que já estão. Um benefício de sobrevivência jamais pode ter qualquer valor sendo descontado", afirma.

Especialistas veem terreno fértil para fraudes e golpes

Entidades de defesa do consumidor já relatam fraudes envolvendo o crédito consignado para beneficiários do Auxílio Brasil e esperam que se repita uma prática comum nesse mercado: a liberação de empréstimos sem aval dos clientes, queixa que lidera os rankings de reclamação.

Segundo levantamento da Senacon (Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor), órgão ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, de 1º de janeiro a 30 de junho deste ano, foram registradas 35.721 reclamações sobre crédito consignado, cartão de crédito consignado e renda mensal consignada para beneficiários do INSS por meio do portal do consumidor.

Conforme os dados enviados à Folha, as queixas sobre cobrança por serviço ou produto não contratado, não reconhecido ou não solicitado lideram a lista, com 10.608 registros. Na sequência, são 8.418 reclamações por não entrega do contrato ou documentação relacionada ao serviço.

No Sindec (Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor), que integra 26 Procons estaduais, o do Distrito Federal e mais de 600 municipais, foram registrados mais 21.005 problemas.

A medida aprovada pelo Congresso, além de permitir o empréstimo consignado para quem recebe o Auxílio Brasil, define que beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) terão a margem consignável ampliada de 40% para 45%, sendo 5% reservados exclusivamente para operações com cartões de crédito consignado.

No final do primeiro trimestre deste ano, o valor da renda que poderia ser comprometido já havia passado de 35% para 40%. Segundo dados do Banco Central, no período, houve uma alta de 130% nas concessões, para R$ 13,4 bilhões em abril.

"O crescimento foi puxado por essa mudança regulatória específica para o beneficiário do INSS, mas todas as demais modalidades de crédito pessoal também cresceram", ressaltou o chefe do departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha.

Ione Amorim, do Idec, afirma que, nas vezes em que houve ampliação da margem consignável, as contratações dispararam, com muitas concessões sem consentimento, o que foi seguido por uma explosão de reclamações.

Em sua avaliação, o mesmo deve ocorrer em relação ao auxílio. Ela diz que já há relatos de beneficiários vitimados por golpes aplicados por pessoas de fora do sistema bancário.

O mês de março também foi marcado pela liberação do crédito consignado a quem recebe o BPC/Loas (Benefício de Prestação Continuada) —idosos que tenham a partir de 65 anos ou pessoas com deficiência de qualquer idade em situação de miséria social.

Quando soube da autorização do governo para essa categoria, Morgana Gomes decidiu recorrer ao empréstimo consignado para ajudar nas despesas médicas da mãe, Eni, 74, que tem demência e depressão e vive hoje em uma casa de repouso em Porto Alegre.

O salário mínimo recebido pela idosa é insuficiente para cobrir os gastos mensais em torno de R$ 2.000, incluindo medicamentos, consultas e a mensalidade da clínica.

"No início, tirei R$ 3.000 para pagar uma dívida que já vinha se acumulando no cartão de crédito, com compra de fraldas e medicações. Agora ficou melhor, tenho uma reserva para os gastos com ela", disse Morgana, que solicitou em nome da mãe um empréstimo no valor de R$ 17.000 a ser pago em 72 parcelas de R$ 434.

Governadora de Nova York declara estado de emergência por varíola dos macacos

A governadora do Estado de Nova York, Kathy Hochul, declarou estado de emergência diante do aumento de casos de varíola dos macacos. A informação foi publicada no site oficial do governo ontem, 29, e também pela governadora nas redes sociais.

"Estou declarando emergência estadual de desastre para fortalecer nossos esforços contínuos para enfrentar o surto de varíola. Esta ordem executiva nos permite responder mais rapidamente e possibilita que profissionais de saúde tomem medidas adicionais que ajudarão a vacinar mais nova-iorquinos", afirmou a governadora.

A declaração expande o leque de profissionais que podem administrar vacinas contra a varíola dos macacos, incluindo funcionários do Serviço Médico Emergencial (EMS, na sigla em inglês), farmacêuticos e parteiras. Além disso, viabiliza médicos e enfermeiros certificados a emitir ordens de vacinas para pacientes.

"Mais de um em cada quatro casos de varíola neste país estão em Nova York, causando um impacto desproporcional em grupos de risco", destacou Hochul. O estado de emergência deve vigorar até 28 de agosto.

Consignado do Auxílio Brasil pode elevar fraudes e reclamações

Entidades de defesa do consumidor já relatam fraudes envolvendo o crédito consignado para beneficiários do Auxílio Brasil, linha aprovada pelo Congresso, mas que ainda não foi liberada pelo governo. Também esperam que se repita uma prática comum nesse mercado, a liberação de empréstimos sem aval dos clientes, queixa que lidera os rankings de reclamação.

Segundo levantamento da Senacon (Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor), órgão ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, de 1º de janeiro a 30 de junho deste ano, foram registradas 35.721 reclamações sobre crédito consignado, cartão de crédito consignado e renda mensal consignada para beneficiários do INSS por meio do portal do consumidor.

Conforme os dados enviados à Folha, as queixas sobre cobrança por serviço ou produto não contratado, não reconhecido ou não solicitado lideram a lista, com 10.608 registros. Na sequência, são 8.418 reclamações por não entrega do contrato ou documentação relacionada ao serviço.

No Sindec (Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor), que integra 26 Procons estaduais, o do Distrito Federal e mais de 600 municipais, foram registrados mais 21.005 problemas.

A medida aprovada pelo Congresso, além de permitir o empréstimo consignado para quem recebe o Auxílio Brasil, define que beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) terão a margem consignável ampliada de 40% para 45%, sendo 5% reservados exclusivamente para operações com cartões de crédito consignado.

No final do primeiro trimestre deste ano, o valor da renda que poderia ser comprometido já havia passado de 35% para 40%. Segundo dados do Banco Central, no período, houve uma alta de 130% nas concessões, para R$ 13,4 bilhões em abril.

"O crescimento foi puxado por essa mudança regulatória específica para o beneficiário do INSS, mas todas as demais modalidades de crédito pessoal também cresceram", ressaltou o chefe do departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha.

Ione Amorim, coordenadora do Programa de Serviços Financeiros do Idec (instituto de defesa do consumidor), afirma que, nas vezes em que houve ampliação da margem consignável, as contratações dispararam, com muitas concessões sem consentimento, o que foi seguido por uma explosão de reclamações.

Ela avalia que o mesmo deve ocorrer em relação ao auxílio e diz que já há relatos de beneficiários vitimados por golpes aplicados por pessoas de fora do sistema bancário.

CONSIGNADO NO BPC/LOAS

O mês de março também foi marcado pela liberação do crédito consignado a quem recebe o BPC/Loas (Benefício de Prestação Continuada) —idosos a partir de 65 anos ou pessoas com deficiência de qualquer idade em situação de miséria social.

Quando soube da autorização do governo para essa categoria, Morgana Gomes decidiu recorrer ao empréstimo consignado para ajudar nas despesas médicas da mãe Eni, 74, que tem demência e depressão e vive hoje em uma casa de repouso em Porto Alegre.

O salário mínimo recebido pela idosa é insuficiente para cobrir os gastos mensais em torno de R$ 2.000, incluindo medicamentos, consultas médicas e a mensalidade da clínica.

"No início, tirei R$ 3.000 para pagar uma dívida que já vinha se acumulando no cartão de crédito, com compra de fraldas e medicações. Agora ficou melhor, tenho uma reserva para os gastos com ela", disse Morgana, que aproveitou a taxa de juros menos onerosa e solicitou em nome da mãe um empréstimo de R$ 17.000 a ser pago em 72 parcelas de R$ 434.

O juro mais baixo no consignado para aposentados também pesou na escolha de Eduardo di Fonso, 77, na hora de pedir um empréstimo. Em meio à pandemia de Covid-19, viu cair o movimento dos estacionamentos aos quais é proprietário em São Paulo e contraiu novas dívidas.

"Eu devo ter uma meia dúzia deles. São todos pequenos, só tem um de R$ 700 reais que deve terminar nos próximos 16, 18 meses", afirmou. "Todos foram para eu fazer frente às despesas que tinha com meu pessoal, não poderia deixá-los passar por necessidade", acrescentou.

Hoje, cerca de R$ 1.200 são descontados de sua aposentadoria mensalmente. Mas, com a retomada da atividade econômica, planeja quitar as dívidas antecipadamente e não vê necessidade de buscar mais algum socorro financeiro, apesar da ampliação da margem.

PM é preso por golpes de mais de R$ 1 milhão contra colegas policiais

Um policial militar foi preso e denunciado por golpes de mais de R$ 1 milhão contra 20 colegas. De acordo com o Ministério Público de Goiás (MPGO), o cabo Francisco de Assis Jesus dos Santos Soares de Oliveira apresentava dicas sobre aplicações financeiras em criptomoedas, ativos de renda variável e apostas esportivas.

O Judiciário recebeu a denúncia do MPGO na sexta-feira (29), um dia depois de o cabo ser preso preventivamente.

Em nota, a Polícia Militar de Goiás (PMGO) informou que tomou todas as providências cabíveis na esfera administrativa e acompanha a tramitação do processo na Justiça goiana.

Segundo as investigações, ao todo, 20 policiais do Batalhão de Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam), considerada a tropa de elite da PM goiana, sofreram o golpe. O PM prometia lucros de até 30% ao mês a outros policiais.

A Justiça Militar também acolheu o pedido do MP para o bloqueio de valores disponíveis em nome do acusado em contas bancárias.

De acordo com a denúncia, há cerca de um ano, o policial começou a orientar os colegas com dicas e mentorias sobre aplicações financeiras em criptomoedas (tipo de dinheiro virtual), ativos de renda variável e apostas esportivas.

As vítimas começaram a participar de uma banca conjunta, criada e mantida por Francisco de Oliveira, em uma plataforma on-line, com sede no Reino Unido, onde faria aplicação de valores em apostas esportivas. A promessa de lucratividade variava de 30% a 50%.

Segundo a denúncia, Francisco teria abordado cada um dos colegas, fazendo promessas de altos rendimentos, e dizia que assumiria a responsabilidade caso houvesse qualquer tipo de prejuízo. O policial também exigia que cada vítima fizesse um investimento de R$ 10 mil.

Depois de alguns pagamentos, nenhuma das vítimas recebeu rendimento dos valores, e, ao ser procurado pelos colegas, ele dizia que os valores aplicados estavam bloqueados por problemas técnicos.

Para liberar os valores, o PM pedia aos colegas mais R$ 2 mil. Como eles não concordavam com a exigência, o cabo prometeu pagá-los até 20 de dezembro de 2021. Porém, desde então, não receberam e continuaram com os prejuízos.

Saiba quem são os foragidos mais procurados do Ceará e o valor da recompensa por informações

Recompensas mais altas são para criminosos conhecidos como Mingau, Fiel e Naldo
Acusados são procurados por tráfico de drogas, homicídios e até envolvimento no furto ao Banco Central, realizado em 2005 - Recompensa por informações chega a R$ 7 mil
Novos suspeitos compõem a lista dos homens mais procurados pela Justiça do Ceará. Foram publicados no Diário Oficial do Estado (DOE) 16 nomes de foragidos que entraram no Programa de Recompensa estadual, estabelecido por lei durante os ataques criminosos de janeiro de 2019. O programa oferece de R$ 3 mil a R$ 7 mil para quem fornecer informações que levem à localização e à prisão dos procurados. 

Dentre os procurados estão pessoas envolvidas no tráfico de drogas, homicídios, organizações criminosas, roubos e fugitivos do sistema prisional. A lista foi publicada no dia 18 de julho e as recompensas oferecidas valem por 120 dias desde a divulgação dos nomes.

As denúncias podem ser feitas pelo Disque 181 ou pelo WhatsApp da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) 85 3101 0181. O pagamento é realizado pela secretaria e garante resguardar o sigilo da identificação do beneficiário. A Comissão Estadual do Programa de Recompensa é quem decide pelo pagamento caso julgue a informação como útil para a captura dos procurados.                                                    
Confira os nomes dos foragidos e os valores das recompensas

Gilberto de Oliveira Cazuza - Apelido: Mingau > Acusado de integrar organização criminosa com atuação no Vale do Jaguaribe. Tem antecedentes criminais por homicídio e tráfico de drogas. Recompensa: R$ 7 mil.

Carlos Mateus da Silva Alencar – Apelido: Fiel ou Skidum > Acusado de chefiar organização criminosa do bairro Pirambu, em Fortaleza. Tem antecedentes criminais por homicídio, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. Recompensa: R$ 7 mil

Antônio Edinaldo Soares de Oliveira - Apelido: Naldo > Envolvido em fuga do sistema penitenciário de julho de 2020. Acusado de sequestro, homicídio e roubos de veículos. Recompensa: R$ 6 mil

Jangledson de Oliveira - Apelido: Nem > Fugitivo do sistema prisional do Ceará e acusado de roubos, latrocínio, homicídios e formação de quadrilha. Atua nas cidades de Eusébio e Aquiraz. Recompensa: R$ 5 mil

Marcos Rogério Machado Morais - Apelido: Rogério Bocão ou Cabeção > Fugitivo do sistema prisional e acusado de envolvimento no furto ao Banco Central de Fortaleza, em 2005. Recompensa: R$ 5 mil

Pastor Florêncio Cabral Gimenez - Acusado de tráfico internacional de drogas e fuga do sistema prisional cearense: Recompensa: R$ 5 mil

José Anderson Pereira de Freitas - Apelido: Alex > Fugitivo do sistema prisional cearense desde janeiro de 2022. Tem antecedentes criminais por homicídios no Ceará e na Paraíba. Recompensa: R$ 5 mil

Ismário Wanderson Fernandes da Silva - Apelido: Bacurau > Acusado de chefiar organização criminosa em Itaitinga e investigado por homicídios. Recompensa: R$ 5 mil

Igor Bezerra da Silva - Apelido: Barruada > Acusado de ser integrante de organização criminosa atuante em Caucaia. Tem antecedentes criminais por homicídio, tráfico de drogas e integração de organização criminosa. Recompensa: R$ 5 mil

Rener Castro de Souza - Acusado de envolvimento em organização criminosa e tráfico de Drogas. Recompensa: R$ 5 mil

Francisco Gilson Lopes Justino - Apelido: Meia Luz > Possui três mandados de prisão em aberto. É acusado de cometer homicídios, latrocínios, assaltos a bancos, roubos, associação criminosa e porte ilegal de arma. Recompensa: R$ 4 mil

Josinelson Ferreira da Silveira - Apelido: Carioca ou Nelson > Atuante em Fortaleza, é acusado de envolvimento em furtos, roubos, porte ilegal de arma de fogo, formação de quadrilha e sequestro. Recompensa: R$ 4 mil

Valdinei Pereira Pinheiro - Acusado por tráfico de drogas, porte ilegal de arma e associação criminosa. Recompensa: R$ 4 mil

Antônio André Sampaio de Sousa - Apelido: Dedé > Acusado de homicídio e porte ilegal de arma. Recompensa: R$ 4 mil

Jeremias Ávila Frota - Fugitivo do sistema prisional cearense e procurado por envolvimento com o tráfico de drogas. Recompensa: R$ 3 mil

Douglas Aparecido Piovesan - Fugitivo do sistema prisional cearense e acusado de associação criminosa, roubos, assalto a banco e porte ilegal de armas. Recompensa: R$ 3 mil.