O presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participam, na noite deste domingo, do primeiro debate entre os candidatos à presidência que estão no segundo turno, transmitido pela TV Bandeirantes. Ao longo de três blocos, eles farão perguntas entre si, com direito a respostas, réplicas e tréplicas. Também deverão responder perguntas feitas por jornalistas. Dessa vez o formato mudou e os dois poderão caminhar livremente pelo palco enquanto respondem aos questionamentos. No primeiro turno, os presidenciáveis fizeram e ouviram perguntas de uma tribuna, sem circular pelo estúdio.
Na primeira pergunta feita aos dois, sobre como controlar o Orçamento e atender às necessidades, Bolsonaro voltou a acusar a bancada do PT de ter votado contra o projeto que viabilizava o Auxílio Brasil, porque o PT não gostaria de ajudar aos mais necessitados.
Lula pergunta a Bolsonaro quantas escolas técnicas e universidades o governo construiu. Bolsonaro começa respondendo a fala anterior do petista sobre Auxílio Brasil. Bolsonaro fala com o eleitor do Nordeste. Diz que o Auxílio Brasil triplicou o Bolsa Família. Objetivo é reduzir a distância entre Lula e ele na região.
Bolsonaro não respondeu pergunta de Lula sobre quantas universidades e escolas técnicas seu governo fez. Lula insiste, dizendo que o adversário não fez nada pela educação. Depois, Lula pergunta por que houve tanta demora para comprar vacinas. E se Bolsonaro não se sentia responsável por pelo menos parte das mortes na pandemia. Bolsonaro responde que não existia vacina em 2020 e todos que quiseram se vacinar se vacinaram.
Lula segurou o assunto pandemia durante um tempo. Bolsonaro respondeu e atacou o adversário. O ex-presidente subiu o tom e disse que Bolsonaro foi negligente e não tem na história do mundo ninguém que tenha brincado com a pandemia como ele. Que virou vendedor de um remédio que não servia para nada.
O presidente Jair Bolsonaro tentou, outra vez, associar o ex-presidente Lula a líderes de facção criminosa, afirmando que o petista, à época de seu governo, se negou a transferir o criminoso Marcola para uma prisão de segurança máxima. Bolsonaro questionou ao adversário se seria por “amizade, simpatia ou um grande acordo” com Alckmin, seu candidato a vice, que à época era governador.
“Por que você não transferiu Marcola em 2006? Já que tinha um pedido do MP estadual para fazer isso? Era simpatia, amizade ou um grande acordo naquele momento juntamente com seu vice atualmente, Geraldo Alckmin?”, perguntou.
Lula afirmou que não havia um pedido para a transferência do criminoso e que se houvesse, seria acatado por seu governo. O petista também disse que construiu cinco presídios de segurança máxima no país durante o seu governo e ressaltou que Bolsonaro não construiu nenhum.
“O candidato sabe que quem cuida de crime organizado não sou eu. Eu se tivesse pedido para transferir a gente transferia porque fui eu que fiz prisão de segurança máxima. Cinco. […] mas o dado concreto é o seguinte: você está falando com um cara que fez cinco presídios de segurança máxima nesse país. Quanto você fez? Nenhum”, respondeu.
Os candidatos Lula relembraram dois episódios que marcaram o primeiro ano de pandemia no Brasil. De um lado, Lula apontou Bolsonaro por ter imitado pacientes com falta de ar. Do outro, Bolsonaro recuperou a entrevista em que Lula agradeceu à natureza pelo coronavírus — o “monstro” capaz de mostrar a importância do Estado.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) enalteceu decisão do ministro Alexandre de Moraes, que determinou a remoção de vídeos da campanha de Lula que reproduziram fala do chefe do Executivo sobre venezuelanas, para afirmar que não dissemina fake news e rebater as acusações de pedofilia. Bolsonaro destacou trechos da decisão que afirmam que as postagens se “descolam da realidade por meio de inverdades” e que as falas estavam “descontextualizadas”.
“O seu programa, influenciado por Gleisi Hoffmann, me acusou de pedofilia, tentando me atingir no que eu tenho de mais sagrado: defesa da família brasileira, defesa das crianças. Ato contínuo, o que aconteceu no dia de hoje, o senhor Alexandre de Moraes dá uma sentença contrária a essas fake news, a essas mentiras”, afirmou Bolsonaro.
Redação O Otimista