Vítima teria sido morta por vingança, por ser suspeita de participar da execução de três policiais militares, no dia anterior, em Fortaleza
O ex-policial militar do Ceará Wandson Luiz da Silva vai sentar no banco dos réus, nesta terça-feira (18), pelo assassinato de Alisson Rodrigo da Silva Rodrigues, ocorrido em agosto de 2018, na Praça Nossa Senhora de Fátima, em frente à Igreja de Fátima, em Fortaleza. Ele também é acusado de integrar um grupo de extermínio.
A vítima teria sido morta por vingança, por ser suspeita de participar da execução de três policiais militares, no dia anterior.
O ex-PM foi pronunciado pela Justiça Estadual (isto é, levado a julgamento) por homicídio qualificado (mediante promessa de recompensa e por recurso que dificultou a defesa da vítima), em decisão proferida no dia 14 de dezembro do ano passado.
Vítima era suspeita de matar PMs
Alisson Rodrigo da Silva Rodrigues foi executado com 16 tiros, na Praça Nossa Senhora de Fátima, em frente à Igreja de Fátima, na Avenida 13 de Maio, no Bairro de Fátima, em Fortaleza, na tarde de 24 de agosto de 2018.
Conforme a acusação do Ministério Público do Ceará (MPCE), Alisson Rodrigo tinha ido à Praça, junto do pai, para almoçar. Ele estava desde a noite anterior na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil do Ceará (PC-CE), onde se apresentou para negar ter participado do assassinato de três policiais militares, no bairro Vila Manoel Sátiro, naquele dia 23.
Três policiais militares foram mortos a tiros enquanto comiam e bebiam em um bar, na Vila Manoel Sátiro, em agosto de 2018
Três policiais militares foram mortos a tiros enquanto comiam e bebiam em um bar
A vítima, Alisson, compareceu no DHPP porque pretendia prestar espontaneamente os esclarecimentos que se fizessem necessários, até mesmo diante do risco que sentia estar correndo de ser morta por pessoas, inclusive policiais militares que estariam tendo acesso àquelas informações que, eventualmente, pretendessem retaliar as recentes mortes de colegas de farda, sem aguardarem o adequado esclarecimento dos fatos e a identificação dos reais culpados.
O homicídio foi cometido por três homens, sendo que Wandson Luiz foi identificado como um deles. A Polícia suspeita que os outros criminosos também eram policiais militares, mas não conseguiu identificá-los.
O ex-policial militar Wandson Luiz foi preso em flagrante, junto de um PM da Ativa, em novembro de 2020, por um sequestro ocorrido em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), em uma ação da Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD).
Wandson Luiz também responde a processos por Crimes do Sistema Nacional de Armas e violência contra a mulher, na Justiça Estadual. Ele foi demitido da Polícia Militar do Ceará (PMCE), por decisão da CGD, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) em 7 de novembro de 2018.
Três PMs foram executados em bar
O ataque criminoso vitimou o 1º sargento José Augusto de Lima, de 58 anos, o 2º tenente Antonio Cezar Oliveira Gomes, 50, e o subtenente Sanderley Cavalcante Sampaio, 46. Apenas o último estava na Ativa da Polícia Militar e, no momento do crime, estava de folga. Os outros dois militares integravam a Reserva Remunerada.
Seis suspeitos de participar do triplo homicídio foram presos nas horas seguintes e um morreu em confronto com a Polícia. A ordem para o crime teria partido de um detento do Sistema Penitenciário. O processo tramita sob sigilo de justiça.
Com Pinheirinho Net