segunda-feira, 29 de agosto de 2022

Debate de presidenciáveis dispara audiência e deixa Globo para trás

O primeiro debate entre os candidatos à presidência da República, promovido pela Folha, UOL, Band e TV Cultura, neste domingo (28), alcançou a maior audiência do ano na Band e uma das maiores da TV Cultura em 2022.

Segundo dados preliminares mensurados pela Kantar Ibope Media, o pico de audiência do encontro entre os presidenciáveis ultrapassou 14 pontos e chegou a superar a Globo, alcançando a liderança por alguns minutos na Grande São Paulo. Às 22h22, a Band tinha 14,5 pontos ante 13,5 da Globo.

O patamar dobra o saldo da estreia de Fausto Silva na emissora, que até então era o recorde de 2022 na Band. Em 16 de janeiro, quando lançou seu programa na emissora, Fausto Silva obteve 9,9 pontos de pico na Grande São Paulo, com média de 8,3 pontos ao longo do programa todo.

A Band não tem superado 4 pontos na faixa das 21h de domingo. Neste 28 de agosto, o debate já motivava o dobro dessa plateia antes mesmo de seu início, com 8,7 pontos às 20h59.

F5 – Folha de S. Paulo

Primos viralizam com vídeos propondo desafios a desconhecidos na rua em troca de R$ 100

Os primos Marcos Arthur, de 24 anos, e Micael Melo, 23, começaram a gravar vídeos nas ruas de João Pessoa, na Paraíba, propondo a pessoas desconhecidas cumprir desafios em troca de R$ 100. Segundo O Povo, a ideia foi inspirada em vídeos estrangeiros.

A dupla já acumula quase 86 milhões de visualizações no TikTok (@eserioofc). A dupla diz que se inspirou em desafios de fora do país e os “abrasileiraram” para ganhar um tom mais humorístico.

Nos desafios, a dupla fica parada na rua enquanto exibe um cartaz com a proposta do desafio. Mantendo a postura “séria”, os primos esperam por pessoas dispostas a cumprir as provocações em troca do dinheiro.

Alguns dos desafios são: dançar valsa com o pai, derramar um balde de água gelada em si mesmo, fazer uma batalha de brega funk ou responder perguntas sobre temas variados.

Hoje, os primos já são conhecidos pelos desafios em João Pessoa, e não demora muito tempo até que alguém os reconheça na rua e entre na brincadeira. Quando possível, a câmera usada pela dupla é posicionada em local mais discreto para que possam registrar reações mais espontâneas.

Lula: Pelo menos eu não fugi para Paris; Ciro: Claro, você tava preso. Video

O ex-presidente Lula (PT) respondeu, durante o debate presidencial realizado na noite deste domingo (28), promovido pela Bandeirantes/UOL, uma série de questionamentos do candidato Ciro Gomes (PDT), entre eles, de que foi o responsável pela eleição de Bolsonaro (PL) e que se “corrompeu totalmente”.“Agora, o que é importante a gente levar em conta é que, quando o candidato Ciro joga a responsabilidade da eleição do cidadão nas minhas costas, eu queria dizer que eu não fui para Paris”, disse Lula.A Band não mostrou, mas Ciro respondeu dizendo que Lula não foi para Paris, “porque estava preso” e que ele não foi absolvido dos crimes.

Lula continua mentindo feito um um condenado, provoca Bolsonaro ao sair de debate na Band; Vídeo

Ao sair do 1º debate presidencial realizado pela TV Bandeirantes, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que Lula “mentiu que nem um condenado”.

Presidente disse que embate na Band foi um bom aquecimento.

Mulher é presa por esfaquear marido e sogros após descobrir traição

As três vítimas foram encaminhadas para uma Unidade de Pronto Atendimento
Uma mulher de 43 anos foi presa após esfaquear o marido, de 44 anos, e os sogros, ambos de 69 anos, em uma residência no Jardim Santa Lúcia, em Campinas, em São Paulo. O caso aconteceu neste domingo, 28.
De acordo com a Guarda Municipal de Campinas, a mulher admitiu o crime e explicou que a briga se deu porque ela descobriu ter sido traída pelo marido.

 O homem foi atingido por facadas nas costas e os pais deles nos braços após tentarem impedir que a mulher atingisse o marido.

A idosa sofreu um corte profundo Para evitar o sangramento, os guardas municipais fizeram um torniquete para estancar o sangue. As três vítimas foram encaminhadas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) São José. Ainda não se sabe os estados de saúde dos três.

A mulher foi encaminhada para a 2ª Delegacia Seccional, onde a ocorrência foi apresentada.

Três pescadores estão desaparecidos no Ceará

Os homens deveriam ter regressado no último sábado, mas até o momento eles não foram encontrados
Três pescadores estão desaparecidos após partirem para uma pescaria na madrugada do último sábado, 27, na Praia de Quixaba, em Aracati. Os homens deveriam ter regressado às 16h do mesmo dia, mas até o momento eles não foram encontrados. Os pescadores estavam em uma embarcação pesqueira, do tipo Jangada, “VIVIAN JBM”.

A Marinha do Brasil (MB) tomou conhecimento do caso  e iniciou uma Operação de Busca e Salvamento. A operação está sendo coordenada pelo Salvamar Nordeste, com a participação da Capitania dos Portos do Ceará, Agência da Capitania dos Portos em Aracati. Uma aeronave da Força Aérea Brasileira também foi mobilizada para atender à ocorrência.

Lula tem 43%, Bolsonaro mantém 36%, Ciro sobe para 9% e Tebet anota 4%, aponta pesquisa BTG/FSB

A diferença entre Bolsonaro (PL) e Lula (PT) diminuiu em nova rodada da pesquisa semanal
A mais novo pesquisa feita pelo Instituto FSB para presidente da República, foi encomendada pelo banco BTG Pactual. foi divulgada nesta segunda-feira (29). O levantamento traz o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 43% das intenções de voto, na sequência aparece o presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), com 36%. Com relação à pesquisa do dia 22 de agosto, Lula recuou 2 pontos porcentuais, quando chegou a 45%, no limite da margem de erro. Na análise de uma semana, Bolsonaro se manteve no patamar anterior, com os mesmos 36%.

Na terceira posição, aparece o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) que anotou 9%, o que mostra um avanço de 3 pontos em uma semana, 0nde na sondagem anterior o pedetista chegou a 6%. Já a candidata Simone Tebet (MDB) chegou a 4%, antes ela tinha 3%.

Vera Lúcia (PSTU) e Pablo Marçal (Pros), mantiveram o 1% e os demais candidatos não pontuaram. Brancos e nulos não foram citados, não sabem ou não responderam foram 3%.

A pesquisa foi feita entre os dias 26 e 28 de agosto, ouvindo 2 mil eleitores. O índice de confiança é 95%, a margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-08934/2022.

Com GCMais

Vigilante é preso após se passar por policial militar e tem arma apreendida

Na abordagem, o homem confirmou ser vigilante e disse que havia tomado a arma da empresa sem autorização
Um vigilante foi preso durante uma abordagem realizada por agentes da Guarda Municipal próximo à torre de observação do Bonsucesso, em Fortaleza. Os agentes resolveram abordar um veículo que estava trafegando com superlotação e durante a revista pessoal, Luiz Mairon Ferreira, de 33 anos, afirmou ser policial militar.

Na abordagem, o homem confirmou ser vigilante e disse que havia pego a arma da empresa sem autorização. O procedimento foi para o 32°DP, onde o suspeito foi autuado pelos artigos 307 e 14 do Código Penal Brasileiro.

GCMais

Em debate na televisão, Bolsonaro chama Lula de “ex-presidiário”

O presidente Jair Bolsonaro (PL) chamou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “ex-presidiário” no último bloco do debate promovido pela TV Bandeirantes neste domingo (28.ago.2022). Principais adversários nas eleições presidenciais deste ano, ambos protagonizaram 2 confrontos diretos no programa.

“Bem, é do Lula: ‘ainda bem que a natureza criou esse monstro do coronavírus’. Que moral tu tem para falar de mim, ôh ex-presidiário? Tá? Nenhuma moral”, disse Bolsonaro.

A fala se deu em momento em que foi concedido ao presidente direito de resposta. Por isso, Lula não pode responder imediatamente. O petista rebateu seu principal adversário nas eleições deste ano já na parte das considerações finais porque também obteve direito de resposta concedido.

Lula foi preso em abril de 2018 por causa da operação Lava Jato. Mesmo na cadeia ele foi registrado pelo PT como candidato a presidente naquele ano. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral), porém, barrou a candidatura com base na Lei da Ficha Limpa.

Poder360

Brasileiros ainda não resgataram mais de R$ 3 bilhões em dinheiro esquecido

Quatro meses após o fim da primeira fase do Sistema Valores a Receber, elaborado pelo Banco Central (BC), a segunda etapa do programa, que estava prevista para começar em 2 de maio, ainda segue sem data marcada. Um dos fatores que dificultou a realização da nova fase foi a greve dos servidores do banco, que terminou no mês passado. O BC informou que “o cronograma e as informações da nova etapa do SVR serão divulgados oportunamente, com a devida antecedência”.

A primeira fase do sistema começou em 14 de fevereiro deste ano e durou dois meses. Ela foi dividida em etapas, de acordo com a idade do cidadão ou da empresa possuidora do dinheiro esquecido. No entanto, a campanha não teve o efeito desejado pelo BC, e apenas 8,2% dos R$ 3,9 bilhões disponibilizados foram retirados do banco. Ao todo, 3,6 milhões de pessoas e 19 mil empresas resgataram o valor durante a primeira etapa.

Cerca de 13,8 milhões de brasileiros possuem, ou possuíam, menos de R$ 1 nas contas esquecidas no Banco Central. Em contrapartida, o BC fez um levantamento indicando que 1.318 brasileiros tinham R$ 100 mil ou mais em dinheiro esquecido. Um dos maiores valores era de R$ 1,65 milhão. De acordo com o banco, a pessoa tinha várias cotas de consórcio que se extinguiram, e não verificou como os grupos foram encerrados.

Para o ex-diretor do Banco Central Carlos Tadeu de Freitas, um dos motivos da baixa adesão, além dos valores pequenos, foi a falta de informação sobre o sistema. “Acredito que o pouco sucesso da primeira etapa venha da falta de informação para as pessoas. Mesmo com acesso a internet, é precário o conhecimento da maioria da população acerca desse tipo de serviço”, avalia.

Diário de Pernambuco

Chefe do PL de Bolsonaro tem madeireira com dívida federal

Presidente nacional do PL, partido que abriga Jair Bolsonaro em sua tentativa de reeleição ao Palácio do Planalto, o ex-deputado Valdemar Costa Neto tem em seu nome uma madeireira no Amazonas que acumula dívida ativa de R$ 5,4 milhões com a União, quase integralmente relativa a tributos federais não pagos.

As dívidas fizeram a empresa ser abandonada nas últimas décadas e, em junho de 2022, ela foi declarada inapta pela Receita Federal por não fazer declarações ao Fisco há pelo menos dois anos.

Caso não haja medidas efetivas de cobrança, a empresa pode ser beneficiada com a prescrição e consequente arquivamento dos débitos. Essas medidas de cobrança incluiriam, por exemplo, a penhora de bens.

Há um processo de execução que tentou penhorar bens da empresa, mas oficiais de Justiça tiveram dificuldade em localizá-los ao longo dos anos. A União é a responsável por tentar recuperar esses valores, por meio da PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional).
Valdemar é listado como sócio da empresa, chamada Agropecuária Patauá, desde a década de 1980. A empresa foi criada em 1983 e se chamava, antes, Agropecuária São Sebastião. Os negócios eram conduzidos principalmente pelo pai de Valdemar, o ex-prefeito de Mogi das Cruzes (SP) Waldemar Costa Filho, morto em 2001.

A firma dizia atuar em "fabricação de madeira laminada, compensada, prensada e aglomerada".

Em fevereiro do ano 2000, outra empresa, chamada Reflorestadora Holanda, comprou 75% da Patauá.

O presidente do PL ficou com 25% da Patauá, mas argumentou à Junta Comercial do Amazonas que as quotas ficariam em seu nome, mas seriam destinadas à sua ex-mulher (ele não especifica o nome) por acordo de partilha de divórcio.

Segundo Valdemar, ela "oportunamente deverá manifestar sua intenção, ou não, de permanecer na sociedade".

Mais de 20 anos depois, não houve nenhuma manifestação no processo. A empresa continua em nome do presidente do PL.

A Folha procurou Valdemar Costa Neto várias vezes, por meio de sua assessoria, mas ele não quis se manifestar.

Consultados pela Folha, dois advogados especializados em direito tributário e um auditor da Receita Federal afirmam que, para fins legais, a empresa ainda não foi transferida.

Apesar disso, o ex-deputado parou de declarar os 25% da propriedade à Justiça Eleitoral ao se candidatar em 2002, 2006 e 2010. A empresa constou em sua lista de bens de 1998.

Ele não concorreu a cargos eletivos após esse período, já que foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do mensalão e preso em 2013.

Por causa de um débito trabalhista da Reflorestadora Holanda, sua sócia, Valdemar chegou a ter as contas bloqueadas pela Justiça em 2016.
O presidente do PL recorreu, sob o argumento de que nessas contas ele recebia aposentadoria e salário e que o ex-funcionário que o processou não provou que a Patauá era uma empresa do mesmo grupo da Reflorestadora Holanda (à qual o ex-funcionário pertencia), e conseguiu o desbloqueio.

"Ele [Valdemar] conseguiu desbloquear, mas nós continuamos [tentando o bloqueio], porque como era uma [empresa de sociedade] Ltda., a desconsideração da personalidade jurídica tinha que ser feita através de um processo à parte, que não foi feito no inicial", afirma Edmilson Almeida de Oliveira, advogado do ex-funcionário.

A Reflorestadora Holanda pertence a um empresário chamado Francisco Jonivaldo Mota Campos, que diz não conhecer o político e ter comprado as quotas da empresa para fazer um trabalho de "reflorestamento de áreas degradadas".

A Holanda tem débitos ainda maiores com a União: R$ 13 milhões, em parte também por ausência de pagamentos de tributos federais, como o ITR (Imposto Territorial Rural).

Ela foi considerada "baixada" em 2015, medida tomada também por ausência de declarações por ao menos cinco anos. É uma escala abaixo da empresa "inapta", que ainda pode regularizar o CNPJ e voltar a funcionar.

Francisco Jonivaldo também responde a uma ação civil pública do Ministério Público Federal sob acusação de dano ambiental pelo suposto desmatamento de uma área de 23,6 hectares de floresta nativa da Amazônia, sem autorização do órgão ambiental competente.

A reportagem da Folha visitou os lugares onde a Patauá dizia funcionar, nos endereços da matriz e da filial, e não encontrou sinais de atividade. Um dos endereços, onde foi registrada a filial, nem sequer existe hoje em dia.

Francisco Jonivaldo afirma que as empresas existem apenas "para o sistema". "Porém, elas não estão funcionando desde 2004, se não me falha a memória", afirma o empresário.

Ele diz que não conhece Valdemar Costa Neto e que, quando se instalou no Amazonas para "um projeto de reflorestamento para recuperar áreas degradadas", comprou uma fazenda com pasto da Patauá porque tinha melhores condições de solo.

Afirma que teve problemas com supostas fraudes relacionadas a uma empresa de contabilidade contratada pela sua companhia relacionadas ao INSS. Após esses problemas, diz, "a empresa Reflorestadora Holanda perdeu o interesse de seus investidores e tudo veio abaixo".

"A reflorestadora morreu no nascedouro por conta disso. Só sobrou dívida", afirma.

Ainda de acordo com Francisco Jonivaldo, a acusação por dano é "provavelmente um engano", porque ele não tem áreas na região apontada pelo Ministério Público.

Também diz que o funcionário que processou as empresas e conseguiu bloquear as contas de Valdemar é "o único que entrou na Justiça do Trabalho" depois que a empresa fechou.

Também procurada a respeito de quais providências tem tomado para cobrar as dívidas da Patauá e da Reflorestadora Holanda, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que "não comenta sobre dívidas específicas de devedores que constam na Dívida Ativa da União".

Bolsonaro, que foi eleito em 2018 pelo PSL (atual União Brasil), se filiou ao PL em novembro do ano passado para disputar a reeleição à Presidência.

A ida de Bolsonaro para o PL consagrou a aliança do presidente com o centrão, que também tem como representantes partidos como o Republicanos e o PP, que dão sustentação ao governo federal no Congresso Nacional.

Ciro diz que Bolsonaro precisa explicar contradição sobre corrupção e ex-mulheres

O candidato a presidente Ciro Gomes (PDT) afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (PL) deve explicar a promessa não cumprida de combate à corrupção em seu governo. Para o pedetista, apesar de Bolsonaro ter herdado uma "trágica" questão econômica dos governos do PT, ele não conseguiu mudar a governança política do País. "O senhor está filiado ao partido do Valdemar Costa Neto", pontuou.

No primeiro debate presidencial em 2022 na TV, Ciro foi relembrado por Bolsonaro em relação a uma fala machista em relação à sua ex-esposa Patrícia Pillar. "Há 20 anos eu cometi uma absoluta infelicidade de fazer uma gracinha com uma mulher extraordinária que foi minha mulher durante 18 anos, já me desculpei por isso um milhão de vezes, e isso é de se desculpar a vida inteira", afirmou. "Não é isso que eu estou falando Bolsonaro, é da sua falta de escrúpulo. Você corrompeu todas as suas ex-esposas, todas elas estão envolvidas em escândalos. Você corrompeu os seus filhos. Essa é a questão, tendo prometido que ia combater a corrupção do PT e do Lula. Essa é a grande contradição que você precisa explicar".

Ciro, no entanto, afirmou que aprendeu com o erro, já Bolsonaro "não aprende nada nunca, porque você é uma pessoa que não tem coração".

Renegociação de dívidas

Ciro também defendeu a renegociação de dívidas a partir de um grande leilão entre credores. Para ele, renegociar dívidas "é relativamente simples". "Em grande leilão, todos os crediaristas, as contas que estão aí, os credores, que derem o maior desconto, traz a dívida média sua de R$ 1.400. Refinanciar esse R$ 1400, em muitas prestações, 36 vezes, com juro moderado, é simples e eu posso fazer", defendeu no debate da Band.

Bolsonaro chama Lula de ex-presidiário e rebate Simone Tebet sobre corrupção

O presidente Jair Bolsonaro (PL) chamou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de "ex-presidiário" na noite deste domingo, 28, no primeiro debate presidencial das eleições na TV, e afirmou que o petista "não tem moral" para falar dele. Os dois são os mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto para o Palácio do Planalto.

O chefe do Executivo se defendeu de acusações de corrupção na compra de vacinas contra a covid-19, durante a pandemia, disse que vetou o orçamento secreto na peça orçamentária deste ano, e minimizou o sigilo de cem anos que impôs a determinadas informações de seu governo.

"Está de brincadeira a nobre senadora. Cadê a corrupção? Cadê o contrato assinado?", declarou Bolsonaro, ao se dirigir à candidata Simone Tebet (MDB), que criticou omissões do governo na pandemia.

Sigilos de 100 anos

O ex-presidente Lula criticou sigilos de 100 anos sobre documentos públicos decretados pelo presidente Jair Bolsonaro e voltou a defender que criou mecanismos de combate à corrupção em seus governos.

"Hoje qualquer coisinha é um sigilo de 100 anos pro cartão corporativo. Enquanto o nosso, eu tirei um ministro porque comeu um pastel, porque comeu uma tapioca", provocou o petista durante participação no debate eleitoral, ao lembrar que o adversário decretou sigilo sobre gastos com cartão corporativo e seu próprio cartão de vacinação.

Questionado pela candidata Simone Tebet sobre casos de corrupção nos governos do PT, Lula voltou a citar medidas tomadas nas gestões do partido para combater desvios de dinheiro público.

"A diferença é que, no meu governo, nós fizemos, não teve nenhum processo que facilitou mais investigação, que melhor remunerou os policiais federais, que contratou mais policiais federais. Não tinha procurador engavetador. Portal da Transparência, tudo isso foi o PT que criou", disse.

Ao falar sobre economia, Lula retrucou a candidata Soraya Thronicke (União Brasil), que disse não ter visto avanços sociais nos governos do petista. "A candidata pode não ter visto (esse País), mas seu motorista viu, seu jardineiro viu, sua empregada doméstica viu que esse país melhorou, que ela podia almoçar e jantar todo dia, tomar café, podia entrar na universidade. E assim que vai voltar a ser", disse.

Porte de armas

O candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, defendeu que a arma "só serve para matar, não serve para outra coisa". Segundo ele, é compreensível que, no interior do Brasil, a população tenha armas em casa, mas não defende a flexibilização a nível nacional.

"Essa frouxidão, acabar com a regulação do Exército, no sensoriamento de armas e munições só presta para reforçar milícias", disse, no debate da Band. Segundo ele, caso eleito, haverá uma instrumentalização da Polícia Federal para enfrentar o contrabando de armas.

Vera Magalhães rebate ataque de Bolsonaro: 'Não gosta de ser questionado por mulheres'

Foto: Reprodução
A jornalista Vera Magalhães, da TV Cultura, rebateu o ataque do presidente Jair Bolsonaro (PL) contra ela, neste domingo (28), durante debate presidencial na Band.
"Ele teve uma atitude absolutamente descontrolada, desnecessária e, ao meu ver, prejudicial a ele mesmo", disse ela em entrevista ao UOL na saída do debate. "Ele já fez isso em relação a mim e a outras jornalistas mulheres, é da natureza dele, ele não gosta de ser questionado por mulheres", afirmou a jornalista.

Magalhães disse que o ataque do presidente "não gosta de ser questionado por mulheres".

Lula evita assumir compromisso sobre mulheres no 1º escalão de seu eventual governo

O ex-presidente Lula (PT), ao ser questionado sobre se comprometer a indicar mulheres para metade de seu ministério, afirmou que não assumiria esse compromisso.

Ele afirmou que indicará "as pessoas que tem capacidade para assumir determinados cargos".

"O que não dá é para assumir o compromisso numericamente. [...] Não vou assumir compromisso, porque se não for possível passarei por mentiroso", disse ele.

Já Simone Tebet (MDB) assumiu o compromisso. Disse ainda que pessoas envolvidas em corrupção, mesmo do seu partido, não serão ministras.

Pergunta sobre mulheres irritam bolsonaristas

As questões, sobretudo elaboradas por jornalistas na terceira parte do debate, foram reprovadas pelos apoiadores de Jair Bolsonaro (PL).

Na ala destinada ao PL, no lounge, candidatos como Adrilles Jorge e Daniel Silveira, além de Nikolas Ferreira, ironizavam a atuação dos jornalistas que queriam saber o papel reservado às mulheres em seus respectivos governos.

"Perguntar isso novamente", disse Adrilles.

Quando Lula pediu para ser solidário a Simone Tebet e a Vera Magalhães, Adrilles e Ferreira o acusaram de oportunista. "Virou palanque", disse Ferreira.

Bolsonaro é o pior do debate, e Tebet, a melhor, dizem eleitores

A candidata Simone Tebet (MDB) foi a candidata mais bem avaliada, enquanto Jair Bolsonaro (PL) foi considerado o presidenciável com o pior desempenho no primeiro debate presidencial, mostra pesquisa qualitativa realizada pelo Datafolha com eleitores indecisos ou que pretendem votar em branco ou anular em outubro.

Com críticas a corrupção nos governos de Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Tebet, quarta colocada na intenção de votos da última pesquisa Datafolha, foi a melhor avaliada por 43% dos entrevistados.

Já Bolsonaro teve o pior desempenho para 51% dos participantes. Em segundo, aparece Lula, com 21%.

O debate organizado por Folha, UOL e TVs Bandeirantes e Cultura reuniu Lula, Bolsonaro, Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB), Luiz Felipe d’Avila (Novo) e Soraya Thronicke (União Brasil) na noite deste domingo (28) na sede da Band em São Paulo.

A pesquisa qualitativa do Datafolha ouviu 64 pessoas, que foram separadas em três salas virtuais enquanto assistiam ao debate. Elas avaliaram a performance dos candidatos nos três blocos e, ao fim, elegeram quem se saiu melhor.

Segundo a última pesquisa Datafolha, realizada de 16 a 18 de agosto, 6% dos eleitores têm intenção de votar em branco ou nulo em outubro e 2% ainda não sabem em quem votar.

No primeiro bloco, quando candidatos responderam a uma pergunta sobre programas de governo e participaram de uma rodada de confrontos, Jair Bolsonaro teve a pior avaliação para 41% dos participantes. Já Lula foi considerado o pior para 21% dos presentes.

Durante o bloco, Bolsonaro atacou Lula sobre corrupção, enquanto o petista criticou o "abandono da educação" no atual governo.

Ciro Gomes e Simone Tebet tiveram o melhor desempenho entre eleitores, sendo indicados por 31%. Bolsonaro foi considerado o melhor por 11% e Lula, por 6%.

Ciro Gomes criticou o PT ao dizer que os problemas econômicos não começaram no governo Bolsonaro e atacou duramente Bolsonaro sobre suas recentes falas em relação à fome no Brasil. Na semana passada, o presidente questionou dados sobre o tema e disse que não havia "fome para valer" no país.

Tebet, por sua vez, afirmou que decretaria calamidade para criar crédito extraordinário para a saúde, a fim de atender a pacientes que permanecem com sequelas da Covid-19. "Rico não pode ter tratamento de saúde de excelência enquanto o pobre morre nos hospitais", afirmou.

Disse, ainda, que implementaria um programa de poupança para estudantes de R$ 5 mil anuais.

No segundo bloco, Tebet manteve a posição de melhor avaliada entre os indecisos e com intenção de votar em branco. Para 37%, ela se saiu melhor, seguida de Ciro Gomes, com 22%.

Bolsonaro foi apontado com o candidato com o pior desempenho para 45% dos entrevistados.

No segundo bloco, ele atacou a jornalista Vera Magalhães, da TV Cultura, ao afirmar que ela era uma "vergonha para o jornalismo brasileiro". Por vários minutos, foi criticado por Tebet e Soraya por sua postura machista.

Tebet aproveitou para levantar propostas paridade salarial entre homens e mulheres e dizer que foi ameaçada durante a CPI da Covid quando investigava a omissão do governo durante a pandemia.

Ela e o pedetista foram os mais bem avaliados nas suas respostas, com 73% e 71% de ótimo e bom, respectivamente. Lula recebeu 49% de ótimo e bom e 22% de ruim e péssimo.

No terceiro e último bloco, houve confronto direto entre os candidatos, com uma rodada de pergunta, resposta e tréplica, além de uma pergunta para cada um deles sobre o respectivo programa de governo.

"Houve corrupção e tentativa de comprar vacinas superfaturadas", disse Tebet referindo-se ao caso da Covaxin, ao responder Lula, que a questionou sobre a CPI da Covid. Na mesma resposta, ela destacou a corrupção do governo do petista.

A pesquisa do Datafolha deste domingo não é representativa da população brasileira e visa mostrar a percepção de eleitores indecisos sobre seu voto ou que pretendem votar em branco ou nulo em outubro.

A metodologia reuniu cerca de 30 eleitores não convictos dos três presidenciáveis mais bem posicionados nas pesquisas. São eleitores de Lula (PT), de Jair Bolsonaro (PL) e de Ciro Gomes (PDT). Além disso, foram incluídos eleitores indecisos de outros candidatos.

A amostra agregou homens e mulheres de 22 a 69 anos, moradores de todas as regiões, escolaridade variada, de ensino fundamental a superior e renda familiar mensal entre dois e 10 salários mínimos. Havia eleitores assalariados, autônomos, profissionais liberais, funcionários públicos, desempregados e estudantes.

Bolsonaro vira alvo principal de 1º debate, e Lula se esquiva sobre corrupção

No primeiro debate presidencial na TV, o presidente Jair Bolsonaro (PL) se tornou o alvo preferencial dos demais candidatos. O atual chefe do Executivo, por sua vez, mirou no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que se esquivou em pergunta sobre corrupção.

O tema central do debate foi o respeito às mulheres, arena em que Bolsonaro atua com desvantagem. O assunto foi levantado pelas candidatas mulheres, Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (União Brasil), mas dominou as discussões a partir de um ataque do presidente à jornalista Vera Magalhães.

Além de Simone e Soraya, Ciro Gomes (PDT) e Lula se solidarizaram com Vera. O debate teve ainda a participação de Felipe D'Ávila (Novo).

O evento foi organizado em pool por Folha, UOL e TVs Bandeirantes e Cultura, e durou quase três horas. Lula e Bolsonaro foram os últimos a confirmar presença no debate —depois de dias de incertezas nas campanhas.

Segundo a última pesquisa Datafolha, divulgada neste mês, Lula lidera com 47% das intenções de voto, ante 32% de Bolsonaro e 7% de Ciro.

Além dos duelos entre Lula e Bolsonaro, houve embate entre Ciro e o petista. Tebet foi uma das principais críticas do presidente no debate, mas tampouco poupou Lula. O chefe do Executivo manteve a calma nos enfrentamentos com adversários, mas se exaltou ao ser questionado por Vera sobre a vacinação.

"Acho que você dorme pensando em mim, você não pode tomar partido num debate como esse. Você é uma vergonha para o jornalismo", disse Bolsonaro a ela.

Tebet saiu em defesa da jornalista e também foi alvo de Bolsonaro. "A senhora é uma vergonha para o Senado, não vem com essa historinha de que eu ataco mulheres, de se vitimizar".

"Quando vejo o que aconteceu com a Vera, eu realmente fico extremamente chateada. Quando homens são tchutchucas como outros homens, mas vêm para cima da gente sendo tigrão. Eu fico extremamente incomodada, fico brava", disse Soraya.

Ciro também repreendeu o trato de Bolsonaro a mulheres. O pedetista lembrou a fala da fraquejada, enquanto Bolsonaro mencionou que Ciro já disse que a função de sua mulher, que era Patrícia Pillar na época, era dormir com ele. Ambos pediram desculpa, no debate, pelas declarações.

"Você corrompeu todas suas ex-esposas. Você corrompeu seus filhos, tendo prometido que ia acabar com a corrupção do PT", disse Ciro. "Você não tem coração", completou o pedetista, citando falas de Bolsonaro na pandemia.

Em suas considerações finais, Lula afirmou se solidarizar com Simone e "com a jornalista que foi agredida".

Mas, ao ser questionado sobre se comprometer a indicar mulheres para metade de seu ministério, Lula afirmou que não assumiria esse compromisso —enquanto Tebet declarou que assim o fará se eleita.

O candidato do PT afirmou que indicará "as pessoas que tem capacidade para assumir determinados cargos". "O que não dá é para assumir o compromisso numericamente. [...] Não vou assumir compromisso, porque se não for possível passarei por mentiroso."

Logo em sua primeira resposta, Bolsonaro criticou o que chamou de ativismo judicial e defendeu seu indulto ao deputado Daniel Silveira, condenado por ameaças a ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). "Alguns ministros do STF querem a qualquer preço interferir no Poder Executivo", disse.

Em um momento de desabafo por ter sido o alvo prioritário, Bolsonaro questionou por que todos sentiam raiva dele. "Por que me atacar? Por que acabei com a harmonia da corrupção por aí?", declarou.

No primeiro embate direto entre candidatos, Bolsonaro perguntou a Lula se o petista queria voltar ao poder para continuar a corrupção na Petrobras.

"Era preciso ser ele a me perguntar e sabia que essa pergunta viria", disse Lula. O petista citou medidas anticorrupção e de transparência do seu governo.

Bolsonaro replicou mencionando a delação de Antonio Palocci e disse que o governo Lula foi feito "a base de roubo". "Seu governo foi o mais corrupto da história do Brasil", disse.

Lula rebateu afirmando que seu governo foi que gerou mais emprego, inclusão, investimento na educação e lucro para a Petrobras. Citou ainda o menor desmatamento na Amazônia e o assentamento de terras, num contraponto a Bolsonaro.

"O país que eu deixei é um país que o povo tem saudade", disse Lula, acusando Bolsonaro de "destruir o país" e "inventar números".

Lula e Bolsonaro voltaram a se enfrentar quando o tema foi o auxílio de R$ 600 —eles acusaram um ao outro de mentir e se comprometeram a manter o valor no ano que vem.

"A manutenção dos R$ 600 não está na LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias]. Existe uma mentira no ar", disse Lula. "O candidato adora citar números absurdos que nem ele acredita."

"Está no teu DNA, mentir e inventar números. [...] "Por que o PT não aumentou o Bolsa Família? Pagava uma miséria, porque só queria votos", retribuiu Bolsonaro.

Ciro, que voltou a apresentar a proposta de refinanciamento de dívidas, entrou em outro embate com Bolsonaro ao questionar o presidente a respeito da fome, depois que o mandatário disse que não havia quem pedisse pão no Brasil.

Bolsonaro culpou a pandemia pela piora na economia e lembrou que reduziu o ICMS dos combustíveis, além de ampliar o valor do Bolsa Família ao criar o Auxílio Brasil. "Alguns passam fome, sim, mas não com número exagerado."

O pedetista, então, afirmou ser preciso acabar com os "limites politiqueiros da política de renda" e defendeu seu programa de renda mínima Eduardo Suplicy, em homenagem ao petista.

Ciro também duelou com Lula em pergunta sobre a união da esquerda. O petista iniciou a resposta afirmando respeitar o adversário. "Sou grato ao Ciro, que esteve no governo comigo, em 2003 a 2006. Ele resolveu não estar conosco, sair com candidatura própria é direito dele", disse.

O pedetista, no entanto, afirmou que "Lula se deixou corromper" e atribui a agressividade do clima político também ao PT. Ele afirmou que o ex-presidente é um "é encantador de serpentes" e o responsabilizou por crise econômica.

"Você sabe que está dizendo inverdades a meu respeito. [...] Eu não fui para Paris [em 2018]. Eu fui absolvido nos 26 processos", rebateu Lula.

Tebet acabou sendo uma das principais críticas a Bolsonaro no debate. Ela questionou o presidente se ele tem raiva das mulheres.

Bolsonaro afirmou que as mulheres não devem ser defendidas só por serem mulheres e citou a primeira-dama Michelle Bolsonaro, a quem tem usado para atingir o eleitorado feminino.

"Me acusa sem prova nenhuma. [...] Fui o governo que mais sancionou leis pelas mulheres. [...] Não cola mais. [...] Chega de vitimismo, somos todos iguais", disse. "Faz política, fala coisa séria, não fica aqui fazendo mimimi", completou.

Tebet respondeu que Bolsonaro destila ódio e é uma fábrica de fake news.

"Não vi o presidente da República pegar a moto dele e entrar em um hospital para abraçar uma mãe", disse ela, lembrando sua participação na CPI da Covid e as suspeitas de corrupção em compras de vacinas.

A candidata do MDB também criticou Bolsonaro ao prometer respeito à Constituição e aos Poderes. "Temos radicalização e desarmonia em função de termos um presidente que ameaça a democracia a todo o momento, não respeita a impressa livre, a independência do Supremo, do Poder Judiciário e do Legislativo. Precisamos trocar o presidente da República", disse.

Lula perguntou a Tebet sobre a CPI da Covid, e ouviu da senadora que "houve corrupção, tentativa de comprar vacina superfaturada".

"A corrupção é fruto de governos passados, Esse governo teve corrupção, como lamentavelmente teve o governo de vossa excelência", emendou a emedbista em crítica ao PT.

Lula respondeu que seu governo valorizou a Polícia Federal e tinha mecanismos de transparência. "Hoje qualquer coisinha é sigilo de 100 anos", disse em referência a Bolsonaro.

Luiz Felipe d'Avila (Novo) afirmou que "não vive da política e nem de governo" e citou Romeu Zema (Novo), em Minas, como exemplo de governo. Ele defendeu "cortar desperdício da máquina pública" e afirmou que o "Estado caro e ineficiente atrapalha a vida de quem trabalha".

D'Avila disse a Lula parecer que o PT não gosta de empresários e do mercado —os dois, no entanto, concordaram a respeito da necessidade de preservar a Amazônia. "Temos que olhar o mercado com juízo, porque ele vai ajudar o Brasil na questão do meio ambiente", disse D'Avila.

O petista perguntou ao candidato do Novo sobre mudança climática e desmatamento com a intenção de desgastar Bolsonaro. "Tivemos um ministro [Ricardo Salles] que dizia deixa a boiada passar."

Em outra passagem, d'Avila afirmou ser um absurdo chamar o agronegócio de fascista, em crítica a Lula.

Soraya disse que não comparecer ao debate seria uma covardia, em referência a Lula e Bolsonaro, que ameaçaram não participar. Ela defendeu o imposto único federal e disse ter um projeto liberal "de verdade, não no gogó".

A candidata da União Brasil prometeu isentar todos os professores do imposto de renda.

"Quem tem que dizer que o SUS é bom ou não não somos nós, que não usamos esse serviço, mas quem está na fila", disse Soraya a Tebet em pergunta sobre saúde.

Soraya ainda criticou o uso da religião na política e comparou Lula a Bolsonaro. "Ddizíamos sempre que o PT nos separava para conseguir manipular e manobrar todo mundo, esse governo está fazendo a mesma coisa."

Em reunião com assessores de todos os candidatos ficou acertado que não haveria plateia no estúdio, mas acompanhantes assistiram o debate em uma sala à parte. No local, o deputado André Janones (Avante-MG), apoiador de Lula, e Ricardo Salles (PL), apoiador de Bolsonaro, partiram para uma briga e foram separados por seguranças.

Líderes nas pesquisas de intenção de voto, Lula e Bolsonaro não ficaram lado a lado no debate, como estava previsto em sorteio. Pouco antes do início do programa, a pedido da segurança das duas campanhas, a ordem foi mudada. Ciro foi às redes reclamar da alteração do posicionamento no palco.

O debate ocorre na mesma semana em que candidatos à Presidência foram sabatinados no Jornal Nacional, da TV Globo. Bolsonaro participou na segunda (22), Ciro na terça (23), Lula na quinta (25) e Tebet na sexta (26).

Simone Tebet lamenta polarização entre Lula e Bolsonaro em fala final

A candidata a presidente da República Simone Tebet (MDB) lamentou, em suas considerações finais no debate presidencial, a polarização entre o atual chefe do Executivo, Jair Bolsonaro (PL), e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Falando do passado, alimentando o ódio, dividindo as famílias e polarizando o Brasil", afirmou. "Triste o Brasil que tem que escolher entre o petrolão e mensalão do PT e o escândalo de corrupção da educação e do orçamento secreto do atual governo", disse. Segundo ela, seu governo irá acabar com a fome, miséria e discriminação.

Candidato ao Senado, Moro alfineta Lula: 'Não há corrupção do bem'

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Candidato ao Senado, o ex-juiz da Lava Jato Sérgio Moro (União Brasil-PR) alfinetou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao comentar sobre corrupção no governo do Petista.

"O Lula se esquivou das perguntas. O petrolão e o mensalão não foram casos simples de corrupção, foram esquemas de desvio de dinheiro público que visavam a um projeto de poder. No mensalão, acórdão do Supremo disse que era um esquema destinado à compra de apoio parlamentar ao governo do Lula. O petrolão era o loteamento político das estatais para arrecadação de suborno para enriquecimento ilícito de políticos e financiamento ilegal de partidos. Então não foi algo que o governo do PT investigou ou permitiu que investigasse. Não foram casos pontuais de corrupção. Foi um esquema de corrupção sistêmico", disse Moro em entrevista ao jornal Estadão.

"Não existe uma corrupção do bem e uma do mal", disse Moro ao se referir à declaração de Lula que afirmou que orçamento secreto é pior que o mensalão.

domingo, 28 de agosto de 2022

Tebet se sai melhor, e Bolsonaro pior no 2º bloco, aponta pesquisa qualitativa com eleitores

A candidata Simone Tebet (MDB) teve o melhor desempenho no segundo bloco do debate deste domingo, de acordo com pesquisa qualitativa realizada pelo Datafolha com 64 pessoas em tempo real. Já Bolsonaro foi o pior, repetindo a posição que teve no primeiro bloco.

A maioria dos participantes, 37% ao todo, apontaram Tebet como quem se saiu melhor, em segundo lugar ficou Ciro Gomes (PDT) com 22%.

Já Jair Bolsonaro (PL) foi apontado como quem se saiu pior por 45% dos entrevistados. Luiz Felipe d'Avila (Novo) foi o pior para 16% e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para 14%.

No segundo bloco, jornalistas fizeram perguntas aos postulantes e escolheram um segundo candidato para comentar a resposta do concorrente.

A pesquisa não é representativa da população brasileira e visa mostrar a percepção de eleitores indecisos sobre seu voto ou que pretendem votar em branco ou nulo em outubro. Os participantes foram divididos em três salas virtuais e responderam perguntas por meio de um aplicativo.

Os participantes também classificaram a resposta dos candidatos no segundo bloco, em uma escala de péssimo, ruim, regular, bom e ótimo.

Assim como no primeiro bloco, Tebet e Ciro foram os mais bem avaliados, com 73% e 71% de ótimo e bom, respectivamente. Ambos tiveram 8% de ruim e péssimo. Lula teve 49% de ótimo e bom e 22% de ruim e péssimo.

Bolsonaro teve a pior avaliação com 32% de ótimo e bom e 34% de péssimo e ruim.