A hepatite autoimune, que causou a morte da jogadora de futsal Pietra Medeiros, que tinha 20 anos, é uma doença considerada rara, que atinge o fígado.
Pietra chegou a passar por uma cirurgia de transplante de fígado, mas não resistiu e morreu na última sexta-feira (20).
De acordo com o Instituto Brasileiro do Fígado (IBRAFIG), a hepatite autoimune atinge com mais frequência mulheres na faixa dos 30 anos. Mas a doença pode sim ocorrer em qualquer idade.
A hepatite autoimune se desenvolve em pessoas com predisposição genética e pode se desencadear por meio de contato com bactérias, vírus, medicamentos ou outros fatores relacionados ao ambiente.
Entre os sintomas, estão fraqueza, cansaço, mal-estar, dores abdominais e olhos amarelados. Na forma aguda pode causar náuseas, vômitos e pode levar à falência do fígado.
A doença é tratada com medicamentos imunossupressores, que irão diminuir a atividade do sistema autoimune e podem reverter a inflamação no fígado. Mulheres que convivem com a doença controlada podem engravidar, mas a gestação deve ser acompanhada com atenção, e também após o nascimento do bebê.