A Polícia Federal (PF) disse ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o presidente Jair Bolsonaro cometeu incitação ao crime ao associar a Aids à vacina contra a Covid-19.
Bolsonaro disse durante uma live nas redes sociais, em outubro de 2021, com supostos relatórios oficiais do Reino Unido, que pessoas vacinadas contra a Covid estariam desenvolvendo a Aids.
Autoridades de saúde e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) reforçaram que as vacinas são seguras. Antônio Barra Torres, presidente da agência, afirmou que nenhuma das vacinas usadas no Brasil aumentam a "propensão de ter outras doenças''.
Segundo o relatório enviado ao STF, a polícia federal disse que a conduta de Bolsonaro estimulou as pessoas, que assistiram a live, a não tomar a vacina contra covid. Ainda segundo o documento assinado pela delegada Lorena Lima, o presidente disseminou as informações falsas de maneira voluntária e consciente
A delegada pede ao ministro "para serem formalizados os respectivos indiciamentos nos presentes autos".