A professora Andriana Campanharo, de 43 anos, se tornou mãe em meio a um momento conturbado em sua vida. Aos 38 anos, ela e o marido planejaram a gravidez, mas enfrentaram dificuldades com dois abortos espontâneos. A solução para o casal foi o tratamento por fertilização in vitro (FIV). Mas, antes de iniciar o processo, o pai da mulher morreu de câncer e, em seguida, o marido também morreu, em um acidente de carro.
Mas ela conseguiu engravidar após, entre junho e julho de 2020, fazer uma primeira coleta de óvulos e espermatozoides, dando origem ao primeiro embrião, que foi congelado. Como era um menino, ela e o marido deram o nome de Benício.
Até que o marido morreu em um acidente a caminho de um supermercado. Mas ela não desistiu e alguns meses depois, em novembro de 2021, ela tomou a decisão de seguir adiante com o procedimento. Apesar do medo de uma nova perda, caso a FIV não funcionasse, Andriana teve confirmada a gravidez. Mas, a saudade do marido não cessou. "Queria muito que ele estivesse aqui, mas eu reuni forças e coragem de onde eu não tinha para seguir com essa maternidade solo. Em 29 de julho de 2022, finalmente ela deu à luz Benício, saudável e "parecido com o pai", como detalhou a mãe.