terça-feira, 16 de agosto de 2022

Aliado tenta explicar ausência de Bolsonaro na campanha de Wagner e colega dispara: “Não tem mais o capitão lá e capitão cá”

Em defesa de Capitão Wagner, pediu maturidade de empresários e criticou “radicais”. Foto: CMFor
A ausência do presidente Jair Bolsonaro na campanha de Capitão Wagner, que tem boa parte de seu eleitorado alinhado com as pautas bolsonaristas, voltou  a ser tema na sessão ordinária da Câmara de Fortaleza, na manhã desta terça-feira (16). O vereador Márcio Martins (PROS) tentou explicar a obrigatoriedade que seu líder teria de apoiar a candidatura de Soraya Thronicke (UB) à Presidência da República, mas foi rebatido por Adail Júnior (PDT), que ironizou o distanciamento do líder da oposição no Ceará com o chefe do Poder Executivo Federal.

Capitão Wagner, assim como outros candidatos ao Executivo Estadual no Brasil, tem evitado falar de Bolsonaro e atrelar sua candidatura à do presidente da República, que aparece na segunda colocação em pesquisas eleitorais no Estado. Márcio Martins tentou acalmar os ânimos do eleitorado bolsonarista, que vem criticando o postulante por “esconde” Bolsonaro. O deputado estadual André Fernandes (PL) foi um dos que passou a criticar o posicionamento do aliado.

“Óbvio que no primeiro turno o Capitão vai votar na candidata do União Brasil.  Não podemos, neste momento, em nome, muitas vezes, de um desconhecimento e vaidade, deixar de caminhar junto com o projeto de mudanças no Ceará. O Capitão está subordinado à legislação eleitoral e precisa cumprí-la”, disse. Ele pediu maturidade dos que defendem o projeto de Wagner, em especial os empresários, e criticou o que chamou de “radicais”.

Palanque

Capitão Wagner já havia dito que apoiaria quem ele quisesse no pleito eleitoral deste ano, e mesmo com a então pré-candidatura de Luciano Bívar, o presidente do partido havia liberado sua candidatura no Ceará para apoiar quem quisesse, a exemplo do que fez em 2018, quando o PROS estava na coligação de Fernando Haddad, do PT, e no Estado Wagner apoiou e fez campanha para Jair Bolsonaro.

Em resposta às falas de Márcio Martins, o vereador Adail Júnior (PDT) disse que Wagner não apoia Bolsonaro, mas a candidata do União Brasil. Se reportando aos bolsonaristas, Adail disse que quem apoia Bolsonaro não está mais alinhado com o candidato ao Governo do Estado. “Como vão ficar esses que defenderam o capitão lá e o capitão cá.  Não tem mais capitão lá. Nosso palanque está aberto para o Ciro e o palanque do Elmano para o Lula. Como ficam os bolsonaristas de hoje, com essa decisão do Capitão Wagner não ser mais bolsonarista?”, questionou.

Blog do Edson Silva

Início da campanha para governador gera embate entre vereadores da Câmara de Fortaleza

Didi Mangueira disse que Camilo Santana tem buscado “humilha  r” Roberto Cláudio e afirmou que não votará no petista para senador. Foto: CMFor
Como não poderia ser diferente, o retorno dos trabalhos da Câmara Municipal de Fortaleza, na manhã desta terça-feira (16), primeiro dia de campanha eleitoral, foi norteado por discussões sobre o pleito ao Governo do Estado. Vereadores do PDT foram escalados para fazer críticas aos candidatos Elmano de Freitas, do PT, e Capitão Wagner, do União Brasil. Márcio Martins (UB), por sua vez, apontou que, apesar das disputas, petista e pedetista estarão unidos em um eventual segundo turno.

Em seu pronunciamento, o vereador Didi Mangueira (PDT) lembrou que no pleito de 2014 apoiou a candidatura de Camilo Santana (PT), ainda que isso tenha prejudicado sua relação com familiares e aliados no Município de Lavras da Mangabeira, terra-natal de Eunício Oliveira (MDB), que foi o principal adversário do petista. Segundo ele, Elmano de Freitas e Lula, à época, se posicionaram contra a candidatura do Partido dos Trabalhadores no Ceará.

O vereador afirmou estar magoado com Camilo por ter preferido apoiar o nome de Elmano de Freitas e, segundo ele, ter influenciado a governadora Izolda Cela a se desfiliar do PDT. “Estou magoado porque o senhor não teve humildade. Um candidato que defendi, que me indispus com minha família, com minha terra-natal. Nós temos moral, temos respeito pelos nossos amigos, e, principalmente pela democracia. O que você fez não foi democrático, humilhando, querendo isolar o prefeito Roberto Cláudio. Não voto no senhor para senador”.

Adail Júnior (PDT), por sua vez, fez uma comparação entre a gestão de Roberto Cláudio e de Elmano de Freitas na área da Educação. Ele lembrou que o petista foi secretário de Educação do Governo Luizianne Lins, quando, segundo disse, ocorreram greves dos professores por até 45 dias. “Esse debate precisa vir à tona, precisamos ver como era a educação quando o senhor Elmano era o secretário de Educação. Ninguém encontra um petista para vir debater”, ironizou.

“Veneno”

Para Márcio Martins, apesar dos embates entre petistas e pedetistas, é possível que em um eventual segundo turno os dois partidos estejam unidos. “Eles se batem, se estapeiam e depois se juntam novamente. Esse mesmo PDT, pelo andar da carruagem, com a candidatura indo de mal a pior, estará junto com o PT”. Ainda de acordo com o parlamentar, Camilo e Izolda estão devolvendo “o veneno” que sempre foi usado pelo grupo governista no Ceará.

Ronivaldo Maia (sem partido), por sua vez, ainda que tenha sido expulso do Partido dos Trabalhadores, destacou as primeiras atividades de campanha de Camilo Santana e Elmano de Freitas no Ceará. Eleitor dos petistas no Ceará, o vereador afirmou que só não foi ao evento do grêmio porque estava dando aula em uma escola de Fortaleza.

Blog do Edson Silva

A declaração de bens dos candidatos e a honestidade

Honestidade é um valor, mas conceitual, abstrato.Na prática é precário, não prevalecente nas  relações humanas. Estão ai as declarações de bens dos candidatos ao governo. Uns afirmam ter menos do que se imaginava e outros mais do que se supunha. Quem é mais honesto, o que declarou cerca de R$ milhões ou quem disse possuir apenas alguns R$ mil?

É provável que ambos sejam honestos - um mais que o outro. Cabe avaliar os valores revelados, não como cresceu o patrimônio de cada um. Por esse princípio, o mais honesto é o que disse ter mais bens do que o que revelou ter menos.

Mas por que nos preocupamos tanto com o que os outros têm? Talvez porque não tenhamos tido as oportunidades que eles tiveram, a sorte, as relações com o poder, o fato de a nossa loteria não ter sido premiada.

Mas antes que você faça juízo de valor sobre este texto, olha: ninguém chega a governador ou presidente sem que você assine embaixo. Em outras palavras, você é responsável pelo atraso ou pelo progresso do Estado e do País, pelas políticas de bem estar social que valorizam o homem, ou pela pobreza que se eterniza. Se os governantes erram, você de certa forma erra com eles, quando você faz escolhas equivocadas.

A preocupação deve ser não com o que eles têm, mas com o que estão oferecendo para a coletividade caso  vençam as eleições de outubro: as propostas, os projetos, a visão de futuro, o conhecimento das potencialidades do Estado e do País.

E vou encerrar com duas frases, muito fortes sobre honestidade. Uma do ex-presidente Lula e outra da primeira dama Michelle Bolsonaro. Ele falando dele mesmo. Ela, do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, afastado do governo depois de denúncias de corrupção na pasta.

Lula: ’Não tem neste país uma viva alma mais honesta do que eu”

Michille: “Deus vai provar que o Milton é uma pessoa justa e honesta”.

Isso lembra o Millôr Fernandes, quando disse:  “só lidar com gente honesta…Meu Deus, que solidão”


Por Raimundo Holanda e adaptado por este blogger

Lojas Americanas terá que idenizar ex-empregada feita refém durante assalto em Natal

A Primeira Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN) condenou as Lojas Americanas S.A. a pagar indenização por danos morais, no valor de cinco salários, à ex-empregada feita refém durante assalto na antiga loja da Av. Afonso Pena, em Natal.

O assalto ocorreu em 25 de abril de 2020. A ex-empregada ficou como refém dos bandidos armados, junto com mais dois empregados e três clientes. De acordo com as matérias publicadas nos sites de notícias, ela e os outros só foram liberados após uma hora de negociação com a Polícia Militar, que conseguiu a rendição dos bandidos e a liberação dos reféns.

A autora do processo afirmou, ainda, que foi vítima de vários assaltos à mão armada na loja, o que lhe causou transtornos psicológicos, sendo o mais grave o de abril de 2020. Alegou também que a empresa ficou inerte após o assalto, sem apoio psicológico ou melhoria nas condições de trabalho.

Em sua defesa, as Lojas Americanas alegaram que não têm responsabilidade pelo ocorrido por não desenvolverem atividade de risco. No entanto, para o juiz convocado Gustavo Muniz Nunes, relator do processo no TRT-RN, “não há como afastar o risco na atividade desenvolvida pela ex-empregada, que trabalhava nas Lojas Americanas, frequentemente assaltada”.

De acordo com o magistrado, embora o empregador não tenha responsabilidade pela Segurança Pública, a “comercialização pelas Lojas Americanas de produtos com alto valor”, como eletrônicos e eletrodomésticos, “atrai a cobiça de marginais”. Ele ressaltou, ainda, que, “mesmo com os assaltos”, a empresa não tomou qualquer providência para fornecer um ambiente de trabalho sadio a seus empregados. “Ao contrário, continuou sem vigilância, não havendo qualquer mecanismo apto a inibir a ação dos meliantes, o que resulta na responsabilidade da empresa pelos danos”, concluiu o juiz.

A 9ª Vara do Trabalho de Natal havia condenado as Lojas Americanas ao pagamento da indenização por danos morais no valor de R$ 31.480,00. Essa quantia foi reduzida, pela Primeira Turma do TRT-RN, para cinco vezes o último salário da ex-empregada. As decisões da Justiça do Trabalho são passíveis de recursos, de acordo com a legislação vigente.

Mesmo após corte, gasolina segue mais cara no Brasil do que no exterior

Mesmo após o corte de 4,8% anunciado pela Petrobras nesta segunda-feira (15), o preço da gasolina nas refinarias brasileiras segue acima da paridade de importação, conceito usado pela estatal que simula quanto custaria para trazer o produto do exterior.

Segundo cálculos da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), o preço médio do produto nas refinarias do país estava R$ 0,27 por litro acima da paridade na abertura do mercado desta terça (16), já considerando a queda anunciada pela Petrobras.

Isso significa que há margem ainda para novos cortes, caso as cotações internacionais do petróleo e o câmbio não disparem. A Petrobras tem repetido que prefere não repassar volatilidades momentâneas para o consumidor brasileiro.

O corte de 4,8%, que entrou em vigor nesta terça, foi o terceiro em menos de um mês, com uma redução acumulada de 13%, o R$ 0,53 por litro. A empresa diz que o movimento acompanha a queda das cotações internacionais do petróleo.

A queda ajuda a campanha pela reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL), cuja popularidade vinha sendo afetada pela escalada dos preços dos combustíveis desde o fim do período mais duro de isolamento da pandemia de Covid-19.

Em maio, os preços da gasolina e do diesel atingiram recordes históricos nos postos brasileiros, movimento que culminou com a demissão de dois presidentes da Petrobras em pouco mais de um mês.

O governo decidiu ainda enfrentar estados no Congresso e aprovou uma lei limitando as alíquotas de ICMS a 17% ou 18%. Os impostos federais sobre os combustíveis também foram zerados.

Desde o fim de junho, quando a lei do ICMS foi aprovada, o preço da gasolina vem em forte queda nas bombas. Na primeira quinzena de agosto, segundo a empresa de pagamentos eletrônicos ValeCard, caiu 9,16% em comparação com a média de julho, chegando a R$ 5,779.

A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) não vem publicando sua pesquisa semanal de preços dos combustíveis, principal indicador sobre o assunto, devido a um ataque hacker a seus sistemas.

Com a sequência de quedas nas bombas, Bolsonaro vem repetindo que o Brasil terá em breve uma das gasolinas mais baratas do mundo. Mas dados do site especializado Global Petrol Prices indicam que o país tem oscilado no ranking, já que o produto também ficou mais barato em outros países.

Na última atualização do levantamento, com preços do dia 15 de agosto, o Brasil ocupava a 49ª posição em uma lista de 169 países. É uma colocação pior do que o 44º lugar verificado um mês antes, mas melhor que o 51º da semana anterior.

Como os preços são convertidos para o dólar, porém, a variação cambial também tem efeito na comparação. A lista da Global Petrol Prices traz o Brasil com preço médio de revenda a US$ 1,15. O 20º colocado, a Arábia Saudita, tinha preço médio de US$ 0,62. O 30º, o Afeganistão, de US$ 0,98.

Em julho, a queda do preço da gasolina após corte de alíquotas de ICMS já havia levado o país a registrar deflação, segundo dados divulgados pelo IBGE na semana passada.

A queda de 0,68% foi influenciada principalmente pelo grupo dos transportes, que teve a redução mais intensa, de 4,51%. O segmento contribuiu com o maior impacto (-1 ponto percentual) no resultado geral do IPCA.

Simaria volta a fazer desabafo nas redes sociais: “Medo de se perder”

Foto: Reprodução
Na postagem, Simaria tirou uma “selfie” com uma blusa preta bem cavada e ainda apostou no carão
A cantora Simaria fez uma publicação nesta terça-feira (16), em suas redes sociais com duplo sentido. Em meio à crise com a irmã Simone, a sertaneja falou de amor próprio e sobre se perder para tentar se encaixar nos moldes de alguém. Não demorou para que os fãs apostassem em uma indireta. Porém, outros seguidores apenas focaram na beleza da cantora, já que ela compartilhou a reflexão com uma foto sensual.

“‘A gente não tem que ter medo de perder alguém. Na verdade, a gente tem que ter medo de se perder, tentando fazer alguém ficar’. Acima de tudo, Deus. Depois, o amor próprio, meu vasos”, escreveu a artista na legenda.

Na postagem, Simaria tirou uma “selfie” com uma blusa preta bem cavada e ainda apostou no carão.
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Mulher dá a luz em calçada de farmácia em Quixadá

Foto: Reprodução
Mãe e filha foram levadas por uma equipe do Corpo de Bombeiros para o Hospital Maternidade Jesus Maria e José (HMJMJ)
Uma mulher, de 31 anos, entrou em trabalho de parto em uma calçada no Centro de Quixadá, no Sertão Central, na manhã desta segunda-feira (15). Com ajuda de funcionários de uma farmácia, que cederam luvas e outros materiais, o parto da criança foi feito na rua. A criança do sexo feminino nasceu com saúde e passa bem.  A mãe, que não teve o nome revelado, recebeu ajuda de um técnico de enfermagem que passava pelo local, Samuel Paiva. O rapaz disse que não poderia deixar a moça sozinha dessa situação.

“Dei a volta na praça José de Barros, fui falar com um amigo e uma amiga, e vi um movimento, e ao chegar uma mulher grávida dizia que achava que tinha estourado a bolsa, de repente, visualizei o liquido amniótico e nesse momento já imaginei tudo que teria de ser feito, com os protocolos corretos e na medida do possível, para garantir a vida da mãe e da criança. Nesse momento a única coisa que você tem que ter é ação. Com todo protocolo feito, se iniciou o nascimento da criança, o chamado parto humanizado, mas na condição que estávamos, tinha que fazer daquele banco um banco humanizado”, disse o técnico de enfermagem.

A criança, do sexo feminino, nasceu com saúde e passa bem. Mãe e filha foram levadas por uma equipe do Corpo de Bombeiros para o Hospital Maternidade Jesus Maria e José (HMJMJ) após o procedimento improvisado, e estão sob observação.

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Apresentador Gilberto Barros é condenado à prisão por homofobia

O apresentador Gilberto Barros foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) a dois anos de prisão pelo crime de homofobia por causa de um comentário realizado no programa “Amigos do Leão”, exibido em seu canal do YouTube em setembro de 2020. Mesmo com condenação, ainda cabe recurso.

Gilberto Barros é réu primário e, como a pena é inferior a quatro anos, a juíza Roberta Hallage Gondim Teixeira, que proferiu a sentença, substituiu a privação de liberdade por medidas restritivas de direito. Com isso, ele prestará serviço à comunidade pelo tempo da pena e deverá pagar cinco salários mínimos que serão revertidos na compra de cestas básicas para organizações sociais.

Em sua decisão, a juíza afirma que houve “agressividade das palavras aplicadas, as quais discriminaram os homossexuais especialmente diante do uso da palavra “nojo”. E que a fala atingiu a comunidade LGBTQIA+.

“A manifestação verbal do acusado ajusta-se à prática e indução da discriminação e preconceito em razão da orientação sexual, não havendo falar-se em liberdade de expressão na medida em que esta não abarca o discurso de ódio”, diz a magistrada.

Gilberto foi denunciado ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pelo jornalista William De Lucca, também militante da causa LGBTQIA+.

O comentário que levou à condenação foi feito em um episódio sobre os 70 anos da TV brasileira. O apresentador, também conhecido como Leão, disse que, quando trabalhava na Rádio Globo, na década de 1980, tinha que presenciar “beijo de língua de dois bigodes”, pois havia uma boate para o público LGBTQIA+ em frente ao local.

Bolsonaro volta ao local da facada, reúne multidão e diz que eleição é luta do “bem contra o mal”

No primeiro dia oficial da corrida pelo Palácio do Planalto, o Presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, voltou a chamar a eleição de “luta do bem contra o mal” nesta terça-feira (16). Durante encontro com lideranças religiosas em Juiz de Fora (MG), onde levou uma facada em 2018, o chefe do Executivo também criticou o que chamou de “fechamento de igrejas” na pandemia de Covid-19, que exigia isolamento social para evitar o contágio.

“Agradeço a Deus pela minha segunda vida e entendo a missão de ser o chefe do Executivo desta Nação. Fácil não é. Se fosse, não teria dado para um de nós. O Brasil estava à beira do colapso, com problemas éticos, morais e econômicos e marchava, sim, a passos largos para o socialismo”, declarou Bolsonaro, acompanhado da primeira-dama Michelle e do ex-ministro Walter Braga Netto (PL), candidato a vice na chapa da reeleição.

Em início da campanha, Lula associa Bolsonaro ao demônio e diz que tentará recuperar o país

Na largada de sua campanha à Presidência da República, Lula fez várias críticas a Jair Bolsonaro, associou o atual chefe do Poder Executivo ao demônio, disse que pretende recuperar o Brasil e ainda prometeu reajustar a tabela do Imposto de Renda – uma medida para tentar atrair os eleitores de classe média.

Lula iniciou sua campanha com um ato em frente à fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo, na tarde desta terça-feira.

Durante o comício, que contou com a participação do ex-prefeito Fernando Haddad, candidato ao governo do Estado, de Gleisi Hoffmann, presidente do PT, entre outros correligionários do PT e de movimentos sociais como o MST, Lula afirmou que pretende voltar ao poder para que o Brasil volte a ser respeitado.

“Eu estou com 76 anos de idade, mas estou com energia de 30 [anos] e tesão de 20 [anos] para recuperar esse país”, disse Lula.
“Eu vou voltar para que a gente recupere esse país, para que ele possa voltar a ser respeitado pelo mundo. Para que ele possa ser respeitado pelos EUA, pela China, pela Argentina. O Brasil não pode ter um presidente como esse que ninguém quer receber. Um presidente que mente sete vezes ao dia com fake news”, afirmou o petista.

Durante o discurso, Lula agradeceu aos metalúrgicos e lembrou das greves sindicais do final dos anos de 1970 e início dos anos de 1980, que serviram como base para a sua carreira política. Ele também fez vários acenos aos evangélicos, público que, segundo as principais pesquisas de intenção de voto, são majoritariamente bolsonaristas.

Lula reafirmou que não pretende fechar templos religiosos como tem alegado Bolsonaro e aliados. Ele disse também que foi o responsável por sancionar, em 2003, uma lei específica sobre liberdade religiosa no Brasil.

“Ele é um ‘fariseu’. Ele está tentando manipular a boa fé de homens e mulheres evangélicas, que vão tratar de sua fé nas igrejas, contando mentiras o tempo inteiro”, acrescentou Lula. “Se tem alguém que é possuído pelo demônio é esse Bolsonaro”, complementou.

Com informações do O Antagonista