terça-feira, 4 de outubro de 2022

Bolsonaro confirma 13º do Auxílio para mulheres a partir de 2023

O presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), confirmou nesta 3ª feira (4.out.2022) o pagamento do 13º do Auxílio Brasil para as mulheres a partir de 2023. A iniciativa será uma das principais estratégias do chefe do Executivo para conquistar a reeleição no 2º turno, contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Já está acertado, só para as mulheres, são 17 milhões, a partir do ano que vem. E mais: o auxílio de R$ 600 está garantido para todo nosso governo. Isso acertado com Paulo Guedes. Recursos já sabemos de onde virão. No momento, está garantido R$ 600 por lei e os R$ 200 extra vamos manter o valor a partir do ano que vem, já garantido”.

A nova medida passaria a valer a partir de 2023, se o presidente for reeleito em 30 de outubro. “Não dá para tratar desse assunto agora porque é proibido pela lei eleitoral. A partir do ano que vem, 13º para o Auxílio Brasil”.

A economia será o principal tema explorado pela campanha de Bolsonaro na 2ª etapa do pleito.

Com informações do Poder 360

MDB vai liberar Simone Tebet e mais 12 diretórios estaduais para apoiar Lula

O MDB já decidiu o que fazer neste segundo turno. Vai liberar seus diretórios para tomar o rumo que preferirem.

Depois de conversas entre Baleia Rossi, Michel Temer e outros líderes do partido, definiu-se que Simone Tebet e mais 12 diretórios estaduais estarão liberados para manifestar o apoio a Lula, como é do desejo dela e de dessas executivas regionais, a maioria delas de estados do Nordeste.

Até amanhã, esta declaração formal de voto será oficializada.

Quanto ao caso de São Paulo, onde o prefeito Ricardo Nunes quer apoiar Tarcísio de Freitas para o governo, o anúncio será feito depois de toda a situação federal ser anunciada.

Com informações do O Globo

Justiça estadual envia 479 armas de fogo ao Exército Brasileiro para destruição

Divulgação
O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) entregou 479 armas de fogo ao 10º Depósito de Suprimento do Exército Brasileiro, para incineração. O envio foi feito pela Assistência Militar do TJCE. Os armamentos são relativos a procedimentos criminais, com autorização para destruição feita pelos respectivos magistrados.

O material, recolhido juntos a fóruns da Capital e do Interior do Estado, era formado por rifles, espingardas, garruchas, pistolas e revólveres. A entrega ao Exército atende à determinação da Presidência do Tribunal de Justiça, cumprindo a Resolução nº 134/2011, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e o Decreto nº 9847/2019, que regulamenta a lei n° 10.826/2003, que dispõe sobre a destruição ou doação de armas de fogo apreendidas aos órgãos de segurança pública ou às Forças Armadas.

Além disso, faz parte da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), que fixou 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para melhorar a qualidade de vida de todas as pessoas no mundo. O TJCE tem atuado ativamente no sentido de contribuir com a Agenda da ONU.

O ODS nº 16, por exemplo, tem como tema “Paz, Justiça e Instituições Eficazes”. A finalidade é “promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis”.

Dentro desse ODS está a Meta 16.4, que visa, até 2030, “reduzir significativamente os fluxos financeiros e de armas ilegais, reforçar a recuperação e devolução de recursos roubados e combater todas as formas de crime organizado”.

Zema declara apoio a Bolsonaro, e presidente fala em ajuda decisiva

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema e o presidente da República, Jair Bolsonaro, durante encontro de trabalho. (Foto: Isac Nóbrega/ PR/ Agência Brasil)
O governador reeleito de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) anunciou nesta terça-feira (4) o apoio à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL). O mandatário afirmou que a ajuda de Zema é “essencial” e “decisiva” para que vença as eleições. Zema, por sua vez, disse que tem divergências com o chefe do Executivo, mas que neste segundo turno das eleições é importante deixar as diferenças de lado para evitar uma vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Sempre dialoguei com o presidente Bolsonaro, sabemos que em muitas coisas convergimos e em outras, não, mas é momento em que Brasil precisa caminhar para frente e eu acredito muito mais na proposta do presidente Bolsonaro do que na proposta do adversário”, disse.

Bolsonaro afirmou que sempre teve afinidades com Zema, mas que lançou o senador Carlos Viana (PL-MG) para a disputa de governador em Minas para facilitar a chegada de seu nome em “pontos mais isolados do estado”. “Quem ganha lá [em Minas Gerais], diz a tradição, pode ganhar a presidência”, resumiu o presidente.

Ao lado de Zema, Bolsonaro afirmou que também está marcado para encontrar nesta terça-feira o governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), que ficou em terceiro lugar nas eleições e não conseguiu ir para o segundo turno.

Bolsonaro também disse que está aberto a conversar com ACM Neto (União Brasil), que disputará o segundo turno das eleições para governador da Bahia contra Jerônimo Rodrigues (PT), que tem o apoio de Lula. “Se o ACM Neto quiser, estou à disposição”, disse.

Matheus Teixeira-Folhapress

Vendedora é única pessoa a ter só um voto nestas eleições: ‘É frustrante’, diz candidata

Thamires Oliveira (Agir), de 33 anos, foi a única pessoa no estado de São Paulo a receber apenas um voto: o dela. A vendedora disputava uma vaga para deputada estadual.

“Fiz campanha, fiz reunião, fiz tudo. Mas, infelizmente, o voto não entrou. Somente o meu. A campanha estava na rua. Contratei pessoas para trabalhar. É frustrante, na verdade, porque antes da campanha a gente já fica com muita ansiedade. Você não consegue dormir. É uma pressão muito estressante”, disse ao g1. 

A moradora da Zona Leste da capital recebeu R$ 5 mil em 17 de setembro do Fundo Eleitoral da direção estadual do Agir para a campanha e um pacote com milhares de santinhos em “dobradinha” com o presidente do partido, Carlos Roberto, candidato a deputado federal. Como não aprovou o material, não distribuiu, segundo ela. 

“Recebi R$ 5 mil uma semana antes da votação. O partido em si não deu nenhuma assistência. Tenho até alguns amigos que se candidataram também. Não tinha muito o que fazer e voluntariamente ninguém quer trabalhar”, afirmou. 

Outros candidatos do partido criaram um grupo num aplicativo de mensagens justamente para reclamar da falta de repasses do partido.

Frota, Joice, Cunha e mais: veja a lista de derrotas emblemáticas nas eleições de 2022

Após a realização das eleições legislativas no último domingo, 2, foram definidos os parlamentares que representarão os brasileiros no Congresso Nacional ou nas Assembleias Legislativas de seus respectivos Estados. No total, foram eleitos 27 novos senadores e 513 deputados federais, além dos deputados estaduais.

Com a definição, foi possível identificar quais nomes não obtiveram sucesso em sua corrida e protagonizaram derrotas emblemáticas no pleito geral deste ano. Nomes que já foram ex-presidentes da Câmara dos Deputados, dos mais votados da história para a Casa, bolsonaristas que se distanciaram do governo federal ou ex-membros de amplos movimentos políticos ficarão de fora da próxima legislatura.

A equipe de reportagem da Jovem Pan realizou um levantamento para identificar quais candidatos buscavam evocar o sucesso do passado para se eleger, mas que não conseguiram.

Confira abaixo:

Alexandre Frota (PSDB)
Antes de figurar na política, o artista passou a ser um dos integrantes do bolsonarismo. Chamando o presidente de ‘mito’, Jair Bolsonaro chegou a declarar que nomearia Frota ao cargo de Ministro da Cultura caso fosse eleito presidente da República. O ator lançou-se como candidato à Câmara dos Deputados, se elegeu com mais de 155 mil votos e integrava o bloco de apoio ao governo federal. Durante a pandemia, o parlamentar passou a se distanciar e a tecer criticas à gestão do Executivo e acabou expulso do PSL. Frota filiou-se ao PSDB e passou a realizar campanha para ser eleito deputado estadual em São Paulo, mas teve pouco menos de 25 mil votos. A quantia foi insuficiente para conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa paulista.

Joice Hasselmann (PSDB)
Uma das poucas deputadas na história a se eleger para mais de um milhão de votos, a comunicadora foi uma das principais bolsonaristas eleitas à Câmara dos Deputados com massiva representatividade. Em 2019, a parlamentar foi eleita líder do governo na Casa legislativa, mas rompeu com o governo federal após um desentendimento com o presidente Jair Bolsonaro. Dois anos depois, a jornalista deixou o PSL e migrou para o PSDB. A tucana tentou reconquistar sua vaga na Câmara, mas obteve uma queda de 98,75% do seu eleitorado e passou de 1.078.666 votos em 2018 para 13.510 neste domingo. Joice, portanto, não mais estará no Congresso na próxima legislatura.

Fernando Holiday (Novo)
No auge da queda da presidente Dilma Rousseff (PT), o militante integrava o Movimento Brasil Livre (MBL) e ingressou na política como o vereador mais novo a ser eleito na cidade de São Paulo em 2016, quando tinha 20 anos. Por divergências com as pautas do MBL, Holiday optou por deixar o movimento. Quatro anos depois, o político teve seu mandato renovado e buscou, agora, um salto para ir à Brasília. Com sua candidatura à Câmara dos Deputados, Fernando obteve 38.118 votos e não conseguiu eleitores suficientes para integrar o Legislativo federal.

Eduardo Cunha (PTB)
Então deputado federal e presidente da Casa durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), o político mudou seu domicílio eleitoral para o Estado de São Paulo e buscava um retorno à Câmara. Com o slogan de “tirar o PT de novo” do poder, Cunha teve pouco mais de 5 mil votos e ficou na 383ª posição no ranking de candidatos mais bem votados entre os eleitores paulistas.

Kátia Abreu (PP)
Integrante da chapa presidencial que concorreu ao Planalto em 2018, junto com Ciro Gomes (PDT), a senadora pleiteava a reeleição ao Senado Federal pelo Estado do Tocantins. Integrante da bancada ruralista, Kátia foi a primeira mulher a ser eleita à Casa Alta do Legislativo com quase 282 mil eleitores. No último domingo, a parlamentar obteve apenas 18,5% dos votos válidos e sua vaga no Senado Federal será, à partir da próxima legislatura, da deputada federal Professora Dorinha (União Brasil).

Álvaro Dias (Podemos)
Padrinho político de Sergio Moro (União Brasil) e entusiasta da Operação Lava Jato, Álvaro encontra-se no Senado Federal há mais de 20 anos. O político buscava outro mandato de oito anos como senador e disputava a vaga contra o ex-juiz Moro. Com 24% dos votos válidos no Paraná, o parlamentar não ficou atrás apenas do ex-ministro, que teve 34% do eleitorado e foi eleito, como também de Paulo Martins (PL), que conquistou 29% dos votos e foi o segundo candidato mais votado no Estado.

José Serra (PSDB)
Ex-ministro das Relações Exteriores na gestão Michel Temer, ex-ministro da Saúde e ex-ministro do Planejamento e Orçamento no governo Fernando Henrique, ex- governador do Estado de São Paulo, ex-prefeito de São Paulo e ex-deputado federal, José Serra ocupa atualmente o cargo de Senador por São Paulo. Neste ano, o tucano lançou-se à Câmara dos Deputados como um dos nomes fortes ao PSDB. Os 88.926 votos não foram suficientes para se eleger de maneira direta e Serra será o terceiro suplente da federação PSDB/Cidadania, saindo da vida pública eletiva nos próximos anos.

Romero Jucá (MDB)
Senador por Roraima em três oportunidades, o tradicional político buscava retornar ao poder após ser um dos alvos da Operação Lava Jato e ser pego, em 2015, em um telefone grampeado defendendo o impeachment de sua chefe. O parlamentar ocupava o posto de ministro do Planejamento de Dilma Rousseff no episódio. No último domingo, foi derrotado por Hiran Gonçalves (Progressistas) e obteve 35,74% dos votos.

PSC, neutro no 1º turno, declara apoio a Bolsonaro no segundo

O PSC decidiu apoiar a reeleição de Jair Bolsonaro (PL) para o 2º turno da eleição presidencial. O atual presidente disputa nova eleição nacional com Lula (PT) no dia 30 de outubro.

“O Partido Social Cristão (PSC) vai trabalhar junto com o presidente Jair Bolsonaro pela sua reeleição neste segundo turno das eleições presidenciais”, anunciou o partido em nota.

A sigla optou por ficar neutra no primeiro turno da eleição presidencial, se indicar votos para Bolsonaro ou outro candidato.

O presidente do partido, Pastor Everaldo, afirma que “Bolsonaro é o candidato que defende as bandeiras conservadoras do PSC: defesa da família e da vida desde a concepção, da segurança, das mulheres e da liberdade econômica”, disse.

g1

Moro telefona para Bolsonaro e declara apoio contra Lula

O senador eleito Sergio Moro declarou apoio ao presidete Jair Bolsonaro na dipusta à Presidência no segundo turno das eleições. Segundo a coluna Radar do jornal Veja, o ex-ministro da Justiça entrou em contato com o portal para confirmar o apoio.

Ainda de acordo com a publicação, auxiliares do presidente teria dito que ex-juiz telefonou para Bolsonaro e declarou apoio ao chefe do Planalto na luta para evitar a vitória de Lula no segundo turno.

Publicamente, até o momento, Sérgio Moro não se pronunciou.

Com informações da Veja

Bolsonaro “ganhou 10,6 milhões de votos” da noite para o dia, diz diretora do Datafolha

Luciana Chong, a diretora do Datafolha, esteve nesta segunda-feira (3) na GloboNews para tentar explicar o fiasco da pesquisa presidencial.

Tanto o instituto quanto o Ipec, ex-Ibope, cravavam na véspera do primeiro turno que a diferença de Lula (PT) para Jair Bolsonaro (PL) seria de 14 pontos percentuais; concluída a apuração das urnas neste domingo (2), ela foi de 5 pontos. É uma diferença muito superior à margem de erro dos levantamentos dos institutos, que é de 2 pontos para mais ou para menos.

Chong alegou que a diferença entre pesquisas e os resultados na urna foi causada por um “movimento de última hora para Bolsonaro de votos de Ciro [Gomes], Simone [Tebet], brancos e nulos”.

Observando os resultados eleitorais, verifica-se que 1% equivale a cerca de 1,18 milhão de votos. Para ser verdade, a redução de nove pontos na diferença para Lula (de 14 para 5) significa que Bolsonaro teria que ter recebido dos eleitores de Ciro, Tebet e brancos/nulos nada menos que 10,6 milhões de votos da noite para o dia —literalmente.

Com informações de O Antagonista

Itália pede extradição de Robinho, condenado em última instância por estupro

O governo italiano pediu a extradição do atacante Robinho e de seu amigo Ricardo Falco, condenados em última instância a nove anos de prisão pelo crime de estupro contra uma jovem de 22 anos, ocorrido em 2013, em uma boate de Milão. A informação foi divulgada nesta terça-feira pela agência de notícias Ansa.

O Ministério Público de Milão, responsável por acionar o Ministério da Justiça da Itália, já teria sido informado sobre o envio da solicitação da extradição de Robinho às autoridades brasileiras. Em janeiro deste ano, o atacante teve seu recurso rejeitado pela Corte de Cassação de Roma, deixando tanto ele quanto Falco sem a possibilidade de recursos.

A Constituição do Brasil proíbe a extradição de brasileiros, mas a Justiça italiana pode pedir o cumprimento da pena em uma prisão brasileira. Porém, esta possibilidade é dificultada pelo Código Penal do País, uma vez que a sentença estrangeira só é aplicada no Brasil em duas situações: a primeira é pela reparação de danos e a segunda, pela homologação para efeitos de tratados.

Aos 38 anos, Robinho não entra em campo por uma partida oficial desde 2020, quando defendia o Istambul Basaksehir, da Turquia. O jogador chegou a ser anunciado pelo Santos em outubro daquele ano, mas a contratação foi cancelada após pressão da torcida e de patrocinadores por causa do processo por estupro.

Desde o início do caso na Justiça, o atleta adotou um perfil mais recluso, sem se manifestar sobre o assunto. Recentemente, ele foi fotografado ao lado do meia Diego Ribas com quem fez histórica dupla no Santos, em uma praia da cidade. No sábado, ele foi às redes sociais manifestar apoio à reeleição do presidente Jair Bolsonaro.

Entenda o caso de Robinho

De acordo com as investigações, Robinho e cinco amigos teriam estuprado uma jovem albanesa em um camarim da boate milanesa Sio Café, onde ela comemorava seu aniversário. O caso aconteceu em 22 de janeiro de 2013, quando o atleta defendia o Milan. O atleta foi condenado em primeira instância em dezembro de 2017. Os outros suspeitos deixaram a Itália ao longo da investigação, e por isso a participação deles no ato é alvo de outro processo

Os defensores de Falco também dizem que seu cliente é inocente, mas pedem a aplicação mínima da pena caso haja condenação. O Estadão esteve na boate em Milão e constatou que o local passou por reforma após o episódio. Procurado pela reportagem em outubro de 2020, o advogado Franco Moretti, que representa Robinho na Itália, reforçou que seu cliente é inocente. O jogador afirmou que toda a relação que teve com a denunciante foi consensual e ressaltou que seu único arrependimento foi ter sido infiel a sua mulher.

Em entrevista ao Estadão, o advogado da vítima, Jacopo Gnocchi, revelou à época que ela poderia ter solicitado o pagamento de aproximadamente R$ 400 mil (cerca de 60 mil euros) por danos morais, mas optou por aguardar o andamento dos procedimentos jurídicos. Na sua visão, o tribunal de Milão que condenou Robinho fez uma análise correta do caso.

Transcrições de interceptações telefônicas realizadas com autorização judicial mostraram que Robinho revelou ter participado do ato que levou uma jovem de origem albanesa a acusar o jogador e amigos de estupro coletivo, em Milão, na Itália. Em 2017, a Justiça italiana se baseou principalmente nessas gravações para condenar o atacante em primeira instância a nove anos de prisão.

Além das gravações telefônicas, a polícia italiana instalou um grampo no carro de Robinho e conseguiu captar outras conversas. Para a Justiça italiana, as conversas são “auto acusatório”. As escutas exibem um diálogo entre o jogador e um músico, que tocou naquela noite na boate e avisou o atleta sobre a investigação.

Robinho e Falco foram condenados com base no artigo “609 bis” do código penal italiano, que fala do ato de violência sexual não consensual forçado por duas ou mais pessoas, obrigando alguém a manter relações sexuais por sua condição de inferioridade “física ou psíquica”.

Os advogados de Robinho afirmam que o atleta não cometeu o crime do qual é acusado e alegam que houve um “equívoco de interpretação” em relação a conversas interceptadas com autorização judicial, pois alguns diálogos não teriam sido traduzidos de forma correta para o idioma italiano.

A repercussão negativa sobre o caso de estupro fez com que Robinho tivesse a contratação suspensa pelo Santos em outubro de 2020. O atacante foi anunciado como reforço pelo clube da Vila Belmiro com vínculo por cinco meses. Porém, a pressão de patrocinadores e a divulgação de conversas sobre o caso provocaram forte repercussão, e o clube optou por suspender o contrato do jogador.

Estadão Conteúdo