sábado, 8 de outubro de 2022

Lula ganha em 8 das 10 cidades com mais perdas de empregos; Bolsonaro lidera em 6 das com mais ocupações fixas

Fotos: Divulgação
As quatro cidades que mais perderam empregos até agosto deste ano estão no Nordeste, onde Lula liderou. Entre as cidades que compõe o ranking, Bolsonaro só teve mais votos do que Lula em um município paraense e outro paulista
O presidente Jair Bolsonaro (PL) vem ressaltando em sua campanha pela reeleição dados positivos sobre recuperação do emprego. O discurso, no entanto, parece surtir pouco efeito nas cidades que mais perderam postos de trabalho neste ano: das 10 piores no ranking, 8 deram mais votos ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno.

As quatro cidades que mais perderam empregos até agosto, em números absolutos, estão na região Nordeste e registram saldos negativos de mais de 2.200 postos de trabalho cada uma: Sirinhaém (PE), Capela (SE), São José da Laje (AL) e Rio Formoso (PE). Em seguida, aparecem Indianópolis (MG), Parauapebas (PA), Lucélia (SP), São Miguel dos Campos (AL), Santo Antônio dos Lopes (MA) e Campo Alegre (AL). Entre as cidades que compõe o ranking, Bolsonaro só teve mais votos do que Lula no município paraense e no paulista.

Em contrapartida, quando considerados as 10 cidades que mais abriram postos de trabalho formais no ano, o atual presidente obteve mais votos do que os demais candidatos em 6: Rio de Janeiro (47%), Brasília (51,6%), Belo Horizonte (46,6%), Curitiba (55,3%), Goiânia (56,1%) e Manaus (53,6%). Os dados são do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho e Previdência.

Considerando todo o território nacional, o mercado de trabalho de fato tem dado sinais de melhora –o saldo entre admissões e desligamentos é positivo em 1,853 milhão de vagas de janeiro a agosto. Mas, nas cidades que perderam mais empregos em 2022, pesa um cenário mais frágil, dizem economistas.

“Em cidades pequenas, o fechamento de vagas tem um impacto brutal. Muitos dependem do setor público para ter emprego também”, diz Sergio Firpo, pesquisador do Insper e colunista da Folha. “A mobilidade nesses locais é menor e a transição de um emprego para o outro ocorre em um intervalo maior.”

Para o especialista em mercado de trabalho Eduardo Zylberstajn, trata-se de uma observação intuitiva: onde a economia está pior, cresce a insatisfação geral, e a população busca alternativas. Mesmo não sendo possível fazer uma relação direta entre emprego e voto, ele considera que o desemprego é um fator tão relevante para a satisfação econômica que seu peso não pode ser descartado.

O economista Edgard Leonardo Lima, professor do Centro Universitário Tiradentes, vai na mesma linha. Segundo ele, a perda de trabalho em municípios de menor porte, associada ao quadro de pressão inflacionária, afeta a avaliação individual sobre a economia. Isso, diz, pode ter impactado a decisão de voto dos eleitores locais -e beneficiado Lula. “O cidadão que perdeu o emprego em uma cidade como Sirinhaém até pode ter visto que a inflação parou de subir. Mas ele também percebe que a inflação ainda está estacionada no 15º andar do prédio. Essa é a economia real. É o que o cidadão sente na hora de fazer a feira, de ir ao supermercado”, afirma.

De acordo com Lima, municípios pequenos do Nordeste apresentam menor dinamismo econômico, o que se reflete em um mercado de trabalho mais escasso. “Basta uma indústria fechar, ou uma usina parar de moer, que essas cidades deixam de oferecer empregos”, diz. “Aqui no Nordeste temos uma falta de conexão da economia entre as capitais e o interior”, completa.

O economista e professor Gustavo Casseb Pessoti, presidente do Conselho Regional de Economia da Bahia, avalia que a economia nordestina já vinha em dificuldades antes da pandemia. Na década passada, lembra, a atividade sentiu os reflexos de fenômenos como crises hídricas. O quadro local, acrescenta, também é marcado pelo alto nível de informalidade. “Não só o Nordeste cresce menos do que o Brasil e, portanto, gera menos emprego, como sente mais o revés de uma economia menos dinâmica”, aponta.

Douglas Gavras - FolhaPress

Jojo Todynho é pega de surpresa com anúncio do fim de casamento feito pelo marido

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Militar publicou anúncio sobre separação neste sábado (8), mas pegou cantora de surpresa com postagem
Jojo Todynho foi pega de surpresa com o anúncio de Lucas Souza sobre o fim do casamento dos dois. Neste sábado (8), a cantora publicou um vídeo no Stories mostrando que estava no shopping quando o militar fez a publicação nas redes sociais.

Boa tarde, meus amores. Olha, gente. Estou no shopping, vou sentar para ler. Não estou sabendo de nada. Vim trazer minha afilhada para comprar um presente dela”, disse Jojo.

“Hoje tivemos uma briga de casal como todo mundo. Ele tomou a atitude dele e está certo. Se ele tomou, está tudo maravilhosamente bem. E é isso. Vamos curtir o sábado! Fiquem com Deus! Desde já quero agradecer todos pelas mensagens de carinho. Estou bem, gente”, finalizou.

Confira o vídeo de Jojo:
Os dois completaram um ano de relacionamento em agosto e se casaram em janeiro deste ano. “Nem só de amor uma relação se constitui, o respeito, lealdade e a gratidão são essenciais! Em respeito as pessoas que tem um carinho pelo casal e com muita dor no coração, passando pela fase mais difícil da minha vida aonde estou em um lugar que não tenho ninguém”, disse Lucas ao anunciar o fim do casamento.

GCMais

Morre adolescente baleado por colega dentro de sala de aula em Sobral

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Por meio de nota, a direção da escola expressou solidariedade aos familiares, amigos e comunidade escolar.
O adolescente Júlio César de Sousa Alves, de 15 anos, que foi baleado por um colega de turma, dentro da sala de aula, em Sobral, morreu na noite deste sábado (8/10) após três dias da tragédia. O aluno da Escola de Ensino Médio de Tempo Integral Professora Carmosina Ferreira Gomes estava na UTI da Santa Casa de Misericórdia de Sobral.

Por meio de nota, a direção da escola expressou solidariedade aos familiares, amigos e comunidade escolar.

Outros dois adolescentes ficaram feridos na ação. O aluno baleado na perna foi avaliado pela traumatologia da unidade hospitalar, passou por procedimento cirúrgico e já está de alta.

Já o terceiro ferido, foi atingido de raspão e teve alta hospitalar ainda durante a tarde da última quarta-feira (5). Ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) realizaram os primeiros socorros na escola.

De acordo a PM, os disparos foram motivados por supostos episódios de bullying praticados pelas vítimas. O adolescente entrou na escola em posse de uma pistola. Após o ataque, o menor de idade saiu da unidade de ensino e seguiu para casa, onde foi apreendido por policiais do Comando de Policiamento de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (CPRaio).

Com informações do Sobral Online

Mais de 3,8 mi de votos foram para candidatos com pendências judiciais

No primeiro turno das eleições, realizada no último domingo (2), mais de 3,8 milhões de votos foram dados pelos eleitores brasileiros a candidatos ainda sem registro de candidatura deferido pela Justiça Eleitoral.

Esses candidatos apareceram sub judice nos sistemas eleitorais, o que significa que, apesar de terem o nome na urna, suas candidaturas encontram-se ainda pendentes de alguma decisão judicial.

É o caso, por exemplo, do candidato Daniel Silveira (PTB-RJ), que disputou uma vaga ao senado pelo Rio de Janeiro e recebeu mais de 1,5 milhão de votos, ficando em terceiro lugar. Ele teve o registro negado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), mas ainda aguarda julgamento de recurso.

Pelas regras eleitorais, todos os votos dados a candidatos sub judice ficam numa espécie de suspensão, ao aguardo da decisão definitiva da Justiça Eleitoral sobre a concessão ou não do registro da candidatura.

O votos sub judice são considerados para o cálculo dos percentuais na divulgação dos resultados, mas não entram, por exemplo, na conta feita pela Justiça Eleitoral para calcular quantas cadeiras caberá a cada partido na Câmara dos Deputados e nas assembleias estaduais, o chamado quociente partidário.

Somente se o candidato vier a ter o registro deferido em decisão definitiva, seus votos passam a ser válidos, contando tanto para ele como para a contabilidade do quociente partidário, no caso das eleições para deputado federal e estadual ou distrital.

Porém, se o registro for negado em definitivo, tais votos ficam permanentemente nulos, sendo retirados inclusive da contabilização final da eleição, o que pode alterar os percentuais dos votos válidos recebidos pelos eleitos.

Segundo os dados da Justiça Eleitoral, das 26.979 candidaturas que apareceram nas urnas eletrônicas, 653 tiveram o registro negado num primeiro momento e aguardam o julgamento de recursos.

Outras 63 tiveram o registro deferido, mas ainda aguardam o julgamento de recursos do Ministério Público Eleitoral (MPE) ou de adversários contra suas candidaturas.

A situação atualizada de todas as candidaturas podem ser conferidas no DivulgaCand, portal oficial de divulgação criado pelo TSE.

Agência Brasil

Nova regra para controle de gastos racha a campanha do PT

Sob pressão para sinalizar com clareza suas propostas para as contas públicas, a campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda está dividida em relação ao caminho da política fiscal a ser adotado num eventual novo governo do PT. O ponto central das divergências é sobre a necessidade, ou não, de se adotar uma regra de controle das despesas para substituir o atual teto de gastos – que Lula já antecipou que será revogado se ele vencer a eleição.

De um lado, a “turma da política” defende a revogação do teto com a permanência da regra de meta de resultados primários (receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros da dívida pública). De outro, uma ala de economistas – entre eles, integrantes da Fundação Perseu Abramo, braço do pensamento econômico do PT – defende a necessidade de um modelo de controle de gastos que permita, ao mesmo tempo, investimentos em projetos prioritários, com efeito “multiplicador” para acelerar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

Em meio às divergências, há uma movimentação interna para que detalhes sejam apresentados ainda neste segundo turno, como mostrou o Estadão/Broadcast. Esse grupo defende mais transparência agora, mas os avanços dependem das articulações políticas de apoio a Lula nesta fase da campanha até o dia da eleição, no fim do mês.

COBRANÇA
Em conversas com integrantes da campanha, representantes do mercado financeiro têm cobrado uma regra de controle de gastos que permita calcular com maior precisão a trajetória da dívida pública e a sustentabilidade das contas públicas.

A “turma da política”, porém, defende um modelo semelhante ao que já foi adotado no passado, de busca de superávits primários, proposta que tem a simpatia do próprio Lula e apoio de integrantes da cúpula do partido, entre eles, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann. Na véspera do primeiro turno, em jantar com empresários do grupo Esfera, Lula voltou a citar a revogação do teto de gastos e a defender o retorno de um regime de superávits fiscais.

Para “aperfeiçoar” esse modelo de resultados fiscais, uma das propostas em discussão é a fixação de “bandas” para a meta de resultado fiscal, de forma a permitir, no caso de desaceleração da economia e redução da arrecadação, o aumento de gastos como medida anticíclica. Na avaliação do PT, esse modelo evitaria a “amarra” que ocorreu no passado para o cumprimento da meta fiscal diante da necessidade de corte de gastos para acomodar a frustração de receitas e a desaceleração da atividade econômica.

Já o outro lado defende uma nova regra de controle de gastos, mas com permissão de crescimento das despesas acima da inflação. O teto em vigor hoje, criado no governo Michel Temer, atrela o crescimento das despesas à variação da inflação.
‘ATRASO’
Presidente da Fundação Perseu Abramo e coordenador do programa de governo de Lula, o economista Aloizio Mercadante tem passado a maior parte do tempo voltado às negociações políticas e não se posicionou publicamente. Economistas que discutem as novas medidas seguem “pisando em ovos”. Porta-voz mais frequente para temas da área econômica da campanha, o economista Guilherme Mello defendeu um novo arcabouço fiscal, mas não deu detalhes dos planos.PUBLICIDADE

Texto recente para debates de grupo de economistas, publicado pela Fundação Perseu Abramo, critica a regra de metas de resultado primário como está prevista hoje na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), destacando que o Brasil está atrasado em relação aos países que adotaram regras de gasto modernas, mais estabilizadoras do ciclo econômico.

Para esse grupo de economistas, que participa das discussões internas e faz o mapeamento da necessidade de aumento de gastos no início do próximo governo, as regras fiscais brasileiras – com destaque para a meta de resultado primário, a regra de ouro e o teto de gasto – são superpostas e contribuem para ampliar a volatilidade da economia. Um dos problemas apontados é que, dada a meta de resultado primário, exige-se bloqueio nas despesas quando há frustração de arrecadação, afetando as despesas que não são obrigatórias, em especial, os investimentos públicos. As informações são da Tribuna do Norte.

Alvo de investigação da PF e de CPI, Ipec e Datafolha receberam R$ 37,6 milhões por pesquisas

Na mira de parlamentares que querem uma CPI para apurar distorções nos números do primeiro turno e da Polícia Federal, as pesquisas Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria), ex-Ibope, custaram R$ 23,4 milhões em 2022. Em seguida, aparece o Datafolha, com R$ 14,2 milhões. A informação está registrada na base de dados abertos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e foi consultada nesta sexta-feira (7).

Segundo os dados, as três pesquisas mais caras realizadas pelo Ipec, no valor de R$ 347.659 cada, contratadas pela TV Globo, entrevistaram, no total, 9.024 eleitores entre os dias 13 de setembro e 1º de outubro. A média de entrevistados nas pesquisas era de 1.000 eleitores.

Já o Datafolha, que costumava entrevistar entre 1.000 e 6.800 eleitores nas pesquisas anteriores, declarou que recebeu R$ 617.972 para uma pesquisa com 12.800 eleitores, nos dias 30 de setembro e 1º de outubro, na véspera do 1º turno das eleições.

Os institutos estão na mira da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Pesquisa, que nesta quinta-feira (6) conseguiu alcançar o número de assinaturas suficiente para a abertura da investigação.

R7

Deputada eleita é acusada de usar fundo eleitoral para pagar harmonização facial

O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu a condenação da deputada federal eleita Silvia Waiãpi (PL-AP) por ter supostamente usado dinheiro do fundo eleitoral para custear um procedimento de harmonização facial. A notícia é da CNN Brasil. 

A representação da Procuradoria Regional Eleitoral do Amapá foi apresentada na quinta-feira (6) e tem como base o depoimento de Maite Luzia Mastop Martins, que trabalhou para Silvia Waiãpi como coordenadora da campanha. O Ministério Público Eleitoral pediu, ainda, a quebra do sigilo bancário tanto de Silvia quanto de Maite.

Maite relatou ao Ministério Público que sua então chefe repassou parte dos recursos que recebeu do fundo eleitoral para a conta de sua subordinada e mandou que ela usasse esse dinheiro para pagar uma clínica pela harmonização facial que estava fazendo. Segundo Maite, a deputada eleita mandou que ela a encontrasse na clínica onde já estaria fazendo o procedimento. Ao chegar ao local, Silvia mandou sua coordenadora de campanha pagar pela cirurgia estética. O procedimento custou R$ 9 mil, tendo sido pago em duas transferências, uma de R$ 2 mil e outra de R$ 7 mil.

“Para minha surpresa quando eu cheguei lá no médico, ela já tinha feito parte do procedimento. Ainda ia continuar o procedimento estético de harmonização facial e ela só falou assim: “Olha, já paga logo aí pra ele” e eu olhei sério pra ela. “Eu acabei de colocar mais dinheiro na tua conta”, ela pegou e falou pra mim, aí disse: “Já paga logo aí porque eu não tenho dinheiro, eu só vou receber no dia 5”. E eu olhei pra ela: “Silvia, tu tem certeza? Tu tem certeza?”. Porque ela entendeu que eu estava falando a respeito da questão do Fundo Partidário (sic). Ela pegou e falou assim ‘Não tem como te pagar, só recebo dia 5, então paga, depois a gente se resolve’”, relatou Maite ao Ministério Público Eleitoral.

A coordenadora de campanha de Silvia Waiãpi apresentou ao MPE os comprovantes de transferência de sua conta para a conta da clínica estética. O responsável pelo procedimento, Willian Rafael Oliveira, também foi ouvido pela Procuradoria Regional Eleitoral e confirmou o pagamento.

“A fim de confirmar as declarações apresentadas por Maite Martins, procedeu-se a oitiva de Willian Rafael Oliveira, responsável pelo atendimento a Silvia Nobre. Este, por sua vez, corrobora a realização do procedimento estético, a ida de Maite para se encontrar com Silvia naquele local e o pagamento feito naquele momento por Maite, nos exatos valores narrados por Maite”, justificou o MPE.

Segundo a Justiça Eleitoral, Silvia recebeu R$ 126 mil do Diretório Nacional do PL, sendo R$ 100 mil do fundo eleitoral e R$ 26 mil do fundo partidário.De acordo com a prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral, Maite recebeu mais de R$ 39 mil pelos seus serviços à campanha. Silvia Waiãpi foi eleita com 5.435 votos.

A CNN tentou entrar em contato com a deputada federal eleita, tanto por mensagem, quanto por telefone, mas não houve resposta. Caso haja uma manifestação, este texto será atualizado.

“O que um Chefe de Estado não pode fazer é roubar, seu vagabundo!”, diz Bolsonaro em resposta para Lula

Em discussão nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro disse ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que um chefe de Estado não pode roubar. A afirmação foi feita nesta sexta-feira (7) em resposta a uma publicação do petista.

Lula havia escrito que vai viajar pelo Brasil, visitar os estados onde haverá segundo turno e fazer debates. “Vi que o Bolsonaro anda nervoso, anda me xingando. Mas ele precisa saber quem quer ser um chefe de Estado não pode ficar nervoso”, acrescentou o candidato na mesma publicação.

Em resposta, o presidente afirmou que “o que um chefe de Estado não pode fazer é roubar” e, na mesma mensagem, chamou o rival na disputa pela Presidência da República de “vagabundo”.

R7

Acusada de xenofobia por crítica aos nordestinos, influencer do RN chora ao perder conta no Insta

A blogueira do Rio Grande do Norte que atacou os nordestinos por votarem no Lula, postou um vídeo chorando e pedindo desculpas para quem se sentiu ofendido. “O maior castigo que me deram foi ter levado minhas redes sociais”, afirmou ela. 

Kannanda Camila perdeu sua conta no Instagram com mais de 200 mil seguidores após suas falas xenofóbicas através das suas redes sociais. A influencer chegou a chamar os nordestinos de “vagabund0s”.

Blog do Jair Sampaio

Mundo se recupera da crise gerada pela pandemia, mas perde ritmo

Embora a economia global tenha se recuperado dos estragos provocados pela pandemia de coronavírus, o crescimento mundial ainda não ganhou tração. E pior: os choques detonados pela guerra entre Rússia e Ucrânia e a alta de juros adotada pelos principais bancos centrais devem dificultar o cenário daqui em diante.

Levantamento do Itaú com as 28 maiores economias mostra que o Produto Interno Bruto (PIB) global terminou o segundo trimestre deste ano 3,9% acima do observado no quatro trimestre de 2019, o último antes da pandemia. O problema é que a tendência de crescimento desses países está 2,5% mais baixa. Na prática, quer dizer que cresceram, mas num ritmo fraco desde o início da crise sanitária.

“A maioria dos países voltou ao nível pré-pandemia e retornou mais ou menos no período que a gente acreditava, em 2021, alguns até voltaram em 2022. Foram poucos os que não se recuperaram”, afirma Guilherme Martins, economista do Itaú BBA. “Mas a tendência do PIB da maioria dos países está abaixo (do observado) no período de pré-pandemia. Economias que cresciam bastante estão crescendo menos.”

São três grandes fatores que explicam esse cenário de desempenho mais fraco. O primeiro é a política “covid zero” praticada nos países da Ásia, sobretudo na China. Nos períodos em que há um aumento de casos da doença, os governos locais voltam a adotar duras medidas de distanciamento social com o objetivo de evitar o aumento de contágios. O segundo tem a ver com a guerra entre Rússia e Ucrânia, que provocou diversos choques, como a disparada do barril do petróleo no mercado internacional.

Aperto nos juros
Por fim, o aumento da inflação global tem levado os principais bancos centrais do mundo a apertar a política monetária. Juros mais altos encarecem o consumo para as famílias e o investimento para as empresas, prejudicando o ritmo da atividade econômica. Não à toa, parte dos analistas não descarta recessão para Europa e Estados Unidos.

No mês passado, por exemplo, Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) subiu as suas taxas de juros em 0,75 ponto porcentual pela terceira vez seguida. Os juros foram para a faixa entre 3% e 3,25%. A autoridade monetária dos EUA também indicou que o aperto monetário deve prosseguir. Na leitura dos economistas, as taxas norte-americanas podem chegar a 5%.

“É um cenário que mostra que a superação da crise provocada pela covid foi muito mais rápida do que a de outras recessões, mas o quadro piorou depois da guerra entre Rússia e Ucrânia e das sinalizações mais duras de banco centrais, particularmente do Federal Reserve”, diz Bráulio Borges, pesquisador associado do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Números
2,2% é o crescimento previsto pelo FMI para as 28 maiores economias do mundo em 2023. Em junho, a projeção era de 2,8%.

3% é o crescimento previsto pelo FMI para as 28 maiores economias do mundo em 2022, segundo a projeção do FMI.

FMI deve rever previsões de crescimento para 2023

Em razão das dificuldades da economia global, a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, antecipou nesta semana que o órgão deve rever as suas previsões de crescimento para 2023 em relatório a ser divulgado na próxima semana. Com percepção semelhante, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) passou a projetar um crescimento de apenas 2,2% para o mundo em 2023. Em junho, previa 2,8%. Para este ano, manteve a sua estimativa em 3%.

“É um número que flerta com uma recessão moderada, porque a gente tem de lembrar que a população mundial aumenta 1,1% ao ano”, afirma Bráulio Borges, pesquisador associado do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV). “Um PIB mundial que cresce 2,2% – como prevê a OCDE – traz um ganho muito pequeno em termos per capita.”

A OCDE vem piorando sucessivamente as suas projeções para o desempenho da economia mundial, lembra Bráulio. No fim do ano passado, a organização previa avanço do PIB do mundo de 4,5%, em 2022, e de 3,5% em 2023.

“Era um cenário vislumbrado não só pela OCDE, mas por boa parte dos analistas no final de 2021 e no começo deste ano. É mais ou menos o que o mundo cresceu de 2015 até 2019, antes da pandemia”, afirma o pesquisador.

‘Capital humano’
Não é só no curto e no médio prazos que o crescimento global pode ser mais fraco do que o esperado diante desse cenário mais complicado.

Se nada for feito, os analistas dizem que os impactos da pandemia na qualidade do ensino devem afetar o desempenho da produtividade, comprometendo até o futuro da economia.

“As crianças ficaram muito tempo fora da escola, mais no Brasil do que em outros países. A gente viu os dados mostrando quedas muito severas do nível de aprendizado das crianças nesse biênio da pandemia”, diz Bráulio.

Na leitura dele, é possível que haja “uma geração perdida” se os países não desenvolverem políticas públicas educacionais para superar esse período de piora na qualidade da educação.

“Se nada for feito, haverá um dano de capital humano e que vai se refletir lá na frente sobre a produtividade da economia mundial e a capacidade de inovação. Corremos o risco de ver uma geração perdida”, afirma o pesquisador do Ibre.