quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Seguranças estão decretados por facção após agressão covarde no RN

Os três seguranças agressores do deficiente no Carnaval de Apodi, RN, estão decretado pela Facção Sindicato do Crime.

O caso ganhou proporções gigantesca e despertou a ira do poder paralelo.
Os seguranças estão sendo ameaçados e sabem que o pior pode acontecer.

Essas seguranças tem fama de agressivos e podem pagarem caro pela truculência peculiar.

Outra vítima procura Polícia e denuncia seguranças por agressão durante Carnaval no RN

Foto: Reprodução
Jovem diz ter sido agredido nas costas, rosto e região genital 
Segundo jovem agredido diz que foi cercado por cinco seguranças e atingido com socos no rosto e nas costas
Um estudante de 19 anos registrou boletim de ocorrência na 57ª Delegacia de Polícia Civil de Apodi relatando ter sido vítima de agressão por seguranças privados na terça-feira 17 no município.

Segundo o jovem, ele foi cercado por cerca de cinco seguranças e agredido com socos no rosto, pancadas nas costas e chutes na região genital. “Teve um movimento próximo a mim e logo vieram me espancando. Quero justiça”, declarou a vítima.

Após as agressões, o estudante relatou sintomas como sangramento ao urinar e fortes dores no peito. Ele foi atendido no Hospital Regional Hélio Morais Marinho, em Apodi, e apresentou à Polícia Civil laudos e comprovantes médicos do atendimento realizado no mesmo dia.

O caso se soma a outras denúncias registradas durante o Carnaval no município. Um dos episódios de maior repercussão envolveu o jovem com deficiência auditiva, também agredido por seguranças de empresa privada.

Esse é o segundo caso de agressão registrado durante o Carnaval de Apodi envolvendo empresa privada. dos episódios de maior repercussão envolveu o jovem com deficiência auditiva, que também foi agredido. A primeira ocorrência viralizou nas redes sociais na noite desta quarta-feira 18 após denúncia do influenciador Ivan Baron, que atua na promoção dos direitos das pessoas com deficiência.

Nas imagens, o jovem é cercado por três seguranças e agredido. Testemunhas afirmam que ele tentava utilizar a Língua Brasileira de Sinais para explicar que não compreendia as ordens, mas foi empurrado, derrubado e atingido com cassetetes.

Em nota divulgada nesta quinta-feira 19, a Prefeitura de Apodi informou que tomou conhecimento do episódio e determinou apuração imediata junto à empresa responsável pela segurança para aplicação de punições cabíveis.

A investigação está sendo conduzida pelo delegado titular da 57ª Delegacia de Polícia Civil de Apodi.

A Prefeitura de Apodi informou que repudia qualquer ato de violência e não compactua com excessos, afirmando que os fatos serão apurados com rigor e que medidas cabíveis serão adotadas conforme o resultado das investigações.

Quatro em cada dez mortes por câncer no Brasil são evitáveis, diz estudo

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom
Estudo internacional foi publicado pela revista The Lancet
Um estudo internacional sobre mortes por câncer no mundo estima que 43,2% dos óbitos provocados pela doença no Brasil poderiam ser evitados com medidas de prevenção, diagnóstico precoce e melhor acesso ao tratamento.

A pesquisa estima que, dos casos de câncer diagnosticados no país em 2022, cerca de 253,2 mil devem resultar em morte até cinco anos após a detecção. Dessas, 109,4 mil poderiam ser evitadas.

O estudo Mortes evitáveis por meio da prevenção primária, detecção precoce e tratamento curativo do câncer no mundo faz parte da edição de março da revista científica The Lancet, uma das publicações médicas mais conceituadas internacionalmente. O artigo está disponível na internet.

O trabalho é assinado por 12 autores, oito deles vinculados à Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (Iarc, na sigla em inglês), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS) e sediada em Lyon, na França.

Os pesquisadores dividem as quase 110 mil mortes por câncer evitáveis no Brasil em dois grupos: 65,2 mil são preveníveis, ou seja, a doença poderia nem ter ocorrido, e as outras 44,2 mil são classificadas como evitáveis por diagnóstico precoce e acesso adequado a tratamento.

Mundo
O levantamento apresenta um olhar global sobre mortes por câncer. O estudo apurou informações sobre 35 tipos de câncer em 185 países.

Em termos mundiais, o percentual de óbitos evitáveis é de 47,6%. Isso representa que, dos 9,4 milhões de mortes causadas pela doença, quase 4,5 milhões poderiam não ter acontecido.

O grupo de pesquisa detalha que, do total de mortes, uma em cada três (33,2%) é prevenível, e 14,4% poderiam não acontecer caso houvesse diagnóstico precoce e acesso a tratamento.

Ao estimar quantas mortes poderiam ser evitadas por medidas de prevenção, os pesquisadores apontam cinco fatores de risco:

  • tabaco;
  • consumo de álcool;
  • excesso de peso;
  • exposição à radiação ultravioleta;
  • e infecções (causadas por vírus como o do HPV e o da hepatite e pela bactéria Helicobacter pylori).
Disparidades
Ao comparar países, regiões geográficas e nível de desenvolvimento, o estudo identifica disparidades ao redor do mundo.

Os países do norte da Europa apresentam percentual de mortes evitáveis bem próximo de 30%. O mais bem posicionado é a Suécia (28,1%), seguido por Noruega (29,9%) e Finlândia (32%). Isso significa que, de cada dez mortes, apenas três poderiam ser evitadas.

Já no outro extremo, as dez maiores proporções de mortes evitáveis estão em países africanos. A pior situação é em Serra Leoa (72,8%). Em seguida, figuram Gâmbia (70%) e Malaui (69,6%).

Nesses países, sete em cada dez mortes poderiam ser evitadas com mais prevenção, melhor diagnóstico e acesso a tratamento.

Menores índices de mortes evitáveis:

  • Austrália e Nova Zelândia: 35,5%;
  • Norte da Europa: 37,4%;
  • América do Norte: 38,2%.

Maiores proporções:

  • África Oriental: 62%;
  • África Ocidental: 62%;
  • África Central: 60,7%.
A América do Sul tem 43,8% de mortes por câncer evitáveis, indicador bem parecido com o do Brasil.

IDH
As desigualdades também aparecem quando os países são agrupados por Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), um indicador da Organização das Nações Unidas (ONU) que leva em consideração os níveis de saúde, educação e renda.

Nos países de baixo IDH, que significa pior qualidade de vida, seis em cada dez (60,8%) mortes por câncer poderiam ter sido evitadas.

Em seguida, situam-se os grupos de IDH alto (57,7%), médio (49,6%) e muito alto (40,5%). O Brasil é considerado um país de IDH alto.

A pesquisa revela que no grupo de países com baixo e médio IDH, o câncer de colo de útero é o primeiro na lista de mortes evitáveis.

Já nos grupos de IDH alto e muito alto, esse tipo de câncer sequer aparece entre os cinco principais tipos da doença em número de mortes evitáveis.

Outra forma de enxergar a disparidade entre os países é a diferença entre as taxas de mortalidade por câncer do colo do útero. Em países com IDH muito alto, a proporção é de 3,3 de vítimas da doença a cada 100 mil mulheres. Já nos de IDH baixo, essa relação sobe para 16,3 por 100 mil.

Tipos de câncer
O estudo publicado na The Lancet estima que 59,1% das mortes evitáveis são relacionadas aos cânceres de pulmão, fígado, estômago, colorretal e colo do útero.

Quando se observa apenas os casos de câncer que poderiam ser evitados por medidas preventivas, o maior causador do óbito é o câncer de pulmão. Foram 1,1 milhão de mortes, correspondendo a 34,6% de todas as mortes preveníveis por câncer.

Já o câncer de mama nas mulheres foi o que teve mais mortes tratáveis, ou seja, pessoas que poderiam sobreviver recebendo diagnóstico no tempo certo e acesso a tratamento adequado. Foram 200 mil, o que representa 14,8% de todas as mortes em casos tratáveis.

Combate
Os pesquisadores apontam caminhos para diminuir o número de mortes evitáveis. Um deles é a realização de campanhas e ações que diminuam a incidência do tabagismo e do consumo de álcool, além de aumento de preço desses produtos, como forma de desestimular o consumo.

O estudo direciona atenção também ao excesso de peso. “O crescente número de pessoas com excesso de peso representa desafios consideráveis para a saúde global”, apontam os autores.

Eles sugerem iniciativas como intervenções “que regulam a publicidade, a rotulagem e [majoração] de impostos sobre alimentos e bebidas não saudáveis”.

Os pesquisadores enfatizam a importância da prevenção a infecções que são associadas ao câncer, como o HPV, que é prevenível por vacinação.

Os autores apontam ainda a necessidade de focar em metas relacionadas à detecção do câncer de mama.

“Alcançar as metas da OMS de que pelo menos 60% dos cânceres de mama sejam diagnosticados nos estágios um ou dois [escala que vai até zero a cinco] e que mais de 80% dos pacientes recebam diagnóstico dentro de 60 dias após a primeira consulta”.

“São necessários esforços globais para adaptar a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento do câncer a fim de enfrentar as desigualdades nas mortes evitáveis, especialmente em países com baixo e médio IDH”, conclui o estudo.

Aqui no Brasil, o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer (Inca) fazem campanhas regulares de prevenção e diagnóstico precoce.

Agência Brasil

Covardia: Jovem indefeso e com deficiência auditiva é agredido com golpes de cassetete no carnaval do RN

Foto: Reprodução
Um jovem com deficiência auditiva foi brutalmente agredido com golpes de cassetete e derrubando ao chão com violência por seguranças que trabalhavam no carnaval de Apodi, no RN.

Testemunhas e relatos indicam que a vítima tentava sinalizar que era surdo e não conseguia falar no momento em que era espancado.
O incidente ocorreu no evento organizado pela Prefeitura de Apodi, que contava com um esquema de segurança privada contratada para atuar em parceria com as forças policiais.

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Janja reage ao rebaixamento da escola que homenageou Lula; veja

Foto: Reprodução/Redes sociais
A primeira-dama Janja da Silva utilizou suas redes sociais nesta quarta-feira (18/02) para manifestar apoio à Acadêmicos de Niterói, após o rebaixamento da escola para a Série Ouro. A agremiação, que homenageou o presidente Lula com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, terminou a apuração do Grupo Especial em último lugar.

Janja publicou registros do desfile, destacando o samba-enredo que trazia referências explícitas ao PT e o tradicional coro “Olê, olê, olê, olá”. Em um gesto de solidariedade, ela compartilhou um post da própria escola com a frase “A arte não é para os covardes”, acrescentando emojis de palmas e coração.

O desfile, realizado no último domingo (15/02), contou com a presença do casal presidencial na Sapucaí. Apesar do entusiasmo na avenida do samba, a apresentação não convenceu os jurados nos quesitos técnicos, resultando no seu rebaixamento para o Carnaval de 2027.

Vale lembrar que a homenagem enfrentou turbulências antes mesmo de chegar à passarela, sendo alvo de ações judiciais que questionavam uma suposta propaganda eleitoral antecipada.

A apuração do Grupo Especial coroou a Viradouro como a grande campeã do Carnaval. A escola brilhou ao homenagear o icônico Mestre Ciça, comandante de sua bateria, garantindo notas máximas em quesitos como harmonia e evolução. Em contraste, a Acadêmicos de Niterói foi rebaixada para a Série Ouro em 2027. Apesar do enredo sobre o presidente Lula, a escola não superou o rigor técnico, enquanto a Viradouro celebrava o topo.
Terra

Lei determina que pet shop grave banho e tosa; descumprimento tem multa de até R$ 6 mil

Foto: Reprodução
Uma lei que entrou em vigor em Porto Alegre (RS) neste mês, obriga os pet shops a gravarem em vídeo os serviços de banho e tosa sempre que houver solicitação do tutor. A medida visa aumentar a transparência e coibir casos de maus-tratos a cães e gatos.

As imagens podem ser captadas por câmeras de segurança existentes ou, em alguns casos, celulares. As gravações devem ficar armazenadas, com previsão de

A fiscalização é realizada pelos órgãos competentes da prefeitura. O descumprimento pode gerar advertência e multa de até R$ 6 mil, dependendo da gravidade e reincidência.

Comerciante desaparecida no interior do Ceará é achada morta após ser levada por homem armado

Foto Reprodução 
Uma mulher que estava desaparecida foi encontrada morta na manhã desta quinta-feira (19), no município de Independência.

A vítima era proprietária de um comércio localizado nas proximidades da saída da cidade e estava desaparecida desde quarta (18). O corpo foi localizado no loteamento Vila Betânia.

Imagens de câmeras de segurança registraram a última vez que vítima foi vista. Ela estava em seu estabelecimento comercial quando um homem armado chegou ao local.

O suspeito usava capacete, blusa branca e tênis preto. Após abordar a comerciante, ele deixou o local com a vítima em uma motocicleta.

Ainda na quarta-feira, policiais realizaram buscas, mas não obtiveram êxito. Já na manhã desta quinta (19), a vítima foi encontrada sem vida.

A Polícia Civil investiga o caso e informou que a vítima ainda não identificada formalmente. A causa da morte também não foi definida.

Com informações do G1 Ceará

Morre aos 93 anos Osvaldo Bezerra, o “Rei do Brega”

O artista estava internado há cerca de 15 dias enfrentando complicações de saúde e a perda total da visão.
A música brasileira perdeu no último sábado (14), um de seus operários mais autênticos com a morte de Osvaldo Feitosa Bezerra, conhecido como “Rei do Brega”, aos 93 anos, em Brumado/BA. O artista enfrentava problemas de saúde delicados nas últimas semanas.

Nascido em 1933 em Limoeiro do Norte, o artista teve uma vida marcada pela itinerância e pela paixão pela canção popular. Antes de se tornar o "Rei do Brega", Osvaldo serviu à Marinha no Rio de Janeiro entre 1950 e 1962. Foi na capital fluminense que ele viveu os tempos áureos da Rádio Tupi, convivendo com nomes como Ary Barroso e Ângela Maria.

Após o período militar e a perda da esposa, Osvaldo buscou refúgio e arte em Belém do Pará. Na região Norte, ele se tornou uma figura lendária nos redutos boêmios como o Bar São Jorge. Foi nessa época que ele assumiu o título de "Rei do Brega", gravando álbuns que traziam uma sonoridade direta para o "povão". Entre seus maiores êxitos estão "Cachaça Amiga", "Cidadão no Brega" e "Coração Indeciso".
Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste
O cantor reivindicava para si uma importância histórica muitas vezes ignorada pela grande mídia. Bezerra afirmava ser um dos autores da clássica "Dama de Vermelho", música que Waldick Soriano imortalizou. Além disso, ele foi padrinho artístico de grandes talentos. O guitarrista Aldo Sena foi levado ao Sudeste por ele, e nomes como Chimbinha, do Calipso, chegaram a tocar em sua banda no início da carreira.

Osvaldo Bezerra defendia o "brega raiz" como uma expressão de sentimentos verdadeiros e românticos. Ele criticava abertamente as variações modernas do gênero, como o arrocha, por considerá-las superficiais e apelativas. Para o artista, a música deveria ser feita para dançar "coladinho", servindo de consolo para as desilusões amorosas consumidas em copos de cerveja ou doses de cachaça.

A mudança para Livramento de Nossa Senhora, na Bahia, marcou sua fase de semi-aposentadoria. Embora vivesse de forma pacata e enfrentasse dificuldades financeiras, o brilho do ídolo nunca se apagou totalmente. Mesmo em idade avançada e com deficiência visual, ele ainda buscava palcos para cantar suas "utopias românticas". Sua presença nas sorveterias e praças da região era a imagem de um rei que nunca perdeu a majestade, apesar da simplicidade.
Foto: Redes Sociais
O falecimento em Brumado encerra um capítulo da história da seresta e do bregão nordestino. Osvaldo Bezerra deixa seis netos e uma legião de fãs que viam em sua voz a tradução de suas próprias dores e amores. Ele partiu com a certeza de que sua obra continuará ecoando nos labirintos da memória de quem já amou e sofreu ao som de uma vitrola.

Rei Charles III defende investigação após prisão do irmão Andrew por má conduta

Foto: Kate Green/Reuters
Ex-príncipe de 66 anos foi detido em casa sob suspeita de enviar relatórios confidenciais a Jeffrey Epstein quando atuava como representante especial do Reino Unido
O rei Charles III do Reino Unido declarou ter recebido com “profunda preocupação” a notícia da prisão de seu irmão mais novo, Andrew Mountbatten-Windsor, nesta quinta-feira (19/02).

Em comunicado oficial, o monarca defendeu que “a lei deve seguir o seu curso”. A detenção ocorreu na residência do ex-príncipe, que completou 66 anos na data da prisão.

A polícia do Vale do Tâmisa prendeu um homem na casa dos 60 anos sob suspeita de má conduta no exercício de cargo público. A corporação informou que a detenção aconteceu após “avaliação minuciosa”. O suspeito permanece sob custódia. A polícia não divulgou o nome do detido.

A rede britânica “BBC” informou que Andrew Mountbatten-Windsor foi detido em sua casa. A prisão acontece cerca de uma semana após a abertura de investigação policial.

As autoridades apuram se o ex-príncipe enviou relatórios confidenciais a Jeffrey Epstein. Andrew atuava como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional no período investigado.

Charles III distribuiu comunicado à imprensa abordando a situação do irmão. O rei manifestou sua posição sobre o andamento das investigações conduzidas pelas autoridades policiais.

“Recebi com profunda preocupação as notícias sobre Andrew Mountbatten-Windsor e a suspeita de má conduta em cargo público. O que se segue agora é o processo completo, justo e adequado pelo qual esta questão será investigada da forma apropriada e pelas autoridades competentes… Deixe-me ser claro: a lei deve seguir o seu curso”, declarou.

Confronto durante visita oficial
O monarca enfrenta pressão crescente relacionada ao irmão. Charles III já havia tomado medidas anteriores. Andrew renunciou ao título de príncipe. O rei também o expulsou de sua residência oficial em Windsor. Apesar dessas ações, o monarca continua sendo alvo de críticas.

Durante visita oficial à cidade de Clitheroe, ao norte da Inglaterra, Charles III foi confrontado sobre as controvérsias envolvendo Andrew. O rei cumprimentava pessoas presentes quando um homem na multidão o questionou.

“Charles, há quanto tempo você sabe sobre Andrew e Epstein?”, gritou o homem. Outras pessoas o repreenderam.

No dia 9, o Palácio de Buckingham divulgou comunicado após a abertura da investigação policial contra Andrew. A instituição afirmou estar pronta para oferecer apoio ao trabalho de apuração caso fosse solicitado. A investigação apura os supostos documentos confidenciais enviados por ele a Epstein.

No mesmo dia, antes do comunicado do Palácio, o príncipe William e a princesa Kate Middleton se manifestaram. Ambos declararam estar “profundamente preocupados” com as revelações do caso.

A investigação policial busca apurar se Andrew Mountbatten-Windsor enviou relatórios confidenciais a Jeffrey Epstein. O ex-príncipe exercia função como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional. A polícia do Reino Unido abriu a investigação cerca de uma semana antes da prisão.

Segundo a “BBC”, o ex-príncipe poderia ser condenado à prisão perpétua. Isso aconteceria caso ele seja considerado culpado de má conduta no exercício de cargo público.

Documentos e acusações anteriores
O ex-príncipe britânico aparece diversas vezes em arquivos do caso Epstein. O Departamento de Justiça dos EUA divulga esses documentos desde dezembro. Uma coleção de fotos mostra Andrew ajoelhado e inclinado sobre uma mulher cujo rosto foi censurado.

Virginia Giuffre acusou Andrew de agressões sexuais. Ela era a principal testemunha de acusação do caso Epstein. As acusações se referem a período em que a mulher era menor de idade. Andrew Mountbatten-Windsor sempre negou essas acusações de Virginia Giuffre. Segundo sua família, ela morreu por suicídio na Austrália em 25 de abril de 2025, aos 41 anos.

O ex-príncipe nega todas as acusações contra ele. Isso inclui tanto a acusação de passar relatórios confidenciais a Epstein quanto a de agressão sexual.

Ex-presidente da Coreia do Sul é condenado à prisão perpétua por insurreição

Tribunal de Seul considerou Yoon Suk-yeol culpado por liderar insurreição relacionada à declaração de lei marcial em dezembro de 2024
O Tribunal Distrital Central de Seul condenou o ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, à prisão perpétua nesta quinta-feira (19/02). A corte considerou o político de 65 anos culpado de liderar uma insurreição relacionada à declaração de lei marcial imposta em 3 de dezembro de 2024. Yoon foi destituído do cargo após processo de impeachment. Os promotores haviam solicitado a pena de morte.

O juiz presidente Ji Gwi-yeon declarou ao tribunal: “Quanto ao réu Yoon Suk-yeol, o crime de liderança de insurreição está estabelecido. Nós sentenciamos Yoon à prisão perpétua.” A agência de notícias Yonhap reportou que a corte identificou como fato central do caso o envio de militares à Assembleia Nacional em dezembro de 2024.

A corte determinou que Yoon tinha a intenção de impedir e paralisar o funcionamento adequado da Assembleia Nacional por um período significativo de tempo. O tribunal rejeitou a alegação da promotoria especial de que Yoon planejava estabelecer uma ditadura de longo prazo, segundo a Yonhap. Os promotores acusaram o ex-presidente de abusar de sua autoridade ao ordenar que tropas entrassem no parlamento e removessem oponentes políticos durante a declaração de lei marcial.

A declaração de lei marcial ocorreu em 3 de dezembro de 2024. A medida durou aproximadamente seis horas. O parlamento votou para derrubar a ordem em meio a protestos em massa.

O episódio levou a meses de manifestações de rua. A Assembleia Nacional destituiu Yoon do cargo. Uma eleição antecipada foi realizada em junho. Lee Jae Myung venceu o pleito e assumiu a presidência.

O ex-presidente Yoon Suk-yeol se tornou o primeiro presidente sul-coreano em exercício a ser preso. Ele é o segundo a ser destituído com sucesso por impeachment. É o terceiro a enfrentar julgamento por insurreição.

O episódio impactou diretamente a Coreia do Sul como nação. O movimento abalou a quarta maior economia da Ásia e uma aliada-chave dos Estados Unidos. O caso levantou questões sobre a resiliência de um país há muito considerado uma das democracias mais estáveis da região.

O julgamento foi realizado no Tribunal Distrital Central de Seul. Uma forte presença de segurança cercou o tribunal. Ônibus da polícia formaram um cordão apertado ao redor da corte. As autoridades bloquearam ruas circundantes. Oficiais montaram guarda contra possíveis distúrbios.

Yoon permanece detido no Centro de Detenção de Seul. Ele deve permanecer lá independentemente da decisão de quinta-feira.

Ex-presidente enfrenta condenação adicional
Em janeiro, um tribunal separado condenou Yoon a cinco anos de prisão. A corte o condenou por obstruir autoridades que buscavam prendê-lo após sua ordem de lei marcial. Ele apelou dessa decisão.

As diretrizes judiciais estabelecem que os julgamentos de primeira instância devem ser concluídos dentro de seis meses. O processo completo de apelações deve ocorrer dentro de dois anos. Na prática, casos politicamente sensíveis frequentemente se estendem bem além desses prazos.

Não está claro se Yoon decidirá apelar da sentença de prisão perpétua. Seus advogados afirmaram que estariam discutindo com Yoon se ele desejava ou não apelar. Caso decida apelar, o processo pode se estender por anos.

Tribunal criticou postura do condenado
O juiz presidente Ji Gwi-yeon declarou ao tribunal na quinta-feira: “A declaração de lei marcial resultou em enormes custos sociais, e é difícil encontrar qualquer indicação de que o réu tenha expressado remorso por isso.”

Yoon manteve sua inocência ao longo de suas aparições no tribunal. Ele argumentou que tinha autoridade para declarar lei marcial como presidente. Sua decisão visava impedir que partidos políticos de oposição obstruíssem o trabalho do governo.

Após a decisão do tribunal, os advogados de Yoon disseram que a decisão apenas afirmou um “roteiro pré-escrito”. A defesa alegou que a sentença não era apoiada por evidências no caso, sem elaborar. A defesa contestou a fundamentação apresentada pela corte para justificar a condenação à prisão perpétua.