sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Único país a disputar todas as Copas, Brasil busca hexa no Catar

Todo brasileiro se orgulha de ser cinco vezes campeão do mundo, fazendo jus ao título de país do futebol. Numa breve retrospectiva das Copas passadas, os primeiros episódios são das edições nas quais a taça ficou com a seleção canarinho.

Suécia (1958)
“A taça do mundo é nossa, com o brasileiro não há quem possa”, a marchinha cantada pelo grupo “Titulares do Ritmo” celebra a primeira vez em que a seleção foi campeã. A seleção de Pelé, Garrincha, Didi, Gylmar, Zagalo e companhia só enfrentou adversários europeus do início ao fim. Venceu cinco jogos, empatou um e desbancou a anfitriã Suécia na final por impressionantes 5 a 2. 

Chile (1962)
Quatro anos mais tarde, com a mesma base da Copa anterior, o Brasil se tornou bicampeão. Houve mudança de técnico: saiu Vicente Feola entrou Aymoré Moreira. Coincidentemente, a conquista veio também com cinco vitórias e um empate. Pelé se contundiu na segunda partida e foi substituído por Amarildo a partir de então. Na final, o Brasil bateu a Tchecoslováquia por 3 a 1 e fez a festa em Santiago.

México (1970)
“90 milhões em ação, pra frente, Brasil, salve a seleção”. A canção enaltação de Miguel Gustavo se tornou o eterno hino do futebol e é associado tanto ao tricampeonato mundial quanto à época em que a ditadura militar estava no auge. O treinador era Zagalo e o Brasil podia ser dar o luxo de ter um ataque com Tostão, Rivelino, Pelé e Jairzinho. Em seis partidas, seis vitórias e lances geniais deram ao Brasil a posse definitiva da Taça Jules Rimet. Na decisão, uma goleada impiedosa na Itália: 4 a 1.

Estados Unidos (1994)
Após um longo jejum de 24 anos sem título, o Brasil tornou-se tetracampeão mundial com uma geração que começou a despontar nas Olimpíadas de Seul (1988). Romário, Bebeto, Taffarel, Jorginho, Branco e companhia, sob o comando de Carlos Alberto Parreira, fizeram uma campanha sólida, com cinco vitórias e dois empates até o título. Na decisão, uma partida nervosíssima contra a Itália. Empate em 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação e vitória somente nos pênaltis por 3 a 2.

Japão e Coreia do Sul (2002)
Em um Mundial realizado entre dois países orientais, o Brasil chegou com vários craques, mas amargando uma campanha fraca nas Eliminatórias. A seleção, com Ronaldo, Ronaldinho, Rivaldo, Marcos e Cafu foi passando por todos os adversários, com sete vitórias em sete jogos sob o comando de Luiz Felipe Scolari. Na decisão, no Japão, o Brasil bateu a Alemanha por 2 a 0, com dois gols de Ronaldo e levou o pentacampeonato. Depois disso não conseguiu mais chegar a uma decisão.

Com informações de Agência Brasil

BC aprova mudança para liberar compras com cartão Visa no WhatsApp

O Banco Central (BC) autorizou hoje (18) mudança de regulamento dos arranjos de pagamento da empresa Visa. As alterações têm relação com a implementação do programa de pagamentos vinculados ao serviço de mensageria instantânea do WhatsApp (Programa Facebook Pay), que possibilitará a realização de transações de compra com cartão de crédito, de débito e pré-pago.

A medida é válida para arranjos da Visa classificados como de compra, domésticos (abrangência nacional), com o uso de conta de pagamento pós-paga, pré-paga e de depósito.

“Destaca-se que a autorização concedida é apenas uma das etapas necessárias à liberação do programa Facebook Pay no caso dos arranjos de compra, que continua sobrestado até que outros requisitos regulatórios aplicáveis, especialmente aqueles relacionados a aspectos concorrenciais e não discriminatórios no credenciamento, tenham seu cumprimento comprovado pelas instituições envolvidas em sua implementação”, explicou o BC, em comunicado.

Em março do ano passado, o BC já havia autorizado a realização de transferências de recursos entre os usuários do WhatsApp.

Michelle Bolsonaro nega internação do presidente por dores abdominais

A primeira Dama Michelle Bolsonaro negou, em seu perfil na rede social, que o presidente Jair Bolsonaro (PL) esteja hospitalizado no Hospital das Forças Armadas, em Brasília (DF) com dores abdominais.

A esposa do presidente disse que não procede a informação, divulgada em diversos portais de imprensa, sobre problemas de saúde que teriam resultado em uma internação e avaliação de uma possível nova cirurgia. 

Segundo o Estadão, na manhã dessa sexta feira (18), fontes do Gabinete de Segurança Institucional teriam passado a informação de que haveria problemas na região já operada uma vez, em 2019. 

Repórter da globo se assusta e empurra torcedor no Catar

Durante o Bom Dia, Brasil desta sexta-feira (18/11), Eric Faria, repórter da Globo no Catar, entrou ao vivo para falar sobre a Copa do Mundo. Entretanto, pouco antes de começar a falar, quando ainda era apresentado por Ana Luiza Guimarães, o jornalista foi surpreendido com o esbarrão de um torcedor. Sem saber que estava ao vivo, ele o empurrou para fora do quadro de gravação e fechou a cara.

“Que susto”, disse a âncora, completando logo depois: “Está tudo bem, Eric?”. Ao perceber que estava ao vivo, o repórter desconversou sobre a situação e explicou a atitude. “Estou em um lugar muito cheio aqui, acho que o rapaz estava distraído, me deu um esbarrão”, disse, antes de seguir com o assunto da proibição de bebidas alcoólicas nos estádios da Copa.

Após a situação passar, Eric Faria se retratou de sua atitude. “Levei um susto. Ele acabou esbarrando em mim e eu acabei tendo essa reação exagerada por impulso. Deveria ter pedido desculpas a ele”.
As informações são do Metrópoles.

Qatar proíbe venda de bebidas alcoólicas em estádios na Copa do Mundo

A 48 horas do início da Copa do Mundo 2022, o Qatar decidiu proibir a venda de bebidas alcoólicas nos estádios e nos arredores deles.

Antes, a Budweiser, importante patrocinadora da Copa do Mundo com direitos exclusivos para vender cerveja no campeonato, tinha permissão para vender cerveja no perímetro dos oito estádios participantes, começando três horas antes dos jogos e encerrando uma hora depois. No entanto, por determinação do país que sediará os jogos, apenas cerveja sem álcool poderá ser encontrada pelos torcedores fora das arenas.

No interior dos estádios também haverá a venda de cerveja não alcoólica, com exceção das áreas VIP, onde será permitida a venda da bebida com álcool.

O único local em que os torcedores poderão comprar cerveja alcoólica será no FIFA Fan Festival, no Parque Al-Bidda, em Doha.

A Copa do Mundo de 2022 no Qatar vai de 20 de novembro a 18 de dezembro. O estado do Golfo é considerado muito conservador e regula rigidamente as vendas e o uso de álcool.

Bolsonaro é atendido no Hospital das Forças Armadas com dores abdominais

O presidente Jair Bolsonaro (PL) deu entrada no Hospital das Forças Armadas na noite de ontem, em Brasília (DF). Segundo o Estadão/Broadcast Político e fontes do Gabinete de Segurança Institucional, o chefe do Executivo sentiu fortes dores na região abdominal e está realizando exames. Uma nova cirurgia ainda é avaliada.

Bolsonaro foi atingido por uma facada em 6 se setembro de 2018 em ato de campanha em Juiz de Fora (MG). Desde então, já passou por quatro cirurgias.

O diagnóstico atual é de uma nova hérnia na cicatriz da cirurgia, que já foi operada uma vez, em 2019. De acordo com informações até o momento, o presidente não pretende se submeter a um novo procedimento cirúrgico agora, mas o quadro ainda está em avaliação.

Com informações de Estadão

Bolsonaro está bem e deve voltar logo ao Planalto, diz Braga Netto

O ex-ministro da Defesa e da Casa Civil, general Walter Braga Netto (PL), disse nesta quinta-feira (17) que o presidente Jair Bolsonaro (PL) está bem e que já se recuperou da erisipela em sua perna, infecção causada por uma bactéria. Segundo Braga Netto, Bolsonaro deve voltar a frequentar o Palácio do Planalto em breve.

“Deve voltar logo, já se recuperou da infecção. Tá tudo bem”, afirmou. A declaração do ex-ministro foi dada a jornalistas em frente ao Palácio da Alvorada, enquanto conversava com apoiadores de Bolsonaro. Braga Netto não definiu uma data para o retorno do chefe do Executivo ao Planalto.

Em entrevista ao jornal O Globo, o vice-presidente e senador eleito Hamilton Mourão (Republicanos) disse que Bolsonaro foi diagnosticado com uma erisipela na perna. O senador eleito atribuiu a ausência do chefe do Executivo no Palácio do Planalto à doença dermatológica.

“É questão de saúde. Está com uma ferida na perna, uma erisipela. Não pode vestir calça, como é que ele vai vir para cá de bermuda?”, disse Mourão ao fim da cerimônia de recebimento das cartas credenciais de embaixadores estrangeiros, em que substituiu Bolsonaro.

Com informações do Poder 360

Nome cotado para direção-geral da PRF é gay e defende a maconha: “Quem tem que pagar a conta é o rico”; Vídeo

O governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem um nome para assumir a direção-geral da Polícia Rodoviária Federal. Se trata de Fabrício Rosa, de 42 anos, que foi eleito suplente de deputado estadual pelo PT na eleição deste ano.

Fabrício Rosa é policial há 20 anos e já trabalha na Polícia Rodoviária Federal. Filiado do PSOL por 7 anos, ele disputou para o cargo de vereador em 2016 e 2020 e para o cargo de senador, em 2018; tendo perdido nas três ocasiões.

Em sua descrição no Instagram constam as seguintes informações: “PRF. Fundador dos Policiais Antifascismo. LGBT. Doutorando. Produtor cultural da Esperança sobre Rodas. Fazedor do Solidariza Goiânia. Petista”.

Assumidamente homossexual, em seu site consta que Fabrício é um dos diretores da RENOSP-LGBT (Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública LGBTQI+), formada por policiais gays, lésbicas, bissexuais, travesti e transexuais que combatem a LGBTfobia institucional e que colaboram para que pessoas da sociedade civil vítimas desse crime de ódio procurem seus direitos. É também um dos organizadores da Parada do Orgulho LGBT de Goiânia.

Outra bandeira defendida por Fabrício Rosa é a descriminalização da maconha.

Empresário que levou Lula de jatinho ao Egito doou R$ 2 milhões para o PT

A polêmica viagem ao Egito feita em seu jatinho particular não foi o único agrado dado pelo empresário José Seripieri Filho, dono da operadora QSaúde, ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Considerando o período de campanha eleitoral e o que antecedeu o início oficial da disputa, Júnior, como o empresário é conhecido, doou R$ 2 milhões para o Partido dos Trabalhadores.

Segundo a prestação de contas apresentada pela sigla ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), R$ 615 mil foram repassados para a conta do diretório nacional do PT em duas transferências feitas em julho e agosto, antes do início oficial da campanha.

Os repasses foram registrados como doação para “manutenção do partido”. O PT costuma usar essas contribuições para custear despesas que não podem ser pagas com dinheiro do fundo partidário, como o aluguel da casa de Lula em São Paulo e os honorários dos advogados que defendem o presidente eleito.

Depois do início da disputa eleitoral, Junior fez outras três transferências. Uma de R$ 660 mil para a conta do diretório nacional, em setembro, e outra de R$ 500 mil para a conta da própria campanha de Lula, em outubro.

Metrópoles

Barroso finaliza processo sobre massacre do Carandiru e PMs podem ser presos

Foto: Reprodução
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso reconheceu nesta quinta-feira (17) o trânsito em julgado de duas decisões que mantiveram a sentença que reestabeleceu as condenações dos policiais militares envolvidos no massacre do Carandiru. O caso aconteceu há 30 anos, em 2 de outubro de 1992, e resultou na execução de 111 pessoas no Pavilhão 9 da antiga Casa de Detenção, em São Paulo.

“Decorrido o prazo legal para a impugnação da decisão que negou seguimento ao presente recurso, à Secretaria para que certifique o trânsito em julgado e providencie a baixa dos autos ao Tribunal de Justiça de São Paulo”, diz a decisão assinada por Barroso. O termo “trânsito em julgado” significa o fim do processo e que nenhum recurso será mais acatado. Agora, o processo irá para a PGR (Procuradoria-Geral da República).

A decisão ocorre após a morte do ex-governador de São Paulo Luiz Antônio Fleury Filho, na última terça-feira (15). O massacre ocorreu durante a gestão dele, em 1992 na Zona Norte da capital paulista, e começou quando a Polícia Militar interveio em uma rebelião no pavilhão 9 do centro de detenção.

O caso foi classificado como a maior violação de direitos humanos no período democrático brasileiro por movimentos sociais e por agências da ONU (Organização das Nações Unidas).

Fleury, no entanto, nunca foi arrolado como réu e, até hoje, ninguém foi condenado pelo crime. O coronel Ubiratan Guimarães, assassinado em 2006, chegou a ser sentenciado, em 2001, a 632 anos de prisão pela responsabilidade direta em 102 mortes. Mas, cinco anos depois, o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) aceitou um recurso e o absolveu.

Em setembro de 2016, a 4ª Câmara Criminal do TJ-SP tornou sem efeito os julgamentos de um júri popular que condenou 74 policiais militares envolvidos na operação. O desembargador Ivan Sartori, relator do processo, votou não só pela anulação, mas também pela absolvição dos réus porque, segundo ele, “não houve massacre”, mas “legítima defesa”. Cinco anos depois, porém, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) restabeleceu as condenações.

Em agosto deste ano, Barroso manteve uma decisão do STJ que resgata as sentenças aos policiais militares que participaram do massacre no centro de detenção.

Em 2019, o presidente Jair Bolsonaro (PL) havia prometido conceder indulto, uma espécie de perdão presidencial, aos policiais que participaram dos massacres do Carandiru e de Eldorado do Carajás, no Pará, além dos PMs envolvidos no caso do ônibus 174, no Rio. Mas o CPB (Código Penal Brasileiro) vetaria o decreto nos três casos e a intenção nunca foi cumprida.

O MASSACRE DO CARANDIRU
Por volta das 11h do dia 2 de outubro de 1992, o então diretor da Casa de Detenção, José Ismael Pedrosa, foi avisado por funcionários do local que havia começado um conflito entre presos do Pavilhão 9, que era o local onde ficavam os réus primários, sendo que alguns ainda aguardavam julgamento. A briga envolveu os detentos Luiz Tavares de Azevedo, vulgo “Coelho”, e Antonio Luiz Nascimento, vulgo “Barba”.

De acordo com o desembargador Ivan Sartori, a briga “gerou um acirramento de ânimos, verificando-se tumulto generalizado entre os grupos de presos, quando se alinharam, de um lado, os partidários de “Barba” e, de outro, os de “Coelho”. Agentes penitenciários foram acionados, tendo sido, contudo, expulsos do 1º andar, onde se aglomeravam os rixosos”, afirmou.

Assim, o diretor acionou a PM. O coronel Ubiratan Guimarães determinou a mobilização de batalhões especiais da corporação. Após reunião em frente à penitenciária e conversa telefônica com o então secretário da Segurança Pública, Pedro Franco de Campos, Guimarães determinou a entrada de 330 PMs no complexo.

Durante julgamento ocorrido em 2013, Campos confirmou a autorização dada a Guimarães. No entanto, afirmou não ter conversado com o então governador, Luiz Antonio Fleury Filho. Fleury chegou a afirmar que a ação do Carandiru foi “necessária” e “legítima”.

Ainda segundo Sartori, os PMs envolvidos afirmaram que, ao entrar na prisão, já viram detentos mortos no chão. E que a “escuridão, fumaça, chão úmido e escorregadio dificultavam a ação policial”. De acordo com os policiais, o barulho era ensurdecedor e alguns presos, portadores de HIV, “praticavam atos para infectá-los com sangue”.

As vítimas sobreviventes, no entanto, sempre negaram a versão apresentada em juízo pelos policiais. A versão dos detentos é de que os PMs entraram no pavilhão atirando. Alguns chegaram a relatar que tiveram de se fingir de mortos, em meio aos corpos, para não serem baleados.

No total, 111 presos foram mortos durante a ação da polícia de São Paulo que durou 30 minutos -outros 34 detentos teriam sido mortos pelos próprios colegas durante a rebelião.

O massacre do Carandiru já foi retratado em um livro escrito pelo médico Drauzio Varella, e também foi contado nos cinemas. Desde o episódio, pelo menos 58 dos 74 agentes envolvidos receberam promoções dentro da polícia paulista, de acordo com levantamento feito pelo site UOL.