terça-feira, 17 de janeiro de 2023

Justiça decide se mantém prisão de médico acusado de estupro de pacientes e pornografia infantil

Médico, que foi preso na segunda (16) e está no Presídio de Benfica, está sendo investigado por pedofilia e violência sexual contra pacientes
A Justiça do Rio de Janeiro deve se mantém a prisão do médico anestesista Andres Eduardo Oñate Carrillo, nesta terça-feira (17). A audiência de custódia deve acontecer durante a tarde.

O médico, que foi preso na segunda (16) e está no Presídio de Benfica, está sendo investigado por pedofilia e violência sexual contra pacientes. Testemunhas do caso devem prestar depoimento na Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), no Centro do Rio de Janeiro.

“A identificação das vítimas foi possível em razão das informações de metadados existentes nos vídeos onde aparecem os estupros. Os hospitais também colaboraram, passando informações. As características das vítimas, horário e, conjugando com as informações dos metadados, foi possível identificar as vítimas. E foram chamadas à delegacia para depoimento, onde elas confirmaram a identificação e ficaram cientes do estupro”, destacou o delegado Luiz Henrique Marques.

Carrillo é suspeito de estuprar pacientes sedadas em hospitais das redes pública e particular. A Polícia Civil informou que ele tinha o hábito de filmar o ato do crime e colecionar as imagens.

Cenas de abuso
O colombiano responde também a inquérito por produção e armazenamento de cenas de abuso infantojuvenil. Foram encontrados nos equipamentos eletrônicos do médico mais de 20 mil arquivos com imagens de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes. “A análise do material chamou a atenção pela gravidade e quantidade de arquivos, que incluíam até bebês com menos de um ano de vida”, informou a polícia, em nota.

As investigações começaram em dezembro de 2022, com o compartilhamento de informações entre o Serviço de Repressão a Crimes de Ódio e Pornografia Infantil (Sercopi) da Polícia Federal com a Inteligência do 2º Departamento de Polícia de Área (DPA) da Polícia Civil.

Os próximos passos da investigação incluem levantar todas as unidades em que o médico trabalha para encontrar novas possíveis vítimas, além de analisar o material apreendido. Em julho do ano passado, o anestesista Giovanni Quintella Bezerra foi preso após estuprar uma mulher durante o parto no centro cirúrgico do Hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Ele está preso e a justiça negou o habeas corpus em novembro.

GCMais

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