Uma família viveu uma situação desesperadora durante o funeral de uma menina de 3 anos, na cidade de Villa de Ramos, no México. Camila Roxana Martinez Mendoza sentia dores de estômago, febre e náuseas, quando a sua mãe a levou a um pediatra. O médico disse que se tratava de um quadro de desidratação e recomendou que a menina fosse levada ao hospital.
Quando a garotinha foi levada à emergência, os enfermeiros tiveram dificuldade de encontrar as veias da menina para colocar o soro e dar oxigênio. Mais tarde, ela foi declarada morta.
No entanto, no dia seguinte, durante o velório, familiares perceberam que ela estava respirando dentro do caixão. A mãe da menina, Mary Jane Mendoza, notou que o vidro do caixão estava embaçando e viu que algo estava errado. Em seguida, a avó paterna percebeu que os olhos da menina estavam se mexendo.
Quando a família finalmente conseguiu tirar a criança dali, percebeu que ela estava com uma frequência cardíaca de 97 batimentos por minuto. A emergência foi chamada, mas quando a ambulância chegou, a criança já estava com apenas 35 batimentos por minuto.
O caso aconteceu em meados de agosto. Foto: El Universal
O quadro piorou a caminho do hospital, e ao chegar na unidade de saúde, ela foi declarada morta pela segunda vez. "Foi realmente aí que a vida da minha bebê acabou. Estamos arrasados, porque minha filha era uma muito alegre, se dava bem com todos, não distinguia as pessoas, temos muitas pessoas que nos apoiam porque ela era um amor", disse a mãe ao jornal El Universal.
Inconsolável, Mary Jane conta que houve descaso por parte do hospital: "Não fizeram nenhum eletrocardiograma. Eu peguei minha bebê no colo e ela me abraçou, senti a força nos bracinhos dela. Mas tiraram ela de mim e disseram 'Deixe que ela descanse em paz'".
"O que eu realmente quero é que a justiça seja feita, não tenho rancor contra ninguém. Só peço que os médicos, enfermeiros e diretores sejam trocados, para que isso não aconteça novamente", finalizou.