sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Suzana Vieira é internada em hospital com sequelas da covid

Suzana Vieira foi internada em hospital para tratar sequelas da covid - Foto: Reprodução/Instagram
A atriz Suzana Vieira, 79 anos, foi internada em um CTI de um hospital no Rio de Janeiro para tratar sequelas da covid-19.

"Estou bem. O Covid-19 deixou sequelas no pulmão e precisei fazer um ciclo de medicação venosa, por isso estou internada. Como tenho leucemia, é protocolo a internação em CTI. Com a medicação e fisioterapia, em breve estarei em casa", explicou ao Gshow.

Suzana foi diagnosticada com um tipo de leucemia em 2019.

Mãe dizia para filha estuprada pelo padrasto que abuso 'era normal' e ela tinha que aguentar

Abusos duraram 2 anos - Foto: Ilustrativa/Pexels
A adolescente de 15 anos que era estuprada desde os 13 anos pelo padrasto, contou à polícia que a mãe sabia sobre o crime e chegou a falar para ela que “isso era normal”.

A denúncia chegou à Polícia Civil depois que a vítima tentou se jogar de uma passarela na avenida Grande Circular, há alguns dias.

Na ocasião, ela confessou aos policiais militares que a impediram, que tinha sido estuprada na noite anterior pelo padrasto e queria tirar a própria vida porque não aguentava mais ser abusada.

Na delegacia, a menina contou que era abusada há dois anos, desde que a mãe começou a se relacionar com o acusado.

Segundo a delegada Joyce Coelho, a jovem revelou ainda que desde os primeiros abusos, que começaram através de toques, contou tudo para a mãe e pediu ajuda, mas a mulher ignorou o crime e até disse para ela que “isso era normal e que era a forma que o padrasto tinha de demonstrar carinho por ela”.

Após a consumação do ato sexual, a mãe pediu que a filha aguentasse mais um pouco os estupros até que ela pudesse denunciar, porém, ela nunca procurou a polícia.

O homem foi preso nas primeiras horas da manhã de hoje (6), dentro da casa onde a família mora no bairro São José. Ele vai responder por estupro e a mãe, será indiciada inicialmente por omissão.

Sensitiva diz que Viih Tube e Eliezer terão filho e choca com detalhes: 'reencarnação'

Ex-BBBs trocam altas declarações nas redes sociais - Foto: Reprodução/Instagram
Viih Tube e Eliezer serão papais? Segundo a sensitiva Bianca Godói, sim! A influencer vai engravidar até março de 2023.

Os dois têm um encontro de almas muito ligado a vidas passadas e acontecimentos que precisam viver juntos. Eu vejo a Viih Tube realmente apaixonada pelo Eliezer e poderá ter frutos e colheitas. Ela deve engravidar dentro de sete meses”, apontou Bianca em conversa com na ‘Central Splash’.

A sensitiva disse ainda que o filho dos ex-BBBs será uma reencarnação de algum familiar deles. “Essa reencarnação volta e o casal fica junto. É um resgate de vidas passadas e o casamento dará certo, com batizado e muitos convites para as pessoas celebrarem com eles”, completou.

PT segue Lula, debela motim contra Freixo e coloca Molon para escanteio no Rio

A cúpula do PT debelou, oficialmente, movimento do diretório fluminense pela retirada do apoio à candidatura de Marcelo Freixo (PSB) ao Governo do Rio de Janeiro.

Em reunião virtual na tarde desta sexta-feira (5), a executiva nacional do partido decidiu manter a aliança com o deputado federal, mesmo depois de o PSB lançar o nome de Alessandro Molon ao Senado.

O PT aprovou a chapa encabeçada por Freixo, tendo o presidente da Assembleia Legislativa, André Ceciliano, ao Senado. Com a decisão, alega que o tempo de TV a que o PSB tem direito terá de ser destinado à campanha de Ceciliano, não a Molon.

Além de PT e PSB, a coligação reúne também as federações PSDB-Cidadania e PSOL-Rede.

A candidatura de Molon é apontada por petistas como afronta ao acordo pelo qual o PSB ocuparia a cabeça da chapa e o PT indicaria o candidato ao Senado -no caso, Ceciliano.

Em uma tentativa de dissuasão de Molon, o PT ameaçou romper com o PSB no estado. Mas, em reunião desta quinta-feira (4), colaboradores de Lula se manifestaram em apoio a Freixo -gesto interpretado como um recado do ex-presidente.

Com a capitulação do PT, a coligação que dará sustentação formal à campanha de Lula no Rio apresentará dois candidatos ao Senado: Molon e Ceciliano. Eles concorrerão contra o senador Romário (PL) e Clarissa Garotinho (União Brasil), entre outros.

Lula, por sua vez, deverá pedir votos apenas para Ceciliano, cuja candidatura defendeu nas negociações com o PSB. Segundo petistas, o ex-presidente chegou a cobrar do PSB apoio ao nome do presidente da Alerj.

Um dos argumentos do PT foi o apoio à candidatura do PSB ao Governo de Pernambuco, ainda que a, então petista, Marília Arraes fosse uma das favoritas da disputa. Tolhida pelo PT, Marília se filiou ao Solidariedade, partido pelo qual concorre ao governo do estado.

Hoje, com a manutenção da candidatura de Molon, petistas não descartam riscos de dissidências tanto no Rio como em Pernambuco.

Antes da reunião desta sexta, a executiva nacional se reuniu na quinta e, formalmente, decidiu adiar o posicionamento sobre o tema.

Mas houve sinais de que a maioria não concordava com o rompimento que foi proposto pelo PT-RJ após o presidente do PSB, Carlos Siqueira, indicar que não interviria para que Molon retirasse sua candidatura ao Senado.

Pesou na decisão a articulação que já dura mais de um ano entre Freixo e Lula para construção da candidatura. O deputado trocou o PSOL pelo PSB em acordo avalizado pelo ex-presidente visando a disputa do Palácio Guanabara. Em comício no mês passado, o petista fez declaração enfática em defesa do nome do aliado.

O partido também sofreu pressão nas redes sociais de apoiadores que questionavam o abandono de uma candidatura de perfil progressista para, no lugar, alinhar-se ao prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), na chapa encabeçada pelo ex-prefeito de Niterói Rodrigo Neves (PDT).

Durante a reunião, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e o ex-presidente do partido, Rui Falcão, defenderam a manutenção da aliança. As falas foram encaradas como um sinal de apoio de Lula ao deputado.

"Temos um compromisso. Quando fazemos um compromisso, a gente cumpre. Mas nós queremos que o PSB fale abertamente sobre como vai trabalhar nisso. Isso não é contra o Molon, ele tem legitimidade de pleitear. Mas isso tem a ver com uma estratégia política de unidade do nosso campo. Não é possível sair dividindo a disputa para o Senado num palanque tão importante como o Rio de Janeiro", afirmou Gleisi, após essa reunião.

A presidente do PT também citou decisão do PSB de não liberar recursos do fundo eleitoral para Molon. Mas, na opinião de petistas, a medida tem pouco efeito prático, além de vitimizar Molon.

"O PSB oficializou na executiva que não vai dar financiamento eleitoral. Isso já é grave o bastante, porque quando tira o financiamento, o candidato vai fazer o quê? Se virar? Vai ser candidato de quem? Dele mesmo? Teve um passo importante", disse ela.

Após a reunião, Gleisi divulgou a decisão de apoiar a chapa Freixo-Ceciliano. Essa decisão abre nova polêmica entre PT e PSB. Desta vez, sobre a distribuição de tempo e recursos para os candidatos ao Senado.

O PT alega que só o presidente da Alerj será beneficiado. "A comissão executiva nacional do PT confirma o apoio à chapa Marcelo Freixo (PSB) para governador e André Ceciliano (PT) para senador no Rio de Janeiro. Com Lula e Alckmin vamos juntos reconstruir nosso Brasil", publicou a deputada

O movimento pelo rompimento com Freixo foi alvo de críticas nas redes sociais.

A movimentação de uma ala da sigla em favor dos planos de Eduardo Paes reavivou críticas que lembravam o apelido de Partido da Boquinha, cunhado pelo ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho em 1999 para se referir à seção fluminense da sigla.

Em áudio de oito minutos enviado a um grupo de militantes, a deputada Benedita da Silva (PT-RJ) respondeu aos ataques. Ela se posicionou de forma favorável ao rompimento caso o PSB se negue a cumprir o acordo.

"O PT está aqui para dar todo o apoio ao Freixo. Mas peraí, o que é isso? O maior partido de esquerda na América Latina, no Rio de Janeiro, vai ficar fora da chapa? Acha que isso é normal? [...] Onde está o erro do PT nesse negócio? Onde é que estão os boquinhas nisso?", disse ela.

Há também resistência num setor do partido ao nome de Ceciliano, petista que tem bom trânsito com bolsonaristas no Rio de Janeiro e tem feito agendas ao lado de Cláudio Castro (PL).

Molon tem usado essa aproximação entre Castro e Ceciliano para reforçar a necessidade de sua candidatura. No comício em julho de Lula no Rio de Janeiro, o deputado do PSB afirmou que é necessário derrotar o presidente Jair Bolsonaro e Castro "sem conciliação, sem ambiguidades". Ele recebeu o apoio de artistas, como Anitta, e de nomes do PSOL.

Ceciliano, por sua vez, vem tentando se aproximar da militância mais ideológica do partido. Ele tem se apresentado como um nome fiel a Lula por não ter deixado o PT nos momentos de crise da Operação Lava Jato, em contraposição à mudança de partido feita por Molon.

Caixa divulga calendário de pagamento do Auxílio Caminhoneiro e Taxista; veja datas

A Caixa Econômica Federal divulgou nesta sexta-feira (5) o calendário de pagamento do Auxílio Caminhoneiro. O primeiro depósito será feito na próxima terça-feira (9) no valor de R$ 2.000, referentes às parcelas de julho e agosto.

Segundo a Caixa, o auxílio será creditado direto na conta poupança social digital, aberta automaticamente em nome dos beneficiários. O recurso poderá ser acessado e movimentado pelo beneficiário pelo aplicativo Caixa Tem.

Apesar de ter sido criado para amenizar os custos com combustível, uma portaria publicada pelo governo federal, na terça-feira (2), definiu que o profissional não precisará comprovar se o benefício foi utilizado na compra de óleo diesel.

A estimativa da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), órgão responsável pelo registro dos profissionais, é de que mais de 870 mil profissionais cadastrados sejam beneficiados com o programa, que prevê o repasse de seis parcelas até dezembro deste ano.

Veja o calendário

Parcela Previsão de pagamento

1ª e 2ª parcelas 9 de agosto

3ª parcela 24 de setembro

4ª parcela 22 de outubro

5ª parcela 26 de novembro

6ª parcela 17 de dezembro

O auxílio para os caminhoneiros foi liberado após aprovação de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que autoriza o gasto acima do teto às vésperas das eleições. No total, o pacote aprovado tem o custo previsto em R$ 41,25 bilhões.

Além dos caminhoneiros, a medida também beneficia taxistas e amplia o Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600 até o fim do ano e a duplicação do Auxílio Gás, que será de R$ 110 em agosto.

Segundo o governo, os valores não movimentados no prazo de 90 dias, contados da data de depósito, retornarão para a União.

O Auxílio Caminhoneiro não é cumulativo com o Auxílio Taxista e será pago um benefício por CPF, independentemente se o beneficiário tiver mais de um veículo cadastrado.

TAXISTAS COMEÇA A RECEBER NO DIA 16

O primeiro lote do Auxílio Taxista poderá ser pago para até 301 mil motoristas cadastrados no MTP (Ministério do Trabalho e Previdência). O benefício, que pode chegar a parcelas de até R$ 1.000, começará a ser pago no dia 16 de agosto.

O MTP informou que 3.119 municípios enviaram a documentação dos trabalhadores. Veja a lista de cidades que já cadastraram motoristas.

Segundo a pasta, o sistema foi fechado para a Dataprev fazer a análise e o cruzamento dos dados. A partir desta sexta-feira (5), os municípios poderão voltar a cadastrar os motoristas.

Veja o calendário

Parcela Previsão de pagamento

1ª e 2ª parcelas 16 de agosto

1ª e 2ª parcelas* 30 de agosto

3ª parcela 24 de setembro

4ª parcela 22 de outubro

5ª parcela 26 de novembro

6ª parcela 17 de dezembro

Os taxistas que forem cadastrados na segunda etapa e forem elegíveis ao Benefício Taxista também receberão as duas parcelas (referentes aos meses de julho e agosto), mas o pagamento será feito no dia 30 de agosto.

SBT vai exibir última edição do Jô Onze e Meia em homenagem ao humorista

Em tributo a Jô Soares, morto nesta sexta-feira (5) aos 84 anos, o SBT exibirá na madrugada deste sábado (6) a última edição do programa Jô Soares Onze e Meia, que foi ao ar no dia 30 de dezembro de 1999. Na atração, ele entrevistou três ícones da emissora: Hebe Camargo (1929-2012), Gugu Liberato (1959-2019) e Carlos Alberto de Nóbrega.

Ao final, ele fez agradecimentos ao SBT e a Silvio Santos por ter tido a oportunidade de realizar na emissora o sonho de ter um talk show. Jô Soares comandou o programa de entrevistas de 1988 a 1999. Em 2000, ele voltou para a Globo.

A reprise da última edição de Jô Soares Onze e Meia vai ao ar a partir da 1h, no lugar do programa The Noite. Antes da reprise, Danilo Gentili prestará uma homenagem ao apresentador e humorista.

Jô Soares morreu na madrugada desta sexta-feira, no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, aos 84 anos. A causa da morte não foi informada e o funeral, em local não divulgado, será apenas para familiares e amigos.

Jô nasceu no Rio de Janeiro em 1938 e era filho único de uma família rica que perdeu a fortuna. Estudou na Suíça e nos Estados Unidos, falava seis línguas e abandonou o plano de ser diplomata para se dedicar à vida artística. Interpretou dezenas de personagens, criou bordões e apresentou o mais conhecido programa de entrevistas da TV brasileira. Foi ator de teatro, cinema e televisão, além de dramaturgo, roteirista, diretor e escritor.

Damares quebra acordo com Bolsonaro e lança candidatura avulsa ao Senado no DF

Em rompimento ao acordo costurado pelo presidente Jair Bolsonaro, a pastora evangélica Damares Alves (Republicanos), ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, "relançou" nesta sexta-feira, 5, sua candidatura ao Senado pelo Distrito Federal, como antecipado na quinta-feira pelo Broadcast Político. A primeira-dama Michelle Bolsonaro endossou a escolha de Damares e compareceu ao evento do Republicanos que cravou a candidatura.

Damares será candidata em chapa avulsa e enfrentará nas urnas a ex-ministra Flávia Arruda, do PL de Bolsonaro. Ainda assim, a ex-ministra decidiu apoiar a candidatura à reeleição de Ibaneis Rocha (MDB), que formou chapa com Flávia, e terá o apoio do União Brasil, com o presidente do partido no DF, Manoel Arruda, como suplente.

A volta de Damares à corrida pelo Senado é mais um capítulo da cisão do bolsonarismo no Distrito Federal. Por intervenção direta do presidente da República, a pastora teve de abandonar sua candidatura na aliança de Ibaneis. Acabou resgatado acordo firmado em 2021 entre o chefe do Executivo local e Flávia Arruda. A costura deixou a ex-ministra da Mulher sem espaço e irritou o Republicanos, que apoia a reeleição de Bolsonaro.
Em evento em Brasília nesta sexta-feira, Damares afirmou que o chefe do Executivo não vai se envolver na disputa. "Tanto eu como a Flávia não seríamos irresponsáveis de colocar o presidente da República na parede. O presidente tem que cuidar da campanha dele. Ele tem que ganhar a eleição. Então, o presidente da República não vai se envolver na campanha local. Não vai", declarou.

A primeira-dama, por outro lado, terá papel ativo na campanha, afirmou a pastora. "Nós queremos fazer uma bancada pró-vida no Senado Federal. E ela com certeza vem. Vem para apoiar, vem para ajudar, vem para pedir voto. Vem para estar comigo", declarou.

A ex-ministra também disse respeitar Flávia, mas que "vai para a disputa". "Eu entendo que a população do DF precisa ter uma outra proposta", afirmou. "Vai ganhar quem tiver mais voto. E digo para vocês: quem vai ganhar sou eu".

Damares ainda revelou não ter conversado com Flávia, mas que Bolsonaro já sabe da sua candidatura. "O presidente quando soube que eu voltei para o páreo, disse simplesmente 'tudo bem', 'apoio', 'seja o resultado que as urnas desejarem'. Ele está muito confortável. Ele tem duas candidatas".

O presidente do Republicanos-DF, Wanderley Tavares, disse que Bolsonaro, "no fundo", nunca quis tirar Damares da disputa. "É do coração dele. É a fiel escudeira dele e provou isso no dia que ele pediu para ela (deixar a disputa pelo Senado). Ele pediu para ela desistir de um sonho, porque quando você se lança na política, você não é um candidato de um CNPJ, não é um poste", declarou. "Tentaram calar o sonho dela, mas aqui no Republicanos não calaria a causa que ela defende. O Republicanos é o verdadeiro partido conservador do País. E a Damares é hoje a maior representante dessa classe no País", emendou.

O Republicanos queria lançar Damares ao Senado numa chapa com o senador Reguffe (União Brasil), mas o parlamentar não foi oficializado por seu partido como candidato ao governo do DF. Diante disso, Tavares procurou Ibaneis na noite desta quinta-feira, 4, e fechou a aliança em torno da reeleição do emedebista.

A reportagem já havia adiantado em 27 de julho que o Republicanos havia se irritado com Bolsonaro e negociava lançar Damares em chapa avulsa.

Maior rede de diálise do país ameaça suspender atendimento pelo SUS

Em carta encaminhada na noite desta quinta (4) ao Ministério da Saúde, a maior rede de clínicas de diálise do país, a DaVita, pede uma reunião de emergência com o ministro Marcelo Queiroga e informa que o atendimento a 14 mil pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) está sob risco de ser interrompido.

O alerta da rede, que tem 91 clínicas e um centro de acesso vascular e atende a 350 hospitais no país, reflete uma grave crise que atinge uma área fundamental para o doente renal crônico. Na diálise, uma máquina filtra e limpa o sangue do paciente, fazendo parte do trabalho que o rim doente não pode fazer.

Cerca de 90% das clínicas de diálise que atendem ao SUS são privadas e recebem repasses do governo federal. Elas relatam que já vinham lidando nos últimos anos com valores defasados dos procedimentos, mas que nos últimos meses, com a alta do dólar, o aumento do preço dos insumos e a inflação, o cenário foi ainda mais agravado.

A "pá de cal", nas palavras do nefrologista Yussif Ali Mere Júnior, presidente da ABCDT (Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante), veio nesta quinta, com a sanção do piso salarial da enfermagem, pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).

O projeto de lei foi aprovado pela Câmara dos Deputados em julho e fixa o salário base de enfermeiros no valor de R$ 4.750. Técnicos em enfermagem devem receber 70% desse valor, e auxiliares de enfermagem e parteiros, 50%.

Segundo a ABCDT, haverá aumento de despesas com a criação do piso e não está prevista nenhuma contrapartida nos repasses aos prestadores de serviços do SUS. Isso tem provocado protestos de várias entidades patronais da saúde, além de prefeitos e governadores.

Atualmente, as clínicas de diálise que prestam serviços ao SUS recebem R$ 218,47 por sessão, depois de um reajuste em dezembro do ano passado de 12,5% na tabela. Mas de acordo com cálculos da ABCDT, o custo do procedimento é de R$ 303, ou seja, há uma defasagem de 39%.

Com o piso da enfermagem, o setor estima que haverá um impacto adicional de R$ 68 por sessão de diálise e reivindica que o Ministério da Saúde compense esse aumento de custo. O país tem cerca de 800 clínicas que atendem cerca de 150 mil doentes renais crônicos.

"Por mais que seja uma demanda justa da enfermagem, esse projeto de lei inviabiliza a continuidade de todo atendimento aos pacientes do SUS se não houver uma contrapartida", afirma Bruno Haddad, presidente da DaVita Tratamento Renal. Segundo ele, o piso vai gerar uma alta nos custos de R$ 120 milhões anuais à rede.

Na carta encaminhada à Queiroga, Haddad afirma que se não houver uma solução imediata para o equacionamento dos custos, a rede, que atende 15% dos doentes em diálise no país, não terá como seguir com o atendimento ao SUS.

"O cenário é caótico. O governo tem uma dificuldade de entender o risco que esses pacientes renais estão correndo. Eles não podem ficar uma semana sem diálise. Se ficarem, morrem. Se a gente parar, eles [governos] não têm onde colocar esses pacientes do setor público", diz Haddad.

Nos últimos anos, ao menos 40 clínicas que atendiam ao SUS fecharam e muitas enfrentam sérias dificuldades financeiras, segundo a ABCDT. "Todas estão devendo, estão vivendo de [empréstimos] consignados. O pior é o desinvestimento das clínicas. As máquinas estão ficando velhas, começa a colocar em risco o tratamento do paciente, que, afinal, é a vida dele", diz Ali Mere Júnior.

Ele dá um exemplo do impacto da alta dos preços em um dos insumos essenciais no setor, o soro fisiológico, um dos itens que também enfrenta crise de desabastecimento.

"Precisamos de 2,4 mil frascos de soro por mês. Antes da pandemia, cada frasco custava R$ 4, agora tem fornecedor pedindo R$ 26", diz a médica nefrologista Viviane Elizabeth de Oliveira. Com as luvas descartáveis ocorre situação semelhante. Antes da pandemia, Oliveira pagava R$ 17 a caixa. Na pandemia, subiu para R$ 90 e hoje está em torno de R$ 40.

A crise do setor ocorre em um momento em que o número de pacientes em diálise crônica no Brasil mais que dobrou, passando de 65 mil para 144 mil, entre 2005 e 2021, segundo o censo realizado pela Sociedade Brasileira de Nefrologia.

Nos últimos dois anos, governos do Rio de Janeiro, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul passaram a destinar recursos próprios para complementar os repasses federais e garantir a continuidade dos serviços de diálise aos pacientes do SUS.

Outros estados, como Paraná, Minas Gerais e Distrito Federal, estão avaliando medidas semelhantes. São Paulo, porém, já informou ao setor que não tem condições de fazer a complementação.

Em cidades menores, a situação é ainda mais dramática. Em março, a única clínica de diálise de Conselheiro Lafaiete (MG), com 92% de pacientes do SUS, pediu ajuda à população para não fechar.

"Chegamos ao nosso limite de endividamento, tomando empréstimos junto a bancos para honrar os compromissos, principalmente, com nossos funcionários. As contas fecham com débito crescente a cada mês, estamos caminhando para a total insolvência", disse a clínica Santo Antônio em comunicado.

A Clínica do Rim de Vitória de Santo Antão (PE), que atende 100% de pacientes do SUS, recorreu a empréstimos bancários para quitar dívidas, folha de pagamento e 13° salário. Os médicos plantonistas foram reduzidos pela metade e a clínica diminuiu o número de exames complementares de imagem dos pacientes.

A clínica Clinefran, em Franco da Rocha (SP), também buscou empréstimos bancários, reduziu valores dos ganhos médicos. Investimentos em reforma predial ou aquisição de equipamentos não são feitos há mais de seis anos.

Jô Soares foi processado pelo regime militar, em 1969

O humorista e apresentador Jô Soares, que morreu na madrugada desta sexta-feira, 5, em São Paulo, aos 84 anos, depois de uma carreira de mais de cinco décadas, contou que temia não conseguir mais trabalhar ao ser processado pelo regime militar, em 1969.

No segundo volume de O Livro de Jô - Uma Biografia Desautorizada (2018), ele lembrou do processo que sofreu, em 1969, do regime militar, incomodado com um bem-humorado texto sobre as várias utilidades da cama, publicado no semanário satírico Pasquim. De uma fase tão conturbada, aliás, Jô colecionava o que considera um dos momentos mais emocionantes de sua vida: uma carta de apoio, datilografada e assinada por Carlos Drummond de Andrade, que foi usada em sua defesa.

"O fato de estar sendo processado pelo regime militar havia me deixado inseguro; se fosse condenado, seguir minha profissão se tornaria difícil, duas condenações poderiam me levar à prisão ou eu seria obrigado a me autocensurar, o que é o mesmo que decretar o fim da carreira de humorista", contou ele, ao Estadão. Por fim, o processo não deu prosseguimento

Autobiografia

Essa é uma das várias histórias que constam nos dois volumes autobiográficos do humorista. O projeto levou muito tempo para ser executado pois Jô manteve durante vários anos um arquivo em seu computador com o nome de BIO - ali, pretendia escrever a sua autobiografia. "Mas o máximo que consegui foi colar um texto que o Millôr Fernandes fez sobre mim e uma ou outra frase", contou ele ao Estadão em 2017, sem esconder a frustração. A virada de jogo ocorreu quando recebeu a visita de Luiz Schwarcz e Matinas Suzuki Jr., da Companhia das Letras. Incentivado pela dupla, Jô decidiu fazer a viagem pelo seu tempo.

Eram tantas histórias que só era possível publicar dois volumes. Afinal, mesmo tratando desde o nascimento do apresentador, em 1938, até o final da década de 1960, o primeiro livro é repleto de histórias incríveis, muitas esquecidas e resgatadas graças à prodigiosa memória de Jô e ao afinco de Matinas e sua equipe em pesquisar todos os detalhes. E não foi pouca coisa - José Eugênio Soares não apenas testemunhou momentos determinantes da cultura brasileira como fez parte de boa parte deles.

"Sou a soma do que devo aos meus pais, Mercedes e Orlando, e também aos meus amigos", contou ele. "O livro é fruto do conjunto desses encontros." E são tantas as histórias que o repórter brincou com o apresentador, tratando-o como o Forrest Gump brasileiro, referência ao personagem (vivido por Tom Hanks no cinema) que presenciou os fatos mais importantes dos EUA. "Sim", concordou, para arrematar com um largo sorriso: "Mas um Forrest consciente".

Educação humanista

Filho único de pais de espírito livre, Jô recebeu uma educação humanista, voltada para as artes. Vivendo no Rio de Janeiro, acompanhou a trágica final da Copa de 1950, no Maracanã. Passou uma temporada em Nova York e estudou em colégio interno suíço, período em que acompanhou outro Mundial de futebol, o de 1954, e também desenvolveu o pendor para a música (jazz, em especial), as artes visuais (é fã, entre outras, da Pop Art) e a habilidade com o humor.

"Sempre fui um menino atrevido, que não se envergonhava em puxar conversa com celebridades", lembrou ele. Em um desses momentos, ele conseguiu conhecer o ateliê do pintor americano Roy Lichtenstein (1923-1997), um dos papas da arte moderna. "Adoro sua obra e, uma vez em Nova York, procurei seu nome na lista telefônica, liguei e ele foi muito gentil ao me receber", relembrou.

O primeiro volume resgata, portanto, momentos marcantes da vida e da carreira do apresentador, desde a infância vivida no Anexo do Copacabana Palace até a chegada na televisão, onde conviveu com nomes lendários como Silveira Sampaio e Nilton Travesso, sem se esquecer de locais famosos, como o Nick-Bar, ao lado do Teatro Brasileiro de Comédia, ou o Gigetto, em seu primeiro endereço, em frente ao Cultura Artística.

"As lembranças mexeram com ele", contou Matinas ao Estadão. "Muitas vezes, além de chorar, Jô interrompia a conversa para telefonar para a pessoa da qual falávamos." Dois momentos sempre provocaram as lágrimas do apresentador: a lembrança do filho, Rafael, que tinha autismo e morreu em 2014, aos 51 anos, de câncer, e da mãe, Mercedes, que foi atropelada por um táxi, no Rio de Janeiro, em 1968.

E, se o primeiro volume da biografia é marcado por detalhes de sua formação como homem e artista, o segundo, apesar de cobrir o período mais importante de sua vida (a chegada à Globo, a perseguição da censura militar, a consagração como humorista e a opção por se tornar entrevistador), é recheado de fatos que provavelmente apenas amigos mais próximos sabiam.

Como sua religiosidade, intensificada por influência da primeira mulher, a atriz Theresa Austregésilo, e pelas dificuldades que ambos passaram com o filho, Rafael, que nasceu com autismo. "Eu não tinha formação espiritual tão intensa, mas fui sendo influenciado por Theresa, e as dificuldades iniciais com o Rafinha nos aproximaram ainda mais nesse sentido", escreveu Jô. Por conta disso, o humorista fez o Cursilho, um processo de evangelização, que o fez rever a própria fé. Isso o aproximou de diversos religiosos, entre eles, D. Hélder Câmara (1909-1999), arcebispo emérito de Olinda e do Recife e grande defensor dos direitos humanos durante a ditadura militar.

Ele contava que, como era ministro da Eucaristia, pediu ao padre para que o ajudasse, em uma certa missa, a distribuir a hóstia sagrada. Curiosamente, a fila para receber a oferenda das mãos do humorista era maior. "Você está fazendo uma concorrência muito grande, desviando meus fiéis", divertiu-se D. Hélder.

Parcerias

O livro destaca também a importância de vários parceiros em sua carreira. "Para quem trabalha com humor, o sucesso começa com o parceiro, que deve ser o primeiro a achar graça", ensinava ele, que dividiu a cena com talentos como Paulo Silvino, Agildo Ribeiro, Eliezer Motta, entre outros. "Silvino era maluco no bom sentido, sempre disposto a fazer brincadeiras no camarim. Já o Agildo era um humorista imbatível: engraçadíssimo, sabia como poucos o tempo do humor."

Jô também homenageia Max Nunes, médico que se tornou um dos maiores escritores humoristas do País. Juntos, criaram personagens clássicos como Norminha, a cantora suburbana em busca da fama, a atriz pornô Bo Francineide e o dr. Sardinha, ministro inspirado em Delfim Netto. Criaram também bordões logo adotados pela população, como "O macaco tá certo". Nunes também alertava Jô a deixar de andar de moto, que lhe provocou dois acidentes. "Se há algo que me arrependo na vida, foi não ter parado antes", contava ele.

Ciro escolhe Ana Paula Matos, vice-prefeita de Salvador, como candidata a vice

O candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, escolheu a vice-prefeito de Salvador, Ana Paula Matos, como sua vice na disputa pelo Palácio do Planalto. A falta de alianças com outros partidos obrigou o PDT a lançar uma chapa puro-sangue, ou seja, formada por pessoas da mesma sigla. A escolha por Ana Paula foi feita em reunião da executiva nacional da legenda na manhã desta sexta-feira, 5, em Brasília. O anúncio oficial será realizado às 13h, em coletiva de imprensa.

Ciro disputa a Presidência pela quarta vez (também concorreu em 1998, 2002 e 2018) e nunca chegou ao segundo turno. O candidato repete agora uma fórmula usada na eleição de 2018, quando lançou uma mulher na vice, também do PDT, por falta de alianças: a senadora Kátia Abreu, hoje no PP.

Ciro aparece em terceiro lugar nas pesquisas com 8% dos votos, atrás de Lula (PT), que aparece com 47%, e de Jair Bolsonaro (PL), com 29%. Os dados são da pesquisa Datafolha divulgada no dia 28 passado.
Na sexta-feira,(29), ao participar de evento na Universidade de Brasília (UNB), Ciro afirmou que deve crescer nos próximos levantamentos com o início da propaganda eleitoral gratuita, no rádio e na televisão, marcado para 26 de agosto. Além disso, o presidenciável disse que essa será sua última tentativa de chegar ao Planalto, caso não seja eleito.

Esta sexta é o prazo final para a realização das convenções, nas quais partidos e federações oficializam a escolha dos candidatos para disputar as eleições deste ano.

As siglas têm até o dia 15 deste mês para registrar as candidaturas a presidente, vice-presidente, governador, vice-governador, senador, deputado federal e deputado estadual, conforme o cronograma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).