Uma escola estadual do município de Várzea Grande (MT) vem se mobilizando contra uma tentativa de militarização liderada pelo governo do estado.
Na noite da segunda-feira 23, houve um desentendimento entre integrantes da Escola Estadual Adalgisa de Barros e agentes da Polícia Militar durante uma audiência pública que tinha como objetivo votar a proposta para que forças da segurança pública do estado assumam a gestão escolar.
Em um vídeo que circula nas redes sociais, é possível ver o momento em que uma mulher tenta impedir a explanação de um PM e é contida por demais agentes. O levante foi feito por Leiliane Cristina Borges, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), e também da subsede sindical em Várzea Grande.
A militarização das escolas no estado segue a Lei 11.273/2020, sancionada pelo governador Mauro Mendes (DEM), que regulamenta a criação ou a transformação de escolas públicas em unidades da Polícia Militar ou do Corpo de Bombeiros.
O que dizem as instituições
Após o episódio, instituições que representam estudantes e professores se manifestaram em apoio à escola. “O incidente demonstra que a comunidade escolar sabe que a militarização não é positiva para os alunos. É preciso respeitar o conhecimento local”, declarou a presidente da Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), Jade Beatriz.
“A Ubes sempre esteve na linha da defesa dos estudantes e da desmilitarização. Defendemos uma escola democrática, plural e que abrace a diversidade dos estudantes”, completou.
Carta Capital