sexta-feira, 21 de outubro de 2022

Indecisos e os que votam em branco ou nulo podem definir o próximo presidente

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Com Bolsonaro (PL) e Lula (PT) aparecendo na mais recente pesquisa no limite máximo para um empate técnico, as atenções se voltam para o contigente de eleitores que podem, efetivamente, ditar o resultado desta eleição: aqueles que ainda estão indecisos (1%) e os que declaram votar nulo ou branco (4%)

A nove dias do segundo turno da eleição presidencial, eleitores que optam pelo voto branco, nulo, ou ainda estão indecisos somam 5% do total, segundo pesquisa Datafolha divulgada na noite da última quarta-feira (19). No levantamento publicizado uma semana antes, brancos e nulos totalizavam 5% e indecisos, 1%.

O percentual pode até parecer inexpressivo, mas não é. Num cenário acirrado como o que se dá atualmente, estes eleitores podem ser os responsáveis pela definição de quem comandará os rumos do País nos próximos quatro anos.

Pela primeira vez nesta disputa eleitoral, Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecem com intenções de votos no limite máximo para um empate técnico. No caso da pesquisa Datafolha mais recente, Lula detém 49% dos votos totais, diante de 45% do concorrente. Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, Lula pode ter de 47% a 51% das intenções, enquanto Bolsonaro, de 43% a 47%.

Ainda que segundo o instituto de pesquisa este seja um cenário considerado estatisticamente improvável no momento, os candidatos se encontram com a possibilidade de ambos terem 47%.

Passa a ocupar o centro do palco, então, este contingente de indecisos, e de eleitores determinados a presionar o chamado “voto de protesto”, que passam agora a ter o poder de definir o pleito.

A situação fica mais clara quando se leva em consideração outro dado apontado pela pesquisa. Entre os que declaram voto em Lula, 94% se dizem certos do seu voto (antes eram 95%); enquanto 95% dos que declaram voto em Bolsonaro respondem o mesmo (antes eram
94%). Ou seja, estes eleitores estão decididos e não cogitam “virar o voto”, nem para um lado nem para o outro. Já entre aqueles que afirmam que pretendem votar branco ou nulo, o nível de certeza é menor: 79% se dizem totalmente decididos e 21% afirmam que ainda podem mudar de ideia.

Válidos
Também foi questionado aos eleitores voláteis, aqueles que ainda podem mudar de decisão, o que fariam caso alterassem sua intenção de voto. Os resultados mostram que 61% teriam como “Plano B” o voto nulo ou em branco; 16% optariam por Lula e 20% por Bolsonaro. Outros 3% dizem não saber.

Na rodada anterior da pesquisa, 68%  afirmavam ter como alternativa anular ou votar em branco, 16% migrariam para Lula e 14% escolheriam Bolsonaro. Outros 2% estavam indecisos.

Para chegar aos votos válidos, que são os números considerados para declarar o vencedor do pleito, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) elimina da conta final os brancos e nulos. No caso das pesquisas eleitorais, também são desconsideradas as intenções dos que se declaram indecisos.

Curiosamente, a pesquisa também indica a possibilidade de empate técnico entre Lula (52%) e Bolsonaro (48%), na leitura dos votos válidos.

O Otimista foi ouvir eleitores que fazem parte deste cobiçado grupo. Tanto para conhecer suas histórias quanto apresentar suas motivações. É o que você vai encontra na próxima página, na segunda parte desta reportagem especial.

O Otimista

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Faça seus comentários com responsabilidade, não nos responsabilizamos por comentários de terceiros.