sexta-feira, 7 de outubro de 2022

Brasil recebe o primeiro lote de vacinas contra a varíola dos macacos

Testes de varíola dos macacos (monkeypox)(Foto: Dado Ruvic)
Já está no Brasil o primeiro lote importado de vacinas contra a Monkeypox, doença que é mais conhecida como varíola dos macacos. Segundo o Ministério da Saúde, a remessa de 9,8 mil doses desembarcou nesta terça-feira (4) no Aeroporto de Guarulhos (SP).

Cerca de 50 mil doses já foram compradas via fundo rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Os próximos lotes estão previstos para serem entregues até o fim de 2022.

De acordo com o ministério, os imunizantes serão utilizados para a realização de estudos, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). “É importante ressaltar que as vacinas são seguras e atualmente são utilizadas contra a varíola humana ou varíola comum. Por isso, o estudo pretende gerar evidências sobre efetividade, imunogenicidade e segurança da vacina contra a varíola dos macacos e, assim, orientar a decisão dos gestores”, informou a pasta.

A coordenação da pesquisa ficará a cargo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com o apoio da OMS e financiamento do ministério. O estudo foi discutido pela pasta, em conjunto com a Opas, pesquisadores e especialistas da área.

“O objetivo é avaliar a efetividade da vacina Jynneos/MVA-BN contra a varíola dos macacos na população brasileira, ou seja, se a vacina reduz a incidência da doença e a progressão à doença grave. A população-alvo do estudo será formada por pessoas mais afetadas e com maior risco para a doença”, detalhou o ministério ao informar que inicialmente os grupos a serem vacinados serão de pessoas que tiveram contato prolongado com doentes diagnosticados ou em tratamento com antirretroviral para HIV.

Ainda segundo o ministério, em breve serão divulgados quais centros de pesquisa serão incluídos “considerando as cidades com elevados números de casos confirmados da doença e a infraestrutura disponível para a condução do estudo”.

Bolsonaro vai ao TSE contra propaganda em que Lula o relaciona a comer carne humana

O presidente Jair Bolsonaro (PL). (Foto: Reprodução)
A campanha de Jair Bolsonaro (PL) vai acionar o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra o vídeo veiculado nesta sexta-feira (7) no horário eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em que o presidente fala em comer carne humana.

O vídeo é de 2016, realizado em entrevista do então deputado federal ao jornalista Simon Romero, do The New York Times. Para a campanha de Bolsonaro, trata-se de fake news, pois consistiria em recorte que tira de contexto a declaração.

“É desespero, o PT usando fake news, frase fora de contexto. Os sites ontem já disseram isso, recortaram um pedaço. O presidente fala que na selva você passa por maus bocados, tem gente que acaba, pela lei da sobrevivência, comendo carne humana, de índio, de animal, de qualquer coisa. Aí cortaram só essa parte e colocaram”, diz Fábio Faria, ministro das Comunicações e um dos coordenadores da campanha de Bolsonaro.

“O desespero bateu. Nossa opinião é essa propaganda vai ser negativa para o PT. Vamos entrar no TSE contra ela, para que eles coloquem a matéria dentro de contexto”, completa.

“Eu queria ver o índio sendo cozinhado. Daí o cara: se for, tem que comer. Eu como”, diz Bolsonaro, no trecho destacado na propaganda petista. Bolsonaro relatava uma experiência em uma comunidade indígena em Sururucu, localizado em Vista Alegre (RO).

“Morreu um índio e eles estão cozinhando. Eles cozinham o índio, é a cultura deles. Cozinha por dois três dias e come com banana” disse na entrevista.

“Como a comitiva não quis ir, porque tinha que comer o índio, não queriam me levar sozinho lá”, explica. “Eu comeria o índio sem problema nenhum, é a cultura deles, e eu me submeti àquilo”, finalizou o presidente.

Guilherme Seto-Folhapress

Ampliação de biometria pode ter colaborado para filas; entenda

Leitor biométrico que libera a urna eletrônica para o voto durante uma simulação no TSE. 
Foto: Alejandro Zambrana /Divulgação TSE
Ainda não há posição conclusiva do TSE sobre motivos para tempo de espera registrado pelo país
A Justiça Eleitoral ainda não tem uma explicação conclusiva para as longas filas observadas por todo o país no primeiro turno das eleições. No último domingo (2), eleitores em diferentes estados reclamaram da espera que durava horas e chegou a atrasar o início da apuração dos votos em algumas localidades.

Uma das hipóteses é que a ampliação do uso da identificação biométrica tenha contribuído para a demora, segundo representantes de Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). Em 2018, longas filas também foram registradas pelo país e, à época, também houve menção à biometria como uma das causas.

Convênios de ampliação da biometria
Além do aumento do número de eleitores que tiveram a biometria coletada pela Justiça Eleitoral, uma parcela que não tinha cadastrado sua digital nos TREs neste ano também se identificou por meio dela.

Isso foi possível devido a um convênio do TSE com outros órgãos públicos -como o Denatran, o Departamento Nacional de Trânsito- para que o tribunal pudesse utilizar as bases de dados dessas entidades, desde que respeitadas as regras legais sobre compartilhamento de dados pessoais.

Ao todo, as digitais de 9,8 milhões de pessoas foram incluídas nas urnas junto às que já haviam sido recolhidas pelo TSE. Não houve, portanto, coleta de biometria no domingo, apenas validação. Como a iniciativa não era de amplo conhecimento, a mudança gerou ruído.

Para o eleitor, não muda quase nada: o procedimento para quem coletou a biometria na Justiça Eleitoral é igual aos daqueles que tiveram os dados importados de outros órgãos: bastava colocar o dedo na máquina para fazer a leitura.

Já os demais votantes, que não possuem biometria documentada nas bases usadas, foram identificados com os documentos válidos para votação e tiveram que assinar os registros com os mesários.

Segundo a Justiça Eleitoral, o Bioex, projeto de importação de dados de outros órgãos, acelera o cadastro biométrico de eleitores e diminui despesas. Ele dispensa a necessidade de o votante comparecer ao cartório para a coleta -quem teve a digital validada já nesse pleito não precisará passar pelo processo. A meta do TSE é cadastrar 100% do eleitorado, diretamente ou com dados de outros órgãos, até 2026.

Falhas de leitura
O estranhamento dos eleitores se aliou aos diversos relatos de falhas de leitura. É o leitor biométrico que libera a urna para o voto, e, nos casos de erro de identificação, o mesário só pode fazer a liberação manual da urna após quatro tentativas com as digitais, como prevê a legislação.

Essas falhas podem acontecer tanto com quem teve a digital obtida por meio do convênio com outros órgãos quanto com aqueles que compareceram a um órgão eleitoral para o cadastro.

Diferentes condições ou características físicas individuais podem estar entre os motivos para a dificuldade de leitura, como mal posicionamento do dedo, dedos molhados ou secos demais e até mudanças no padrão das digitais, provocadas pelo envelhecimento, cortes e substâncias abrasivas.

Números
Das quase 156 milhões de pessoas aptas a votar neste ano, cerca de 118 milhões já tinham cadastrado a biometria na Justiça Eleitoral. Em 2018, esses eleitores somavam 73,7 milhões, e, em 2014, 21,7 milhões. Além disso, outros 9,8 milhões podem ter a digital validada neste pleito por meio do convênio.

Para que essa validação ocorra, os eleitores cujos dados foram importados têm de votar em ao menos um dos turnos desta eleição. Ao ter a digital lida com êxito na máquina antes de votar, o sistema entende que está tudo correto e que essa pessoa não precisará mais cadastrar sua biometria na Justiça Eleitoral.

A consolidação dos dados só acontecerá após o pleito, quando a Justiça Eleitoral pretende divulgar um balanço. A identificação por biometria começou a ser testada em 2008 e estava em expansão até 2020. A coleta era executada em cartórios e postos dos TREs, mas foi interrompida há dois anos devido à Covid.

Em São Paulo, maior colégio eleitoral do Brasil, 67% dos mais de 34 milhões de eleitores têm a biometria coletada pelo órgão eleitoral. Outros 12% tiveram as digitais importadas da base do Denatran. Em 2018, 45% do eleitorado paulista tinha biometria registrada, e a captação foi prejudicada pela pandemia.

Segundo turno
O procedimento de identificação ocorrerá do mesmo modo no segundo turno, durante o qual digitais de eleitores que não compareceram no dia 2 ainda poderão ser autenticadas. Quem não coletou a biometria na Justiça Eleitoral antes do pleito ainda precisará apresentar um documento com foto válido para votar.

Na terça (4), o presidente do TSE, Alexandre de Moraes, disse que a Justiça Eleitoral trabalha para evitar filas. Em nota, a corte e o TRE-SP citaram o menor número de cargos em disputa desta vez –presidente e, em alguns casos, governador–, e familiaridade maior de mesários e eleitores com o processo.

Posicionamento da Justiça Eleitoral sobre as filas
Não há ainda um posicionamento conclusivo do TSE sobre os motivos do tempo elevado de espera. Em resposta à reportagem, o tribunal afirmou que “os dados oficiais sobre as filas ainda não foram consolidados” e que foram observadas filas mesmo em estados “com volumes irrisórios de biometrias importadas de órgãos externos”, como Distrito Federal, com 1.060 digitais, e Amazonas, com 1.061.

No domingo, Moraes minimizou o impacto da demora e apontou que o período do almoço concentra mais eleitores. Já Claucio Corrêa, diretor-geral do TRE-SP, disse que o tempo de espera ficou dentro da expectativa e que a biometria não é um meio ágil de votar, mas um meio seguro. “Ela serve para garantir que o eleitor que comparecer perante a mesa receptora de votos realmente é de fato quem diz ser.”

O TRE-RS apontou a dificuldade em identificar a digital de idosos como uma das razões. O TRE-AM atribuiu as filas à biometria, à quantidade de cargos para votação, à falta de anotação dos números pelos eleitores e à alteração de horários –pela primeira vez o país todo votou segundo o horário de Brasília.

Já o TRE-DF apontou a dificuldade na identificação por biometria em alguns locais de votação, especialmente nos que usavam o modelo de urna de 2015. Segundo o tribunal, por serem mais antigos, esses equipamentos têm o leitor biométrico menos sensível e calibrado do que os mais atuais.

Entre outros motivos apontados estão falhas na distribuição das seções eleitorais, com salas muito próximas umas às outras e dificuldade de eleitores para digitar os votos.

Daniela Arcanjo, Raphael Hernandes e Renata Galf-Folhapress

Bolsonaro escala aliado para bloquear investida de Lula em evangélicos no Nordeste

O presdiente Jair Bolsonaro (PL). (Foto: Divulgação)
Dentro de uma estratégia defensiva para o Nordeste, o presidente Jair Bolsonaro (PL) escalou aliados para não perder votos de evangélicos na região. O deputado federal reeleito Otoni de Paula (MDB-RJ), pastor e cantor gospel, fará um tour em igrejas nordestinas para evitar que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avance nesse eleitorado.

Bolsonaro gravou um vídeo ao lado do aliado pedindo para “os amigos do Nordeste” que acreditam em Deus darem atenção a Otoni. “Você que preza pela sua liberdade, você que preza pelo respeito, vamos conversar com o Otoni de Paula. Ele tem uma mensagem toda especial para você”, diz.

De acordo com as estimativas da própria campanha, 20% dos evangélicos votaram em Lula no Sudeste. No Nordeste, o percentual sobe para 30%. Neste segundo turno, a avaliação é de que os eleitores de Lula e Bolsonaro têm o voto muito consolidado, dado o ambiente polarizado. O esforço será para buscar os indecisos e os que se abstiveram.

Há a percepção de que o estrato mais vulnerável a mudar de opinião seria justamente o das classes D e E, tanto para um lado quanto para o outro. Por isso, aliados do presidente farão a investida para não perder o que já tiveram no primeiro turno.

Os estrategistas bolsonaristas defendem que o chefe do Executivo “jogue parado” na região. Lá, dada a preferência pelo ex-presidente Lula, seus aliados acreditam que Bolsonaro ganha mais com a abstenção. A prioridade segue sendo a região Sudeste.

Fábio Zanini-Folhapress

Agenda dos candidatos: Lula segue em São Paulo, Bolsonaro tem agenda em Brasília e viaja para Belém

Candidatos buscam novas alianças e contato próximo com eleitor na corrida pelo segundo turno 
Nesta sexta-feira (7), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) participam de caminhada em Guarulhos (SP), ao lado do ex-prefeito da capital paulista Fernando Haddad (PT), candidato ao governo do Estado.

Além de fortalecer a candidatura de Haddad, intensificar a agenda no Sudeste é vista pela campanha petista como um dos principais objetivos nesta segunda etapa da corrida eleitoral. Lula e Alckmin recebem também a ex-candidata a presidente Simone Tebet (MDB), que anunciou apoio à chapa.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) segue em Brasília onde, de acordo com a agenda presidencial, recebe o subchefe para Assuntos Jurídicos da Secretaria-Geral da Presidência da República, Renato de Lima França.

De tarde, Bolsonaro viaja para Belém, no Pará, onde participará no sábado (8) do Círio Fluvial, evento que é parte das comemorações do Círio de Nazaré, tradicional evento religioso da região Norte do país.

Mineiro é preso suspeito de matar a ex na frente dos filhos e espancar enteada em Portugal

Adolescente de 14 anos foi esfaqueada enquanto tentava salvar a mãe. A mulher já teria feito queixa na polícia
Uma mulher de 34 anos foi esfaqueada na frente dos filhos, dentro de casa, em Sintra, cidade de Portugal, na madrugada dessa quarta-feira (5). A vítima foi identificada como Cássia Ariadne.

De acordo a Polícia Judiciária, por meio da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo, a mãe e os filhos estavam casa quando foram surpreendidos pela presença do agressor - identificado como Átila Phoebus Santos Duart - que, munido de uma faca, desferiu golpes contra a ex.

A enteada de 14 anos foi violentamente agredida na região da cabeça. Dois filhos comuns, de 3 e 8 anos, também estavam em casa. De acordo com a CNN de Portugal, as crianças mais novas chamaram os vizinhos.

Quando as equipes de socorro chegaram, a mãe já não tinha sinais de vida.  A adolescente, que foi espancada enquanto tentava salvar a mãe, está internada em estado grave no hospital Santa Maria.

A mulher já teria feito queixa na polícia.

Datafolha divulga hoje (7/10) pesquisa para Presidente no 2º turno; Instituto errou votação de Bolsonaro no 1º

O Instituto Datafolha divulga, nesta sexta-feira (7/10), a primeira pesquisa da instituição que apura a preferência dos eleitores sobre os dois candidatos à Presidência, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou o chefe do Executivo, Jair Bolsonaro (PL), no segundo turno das eleições. Os dados estarão disponíveis no blog Jair Sampaio.

Quase uma semana após o primeiro turno das eleições, ocorrido no domingo (2/10), o levantamento pode mostrar como os apoios dos candidatos que não conseguiram uma vaga no segundo turno impactou na decisão dos eleitores.

Na última pesquisa divulgada pelo Instituto Datafolha as véspera da eleição era dada como certa a vitória de Lula no 1º Turno, o que não ocorreu, além disso os números dados a Bolsonaro apresentaram discrepância de 7;20% para menos, ou seja, na pesquisa o candidato do PL tinha 36,0% e o resultado geral das eleições o presidente chegou a 43,2%.

Uso incorreto de remédios traz risco para crianças

Os riscos da automedicação são constantemente abordados por profissionais de saúde e empresas farmacêuticas, mesmo assim, em 2022, a Pesquisa de Automedicação, realizada pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), apontou que 89% da população brasileira admite se automedicar. Entre os principais remédios utilizados sem prescrição aparecem analgésicos, antigripais e relaxantes musculares.

Se este já é um problema grave quando atestado entre os adultos, quando a situação é analisada nas crianças, que recebem tais medicamentos sem prescrição dos próprios responsáveis, pode representar riscos ainda maiores. “A quantidade de água no corpo, pode variar até 75%, em recém nascido à termo, ou seja, a criança que nasce no período normal de gestação. Já nos bebês prematuros, esse volume de água no corpo é de 90%. Esse líquido no corpo no primeiro ano de vida, começa a diminuir e vai interferir nas medicações que são hidrossolúveis, ou seja, que só se solubilizam com água”, exemplifica a coordenadora do curso de Farmácia da Estácio Ceará, Patrícia Quirino.

De acordo com ela, todo e qualquer medicamento pode gerar problemas como a falta de tratamento adequado, até a ocorrência de efeitos adversos. “Há medicamentos isentos de prescrição médica, mas não da orientação. A orientação é uma obrigação de cada farmácia. A população desconhece e pega um medicamento acreditando que não vai ter nenhum problema de saúde, mas, até um paracetamol tem uma dose tóxica que não pode ser utilizada”, explica.

A farmacêutica chama atenção, inclusive, para a possibilidade de intoxicação acidental de crianças. “Muitos medicamentos são coloridos e adocicados, o que pode atrair a atenção da criança, que pode fazer seu uso quando um responsável não estiver presente. Além disso, muitos adultos oferecem medicamentos para crianças dizendo tratar-se de balas, o que pode fazê-las pensarem que é algo inofensivo e que pode ser consumido sem nenhum problema”, relata.

Por isso, a Patricia Quirino aconselha que as famílias guardem medicamentos longe do alcance dos pequenos. “Até um soro caseiro pode ser tóxico para uma criança. A gente tem que ter muita atenção onde guardamos esses medicamentos. Em Fortaleza, temos o CEATOX que também atende os intoxicados. Se acontecer, você pode procurar o IJF”, sugere.

Nesse contexto, diferentes medicamentos podem provocar diversos sinais de intoxicação, desde a insônia da criança, à sonolência extrema ou ainda, dores pelo corpo. “São vários sinais de intoxicação. Às vezes é difícil identificar os sintomas, em um bebê, por exemplo, pode ser o choro”, alerta a especialista.

Dentro do contexto dos efeitos adversos, Quirino afirma que a automedicação é um risco também para adultos. “O medicamento entra no corpo e tem um trajeto dentro dele, depois, precisa ser eliminado. Se a pessoa tem um problema renal, por exemplo, ou hepático, então é necessária uma atenção redobrada porque o problema renal pode evitar que a pessoa elimine o medicamento. Então, o efeito tóxico do medicamento pode durar por mais tempo”, detalha.

Por Yasmim Rodrigues - O Estado

Candidatos ao Governo no CE gastaram mais de R$ 26 mi

Elmano de Freitas (PT), se destaca com gasto da campanha que quase chega a R$ 11 milhões
Os candidatos ao Governo do Estado do Ceará gastaram, ao longo da campanha, um total de R$ 26.258.050,60, conforme declararam à Justiça Eleitoral por meio do portal DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nem todos os postulantes concluíram a prestação de contas, então o número ainda pode aumentar nos próximos dias.

Quem tem destaque, nesse patamar, é o candidato eleito Elmano de Freitas (PT), cujos gastos de campanha chegaram a quase R$ 11 milhões (R$ 10.933.022,49), próximo do limite imposto pelo TSE de R$ 11,56 milhões em gastos para a campanha estadual no Ceará. Os maiores gastos do petista foram com impulsionamento de conteúdo na internet, tendo destinado cerca de R$ 1,66 milhão com a Facebook Serviços Online do Brasil Ltda. (que engloba também publicações no Instagram) e mais R$ 1,34 milhão com impulsionamento no Google (incluindo também YouTube e outras redes afiliadas à empresa). Além disso, foi destinado um total de R$ 1,64 milhão para a empresa Pratserv Serviços Combinados Ltda., relativo a pagamento de gestão e pessoal.

Em seguida, conforme os dados do TSE, aparece o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), que figurou em terceiro lugar na disputa do último domingo (2). RC declarou pouco mais de R$ 8,6 milhões (exatamente R$ 8.629.955,22) ao longo da campanha do primeiro turno, com o maior gasto sendo o de publicidade: foram R$ 2,44 milhões para a Santana e Associados Marketing e Propaganda Ltda., empresa do marqueteiro João Santana – que também foi o responsável pela campanha de Ciro Gomes (PDT) à Presidência este ano. É listado, por exemplo, que a criação do jingle de Roberto Cláudio custou R$ 30 mil. No caso do pedetista, também têm destaque os repasses para impulsionamento de conteúdo na internet, com R$ 1,5 milhão para o Google e R$ 1,26 milhão para o Facebook, além de R$ 765 mil em serviços gráficos para a empresa Marcograf Gráfica Ltda.

Capitão Wagner (União Brasil), por sua vez, gastou cerca de R$ 6,6 milhões (ao total R$ 6.622.963,78), com seu maior gasto tendo sido R$ 1,32 milhão com serviços gráficos para a empresa Qualigraf, incluindo confecção de adesivos e santinhos. Ele destinou ainda R$ 782 mil para a Asa Sul Indústria e Comércio de Malhas Ltda., para confecção de adesivos e bandeiras, além de R$ 720 mil para a Uirapuru Táxi Aéreo Ltda., R$ 500 mil para a Agência Delantero (serviço de publicidade) e mais R$ 500 mil para a Black Jack Films Produções Ltda.

Serley Leal, candidato da Unidade Popular (UP), partido mais jovem em atividade no Brasil, gastou um total de R$ 48,5 mil na campanha, que foi a primeira de eleições gerais da sigla. Os gastos incluem R$ 13 mil com serviços gráficos e R$ 10 mil para remunerar a pessoa responsável pela coordenação da campanha. Zé Batista (PSTU) gastou R$ 23,6 mil, com repasses apenas a pessoas físicas, enquanto o candidato Chico Malta (PCB) não começou a fazer a prestação de contas junto à plataforma do TSE.

Financiamento
Nas receitas, as principais fontes de verbas para as campanhas são os partidos, com dinheiro dos fundos reservados em lei para os gastos eleitorais. No caso de Elmano, R$ 5,1 milhões vieram do diretório nacional do PT, enquanto R$ 1 milhão veio do MDB, partido que integrou a coligação e indicou o nome da vice, Jade Romero.

O maior valor em repasse partidário, no entanto, foi enviado a Capitão Wagner, com o diretório nacional do União Brasil tendo destinado R$ 9,99 milhões à candidatura. O valor representa mais de 90% do total declarado por sua equipe ao TSE. Já Roberto Cláudio não ficou muito atrás, com o PDT nacional tendo destinado R$ 9 milhões a ele. Na plataforma, consta ainda que a direção municipal / comissão provisória do partido enviou mais R$ 950 mil. No caso do ex-prefeito, destaca-se também a doação de R$ 500 mil de seu irmão, Prisco Bezerra, empresário e 1º suplente do senador Cid Gomes (PDT).

Serley Leal recebeu R$ 59,8 mil do diretório da UP, enquanto Zé Batista recebeu R$ 30 mil do PSTU. Chico Malta, do PCB, ainda não prestou contas.

Não havia registros formais de insultos na escola em que alunos foram baleados, diz Seduc

Foto: Reprodução
Um dos alunos baleados em uma escola de Sobral na última quarta-feira, 05, continua internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa do Município. As outras duas vítimas já receberam alta.

Desde o dia do incidente, o jovem em questão está sob suspeita de morte encefálica. Porém, ele está passando por exames para confirmar ou descartar a possibilidade.

Um dos outros alunos, que já foram liberados, foi atingido também na cabeça, mas por um tiro de raspão. O outro foi atingido na perna, passou por um procedimento cirúrgico e foi liberado em seguida.

Os três estudantes foram atingidos por um colega de classe, de 15 anos, que afirmou à polícia que premeditou o crime porque era vítima de bullying na escola. De acordo com a família de uma das vítimas, porém, o atirador teria mirado em outros alunos e não nos que praticavam o bullying. A Secretaria de Educação do Ceará (SEDUC) informou que não havia registros formais dos insultos no ambiente escolar.