Foto: Reprodução/Instagram/cnbctv18india/Vídeo: Reprodução
Um homem desenterrou o esqueleto da própria irmã para provar a morte dela diante de funcionários de um banco rural no estado de Odisha, na Índia. O objetivo era conseguir sacar um valor depositado na conta da mulher morta.
Um homem desenterrou o esqueleto da própria irmã para provar a morte dela diante de funcionários de um banco rural no estado de Odisha, na Índia. O objetivo era conseguir sacar um valor depositado na conta da mulher morta.
O episódio ocorreu na vila de Mallipasi, na segunda-feira (27), quando Jitu Munda levou os restos mortais até a agência bancária como forma de evidência. Segundo informações da polícia, a irmã do homem havia morrido cerca de dois meses antes e possuía aproximadamente 19.300 rúpias (cerca de R$ 1.020) depositadas na instituição.
De acordo com o relato das autoridades, Munda procurou o banco inicialmente para retirar o dinheiro, mas teve o pedido negado. Funcionários informaram que, por estar em nome da irmã, o valor só poderia ser liberado mediante apresentação de documentos, incluindo certidão de óbito e outros comprovantes legais.
Sem compreender o procedimento, o homem, descrito como analfabeto, decidiu abrir o local onde a irmã havia sido enterrada, recolheu os ossos em um saco e os apresentou diretamente aos funcionários como prova de falecimento.
A reação dentro da agência foi de susto. Funcionários ficaram alarmados ao ver o esqueleto e acionaram a polícia, chegando a se trancar dentro do prédio por um período. O caso rapidamente atraiu a atenção de moradores da região, que se dirigiram ao local para acompanhar a situação.
Equipes policiais foram enviadas ao banco e, após conversa com o homem, conseguiram convencê-lo a retornar os restos mortais ao local de sepultamento adequado. O material foi então novamente enterrado.
Como é o post?
O vídeo circula em plataformas como X, Instagram e Facebook, com legendas que afirmam que um homem teria levado o esqueleto da irmã até uma agência bancária para comprovar sua morte e sacar cerca de 20 mil rúpias indianas, valor equivalente a pouco mais de mil reais, na cotação atual.
As imagens mostram Jeetu Munda, de 50 anos, morador da vila de Dianali, no distrito de Keonjhar, carregando os restos mortais da irmã mais velha, Kalara Munda, de 56 anos. Ela havia morrido cerca de dois meses antes, após uma doença, e o dinheiro na conta era fruto da venda de gado, segundo a imprensa local. Como ela não tinha outros herdeiros legais, ele tentava acessar o valor depositado em seu nome.
Depois da repercussão surgiram dúvidas sobre a autenticidade das imagens. “O Globo” submeteu o vídeo a uma análise da plataforma Hive Moderation, usada para detectar conteúdos manipulados por inteligência artificial, que apontou baixa probabilidade de o vídeo ter sido gerado por IA ou deepfake: apenas 1,3%, indicando que o conteúdo é provavelmente autêntico.
Por que é #FATO?
O episódio realmente aconteceu na agência de Maliposi do Odisha Grameen Bank, um banco rural regional que opera com patrocínio do Indian Overseas Bank (IOB), uma das principais instituições financeiras públicas da Índia, fundada em 1937 e nacionalizada pelo governo em 1969.
Odisha é um estado no leste indiano, e Keonjhar é um distrito majoritariamente rural, com forte presença de comunidades tribais e população de baixa renda. Jeetu Munda, descrito pela polícia como um homem tribal analfabeto, disse que foi repetidas vezes ao banco tentar sacar o dinheiro da irmã, mas não conseguiu concluir o processo porque não tinha a documentação exigida, segundo o jornal Telegraph India.
Segundo ele, funcionários teriam insistido que ele apresentasse a titular da conta. “
“Embora eu lhes dissesse que ela havia falecido, eles não me deram ouvidos”, afirmou ao India Today. Frustrado, ele decidiu desenterrar os restos mortais da irmã e levá-los até a agência como forma de comprovar o óbito.
O inspetor responsável pela delegacia de Patana, Kiran Prasad Sahu, afirmou que o problema envolveu falha de comunicação. Segundo ele, Jeetu não compreendia o processo legal para saque de valores de uma pessoa falecida e os funcionários do banco também não conseguiram explicar adequadamente como funcionava a sucessão bancária naquele caso.
O que disse o banco?
Após a repercussão, o Indian Overseas Bank publicou um esclarecimento oficial, negando que funcionários tenham exigido a presença física da cliente morta.
“Contrariando certos relatos da mídia, os funcionários do banco não exigiram a presença física de um cliente falecido para saque”, afirmou a instituição por meio de uma publicação no X.
R7/g1