quinta-feira, 7 de julho de 2022

“Se não sou eu, esse Brasil já estava no buraco”, diz Bolsonaro

Em conversa com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, na manhã desta quinta-feira (7/7), o presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que a situação econômica do país vai bem, e citou medidas tomadas pelo governo às vésperas da eleição.

“Os combustíveis estão caindo bastante. Ninguém me culpa agora, né? Cai combustível, cai inflação também. Não temos desabastecimento, não temos problemas internos, não temos terrorismo aqui, não tem mais o MST. Nós botamos o MST lá embaixo sem usar a violência, titulando terras para eles”, disse Bolsonaro, em vídeo publicado no YouTube por um canal simpatizante.

Segundo o presidente, aos poucos, os brasileiros entendem que a solução dos problemas não vem “no grito” nem “na demagogia”. “Não é prometendo o paraíso para todo mundo, como a esquerda sempre promete, que a gente pode sonhar com um Brasil melhor. O Brasil não é mais do futuro, é do presente. Se não sou eu, esse Brasil já estava no buraco”, prosseguiu.

Metrópoles

Aqui é meu palácio’: ex-repórter, diretor de presídio mora em cadeia no RN

Todos os dias, entre o fim da tarde e início da noite, Márcio do Carmo de Morais, 44, entra no seu quarto para descansar. Pequeno e de paredes brancas, o espaço abriga geladeira, ar-condicionado, armário, TV e uma cama de solteiro. Numa prateleira estão livros como “O Bandido da Chacrete”, sobre a trajetória de um dos fundadores da facção Comando Vermelho, e “Cobras e Lagartos”, que conta a história do PCC (Primeiro Comando da Capital). “Aqui é meu palácio”, diz.

À primeira vista, o espaço lembra uma quitinete. Entretanto, basta colocar os pés do lado de fora para notar que o endereço é outro: a Penitenciária Agrícola Dr. Mário Negócio, cravada na área rural de Mossoró (RN).

No pavilhão onde estão os detentos, um burburinho corria entre as grades na segunda (4), quando o TAB esteve por lá. A voz de Morais se impõe. Com 1,65 m e bochechas coradas, diz alto a palavra-chave: “procedimento”. De imediato, os presos se sentam e levam as mãos à cabeça. Na saída, dá a ordem para liberá-los (“à vontade!”), todos se levantam e seguem com suas rotinas dentro dos cubículos. “O silêncio reina”, relata.

Ao lado do quarto de Morais ficam celas antigas, desativadas. À frente, uma área administrativa. Desde setembro de 2019, ele é o diretor da penitenciária de 600 hectares e hoje tem 619 detentos sob sua tutela. Antes de ocupar o cargo — e de passar sua semana dormindo no mesmo prédio em que os presos —, ele passou parte da vida em redações de jornal.

Com informações do UOL

Desaparecimento de educadora física completa 3 meses; polícia ouve 34 pessoas, em Sobral

O desaparecimento da educadora física Viviane Madeira Silva, de 27 anos, vista pela última vez em uma festa no Bairro Dom Expedito, em Sobral, no interior do Ceará, completou três meses nesta quinta-feira (7).

Segundo a Polícia Civil, até o momento, 34 pessoas foram ouvidas durante as investigações, que estão a cargo da Delegacia Regional de Sobral.

Uma câmera de segurança da casa de shows registrou Viviane no local antes de desaparecer. Nas imagens, disponibilizadas pela Polícia Civil cinco dias após o sumiço, a educadora física é vista saltitando. A jovem levanta os braços, como se fosse dar um abraço em alguém, e fica encoberta por uma coluna.

Conforme a polícia, as imagens apuradas durante as investigações foram cedidas ao núcleo da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), que realiza análise dos conteúdos.

" As diligências contam com o apoio da Polícia Militar do Ceará (PMCE) e de equipes especializadas em buscas e do canil do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará (CBMCE), das unidades de Sobral e Fortaleza. Já foram realizadas buscas em possíveis locais que a vítima tenha passado", falou a polícia.

Ainda de acordo com a corporação, as investigações seguem em uma fase sigilosa, desta forma, mais informações só podem ser divulgadas em momento oportuno para não atrapalhar os trabalhos policiais.

Viviane trajava uma calça jeans e uma blusa de crochê de cor laranja quando foi vista pela última vez. Não há informações se ela saiu da festa acompanhada da festa.

Clima de medo

Uma fonte que acompanha o caso, que não quer se identificada por questões de segurança, conversou com o g1 no dia 8 de junho, quando o desaparecimento da jovem completou dois meses sem respostas e falou sobre o clima de medo em torno do caso, além dos julgamentos enfrentados pela família.

Segundo a fonte ouvida pelo g1, há um clima de medo entre familiares e amigos devido à falta de informações sobre o paradeiro de Viviane. A família da vítima ainda enfrenta julgamentos e comentários dos moradores da cidade. "Meio que tentam justificar de todas as formas o desaparecimento", disse uma pessoa próxima à Viviane.

G1

Operações da PF miram quadrilha que criou criptomoeda para lavar ouro de garimpo

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 7, três operações simultâneas, em sete Estados, para combater crimes de extração e comércio ilegais de ouro no norte do País, lavagem de dinheiro, receptação qualificada, corrupção e organização criminosa. Batizadas 'Ganância', 'Golden Greed' e 'Comando', as ofensivas cumprem, ao todo, 82 mandados de busca e apreensão e cinco ordens de prisão preventiva.

Os mandados de segregação cautelar foram expedidos no âmbito da Operação Ganância pela 3ª Vara Criminal da Justiça Federal de Porto Velho, em Rondônia. O juízo ainda determinou que os agentes vasculhem 65 endereços nos Estados de Pará, Goiás, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Acre e determinou o bloqueio dos bens dos investigados até o limite de R$ 2 bilhões.

As investigações tiveram início em fevereiro de 2021 após uma denúncia de que empresas de Porto Velho, do ramo da Saúde, estariam lavando dinheiro de valores recebidos em licitações fraudulentas.

Após as primeiras diligências, a PF verificou que os recursos ilícitos injetados nas companhias eram oriundos de garimpo ilegal, praticado, pelo menos, desde 2012 pelos líderes da organização criminosa.

Os investigadores então conseguiram revelar uma movimentação de quantias bilionárias pelo grupo sob suspeita, com depósitos e saques milionários em espécie, empresas de fachada e transferências bancárias entre envolvidos.

Para lavar o dinheiro, a quadrilha usava diferentes mecanismos, sendo que chegou a criar um criptoativo próprio em uma das empresas, para justificar os valores advindos da extração ilegal do ouro, como se fossem investimentos de terceiros interessados em receber dividendos.

A análise bancária da Polícia Federal apontou que, entre entre 2019 e 2021, o grupo movimentou mais de R$ 16 bilhões em suas contas bancárias.

"Foi possível demonstrar que a mineradora investigada 'esquentava' o ouro extraído ilegalmente de outros garimpos da região norte do país utilizando-se de licenças ambientais inválidas e extrapolando os limites da licença de pesquisa e da guia de utilização que possuía para o local. Estima-se que o rendimento da empresa tenha sido de R$ 1,1 bilhão", registrou a corporação.

Ainda de acordo com a corporação, o valor do impacto ambiental em apenas um dos garimpos identificados na operação foi estimado em cerca de R$ 300 milhões. Em tal garimpo, a área impactada pelos danos relativos à extração de ouro, 'cumulativos e potencialmente irreversíveis', chegaram a 212 campos de futebol, diz a PF.

Já no âmbito da Operação Golden Greed, os policiais cumprem 17 mandados de busca e apreensão, inclusive contra servidores da Agência Nacional de Mineração do Pará.

As diligências são realizadas nos Estados do Acre, Goiás, Pará, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul para aprofundar apuração sobre quadrilhas que atuam na extração e comércio ilegais de ouro no Pará.

A ofensiva é realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União e foi aberta por ordem da Justiça Federal em Jundiaí (SP).

Foram determinadas a apreensão de dezenas de veículos e máquinas utilizadas na extração de ouro; o sequestro de cinco aeronaves e um helicóptero; o bloqueio de contas dos investigados até o valor de R$ 1,1 bilhão; e a suspensão das atividades de mineradora sob suspeita.

A Operação Combate é resultado de uma apuração que mirava uma quadrilha especializada no tráfico internacional de cocaína com transporte com aviões, em um trajeto que partia da região fronteiriça do Mato Grosso do Sul com o Paraguai, com destino a Jundiaí.

No entanto, com a identificação de uma das aeronaves usadas pelo grupo, a PF localizou o hangar usado para o tráfico no interior paulista, sendo que, após a prisão do fornecedor das drogas no Paraguai, o local passou a ser usado para outro esquema de transporte sob suspeita, o de ouro.

Segundo as investigações, o minério era transportado do Pará para São Paulo, utilizando o mesmo hangar, cujo administrador estava sendo investigado. A PF então identificou pilotos, aeronaves, intermediários e mineradoras envolvidas no esquema, tendo realizado diversas apreensões de ouro extraídos e comercializados de forma ilegal.

Na etapa ostensiva realizada nesta manhã, os agentes cumprem cinco mandados de busca e apreensão, em Goiás e no Pará. As ordens foram expedidas pela 2ª Vara Federal de Jundiaí.

Oportunidades: Clínica em Camocim está admitindo profissionais

Recebimento de currículos de formal pessoal na clínica nos horários de 8:30 a 12:00 e da 14:30 a 17:00.

Em reabilitação, Sérgio Hondjakoff é flagrado em supermercado

Foto: Rafael Capovilla
O ator Sérgio Hondjakoff foi flagrado em um supermercado em Sorocaba, em São Paulo, e chegou a posar com fãs no local.

O ator, famoso como ‘Cabeção’ de Malhação, está em reabilitação contra as drogas e ficou feliz em ser reconhecido. A saída de Sérgio foi acompanhada por um profissional da clínica onde ele está em tratamento.

Nesta quarta (6), Sérgio foi transferido para outra clínica. O ex-Polegar, Rafael Ilha, foi quem levou o ator para a nova reabilitação com autorização da família.

Walter Casagrande solta o verbo e expõe motivo de saída da Globo

Foto: Reprodução SporTV
Walter Casagrande, que anunciou nesta quarta-feira (6) a saída da Globo após 25 anos, soltou o verbo sobre o motivo que o fez deixar a emissora.

Crítico, Casagrande disse que se sentiu isolado dentro da emissora ao não ter mais eco em seus posicionamentos. “Hoje, não só a Globo, quase todos os lugares ficam pautados em cima das redes sociais. A rede social é uma guerra lá dentro, as pessoas e emissoras estão preocupadas com seguidores e pessoas que falam de um determinado assunto popular demais, que não interessa de forma social ou política, e isso não faz parte do meu perfil. Gosto de me posicionar politicamente e falar sobre a sociedade. Gosto de me colocar nas polêmicas dentro do próprio esporte como homofobia, machismo, assédio sexual e estupro. Tem jogador que estuprou uma menina, o Robinho, e tá na praia, no Guarujá”, disse em entrevista ao Uol.

“O mundo está desse jeito, não é a questão da Globo. O meu caminho da separação com a TV Globo começou quando percebi que as minhas posições não tinham mais eco lá dentro, eco de companheiros. Antes existia continuidade no meu posicionamento, na minha crítica, e não tinha mais esse eco. Vocês escreviam o que eu falava, as minhas críticas, externamente se falava isso, mas internamente não. Eu acho que no final pesou pro meu divórcio, não é uma crítica porque as pessoas não são obrigadas a serem iguais. Isso é coisa minha”, afirmou.

Questionado se sentia isolado na emissora, Casão disse: “Eu nunca fui censurado. Nunca me falaram nada. O que eu senti foi que meus posicionamentos sociais, políticos, dentro da TV Globo não tinha mais eco interno, de meus companheiros, e antes tinha. Percebi que eu precisava parar ou diminuir isso. Eu tenho um estilo de vida, uma personalidade, característica como pessoa, que não deixo passa batido coisas importantes na sociedade ainda mais onde vivemos hoje. Participei da Democracia Corinthiana com 18 anos. Jogador de futebol tem que falar e colocar sua voz em prática. O futebol é o esporte mais popular do país e precisam falar coisas úteis, não é só festa e iate, a vida do povo brasileiro não é em mansão, não é andando de Ferrari. Nosso povo está passando fome, e o jogador de futebol atual ostenta nas redes sociais do que falar coisas e cobrar situações, se colocar como solidário. Falar alguma coisa pra população saber que eles existem. O futebol faz com que o torcedor raiz não se sinta pertencente àquilo”, concluiu.

Trabalhador cai de edifício e atinge pedestres na av. Morumbi, em SP

Um trabalhador caiu de uma altura de cerca de 10 metros sobre dois pedestres em um edifício residencial no bairro do Itaim Bibi, na zona sul de São Paulo, na manhã de desta quinta-feira (7).

Segundo o Corpo de Bombeiros de São Paulo, o caso foi registrado no número 8860 da avenida Morumbi por volta das 10h.

O homem que caiu do prédio foi levado com múltiplas fraturas e em parada cardíaca ao Pronto-Socorro do Campo Limpo.

Uma das vítimas atingidas na queda, um homem, foi levada ao Hospital Universitário com fraturas.

A outra, que não teve estado de saúde ou ferimentos revelados, foi socorrida pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

Madrasta confessa aos filhos ter envenenado e matado enteada

Foto: Reprodução/RJ2 Globoplay
Cíntia Mariano Dias Cabral, presa por suspeita de matar a enteada Fernanda Cabral envenenada e tentar matar o enteado Bruno Cabral no Rio de Janeiro, assumiu para os filhos a autoria do crime. Após o laudo pericial que comprovou o envenenamento de Fernanda, a filha de Cíntia decidiu falar com a imprensa. O laudo deve justificar um pedido de prisão preventiva, em lugar da temporária em vigor.

"Meu irmão me mandou mensagem falando que conversou com ela e ela assumiu. Ela também assumiu para mim. Eu decidi falar pela Fernanda. Acho que as pessoas têm que pedir por justiça, que ela pague por tudo que fez", afirmou a filha de Cíntia em entrevista ao RJ2.

Ela contou que não desconfiou que a mãe tivesse relação com a morte de Fernanda, mas disse ter suspeitado quando Bruno, irmão de Fernanda de 16 anos, começou a apresentar os mesmos sintomas.

"No caso do Bruno, aconteceu o almoço, né? Na hora, ali, a gente não desconfiou, mas achou estranho ela ter pego o prato, né? Aí eu fui dormir. Quando acordei, acordei com a ligação de que eles estavam no hospital e que o Bruno estava no mesmo estado da Fernanda", disse a jovem que pediu para não ser identificada.

Bruno contou que começou a passar mal após um jantar preparado pela madrasta. Ele chegou a se queixar do sabor amargo do feijão e notar fragmentos azuis na comida.

Entenda o que é Anomalia de Ebstein, condição da filha de Juliano Cazarré

Foto: Reprodução/Instagram
O ator Juliano Cazarré, que vive o personagem Alcides, na novela Pantanal, publicou em seu Instagram a primeira imagem da filha Maria Guilhermina. O ator revelou que a recém-nascida precisou passar por uma cirurgia após o parto, por causa de uma doença rara, a Anomalia de Ebstein. A anomalia ocorre por conta de uma má formação de uma válvula do coração e é considerada grave, mas costuma ser rara e afetar tanto meninos, quanto meninas.

"Maria Guilhermina chegou com um coração especial, dilatando também os nossos corações e os de todos ao seu redor! A cirurgia correu bem, ela está estável e segue se recuperando e recebendo os melhores cuidados", disse Juliano.

Esse problema permite que o sangue volte ao átrio e provoque uma espécie de congestionamento, que pode causar alterações como insuficiência cardíaca congestiva, retorno do fluxo sanguíneo, acúmulo de líquido nos pulmões e fluxo insuficiente de sangue vermelho para o corpo.

"Queremos, antes de mais nada, agradecer o apoio constante, o carinho e as orações, que têm sido fundamentais para nos manter serenos e firmes neste momento. Nossos corações estão cheios de alegria e confiança! Maria Guilhermina é a coisa mais linda!", contou o pai.

A condição pode ser detectada durante o pré-natal, como foi o caso de Maria Guilhermina, filha de Juliano Cazarré. Casos mais simples podem ser tratados com medicamentos, já os mais graves exigem intervenção cirúrgica para corrigir a má formação existente no coração.