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Eduarda Campopiano relata soco no rosto durante tumulto em debate sobre aborto no campus; barraca foi depredada e equipamentos levados
Eduarda Campopiano relata soco no rosto durante tumulto em debate sobre aborto no campus; barraca foi depredada e equipamentos levados
Na tarde desta quarta-feira (4), a vereadora Eduarda Campopiano (PL), eleita em Praia Grande (SP), foi agredida fisicamente e teve seu celular furtado durante uma confusão no campus da USP.
O episódio ocorreu por volta das 13h30, quando a parlamentar acompanhava um evento organizado pelo vereador Lucas Pavanato (PL) no interior da universidade. Pavanato havia montado uma barraca com uma mesa para debater com estudantes a questão do aborto, questionando se a prática pode ser considerada assassinato, formato inspirado em modelos de debate público já adotados em outros países.
Segundo relatos dos participantes, durante cerca de duas horas e meia a conversa transcorreu sem incidentes com estudantes que se aproximavam do local para dialogar.
Por volta das 13h30, entretanto, um grupo de cerca de 50 pessoas entrou no perímetro e colocou uma caixa de som com volume alto, o que inviabilizou a continuidade das conversas e elevou a tensão no local.
A partir desse momento, houve empurra-empurra entre manifestantes e os integrantes da atividade, obrigando seguranças privados que acompanhavam os vereadores a escoltá-los para fora da área onde estava montada a tenda.
No meio da confusão, um dos manifestantes furtou o celular de Eduarda Campopiano e a atingiu com um soco no rosto, conforme relato dos parlamentares presentes. O aparelho foi posteriormente recuperado por um segurança que interceptou o suspeito.
Além da agressão física à vereadora e do furto do celular, os manifestantes teriam quebrado a barraca usada para o debate e levado equipamentos de gravação de vídeo do evento.
O carro do vereador estacionado próximo ao local também sofreu danos causados por pancadas durante o tumulto.
Após o episódio, a vereadora deve registrar boletim de ocorrência ainda nesta tarde. Até o fechamento desta reportagem, a USP não havia divulgado nenhuma posição oficial sobre o ocorrido.
Por Pedro Taquari - Diário do Poder
