quarta-feira, 27 de maio de 2026

Mais de 70% das famílias de Fortaleza possuem algum tipo de dívida, aponta pesquisa

Foto Kid Junior 
A Pesquisa de Endividamento do Consumidor em Fortaleza, referente a maio de 2026, aponta que 72,4% das famílias da capital possuem algum tipo de dívida. O índice representa aumento de 1,0 ponto percentual em relação a abril (71,4%) e supera o resultado registrado no mesmo período do ano passado (67,6%).

O levantamento é realizado pela Fecomércio Ceará, por meio do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC).

O perfil do consumidor endividado é predominantemente masculino (73,2%), com maior concentração na faixa etária entre 25 e 34 anos (76,8%) e entre famílias com renda de até três salários-mínimos (72,9%).

Já o percentual de consumidores com contas em atraso caiu para 20,3%, registrando redução de 1,9 ponto percentual frente a abril (22,2%), embora ainda acima do índice observado em maio de 2025 (19,6%).

Nesse grupo, predominam mulheres (21,0%), pessoas acima de 35 anos (22,8%) e famílias com renda inferior a três salários-mínimos (21,8%). O atraso médio permanece em 75 dias.

Entre os principais motivos apontados para o não pagamento das dívidas estão o desequilíbrio financeiro (50,9%), o adiamento de pagamentos para priorizar outras despesas (41,4%), a contestação da dívida (11,6%) e a perda de prazo por esquecimento (9,9%).
Comprometimento da renda

Os consumidores de Fortaleza comprometem, em média, 42,5% da renda familiar com pagamento de dívidas, resultado levemente inferior ao registrado em abril (42,8%). O endividamento médio é estimado em R$ 1.872, com prazo médio de nove meses para quitação total.

O cartão de crédito segue como principal modalidade de crédito utilizada, citado por 80,9% dos entrevistados, seguido por financiamentos bancários (16,0%), empréstimos pessoais (10,8%) e carnês e crediários (3,7%).

A pesquisa mostra ainda que o crédito continua sendo utilizado principalmente para despesas essenciais, com destaque para alimentação (61,5%), tratamentos de saúde (31,3%), aluguel residencial (28,1%) e vestuário (24,8%). O cenário reforça um padrão de endividamento associado à manutenção do consumo básico das famílias.

Com informações do Site Opinião CE

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