domingo, 28 de agosto de 2022

Bolsonaro exalta Michelle e diz que Tebet estava 'escondidinha' na CPI da Covid

Ao ser criticado por ofender mulheres, o presidente Jair Bolsonaro (PL) disse na noite deste domingo, 28, no primeiro debate presidencial das eleições na TV, que a candidata Simone Tebet (MDB) estava "escondidinha" durante ataques às médicas Nise Yamaguchi e Mayra Pinheiro, que defenderam o tratamento precoce para covid-19, comprovadamente ineficaz contra a doença.

Tebet se destacou em discursos na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid. "Chega de vitimismo, somos todos iguais", declarou o candidato à reeleição, que tenta conquistar o voto feminino, já que as mulheres o rejeitam mais do que os homens, de acordo com pesquisas de intenção de voto.

Bolsonaro citou a primeira-dama Michelle, que entrou na campanha para tentar conquistar apoio no eleitorado feminino, e disse que seu governo foi o que mais sancionou leis que defendem mulheres. "Eu defendo as mulheres. Quando eu defendo a arma, em especial no campo, é para dar chance de a mulher se defender", afirmou.

O presidente também reforçou o discurso religioso, disse que ser contra o aborto, a legalização das drogas e reiterou que e "a favor da família". "Para com essa mania, faz política, fala coisa séria", afirmou Bolsonaro a Tebet.

Bolsonaro citou, ainda, o Auxílio Brasil e o microcrédito para tentar conquistar o voto feminino. O candidato à reeleição, que é mais rejeitado pelas mulheres que pelos homens, atacou a jornalista Vera Magalhães e a candidata Simone Tebet (MDB) durante o debate.

O presidente ressaltou que o Auxílio Brasil é direcionado principalmente ao público feminino e disse que o microcrédito ajuda mulheres a manter seus empreendimentos. Questionado sobre o fato de ter dito que o nascimento de sua filha Laura foi uma "fraquejada", o presidente disse que já havia se desculpado e se desculparia novamente.

Ao responder, Simone Tebet criticou Bolsonaro sobre sua postura na cadeira do Executivo nacional que, segundo ela, cria e divulga fake news. "Lugar de Presidência é lugar de exemplo, de coisa séria. Não podemos ter um presidente que mente, que cria fake news, que divide as famílias, que destila ódio, que agride da forma mesmo desrespeitosa, qualquer pessoa que de alguma forma lhe aponte a verdade", afirmou, no debate.

Ao ser acusada pelo atual presidente de defender as mulheres, mas não ter apoiado a médica oncologista e imunologista Nise Yamaguchi em sessão na CPI da Covid, em 2021, Tebet disse que a médica foi vítima de violência política.

"Não concordo com as ideias dela, mas ela foi vítima de violência. Liguei para a senadora Leila, que era aquela que estava no rodízio, e ela foi lá, e mesmo sendo oposição do atual presidente defendeu a doutora Nise, exigindo que ela fosse respeitada", declarou.

Tebet pergunta a Bolsonaro se ele tem raiva das mulheres

Em embate direto com Jair Bolsonaro (PL), Simone Tebet (MDB) perguntou "por que tanta raiva das mulheres".

Bolsonaro afirmou que as mulheres não devem ser defendidas só por serem mulheres e citou a primeira-dama Michelle Bolsonaro, a quem tem usado para atingir o eleitorado feminino.

"Me acusa sem prova nenhuma. [...] Fui o governo que mais sancionou leis pelas mulheres. [...] Não cola mais. [...] Chega de vitimismo, somos todos iguais", disse. "Faz política, fala coisa séria, não fica aqui fazendo mimimi", completou.

Tebet respondeu que Bolsonaro destila ódio e é uma fábrica de fake news. "Lugar da Presidência é lugar de exemplo, de coisa séria."

Bolsonaro, então defendeu uma agenda conservadora: a favor da propriedade privada, contra aborto e contra liberação das drogas.

Lula e Ciro trocam farpas após petista fazer afago inicial a pedetista

Em pergunta sobre a união da esquerda, Lula afirmou ter respeito por Ciro Gomes. "Sou grato ao Ciro, que esteve no governo comigo, em 2003 a 2006. Ele resolveu não estar conosco, sair com candidatura própria é direito dele", disse.

O pedetista, no entanto, afirmou que "Lula se deixou corromper" e atribui a agressividade do clima político também ao PT. Ele afirmou que o ex-presidente é um "é encantador de serpentes" e o responsabilizou por crise econômica.

"Você sabe que está dizendo inverdades a meu respeito. [...] Eu não fui para Paris. Eu fui absolvido nos 26 processos", rebateu Lula.

Bolsonaro se sai pior no 1º bloco, aponta pesquisa qualitativa com eleitores

O candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) teve a pior avaliação no primeiro bloco do debate deste domingo, de acordo com pesquisa qualitativa realizada pelo Datafolha com 64 pessoas em tempo real.

Ao todo, 41% dos participantes consideraram que Bolsonaro se saiu pior, enquanto 21% apontaram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e 16% Soraya Thronicke (União Brasil).

Já o candidato Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) tiveram o melhor desempenho, ambos foram apontados por 31% dos participantes como aqueles que se saíram melhor. Já Jair Bolsonaro (PL) foi apontado por 11% e Lula por 6%.

A pesquisa não é representativa da população brasileira e visa mostrar a percepção de eleitores indecisos sobre seu voto ou que pretendem votar em branco ou nulo em outubro. Os participantes foram divididos em três salas virtuais e responderam perguntas por meio de um aplicativo.

Os participantes também classificaram a resposta dos candidatos à primeira resposta do debate, feita pelos moderadores, em uma escala de péssimo, ruim, regular, bom e ótimo.

Os melhores avaliados foram Ciro e Tebet, que tiveram respectivamente 73% e 66% de ótimo e bom, enquanto Bolsonaro teve 26%. Bolsonaro teve 36% de ruim e péssimo; já Tebet e Ciro, 20% e 6%, respectivamente. Lula teve a terceira melhor avaliação: 61% de ótimo e bom e 14% de ruim e péssimo.

Ciro ataca Lula no debate da Band e atribui ao petista ascensão de Bolsonaro

Em resposta ao pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Ciro Gomes (PDT) para uma conversa, o pedetista justificou que seu distanciamento em relação ao petista é porque o ex-presidente "se deixou corromper".

Ciro classificou Lula como "encantador de serpentes": "quer sempre trazer as coisas para o lado pessoal", declarou, em debate na Band deste domingo, 28. O candidato, então, atribuiu ao petista a ascensão do presidente Jair Bolsonaro (PL). "Não acho que Bolsonaro desceu de Marte. Bolsonaro foi um protesto absolutamente reconhecido contra a devastadora crise econômica que o Lula e o PT produziram", declarou.

Lula acenou a Ciro Gomes com uma possível aliança caso vença as eleições deste ano, mas provocou o pedetista ao pedir que "fiquei no Brasil, e não fui para Paris".

"O Ciro resolveu não estar conosco, não ter candidatura própria. É um direito dele. Se ganhar as eleições, vamos ver se conseguimos atrair o PDT para participar do nosso governo", afirmou ao dizer também ter "profunda deferência" pelo ex-aliado.

"Tem três pessoas que eu tenho profunda deferência no Brasil. Mário Covas, Requião e Ciro Gomes. Eles podem falar mal de mim, mas eles têm o coração mais mole que a língua. São muito mais compreensíveis aos problemas sociais", destacou.

Lula disse, no entanto, que o pedetista vai pedir desculpas a ele por chamá-lo de corrupto e relembrou o episódio em que Ciro foi para Paris no segundo turno das eleições de 2018.

"Quando Ciro joga a responsabilidade do cidadão nas minhas costas. Eu não saí do Brasil, eu não fui para Paris. Fui preso para não ganhar as eleições porque sabiam que eu ia ganhar as eleições. Fui absolvido em todos os processos. Eu sou o único inocente que pago o preço de ser inocente."

Bolsonaro ataca jornalista Vera Magalhães e Tebet e diz que são uma vergonha

O presidente Jair Bolsonaro (PL) atacou a jornalista da TV Cultura Vera Magalhães, que o questionou sobre vacinação.

"Vera, não podia esperar outra de você. Acho que você dorme pensando em mim. Você tem alguma paixão por mim. Você não pode tomar partido num debate como esse, fazer acusações mentirosas ao meu respeito. Você é uma vergonha para o jornalismo brasileiro", disse Bolsonaro exaltado.

Durante o ataque, Ciro Gomes (PDT) aparece rindo. Simone Tebet (MDB) saiu em defesa da jornalista e acusou o presidente de atacar mulheres. Bolsonaro, então, passou a mirar Tebet.

"A senhora é uma vergonha para o Senado, não vem com essa historinha de que eu ataco mulheres, de se vitimizar".

A também senadora e candidata Soraya Thronicke (União Brasil) saiu em defesa de Tebet após o ataque.

Para o primeiro debate presidencial de 2022 foram convidados Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet MDB), Luiz Felipe d'Avila (Novo) e Soraya Thronicke (União Brasil).

Seguranças dividem áreas de bolsonaristas e lulistas na sala de convidados

No intervalo do segundo bloco, seguranças fizeram um cordão separando as áreas onde bolsonaristas e lulistas estão sentados na área de convidados do debate.

Durante o primeiro bloco, o espaço viu troca de xingamentos e dedos em riste. em uma briga entre o deputado André Janones e o ex-ministro Ricardo Salles. No intervalo do primeiro bloco, foi xingado por bolsonaristas e devolveu os insultos com mais impropérios.

Adrilles Jorge, candidato a deputado federal pelo PTB, classificou o momento como a divisão do Brasil Oriental e Brasil Ocidental.

Janones briga com Adrilles e Nikolas durante debate e Band mobiliza seguranças

Depois de quase partir para a violência física com o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, o deputado federal André Janones (Avante-MG), apoiador da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República, brigou nos bastidores do debate presidencial com outros dois bolsonaristas: os candidatos a deputado Adrilles Jorge (PTB-SP) e Nikolas Ferreira (PL-MG). Organizadora do debate, a Band mobilizou um cordão de segurança para separar as campanhas.

Enquanto Janones detalhava a briga com Salles à imprensa, Nikolas se aproximou a passou a imitar o deputado federal com gestos de caráter homofóbico. Janones se levantou e fez uso de palavrões. Adrilles Jorge se juntou às provocações e xingamentos, bem como o ex-presidente da Fundação Palmares Sérgio Camargo, chamado pelo apoiador de Lula de "capitão do mato".

Além dos seguranças, petistas como Rui Falcão buscaram Janones para contê-lo. O candidato a senador Juliano Medeiros (PSOL) fez o mesmo.

Lula e Bolsonaro têm confronto sobre auxílio e se acusam de mentir

Em pergunta sobre como manter o auxílio emergencial a R$ 600, Lula e Bolsonaro acusaram um ao outro de mentir. Os dois se comprometeram a manter o valor no ano que vem e afirmaram ser possível arcar com esse custo.

"A manutenção dos R$ 600 não está na LDO [lei de diretrizes orçamentárias]. Existe uma mentira no ar. A bancada do PT votou favorável", disse Lula.

"O candidato adora citar números absurdos que nem ele acredita."

Bolsonaro, então, afirmou que a bancada petista votou contra. "Está no teu DNA, mentir e inventar números. [...] "Por que o PT não aumentou o Bolsa Família? Pagava uma miséria, porque só queria votos".

Ciro: serei o presidente da educação e que cuidará do bolso da família pobre

O candidato do PDT à presidência da República, Ciro Gomes, defendeu em debate da Band, neste domingo (28), que, caso eleito, será o presidente da educação e o que vai cuidar do bolso da família pobre brasileira. A resposta foi em relação à pergunta feita por Felipe D'Ávila (Novo).
Utilizando novamente o exemplo do Ceará, Estado que governou, como bandeira para educação, ele disse que, com o mesmo dinheiro que já é aplicado, a educação pode melhorar. "Essa é a primeira grande questão, mudar o padrão de educação para oferecer uma pedagogia do mundo digital, do mundo do conhecimento", defendeu.

A segunda questão, segundo ele, é o financiamento. "O Brasil gasta per capita muito menos do que a Europa gasta, Estados Unidos gastam, e nós hoje estamos obrigados a competir com eles. Eu serei o presidente da educação e aquele que vai cuidar do bolso da família pobre brasileira", declarou.

Para Ciro, é preciso também motivar e treinar o professor para que se possa fazer uma "pedagogia emancipadora", com estímulo à autonomia intelectual dos alunos. "Nós precisamos entender que sem remuneração decente, sem financiamento decente, nós não vamos isso tudo não vai acontecer. O piso salarial do magistério brasileiro, comparado ao mundo, é de encher de vergonha". O candidato defendeu ainda o estabelecimento da pedagogia em tempo integral.

No fim da resposta, Ciro também fez um aceno aos governos do PT. "O Lula acaba de falar aí de milhões de estudantes que foram para o ensino universitário, é verdade. O Brasil tem hoje 18, de cada 100 garotos de 18 a 25 anos, no ensino superior, a Colômbia tem 42. E quando nós vamos olhar que tipo de escola, passaram no governo do PT, do Lula, R$ 40 bilhões para empresários privados, deixando um garoto endividando no começo da vida com uma conta de R$ 110 a R$ 150 mil no Fies. Isso é uma coisa absolutamente chocante, isso não é educação".

Nem Lula, nem Bolsonaro. Soraya presidente. Por que não?

Imagem: Poder 360
A propaganda eleitoral na TV está ruim. Lula repete a ladainha de sempre - prometendo, entre outras coisas, aumentar o Salário Mínimo, o que significa que vai interferir na política das empresas, sufocar os microempreendimentos e, por tabela, elevar os preços dos alimentos. O aumento do mínimo impacta no preço de tudo. Lula não acena com nada de novo. Tudo, para ele, pode ser como antes - quando era presidente. E deu no que deu.

Já Bolsonaro não tem propostas. Na tv parece uma figura tirada de um desenho animado. É apático, com uma aparência de quem não dorme e passa a idéia de que acredita piamente, mais do que os adversários, que vive o pesadelo dos últimos dias de mandato.

A pior notícia para os brasileiros é que tanto Lula quanto Bolsonaro estão na frente nas pesquisas.  

Ah, mas há esperança! Quem assistiu ao horário eleitoral deste sábado notou uma novidade:  a presença da candidata Soraya Thronicke, do PSL. Em poucos minutos ela  passou uma mensagem nova, para um Brasil novo. “Notem essa mulher”.

Num País com um eleitorado majoritariamente feminino, está aí uma opção. Quem sabe não acontece uma virada, os eleitores  acordam e mandam Bolsonaro para sua casa no Rio e Lula para seu apartamento em São Paulo? Quem sabe chegou a hora de eleger uma mulher comprovadamente inteligente e preparada para ocupar a presidência do Brasil...

Por Raimundo de Holanda

Vídeo de Cássia Kis sobre vigília católica vira arma bolsonarista; entenda

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), que tenta a reeleição, estão fazendo uso político de um vídeo que a atriz Cássia Kis, 64, fez para o Centro Dom Bosco convidando as pessoas a participarem de uma vigília religiosa no dia 7 de setembro. Na mesma data, movimentos estão convocando para atos nas ruas pró-Bolsonaro.

No vídeo, a atriz não faz nenhuma menção ao governo federal ou a Bolsonaro. Ela fala que os católicos foram os principais homens e mulheres que construíram o Brasil e que hoje o país se encontra em período que exige muita oração de cada um. Em seguida, a atriz convida todos a fazerem uma vigília, a partir das 4h pelo canal do Centro Dom Bosco, para rezar.

"Rezaremos o Santo Rosário para que Nossa Senhora da Conceição Aparecida, rainha, padroeira do Brasil, mais uma vez tome as rédeas da nossa história. E nos livre dos males que ameaçam o Brasil", disse Cássia no vídeo.

Procurada pela Folha, a atriz diz que não autorizou o uso político do vídeo.

Candidato a deputado federal por São Paulo, o ex-secretário de Cultura Mário Frias (PL) compartilhou o vídeo da atriz no Instagram e ainda aproveitou para fazer propaganda eleitoral incluindo sua identificação numérica para ser votado nestas eleições. Ele excluiu o vídeo da rede social após pedido da atriz.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) também compartilhou o mesmo vídeo, mas não incluiu sua identificação numérica. Na legenda do vídeo, ele escreveu que um povo sem memória é presa fácil para um mentiroso. "Cássia Kis além de resgatar a atuação essencial dos católicos na formação do ocidente, ainda tem um convite especial para você no 7 de setembro junto com o Centro Dom Bosco", escreveu Eduardo Bolsonaro.

Em debate, Ciro defende mudança no padrão pedagógico

O candidato Ciro Gomes (PDT), que concorre à Presidência da República, defendeu a mudança do padrão pedagógico no País e o modelo de financiamento do setor. Para abrir sua resposta sobre educação, Ciro retomou a propaganda de seu governo no Estado do Ceará que, segundo ele, hoje tem a melhor educação pública do Brasil.

"O descuido com a educação brasileira parece ser um projeto de governo", defendeu, em debate na Band. A mudança do padrão pedagógico, segundo o candidato, seria a partir da troca do "decoreba" por um ensino emancipador. De acordo com ele, também, se não houver uma mudança no financiamento, "será falsa toda e qualquer promessa ou desconhecimento da realidade em que estamos atolados no Brasil".

Diferente de alguns candidatos, Ciro não se apresentou no início do debate - nem atacou seus adversários.

Felipe D'Ávila

O candidato à Presidência da República pelo Novo, Felipe D'Ávila, disse que é preciso cortar desperdício da máquina pública para promover crescimento na economia brasileira.

"A economia brasileira está estagnada há 20 anos. Temos que conciliar (crescimento) com gasto público. Para fazer isso, é preciso cortar desperdício da máquina pública", afirmou o presidenciável no debate organizado por Band, TV Cultura, Folha e UOL, que ocorre na noite deste domingo.

D'Ávila ainda aproveitou para se apresentar ao eleitor como uma pessoa que "vive de trabalho e de empreender". "Estamos fartos desse estado caro, ineficiente. Está na hora de ter gestão pública. Para isso, é preciso deixar de votar no menos pior. É preciso votar em gente que entende de gestão", defendeu.

Soraya Thronicke

A candidata do União Brasil ao Palácio do Planalto, Soraya Thronicke, defendeu na noite deste domingo, no primeiro debate presidencial das eleições na TV, o uso da iniciativa privada para reduzir filas para exames e consultas no SUS.

"Temos projeto liberal de verdade para economia, para executar, não é no gogó", declarou. A senadora disse que o atendimento no sistema público de saúde do País é melhor na teoria do que na prática e afirmou que quem deve avaliar os serviços é a população.

Soraya Thronicke também propôs isentar de Imposto de Renda todos os professores, tanto da iniciativa privada, quanto do serviço público, caso seja eleita.

A senadora disse que, se eleita, poderia usar recursos gerados de uma simplificação tributária para bancar a medida. Uma das propostas da candidata é criar um imposto único ao acabar com 11 tributos federais. A reforma tributária é discutida há décadas no Brasil, era uma proposta do governo Bolsonaro, mas acabou não avançando no Congresso Nacional.

Debate Band: 'não vou apertar a mão de ladrão’, diz Bolsonaro sobre Lula

Ao chegar ao primeiro debate presidencial das eleições na noite deste domingo, 28, o presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição, afirmou que não vai "apertar a mão de ladrão" - em referência ao seu principal adversário, Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à Presidência da República.

A partir das regras acordadas previamente, Bolsonaro e Lula ficariam lado a lado no debate. Duas horas antes do debate, no entanto, o candidato do PDT, Ciro Gomes, foi às redes sociais dizer que houve uma mudança repentina que separou os principais candidatos. A Band, organizadora do debate, ainda não confirma.

A informação que circulava quando a campanha de Lula chegou ao local era de que o GSI havia solicitado a troca. Questionado se pediu a troca, Bolsonaro respondeu que "não interessa". "Posso ficar do lado do Lula sem problema nenhum. Eu faço um pedido, se houve a troca, volta ao normal. Mas só uma coisa, não vou apertar a mão de ladrão", declarou. O debate começou às 20h.

Janones e Ricardo Salles brigam em sala dos convidados do debate da Band

O deputado federal André Janones (Avante), apoiador do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, apoiador do presidente Jair Bolsonaro, protagonizaram na noite deste domingo uma grande confusão na sala reservada para convidados no primeiro debate entre presidenciáveis. Os seguranças precisaram intervir para evitar agressão física entre os dois.

A briga começou após o candidato do PT dizer no debate que o desmatamento no seu governo foi o menor. Salles, ex-ministro de Bolsonaro, reagiu aos gritos e disse que o desmatamento no tempo do PT foi o maior. Janones levantou para gravar o adversário político, que se levantou aos gritos de "seu merda".
Clima de confronto
Enquanto os presidenciáveis debatem nos estúdios da TV Bandeirantes, na sala reservada aos convidados das campanhas o clima é de confronto. Apoiadores de Bolsonaro e de Lula alternam gritos de "mito" e "genocida". O debate vetou a presença de plateia no estúdio.

A candidata do MDB, Simone Tebet, foi vaiada por bolsonaristas e aplaudida por petistas após dizer que "é preciso trocar o presidente da República". André Janones gritou "assassino" no momento em que Bolsonaro respondia a uma pergunta no estúdio. Apoiadores do governo reagiram com gritos.

Conheça as atribuições específicas de deputados federais

Foto: Agência Brasil
Votar Orçamento da União e medidas provisórias cabe a parlamentares
No dia 2 de outubro, um dos votos dados pelos eleitores será para deputado federal. Cada estado elege um número específico de deputados, que é proporcional ao tamanho de sua população. Por exemplo, o estado de São Paulo, com população estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 46,6 milhões habitantes, elege 70 deputados. É o estado com maior bancada na Câmara.

Já o Acre, com população estimada em 652,7 mil habitantes, elege oito deputados federais.

Cabe à Câmara dos Deputados, bem como ao Senado, discutir e votar propostas referentes às áreas econômicas e sociais, como educação, saúde, transporte e habitação, entre outras, e também fiscalizar o emprego, pelos Poderes da União, dos recursos arrecadados com o pagamento de tributos. A Câmara também discute e vota o Orçamento da União e analisa, aprovando ou rejeitando, as medidas provisórias editadas pelo governo federal.

Assim, um deputado federal deve propor novas leis e alteração ou a revogação de leis existentes, incluindo a própria Constituição. Tais propostas podem ser discutidas antes, em uma ou mais comissões compostas por deputados, antes de seguir para o plenário ou, quando for o caso, votadas no próprio colegiado. Existem 25 comissões permanentes na Câmara, além de dezenas de comissões temporárias, como comissões parlamentares de inquérito (CPI), que têm poderes de investigação próprios de autoridades judiciais.

As comissões permanentes da Câmara abordam temas específicos, como esportes, ciência e tecnologia, educação, meio ambiente e segurança pública. É nas comissões que se estuda a conveniência de uma proposta legislativa, inclusive com debates que contam com a participação da sociedade.

Cada comissão tem um presidente e três vice-presidentes, além de um grupo de membros que procuram incluir o maior espectro possível de bancadas partidárias. O mandato dos presidentes e vice-presidentes das comissões tem a duração do ano legislativo. Já a composição de membros é definida pelo líder do partido na Câmara e pode ser trocada durante o ano.

Também cabe à Câmara dos Deputados autorizar a abertura de processo contra presidentes da República e ministros de Estado. Nesses casos, um processo é aberto se dois terços da Casa, ou seja, 342 dos 513 deputados existentes, votarem pela abertura do processo. Em seguida, o processo é encaminhado ao Senado, que tem a atribuição de julgá-lo.

Número de deputados eleitos por estado:

Acre: 8

Amazonas: 8

Amapá: 8

Distrito Federal: 8

Mato Grosso do Sul: 8

Mato Grosso: 8

Rio Grande do Norte: 8

Rondônia: 8

Roraima: 8

Sergipe: 8

Tocantins: 8

Alagoas: 9

Espírito Santo: 10

Piauí: 10

Paraíba: 12

Santa Catarina: 16

Goiás: 17

Pará: 17

Maranhão: 18

Ceará: 22

Pernambuco: 25

Paraná: 30

Rio Grande do Sul: 31

Bahia: 39

Rio de Janeiro: 46

Minas Gerais: 53

São Paulo: 70

GCMais

Funcionário de restaurante leva tiro no rosto durante confusão com candidato a deputado

Homem foi socorrido e estado dele é estável - Foto: Reproduçã
O funcionário de um restaurante, identificado como Raimundo Eduardo Pereira Silva, 29, foi baleado no rosto durante uma confusão com um político na tarde desse sábado (28), no Distrito Federal.

Segundo testemunhas, Eduardo foi atingido por um homem que acompanhava o candidato a deputado federal pelo PTB, Rubens de Araújo Lima, o “Rubão”.

Na ocasião, “Rubão” estava fazendo campanha com um som alto e resolveu parar na frente do restaurante. Ele começou a fazer ataque e provocações de cunho político, e um idoso não gostou e foi reclamar com o candidato.

Por conta disso, ele foi empurrado pelo candidato e o proprietário da churrascaria e o funcionário foram até ele intervir e começou uma discussão generalizada.

De repente, o acompanhante de Rubão sacou a arma e atirou contra o rosto de Eduardo. Após o disparo, ele fugiu. O funcionário foi socorrido e as últimas informações são de que o estado de saúde dele é estável.

A polícia procura pelo autor dos tiros e já sabe a identidade dele. O político, por sua vez, ainda não se manifestou oficialmente sobre o crime.

Brasileiro morre após ser preso por entrar ilegalmente nos Estados Unidos

Keslev entrou ilegal no país - Foto: Reprodução/Facebook
O brasileiro Kesley Vial, de 23 anos, morreu no Novo México, nos Estados Unidos, enquanto estava detido na agência de imigração do país. Segundo as autoridades americanas, o jovem foi preso na cidade de El Paso, no Texas, ao entrar no país de forma ilegal.

Conforme a imigração, o jovem estava detido desde abril e veio à óbito na última quarta-feira (24), no Novo México. Ele foi encontrado desmaiado no centro de imigração onde aguardava o processo de deportação.

Após receber os primeiros-socorros, foi encaminhado ao Hospital Universitário do Novo México, mas morreu 10 dias depois.

A morte dele foi comunicada à imprensa neste sábado (27) , e o corpo ainda vai passar por perícia para definir a causa da morte.

Thiago Gagliasso detona Bruno Gagliasso após irmão postar foto beijando Lula

Thiago detonou o irmão Bruno após foto com Lula - Foto: Reprodução/Instagram
Apoiador de Bolsonaro, Thiago Gagliasso detonou Bruno Gagliasso após o irmão postar uma foto beijando o candidato a presidência Lula.

“Que meu irmão não suporta o Bolsonaro, me chamou de sem escrúpulos por apoia-lo ok, mas daí tirar uma foto beijando esse bandido, realmente. Somos completamente diferentes. Graças a Deus! Realmente, eu que não devo ter escrúpulos”, escreveu o candidato a deputado estadual seguido de um emoji de vômito.
Fotos: Ricardo Stuckert
E não parou por aí. Ontem, Thiago mandou mais uma indireta ao ator. “Bruno anda dizendo que não deveria usar o nome Gagliasso na minha campanha. Oi? Foi só andar com o Lula que já está roubando até o sobrenome do Vozão, Deus amado, credo! Já que é adepto ao pronome neutro, sugiro usar o Gagliasse, justo! #paz”, escreveu.

Na última semana, Bruno postou uma série de fotos do encontro com Lula. “Hoje conversei com nosso próximo presidente sobre a importância do combate ao racismo na infância. Sobre como é fundamental oferecer letramento racial nas escolas públicas e privadas. Como é vital restaurar políticas públicas e trabalhar pelas populações mais vulneráveis, em especial negros, indígenas e quilombolas”, disse.

Mãe acorda e encontra bebê de 1 mês e meio morta na cama

Foto: Ilustrativa/Pixabay
A Polícia Civil vai investigar a morte de uma bebê de apenas 45 dias que foi encontrada morta dentro de casa na rua Igarapé Araçá, no bairro Armando Mendes, na zona leste, nesse sábado (27).

Segundo a PC, a mãe da criança relata que estava dormindo com a filha e que em determinada hora da madrugada, acordou e percebeu um sangramento no nariz da bebê.

Ao se aproximar, percebeu que a criança não estava se mexendo e nem respirando e correu com ela para a Maternidade Ana Braga, mas ao chegarem ao hospital, os médicos atestaram que a menina já estava morta.

O caso foi notificado à polícia e uma autópsia deve ser feita no corpo para desvendar a morte da bebê.