Os presidenciáveis do PT, PL e PDT: cada um com estratégia diferente / Reprodução Animado pelas últimas pesquisas, PT prepara esforço durante os dias que antecedem 2 de outubro. Planejando onda de apoios, presidente Bolsonaro viaja aos maiores colégios eleitorais do País. Ciro Gomes ataca estratégia lulista de voto útil
A cerca de dez dias para a votação do primeiro turno da eleição presidencial – está marcada para o dia 2 de outubro, os principais candidatos ao Palácio do Planalto reforçam estratégias para ampliar ou deixar de perder apoio eleitoral.
Animado com as últimas rodadas de intenção de voto, o PT planeja espécie de mutirão na reta final do primeiro turno das eleições para tentar eleger o ex-presidente Lula ainda no primeiro turno.
Lula lidera as pesquisas de intenção de voto. Levantamento do Datafolha de quinta-feira (15) mostrou o petista com 45% ante 33% de Bolsonaro, seu principal adversário na corrida eleitoral.
Batizado de “Dez dias para eleger o Lula”, o esforço envolve partidos, movimentos sociais e sindicatos em ação articulada e distribuída por diferentes regiões do país.
O planejamento foi discutido nesta terça-feira (20) em reunião com Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente do PT, e lideranças de movimentos populares. Participaram do encontro representantes de PCdoB, PSOL, CUT, Força Sindical, UGT, CTB, UNE, MST, MTST e Central de Movimentos Populares.
Esforço bolsonarista
O presidente Jair Bolsonaro (PL) quer criar uma “onda verde e amarela” na semana anterior à realização das eleições para dar um gás na reta final. A meta é levar para o país um clima de festa e, dadas as devidas proporções, buscar algo semelhante ao 7 de Setembro.
Para isso, a previsão é o presidente visitar todas as regiões, privilegiando estados com grandes colégios eleitorais, com exceção da região Sul, onde ele figura melhor nas pesquisas de intenção de voto.
Bolsonaro deve iniciar a semana no Centro-Oeste, com atividades em Brasília ou Goiânia. No Nordeste, Bolsonaro vai buscar o voto evangélico em uma Marcha para Jesus nos municípios de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), cidades conurbadas, nos dois principais colégios eleitorais da região.
Devem acompanhá-lo os ex-ministros e candidatos Gilson Machado (PL), que disputa o Senado em Pernambuco, e João Roma, postulante ao governo baiano. Deve haver motociata também.
Os últimos dias, no entanto, estão reservados para o Sudeste, região que concentra o maior número de eleitores. Em Minas Gerais, deve visitar Belo Horizonte e Uberlândia.
Ciro critica voto útil
O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, repudiou, nesta terça-feira (20), o chamado voto útil. Em entrevista à rádio Super 91.7 FM, o ex-ministro afirmou que muitas pessoas “pagaram a com a própria vida” a sua derrota nas últimas eleições.
Ciro ainda negou que tenha feito campanha a favor do voto útil em 2018. “Todas as pesquisas mostraram que quem podia salvar o Brasil era eu, não era questão de voto útil ou asfixiar ninguém, era preparar o segundo turno”, afirmou Ciro, que criticou a ideia de que as eleições sejam definidas no primeiro turno.
Segundo ele, Lula (PT) está tentando destruir qualquer alternativa que o impeça de vencer. “O Lula está tentando fazer agora o que ele fez com a Marina, é asfixiar quem não tem reparo moral. Ele é corrupto e eu não sou eu. Ele só pode sobreviver diante do Bolsonaro, que também é um corrupto”, afirmou.
O pedetista disse que ‘cada brasileira” vai decidir se vai mostrar para o seu filho se o crime compensa, se vale a pena votar em um corrupto, porque isso é uma lição de destruição da moral e do bom exemplo que tem que dar para a juventude”.