domingo, 19 de maio de 2024

Rio Grande do Sul! Entenda como funcionará as “cidades provisórias”

O governo do Rio Grande do Sul se mobilizou para estabelecer “cidades temporárias” em quatro municípios do estado, que abrigam mais de 65% da população atualmente desabrigada devido às graves enchentes que atingiram quase todo o estado do Rio Grande do Sul.

O termo “cidade temporária” é utilizado apenas para ajudar a entender como funcionará o abrigo, uma vez que as cidades possuem outras funções além da residência, como lazer, trabalho e estudo, diferentes dessas estruturas provisórias.

A localização das instalações precisa ser próxima aos pontos de referência da população local, perto dos postos de trabalho e da vizinhança, para que não se perca o senso de comunidade local.

“É importante que o local respeite as necessidades de privacidade das pessoas. No primeiro momento, é aceitável, mas, conforme o tempo passa, a necessidade de um espaço reservado aumenta”, afirma Renato Lima, diretor do CENACID — Centro de Apoio Científico em Desastres e especialista-consultor da ONU para o tema desastres ambientais e naturais.

Cada país desenvolve sua estrutura segundo os recursos disponíveis e a infraestrutura local. Conforme Renato Lima, durante o terremoto do Haiti em 2010, abrigos em praças públicas chegaram a receber 50 mil pessoas em tendas comunitárias. Já em países como os Estados Unidos, os padrões são outros.

Cada país desenvolve as suas próprias estruturas com base nos recursos disponíveis e nas infraestruturas locais. Durante o terremoto de 2010 no Haiti, abrigos em praças públicas abrigaram 50 mil pessoas em tendas comunitárias.

A “cidade temporária” contará com quartos familiares e também áreas comuns como banheiros com duchas, cozinhas, lavanderias e espaços dedicados para crianças e animais de estimação.

Normalmente, os países constroem abrigos em locais com estruturas necessárias, como estádios de futebol e escolas. Em Porto Alegre, a área escolhida foi Porto Seco, localizada na zona norte da cidade.

“O padrão previsto pelo Rio Grande do Sul está conforme os padrões estabelecidos para desastres deste porte”, finaliza Lima. As instalações serão distribuídas nos municípios mais afetados: Porto Alegre, Canoas, São Leopoldo e Guaíba.

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