segunda-feira, 22 de agosto de 2022

Embarcação internacional é interceptada com mais de uma tonelada de cocaína pela PF

Uma operação conjunta entre Polícia Federal e Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) apreendeu neste sábado (20) uma carga de 1,2 tonelada de cocaína em uma embarcação pesqueira que trafegava em águas internacionais. Utilizando o apoio solicitado ao Navio Patrulha Oceânico Araguari, da Marinha do Brasil, policiais federais prenderam em flagrante o comandante do pesqueiro e cinco tripulantes, que foram conduzidos à PF.

A droga estava acondicionada sob toneladas de gelo no porão da embarcação e teria como destino a Europa. Foram apreendidos, além da droga e da própria embarcação, celulares, equipamentos e documentos. As investigações continuam com a análise desse material. Além dos policiais federais do Ceará, a ação contou com a participação de policiais das unidades da PF no Rio Grande do Norte e Paraíba.
Os presos foram interrogados e indiciados pela PF e poderão responder pelos crimes de tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico e por integrarem organização criminosa, com penas de até 34 anos de reclusão.
A apreensão decorre de cooperação internacional com a Drug Enforcement Agency (DEA) e com a National Crime Agency (NCA), órgãos policiais dos Estados Unidos e Reino Unido, respectivamente. A embarcação permaneceu atracada no Cais Pesqueiro do Mucuripe, em Fortaleza, por alguns dias, e zarpou na última semana com documentação incompleta e com mecanismo de rastreamento obrigatório (PREPS) desativado, reforçando as suspeitas para abordagem. Trata-se de apreensão recorde de cocaína no Estado do Ceará em 2022.

O Acaraú

Pastores com 50 milhões de seguidores dão palanque a Bolsonaro

Pastores com 50 milhões de seguidores no Instagram, Facebook e Twitter dão palanque virtual a Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição na corrida pelo Palácio do Planalto. Juntos, os dez maiores líderes religiosos apoiadores do presidente ecoam mensagens da luta do "bem" contra o "mal" e de uma "guerra", em sintonia com o discurso do presidente. Em reação ao avanço de Bolsonaro, a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu criar perfis nas redes sociais direcionados aos evangélicos.

Dos líderes religiosos identificados pelo Estadão nas plataformas digitais, três deles, com 23,3 milhões de seguidores, fazem em vídeo convocação explícita para os atos do 7 de Setembro. Na gravação, um locutor repete os bordões bolsonaristas "Deus, pátria, família e liberdade" e "nossa bandeira jamais será vermelha".

Segundo colocado nas pesquisas, o presidente pretende mostrar força no Bicentenário da Independência, após pôr em xeque, sem provas, a lisura das urnas eletrônicas. A Polícia Federal nunca encontrou indícios de fraudes nos equipamentos, diferentemente dos tempos do voto em papel.

Em período eleitoral, o apoio de pastores é valioso. A missão, segundo eles, é "salvar" o País. "Eu te convido, com as suas mãos erguidas, a orar. Nós temos nesta tela a Bandeira do Brasil, 2022 é um ano de guerra. Nós estamos em guerra. É uma batalha ideológica, de filosofias, é uma batalha cultural", disse o pastor André Valadão, da Igreja Batista Lagoinha, em janeiro, em um prenúncio do que seria 2022.

A pregação foi publicada no Instagram, rede na qual o líder tem 5,3 milhões de seguidores. Foi em um culto com Valadão que a primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que o Planalto era "consagrado a demônios". Com a estratégia de levar mensagens do altar para as redes, pastores reverberam, assim, o bolsonarismo.

Um deles é Claudio Duarte, com mais de 13,9 milhões de seguidores. Da Igreja Projeto Recomeçar, o líder se apresenta como "um pastor seriamente engraçado". Entre sermões e esquetes de humor, usa as redes para publicar fotos com o presidente. "Eu sou eleitor de Bolsonaro, sou cabo eleitoral dele e sou intercessor dele", afirmou, em vídeo. Procurados pela reportagem, Valadão e Duarte não se manifestaram.

ATIVO ELEITORAL.
Para o cientista político Vinicius do Valle, diretor do Observatório Evangélico, a atuação nas redes é um ativo eleitoral complementar aos cultos. "Sempre que um líder religioso está se posicionando, apoiando um candidato, ele sabe que seu prestígio que vem de uma esfera (religiosa) se transfere para outra (a política)", afirmou.

O segmento evangélico, ressaltou Valle, não é homogêneo - a mensagem de um líder nem sempre é seguida pelos fiéis. Porém, para ele, o uso das plataformas digitais é eficaz na comunicação política por alcançar um público de seguidores mais amplo, além daquele presente aos cultos.

Na corrida eleitoral, o apelo à fé tem surtido efeito. Bolsonaro cresceu no segmento evangélico, que corresponde a 25% da amostra da mais recente pesquisa Datafolha, divulgada na quinta-feira. Ele subiu de 43% para 49%, enquanto Lula oscilou de 33% para 32%.

Ontem, em comício no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, Lula tratou de religião e política. "O Estado não tem de ter religião, todas as religiões têm de ser defendidas pelo Estado. Mas também quero dizer: as igrejas não têm de ter partido", afirmou. Segundo ele, "tem gente" que "está fazendo da igreja um palanque político".

Para frear as investidas de Bolsonaro, a campanha do petista informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), também ontem, da abertura nas redes das contas "Evangélicos com Lula". Em nota, a assessoria disse que a iniciativa partiu de religiosos. "Alguns setores evangélicos - tanto dos partidos da coligação quanto de fora dela - nos contataram com interesse em atuar junto a comunidades evangélicas na campanha, e, para isso ser possível, registramos esses sites e perfis no TSE."

Lula já esteve próximo de pastores e os puxava para sua órbita de poder. Idealizador da Marcha para Jesus, o apóstolo Estevam Hernandes, da Renascer em Cristo, hoje, é um dos principais cabos eleitorais de Bolsonaro - na foto de perfil, já aparece ao lado do presidente. Ele, por exemplo, esteve na ocasião da sanção da lei que instituiu um dia para a realização da marcha, em 2003, durante o governo do petista. Procurado, o apóstolo não respondeu.

DISTANCIAMENTO.
O prestígio dado a líderes religiosos no passado não se mostra suficiente agora. Novo conselheiro de Lula na comunicação com evangélicos, o pastor Paulo Marcelo Schallenberger fala apenas com 260 mil seguidores nas redes. Já o pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ), fundador da Igreja Batista do Caminho e pré-candidato a deputado federal, acumula 913 mil seguidores.

De acordo com Flávio Conrado, doutor em Antropologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a adesão ao bolsonarismo se explica pela ocupação da máquina pública. "Ainda que figuras como Marcelo Crivella tenham assumido um ministério no governo do PT, nunca se tinha visto igrejas assumindo espaços como o Ministério dos Direitos Humanos, da Justiça ou o Ministério da Educação."

Ex-aliado de Lula e fundador da Catedral do Avivamento, o deputado Pastor Marco Feliciano (PL-SP) mudou de lado. "Sou a favor de Bolsonaro porque ele defende os valores cristãos e da família tradicional. Sou contra Lula porque ele defende a subversão desses valores. É uma questão de sobrevivência", afirmou Feliciano ao Estadão.

Em maior ou menor intensidade, Silas Malafaia, Damares Alves, Valdemiro Santiago, José Wellington Bezerra da Costa, Josué Valandro Jr. e o bispo Robson Rodovalho dão suporte ao presidente nas redes. Candidata ao Senado pelo Distrito Federal, Damares teve um vídeo removido, por ordem da Justiça, por afirmar que o governo Lula ensinava jovens a usar crack. Questionada, disse, em nota, que se manifestará apenas nos autos. Os demais líderes não responderam.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Em Fortaleza, Policial militar mata mulher com quem se relacionava há cerca de um ano

Foto: Flávio Rovere
Segundo irmão da vítima, relacionamento dos dois foi marcado por brigas e idas e vindas
Mulher tentou fugir da casa, mas foi baleada na rua
Um policial militar de 46 anos é suspeito de assassinar a própria companheira, de 43 anos, com quem se relacionava há cerca de um ano. O crime ocorreu na Barra do Ceará, por volta de 8h deste sábado (20), onde a vítima tentou fugir da casa, mas foi assassinada na rua.

O homem segue foragido. 

O irmão da vítima foi à residência e informou apenas que o casal vivia um relacionamento conturbado, com idas e vindas. Os vizinhos que presenciaram o momento disseram que ouviram tiros e a tentativa de fuga da mulher. Ainda assim, ela não conseguiu escapar, foi baleada e morta na área da Rua Irapuã e Travessa Pastor.
Marcas de sangue foram limpas pelos vizinhos
Foto: Flávio Rovere
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que equipes do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) e da Polícia Militar do Ceará (PMCE) foram acionadas para atenderem a uma ocorrência de homicídio no bairro Barra do Ceará.

"Conforme as primeiras informações, uma mulher, de 43 anos, teria sido morta a tiros pelo companheiro, um policial militar de 46 anos. A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) também foi acionada para o local e colhe indícios que subsidiam os trabalhos policiais. Diligências estão em andamento visando localizar o suspeito. A ocorrência está em andamento".

Com informações do Diário do Nordeste

Bolsonaro no Jornal Nacional: entrevista terá duração de 40 minutos

A participação do presidente Jair Bolsonaro (PL), na edição desta segunda-feira (22/8) do “Jornal Nacional”, da TV Globo, vai durar 40 minutos. Ele vai abrir a série de entrevistas do noticiário com os candidatos ao Palácio do Planalto e será sabatinado por William Bonner e Renata Vasconcellos, apresentadores do telejornal.

Para a série de conversas, a Globo convidou os cinco candidatos mais bem colocados na pesquisa divulgada pelo Datafolha em 28 de julho. A ordem das entrevistas foi definida por sorteio. Assim, na terça-feira (23), o convidado será Ciro Gomes, do PDT.

O terceiro a ser sabatinado, na quinta-feira (25), será Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A sexta-feira (26) foi reservada a Simone Tebet, que concorre pelo MDB. O deputado federal mineiro André Janones (Avante) foi chamado para participar, mas teve a entrevista cancelada após abrir mão da candidatura a presidente para apoiar Lula.

Neste ano, os candidatos terão 13 minutos a mais na bancada do Jornal Nacional. Em 2018, as entrevistas duraram 27 minutos.

Estado de Minas

Centrão lança 1,5 mil candidatos e quer dominar metade da Câmara

O núcleo duro do Centrão estima que poderá eleger até metade da Câmara na próxima legislatura. PL, Progressistas e Republicanos lançaram 1.521 candidatos, quantidade três vezes maior do que o contingente que disputou a eleição quatro anos atrás pelas legendas. Hoje, esses partidos detêm 179 das 513 cadeiras da Casa.

O Centrão, que comanda a Câmara, com Arthur Lira (Progressistas-AL), e tem o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), como candidato, conta com recursos do orçamento secreto, que garantem obras de grande apelo eleitoral, para o seu plano de controlar o próximo Congresso. Os políticos do grupo se apresentam como de direita, defendem a família, a pauta de costumes e o liberalismo na economia. De acordo com pesquisas, o eleitorado tem se identificado mais com partidos de direita.

O número de candidatos representa 14,8% de todos os políticos que disputam uma cadeira de deputado federal por 32 partidos neste ano. Em 2018, PL, Progressistas e Republicanos apresentaram 574 nomes para concorrer à Câmara, 6,7% dos 8.588 candidatos. Elegeram 101. A esquerda lançou nesta eleição 1.260 candidatos pelo PT, PSB e Pros, siglas que apoiam a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial.

A cientista política Graziella Testa, professora da Fundação Getulio Vargas, disse que o Centrão deixou de ser apenas um bloco de partidos para se tornar um "estilo" de fazer política. "Refere-se mais a um comportamento. Em alguns partidos, isso é mais claro. É o parlamentar que tem mais preocupação em estar próximo ao recurso e em levar benesses para a região do que com ação programática ou ideológica. E sobre as benesses podemos pensar também num parlamentar bem intencionado, mas que atua de forma pouco republicana. A função do parlamentar não é essa, formalmente", afirmou.

Os políticos do Centrão não gostam do rótulo, que classificam como pejorativo. O bloco surgiu na Assembleia Constituinte sob a alcunha de "Centro Democrático", como reivindicam ser chamados ainda hoje. O propósito, na ocasião, era conter avanços da "ala progressista" do plenário.

Uma das principais característica de um político do Centrão é o fisiologismo. Costumam votar em troca de cargos no governo e recursos federais. E quando há pressão popular mudam de lado sem constrangimentos. No impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), vários políticos do grupo foram à sua residência garantir apoio. Saíram de lá e votaram pelo afastamento.

O Centrão continuará com papel estratégico. Com Lula, uma parte do PL pode rachar. PP e Republicanos continuariam fechados, mas com maioria numa coalizão com Lula. Caso Bolsonaro vença, eles continuarão tendo controle do Congresso e, em particular, do orçamento secreto."

Adriano Oliveira, rofessor da Universidade Federal de Pernambuco

Os maiores escândalos recentes no País envolveram políticos do Centrão. O Progressistas, do ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, foi um dos principais alvos nas investigações do esquema do mensalão, durante o governo Lula em 2005, e também da Operação Lava Jato sobre corrupção naa Petrobras, na gestão de Dilma em 2014.

O presidente da Câmara vê injustiça nas críticas ao bloco. "O Centrão que eu faço parte não achincalha, não exige, não faz o toma lá, dá cá. O que fizemos nesses últimos dois anos foi retomar as prerrogativas do Executivo", disse em encontro com empresários, nesta sexta-feira, 19. Ao Estadão, ele já declarou que se não fosse o Centrão, as principais pautas econômicas do País não teriam avançado, como a independência do Banco Central e a reforma da Previdência, ambas aprovadas no governo Bolsonaro.

Lira consolidou um poder inédito sobre o Orçamento e a agenda do Legislativo. Passa por ele o rateio de R$ 16,5 bilhões do orçamento secreto. Ele criou até uma "sala vip" na Câmara para atender a pedidos de emendas com indicação de recursos para bases eleitorais, especialmente aos aliados do Palácio do Planalto.

Para analistas políticos, a explosão de candidaturas do Centrão está ligada à expectativa de usufruir do poder que esses partidos passaram a desfrutar sob Bolsonaro. Se o plano de eleger metade da Câmara vingar, terão influência para pressionar qualquer que seja o presidente eleito.

"O Centrão continuará com papel estratégico. Com Lula, terá negociação e uma parte do PL pode rachar. PP e Republicanos continuariam fechados, mas com maioria numa coalizão com Lula. Caso Bolsonaro vença a eleição, eles continuarão tendo controle do Congresso e em particular do orçamento secreto", avaliou Adriano Oliveira, professor da Universidade Federal de Pernambuco e estrategista da consultoria Cenário Inteligência.

O crescimento do Centrão na Câmara é dado como certo tanto por políticos como pelos analistas. A dúvida repousa sobre o papel e a coesão do grupo em caso de vitória de Lula. No diagnóstico do vice-líder do PP, deputado José Nelto (GO), todo governo vai precisar do Centrão, mas o poder do grupo depende de quem será eleito.

"Todo presidente precisa de maioria. Lula pode construir dividindo ou conquistando o grupo. Vai depender da situação política dele. Se Bolsonaro ganhar, (o Centrão) continua forte. Esse grupo precisa ter responsabilidade, não furar o teto de gastos, ter projeto de distribuição de renda e não deixar ninguém para trás no social", disse.

A relação de Bolsonaro com o Centrão foi convenientemente alterada ao longo dos últimos anos. Ele mesmo foi integrante do Progressistas por muito tempo. Na campanha de 2018, no entanto, prometeu acabar com a "velha política" e com a distribuição de cargos. Chegou a se referir ao grupo como "escória" e como "o que há de pior no Brasil". Um de seus auxiliares mais fiéis, general Augusto Heleno, comparou membros do grupo a ladrões ao deixar escapar um "se gritar pega Centrão, não fica um, meu irmão". Para garantir o apoio do Congresso e se livrar de mais de cem pedidos de processos de impeachment, Bolsonaro abraçou Lira e passou a se reconhecer como alguém oriundo desse bloco.

"Eu sou do Centrão. Eu fui do PP metade do meu tempo. Fui do PTB, fui do então PFL. No passado, integrei siglas que foram extintas, como PRB", admitiu Bolsonaro numa entrevista em julho do ano passado. Na quinta-feira, o presidente foi ironizado por um youtuber, que o chamou de "tchutchuca do Centrão".

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

domingo, 21 de agosto de 2022

Lula recebe R$ 66 milhões do fundo eleitoral do PT para utilizar na campanha

O candidato do PT à Presidência, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu R$ 66,7 milhões da direção nacional do seu partido para utilizar na campanha. Os recursos são provenientes do fundo eleitoral.

Os candidatos a presidente podem gastar até R$ 88,9 milhões no primeiro turno da disputa. Além deste repasse, o único outro recurso recebido por Lula até o momento foi uma doação de R$ 300.

O petista já declarou ao TSE despesas de R$ 3 milhões, sendo R$ 1,2 milhões para cada um dos dois escritórios de advocacia que o representam e R$ 600 mil para uma empresa de contabilidade.

O fundo eleitoral é distribuído entre todos os partidos, de acordo com quantidade de parlamentares eleitos pela sigla na eleição anterior. O PT tem a segunda maior fatia, R$ 499 milhões, atrás apenas do União Brasil, que tem R$ 776 milhões.

O PT já repassou R$ 103 milhões do fundo. Depois de Lula, o segundo maior beneficiado foi o candidato ao partido ao governo da Bahia, Jerômino Rodrigues Souza, que recebeu R$ 1,7 milhão.

O PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, terá R$ 286 milhões. Desse total, já foram repassados R$ 19,5 milhões, mas não para a campanha de Bolsonaro. O maior beneficiado até agora foi o candidato ao governo do Rio Grande do Sul, Onyx Lorenzoni, com R$ 6 milhões.

O Globo

Pablo Marçal: Lula é “doença” e Bolsonaro “antibiótico vencido”

Cobrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a se manifestar sobre o impasse em torno de sua candidatura à presidência da República, o coach Pablo Marçal atacou o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Lula (PT). Marçal criticou os líderes nas pesquisas eleitorais horas antes de o Pros pedir ao TSE o cancelamento da candidatura dele no sábado (20/8).

Marçal se diz contra o apoio à chapa Lula-Alckmin, declarado pelo Pros depois de quatro recentes decisões judiciais voltarem Eurípedes Júnior ao comando do partido. Com isso, Marcus Holanda, rival do atual presidente da sigla, foi destituído do posto em meio à guerra interna que se arrasta há mais de dois anos e virou batalha na Justiça.

“Nunca apoiarei um defunto eleitoral. Porque ele está morto. Nem certidão negativa criminal ele possui e quer ser candidato. Sem explicação isso. Lula, uma doença”, afirmou Marçal ao Metrópoles. “Bolsonaro, um antibiótico vencido (não consegue mais vencer a doença)”, acrescentou, por meio de resposta no WhatsApp.

Depois dos ataques a Lula e Bolsonaro, o coach disse ser alternativa aos dois nas urnas. “Marçal é uma vitamina para fazer o brasileiro crescer”, afirmou ele.
Prazo

O Pros e o coach, que se lançou candidato a presidente após os 15 minutos de fama adquiridos por ter se perdido com um grupo na Serra da Mantiqueira, têm 72 horas para se manifestar sobre o impasse da candidatura dele. A determinação é do presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, na sexta-feira (19/8), como mostrou o Metrópoles.

A candidatura de Marçal teve mais uma barreira depois de o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), confirmar também na sexta-feira (19/8) decisão do plenário do TSE que mandou voltar, nove dias antes, Eurípedes Júnior à presidência do Pros, fundador do partido em 2013.

O plenário do TSE, por sua vez, havia confirmado decisão do ministro Ricardo Lewandowski no mesmo sentido, proferida no dia 5 deste mês. Dois dias antes, Marcus Holanda obteve sua única decisão favorável na segunda instância até o momento, já que o ministro Antônio Carlos Ferreira o reconheceu como presidente do Pros.

Metropoles

“Quer bater em mulher, vá bater em outro lugar, não dentro da sua casa”, afirma Lula; Vídeo

Durante evento no Vale do Anhangabaú nesse sábado (20), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à Presidência da República pelo PT, fez uma declaração que causou polêmica, ao falar sobre violência contra as mulheres.

“Quer bater em mulher, vá bater em outro lugar, mas não dentro da sua casa, não no Brasil porque não podemos mais aceitar isso. As pessoas recisam aprender a ser civilizadas”, declarou o petista.

O petista citou também ter lido em reportagens que 72% das mulheres estão endividadas. “E elas não estão endividadas porque compraram dólar, porque foram para Miami, Paris. Elas estão endividadas porque estão utilizando o cartão de crédito para comprar comida para os seus filhos”, disse.

Pesquisa mostra eficácia da vitamina B12 para atenuar covid-19

Foto: Niaid (EUA)/ Divulgação
Estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Minas Gerais constatou que a vitamina B12 regula processos inflamatórios que, durante a infecção pelo vírus Sars-CoV-2, se encontram desregulados e levam ao agravamento da covid-19.

A pesquisa comparou amostras de sangue de pacientes hospitalizados com as formas grave e moderada da doença com amostras de sangue de pessoas saudáveis (voluntários sem covid-19), analisando a expressão de todos os genes pelas células de defesa, os leucócitos, em cada um dos grupos.

Segundo o estudo, as análises mostraram que os pacientes com covid-19 tinham expressão alterada de muitos genes, embora estivessem em tratamento com corticoides há cerca de 11 dias. Com a introdução da vitamina B12, a expressão dos genes inflamatórios e de resposta antiviral dos pacientes se aproximou à dos indivíduos saudáveis, mostrando a eficácia da vitamina para o controle da inflamação. 

Todos os dados gerados pela pesquisa foram publicados em um artigo, em formato ainda em preprint, enquanto é aguardado o processo de revisão pelos pares que antecede a publicação da versão definitiva. 

De acordo com o estudo, a B12 atenua um quadro conhecido como tempestade inflamatória, causado por uma resposta imune excessiva do organismo. A B12 atua como um regulador desse evento, ao aumentar a produção da molécula doadora universal de uma substância chamada metil, capaz de desativar genes que favorecem a inflamação. 

A pesquisa da Fiocruz Minas mostra, de forma pioneira, que é possível atuar na normalização desse processo que, por sua vez, é fundamental para a regulação da atividade dos genes por meio de fármacos, no caso, a vitamina B12. 

De acordo com a Fiocruz, para verificar a segurança da B12, a equipe da pesquisa introduziu o tratamento com a vitamina nas amostras de indivíduos saudáveis e constatou que não houve qualquer alteração nos níveis de expressão dos genes avaliados o que mostra a segurança do tratamento, ao atestar a não toxidade da B12, e comprova a eficiência da vitamina especificamente para a regulação dos genes com expressão alterada na covid-19. 

Segundo o pesquisador Roney Coimbra, coordenador do estudo, não adianta tomar a vitamina por conta própria, como medida de prevenção, uma vez que a pesquisa só constatou a eficiência da B12 para a normalização de processos inflamatórios alterados pela doença.

A pesquisa foi realizada em parceria com o Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro, em Belo Horizonte, onde foram recrutados os pacientes para o fornecimento das amostras, além dos dados clínicos e laboratoriais necessários para as análises. O estudo contou ainda com a participação de pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Bêbada, Anitta corta cabelo com Gkay e se desespera ao acordar e ver resultado

Foto: Reprodução/Instagram
Após o show no Garota Vip, Anitta fez uma festa na sua casa com a presença de amigos, equipe e famosos. A funkeira decidiu – na hora – mudar o visual e contou com a ajuda de Gkay, porém quando ela acordou se desesperou ao ver o resultado. 
Na série de stories que mostra a saga do “corte”."Eu vou pegar uma tesoura e a gente vai cortar o cabelo agora. Eu vou pegar uma tesoura e cortar igual a Gkay”, dispara a cantora.

Gkay então corta uma pontinha do cabelo de Anitta, que pede para ela continuar e cortar onde estava o prendedor.
Com a tesoura na mão, Anitta tenta convencer outros convidados da festa a mudarem o visual também.

Ao acordar, um dos amigos da Poderosa filma a reação da cantora que fica incrédula com o que vê e parece não ter memórias do que ocorreu durante a festa.

Ela vai até o banheiro, passa a mão no cabelo, e percebe que está mais curto na parte de trás. "Por que vocês deixaram eu fazer isso? Sério mesmo", perguntou. Aparentemente irritada, a cantora pede ajuda de um cabelereiro para arrumar o corte.