quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

Lula diz ser contra CPI para apuração de ataques em Brasília: ‘pode criar confusão tremenda’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (18) que a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) pode criar uma “confusão tremenda” na apuração dos ataques ocorridos em Brasília no último dia 8. Lula deu a declaração em uma entrevista exclusiva à Natuza Nery, na GloboNews.

“Nós temos instrumentos para fiscalizar o que aconteceu nesse país. Uma comissão de inquérito pode não ajudar e ela pode criar uma confusão tremenda, sabe? Nós não precisamos disso agora”, afirmou.

A abertura de uma CPI começou a ser articulada por parlamentares no dia seguinte à invasão ao Palácio do Planalto, ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Os criminosos destruíram vidraças, móveis e obras de arte nos prédios que são sedes dos Três Poderes.

No Senado, o requerimento de criação, apresentado pela senadora Soraya Thronicke (União Brasil-MS), já ultrapassou o mínimo necessário de apoios – 27 senadores. Soraya defende a instalação da CPI para apurar a organização, o financiamento e autoria dos ataques em Brasília.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), chegou a classificar a instalação da CPI como “muito pertinente” e “adequada”.

Lula avaliou que, embora a decisão seja do Congresso Nacional, não há justificativa para a abertura da CPI. Para o presidente, a estrutura de apuração da comissão não se diferencia do que já existe à disposição do governo federal.

“É uma decisão do Congresso Nacional, não é minha. Portanto, os partidos políticos, na Câmara e no Senado é que vão decidir”, declarou. “Se, por acaso, eles me pedissem um conselho – que é difícil pedir conselho – eu dizia: não façam CPI, porque não vai ajudar”, acrescentou.

“O que nós podemos investigar numa CPI que a gente não possa investigar aqui e agora? Nós estamos investigando, tem mil e trezentas pessoas presas. […] O que você pensa que a gente vai ganhar com uma CPI?”, indagou.

g1

Pistoleiro que fugiu quando era levado ao presídio após condenação por chacina no CE é preso com fuzil

Izaias Maciel fugiu no dia 25 de novembro de 2022, instantes após ser condenado por participar da Chacina de Quixeramobim - Nesta quarta-feira, ele foi recapturado e o irmão dele também foi preso. Izaias responde por pelo menos três homicídios e é suspeito de estar envolvido em mais 15 mortes. Em 2018, data da chacina, ele ficou conhecido como 'pistoleiro do Sertão Central'
Policiais penais e militares prenderam nesta quarta-feira (18), os irmãos Izaias Maciel da Costa, o 'Mucuim' e Iago Maciel da Costa. 'Mucuim' estava foragido há quase dois meses, desde quando foi condenado pela Chacina de Quixeramobim e fugiu na volta do júri, quando era levado com mais dois condenados pela matança para o Sistema Penitenciário.

Os irmãos foram capturados em Horizonte, Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Com a dupla foram apreendidos um fuzil AR15, duas pistolas calibre 380, cinco carregadores, munições, dois carros roubados, aparelhos telefônicos e um caderno com anotações referentes ao tráfico de drogas.

Izaias Maciel responde por pelo menos três homicídios e é suspeito de estar envolvido em mais 15 mortes. Em 2018, data da chacina, ele ficou conhecido como 'pistoleiro do Sertão Central'. 
Todo o material apreendido foi encaminhado à Draco
As buscas aconteceram com apoio de policiais penais, militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e agentes da Coordenadoria de Inteligência (Coin) da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

A dupla foi levada à Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

FUGA
No dia 25 de novembro de 2022, Izaias Maciel, Francisco Fábio Aragão da Silva e Mateus Fernandes de Sousa foram condenados a um total de 207 anos de prisão e fugiram da viatura que os levava de volta aos presídios.

A viatura saiu do Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza, onde aconteceu o julgamento. Segundo os policiais penais que participavam da escolta, o trio quebrou a grade da viatura (conhecida como "corró") e pulou do veículo em movimento.

O trio foi condenado por 4 homicídios, uma tentativa de homicídio e pelo crime de organização criminosa e teria que cumprir a pena em regime fechado, conforme a sentença.

Os agentes foram afastados preventivamente do serviço público, por 120 dias e são investigados pela suspeita de "eventual facilitação de fuga e corrupção", conforme inquérito policial.

Conforme a decisão, o afastamento se deu "por prática de atos incompatíveis com a função pública, visando à garantia da ordem pública, à instrução regular do processo administrativo disciplinar e à correta aplicação de sanção disciplinar".

SEGUEM FORAGIDOS

quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

CNM recomenda aos prefeitos não pagarem o aumento dos professores

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) publicou nota nesta última terça-feira (17), para questionar o reajuste do piso nacional do magistério, homologado pelo governo federal no dia anterior. Segundo a entidade, que representa os pequenos e médios municípios do país, o impacto anual estimado é de R$ 19,4 bilhões apenas aos cofres das prefeituras.

O piso nacional dos professores subirá para R$ 4.420,55 em 2023, um reajuste de quase 15% em relação ao piso do ano passado, que era de R$ 3.845,63. O aumento foi assinado pelo próprio ministro da Educação, Camilo Santana, em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU).

“A CNM vem se posicionando sobre a inconstitucionalidade do reajuste desde janeiro de 2022, quando o Ministério da Educação anunciou o reajuste de 33,24% para o referido ano, apesar de haver parecer contrário da Advocacia-Geral da União (AGU). O movimento municipalista destaca que há um vácuo legislativo que coloca em risco a segurança jurídica de aplicação do reajuste do piso nacional do magistério, pois se baseia em critérios que remetem à Lei 11.494/2007, do antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), expressamente revogada pela Lei 14.113/2020, de regulamentação do novo Fundeb”, disse a nota da confederação.

Entre os argumentos da entidade municipalista contra e medida está regra atual de reajuste, que é baseada no Valor Mínimo por Aluno Ano definido nacionalmente. Esse indicador, de acordo com a CNM, tem sido sempre superior ao crescimento da própria receita do Fundeb. Entre 2009 e 2023, a receita do fundo aumentou 255,9% e o aumento do piso do magistério foi de 365,3%, observou a entidade, que recomenda às prefeituras não aplicaram o reajuste.

“Por essa razão, a CNM continua recomendando cautela e prudência aos gestores municipais enquanto não houver solução legislativa para o critério de reajuste do piso. Em 2023, a entidade mantém a orientação dada no início de 2022 de que os municípios não estão obrigados a dar o reajuste baseado em dispositivo sem validade legal e que concedam reajuste aos professores considerando a inflação de 2022 e as condições fiscais do município, com igual tratamento dado ao conjunto dos servidores municipais”, completou a entidade.

Ainda segundo a CNM, em pesquisa realizada no ano passado com um total de 4.016 municípios, cerca de 3 mil deles deram reajuste ao magistério público, sendo que 1.721 prefeituras aplicaram percentuais diferentes do anunciado pelo governo federal. De todos os entes municipais, pouco mais de um terço (31,1%) deram o reajuste de 33,24% definido na portaria do Ministério da Educação.

Veja a integra da nota: 

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) reitera que não há base legal para o reajuste do piso nacional do magistério de 14,95% em 2023. A medida – homologada na Portaria 17/2023, publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira, 17 de janeiro – trará impacto anual de R$ 19,4 bilhões apenas aos cofres municipais. A CNM vem se posicionando sobre a inconstitucionalidade do reajuste desde janeiro de 2022, quando o Ministério da Educação anunciou o reajuste de 33,24% para o referido ano, apesar de haver parecer contrário da Advocacia-Geral da União (AGU).

O movimento municipalista destaca que há um vácuo legislativo que coloca em risco a segurança jurídica de aplicação do reajuste do piso nacional do magistério, pois se baseia em critérios que remetem à Lei 11.494/2007, do antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), expressamente revogada pela Lei 14.113/2020, de regulamentação do novo Fundeb.

Os governos Bolsonaro e Lula têm, portanto, a mesma posição em relação ao reajuste do piso do magistério, preferindo não considerar o pacto federativo para não confrontar o movimento sindical dos professores. Destaca-se que o piso do magistério não impacta as contas do governo federal, pois quem paga são Estados e Municípios. Já quando se trata de medidas que impactam as finanças da União, como o salário mínimo e o valor per capita do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), há indefinição sobre o reajuste.

Importante ressaltar, ainda, que o piso do magistério proposto na Lei 11.738/2008 se tornou um grande problema para a gestão da educação no país, na medida em que sua atualização, baseada no Valor Mínimo por Aluno Ano definido nacionalmente, tem sido sempre superior ao crescimento da própria receita do Fundo, pressionando o crescimento da folha de pagamento dos professores. Entre 2009 e 2023, a receita do Fundeb aumentou 255,9% e o reajuste do piso do magistério foi de 365,3%.

Em pesquisa realizada pela CNM em 2022 com 4.016 Municípios, cerca de 3 mil Municípios pesquisados deram reajuste ao magistério público, sendo que 1.721 concederam percentuais diferentes do anunciado pelo governo federal, o que mostra que a medida divulgada pelo MEC não repercutiu em todos os Entes municipais. De todos os Municípios consultados, somente 31,1% deram o reajuste de 33,24% definido na Portaria do Ministério da Educação.

Por essa razão, a CNM continua recomendando cautela e prudência aos gestores municipais enquanto não houver solução legislativa para o critério de reajuste do piso. Em 2023, a entidade mantém a orientação dada no início de 2022 de que os Municípios não estão obrigados a dar o reajuste baseado em dispositivo sem validade legal e que concedam reajuste aos professores considerando a inflação de 2022 e as condições fiscais do Município, com igual tratamento dado ao conjunto dos servidores municipais.

Fonte: Agência Brasil

De violência doméstica a homicídio, CGD abre investigações contra 22 militares no Ceará

Tentativa de latrocínio, participação em motim e agressão contra suspeitos presos também serão apuradas administrativamente
A maior investigação, dentre as portarias abertas pela CGD, é contra sete policiais militares, suspeitos de invasão de domicílio e agressão física
A Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário do Ceará (CGD) publicou, no Diário Oficial do Estado (DOE) da última terça-feira (17), portarias para abrir investigações administrativas contra 22 militares (sendo 21 policiais e apenas um bombeiro). Os agentes de segurança são suspeitos de crimes como homicídio, tentativa de latrocínio, violência doméstica e participação em motim.

Um dos alvos de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) é um soldado da Polícia Militar do Ceará (PMCE), suspeito de matar o adolescente Juan Ferreira dos Santos, de 14 anos, em uma intervenção policial, em Fortaleza, no dia 13 de setembro de 2019.

O soldado Breno Barros Soares virou réu, na Justiça Estadual, pelo crime de homicídio na modalidade de dolo eventual (quando não há intenção, mas se assumiu o risco de causar uma morte), mais de três anos depois da morte do adolescente, quando a 1ª Vara do Júri de Fortaleza aceitou a denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE), em 14 de outubro do ano passado.

A CGD também publicou a abertura de um Conselho de Disciplina contra o sargento PM Antônio Carlos Rodrigues de Lima Júnior, preso em flagrante por tentativa de latrocínio (roubo seguido de morte), no Município de Paracuru, no dia 31 de dezembro último. O militar, que apresentava sinais de embriaguez, roubou um veículo de luxo (Toyota Hilux), após atirar contra os ocupantes. A prisão preventiva do policial já foi decretada pela Justiça.

Outros três policiais militares - em três ocorrências distintas - são investigados na CGD por casos de violência contra a mulher. A identidade dos agentes de segurança não será divulgada, para preservar as vítimas.

Um sargento foi denunciado por tomar um aparelho celular da ex-companheira e mostrar fotografias íntimas dela para outras pessoas, além de cometer agressões verbais à vítima, no dia 26 de julho de 2019.

A Controladoria detalha ainda que o PM descumpriu medida protetiva judicial, de distanciamento da ex-namorada, e a perseguiu, em episódios ocorridos entre 2019 e 2021. O caso é investigado, na esfera criminal, pela Delegacia Regional de Russas, da Polícia Civil do Ceará (PC-CE).

Um cabo PM é suspeito de lesionar, injuriar, constranger e ameaçar sua companheira, motivos pelos quais foi preso em flagrante em Fortaleza, no dia 1º de novembro do ano passado. Já um soldado PM foi preso em flagrante por agredir a companheira, no dia 9 de dezembro último.

A maior investigação, dentre as portarias abertas pela CGD, é contra sete policiais militares (um tenente, um cabo e 5 soldados), por invadirem uma residência, praticarem agressões contra um homem e ainda se apropriarem de patrimônio alheio, em um salão de beleza, em Fortaleza, em 9 de janeiro de 2020.

CONFIRA AS OUTRAS INVESTIGAÇÕES ABERTAS PELA CONTROLADORIA

- Um sargento PM é suspeito de desrespeitar um militar superior, o que o levou a ser preso em flagrante, em Fortaleza, em 31 de janeiro de 2022.

- Um soldado PM passou a ser investigado na CGD por incentivar outros militares a participarem do motim da categoria, em fevereiro de 2020, pela rede social WhatsApp. "Essa é a hora, senhores, vamos à luta", foi uma das mensagens publicadas por ele.

- Três PMs (um sargento e dois soldados) são suspeitos de "solicitaram uma vantagem ilícita quando do atendimento de uma ocorrência de perturbação do sossego", em Fortaleza, em 25 de setembro de 2021.

- Um subtenente PM é suspeito de cometer transgressão disciplinar, ao participar de uma briga, armado, enquanto fazia a segurança particular de um empresário, em 25 de março do ano passado.

- Dois PMs (um sargento e um soldado) são suspeitos de cometerem agressões a dois suspeitos presos, em Horizonte, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), em 23 de outubro de 2020.

- Um soldado PM é investigado administrativamente por desobedecer um militar superior, ao ponto de arremessar um copo de whisky contra ele, em Maranguape, também na Grande Fortaleza, em 20 de fevereiro de 2022.

E, por fim, um subtenente do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE) é suspeito de comprar uma arma de fogo de um policial penal, sem respeitar o devido processo de transferência da arma. A arma terminou apreendida com um adolescente infrator.

CNBB condena nova medida do Ministério da Saúde que facilita aborto no Brasil

Para a representante da Comissão de Bioética da CNBB, Lenise Garcia, há um conflito entre a norma anterior (teoricamente restaurada) e a legislação atual. Foto: Reprodução
Na manhã desta quarta-feira (18) foi manifestado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) repúdio total à qualquer medida que flexibilize, facilite ou legalize o aborto, em resposta aos últimos decretos do Ministério da Saúde, constantes da Portaria GM/MS de nº 13, publicada no última sexta-feira (13).

O texto revoga seis medidas relativas a questões de saúde, entre elas a Portaria GM/MS de nº 2.561, de 23 de setembro de 2020, que dispunha sobre o ”procedimento de justificação e autorização da interrupção da gravidez nos casos previstos em lei, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS)”. A portaria também restaura incisos, redações e artigos de outras quatro portarias já publicadas pelo Ministério da Saúde.

Com o objetivo de compreender quais a implicações práticas desta série de mudanças e alterações colocadas pelo Ministério representantes das Comissões Episcopal Pastoral para a Vida e a Família e de Bioética da CNBB e da Associação Nacional dos Médicos Católicos se encontraram virtualmente com o secretário-geral da entidade e bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ), dom Joel Portella Amado, na última terça-feira (17).

De acordo com dom Joel, a Igreja está tentando compreender o que efetivamente significa a portaria nº 13 do Ministério da Saúde. ”Naquela portaria, há revogações e ‘repristinações’, em que leis revogadas passam novamente a valer. Como o texto da portaria é muito técnico, referindo-se a diversas outras leis, com iniciativas em várias frentes, a CNBB deseja entender melhor cada um dos dispositivos que ali estão”, pontuou.

O membro do Observatório de Bioética do regional Sul 3 da CNBB, o advogado Júlio Cesar Pereira da Silva, considera que a publicação da portaria nº 13 não foi precedida do necessário debate com a sociedade, por meio de uma consulta pública ou de estudos técnicos prévios. Para a doutora Lenise Garcia, representante da Comissão de Bioética da CNBB, há um conflito entre a norma anterior (teoricamente restaurada) e a legislação atual.

CNBB sobre o aborto

A CNBB, por várias vezes, já se posicionou a favor da vida e contra o aborto uma vez que defende, por princípio, a defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural (cf. Constituição Federal, art. 1°, III; 3°, IV e 5°, caput): ”Um exemplo, é  a nota “Pela Vida. Contra o aborto”, de abril de 2017, que sistematiza as posições da entidade sobre o aborto.  Um dos trechos do documento, defende que “não compete a nenhuma autoridade pública reconhecer seletivamente o direito à vida, assegurando-o a alguns e negando-o a outros. Essa discriminação é iníqua e excludente; causa horror só o pensar que haja crianças que não poderão jamais ver a luz, vítimas do aborto. São imorais leis que imponham aos profissionais da saúde a obrigação de agir contra a sua consciência, cooperando, direta ou indiretamente, na prática do aborto”.

Mudanças 

Para o bispo de Rio Grande (RS) e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e Família da CNBB, dom Ricardo Hoepers, o momento atual pede tranquilidade e prudência nas ações. ”Se há mudanças a serem feitas, que estas ocorram com tranquilidade e não representem retrocesso na defesa da vida em todas as suas instâncias”, reforçou o sacerdote.

O secretário-geral da CNBB alerta que o Brasil vive um momento no qual se busca a paz e que essa busca tem várias implicações: justiça social, respeito às instâncias e instituições democráticas, direitos humanos, entre outras. Dom Joel defende que, transversalmente a todas essas dimensões, está a vida de cada pessoa e de todas as pessoas. ”A Igreja sempre se pautou pela defesa da vida desde a concepção até a morte natural”, disse o secretário

Confira a nota da CNBB

“Diante de vós, a vida e a morte. Escolhe a vida!” (cf. Dt 30,19)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) não concorda e manifesta sua reprovação a toda e qualquer iniciativa que sinalize para a flexibilização do aborto. Assim, as últimas medidas, a exemplo da desvinculação do Brasil com a Convenção de Genebra e a revogação da portaria que determina a comunicação do aborto por estupro às autoridades policiais, precisam ser esclarecidas pelo Governo Federal considerando que a defesa do nascituro foi compromisso assumido em campanha.

A hora pede sensatez e equilíbrio para a efetiva busca da paz. É preciso lembrar que qualquer atentado contra a vida é também uma agressão ao Estado Democrático de Direito e configura ataques à dignidade e ao bem-estar social.

A Igreja, sem vínculo com partido ou ideologia, fiel ao seu Mestre, clama para que todos se unam na defesa e na proteção da vida em todas as suas etapas – missão que exige compromisso com os pobres, com as gestantes e suas famílias, especialmente com a vida indefesa em gestação.

Não, contundente, ao aborto!

Possamos estar unidos na promoção da dignidade de todo ser humano.

Brasília-DF, 18 de janeiro de 2023

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte (MG)
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Primeiro Vice-Presidente da CNBB

Dom Mário Antônio da Silva
Arcebispo de Cuiabá (MT)
Segundo Vice-Presidente da CNBB

Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)
Secretário-geral da CNBB

Com informações da CNBB

Contribuição do MEI subirá para R$ 65,10 em fevereiro

A manutenção do salário mínimo em R$ 1.302 pelo menos até maio, anunciada hoje (18) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, mudará o cálculo da contribuição de microempreendedores individuais (MEI) para a Previdência Social. O valor, que subiria para R$ 66 caso vigorasse o salário mínimo de R$ 1.320 estipulado pelo Orçamento, agora ficará em R$ 65,10.

O aumento, de 7,43%, segue o reajuste do salário mínimo, que passou de R$ 1.212 mil no ano passado para R$ 1.302 este ano, conforme estipulado por medida provisória editada em dezembro pelo governo passado.

O reajuste valerá apenas para os boletos com vencimento a partir de 20 de fevereiro. A cota deste mês, que vence em 20 de janeiro, continuará a ser paga pelo valor antigo, de R$ 60,60.

Para os MEIs caminhoneiros, que contribuem mais para a Previdência Social, o valor passará de R$ 145,44 para R$ 156,24. Caso o salário mínimo passasse para R$ 1.320, o valor aumentaria para R$ 158,40.

Centrais sindicais

Após reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com as centrais sindicais, Marinho afirmou que o salário mínimo não será reajustado para R$ 1.320 antes de maio. “Hoje é R$ 1.302 e, em maio, pode ser que haja alteração a partir do trabalho que vamos construir [em conjunto com as centrais sindicais]”, declarou o ministro.

Também no evento, o presidente Lula indicou que pretende retomar a política de reajuste que vigorou entre 2011 e 2019, com o salário mínimo subindo pela inflação do ano anterior mais o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos). Ainda não está claro se a variação do PIB considerará o crescimento de dois anos antes ou do ano imediatamente anterior.

Recolhimento

Profissionais autônomos com regime tributário e previdenciário simplificado, os microempreendedores individuais recolhem 5% do salário mínimo por mês para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os MEIs caminhoneiros contribuem com 12% do salário mínimo.

O restante da contribuição mensal varia conforme o ramo de atuação. Os trabalhadores que exercem atividades ligadas ao comércio e à indústria pagam R$ 1 a mais referente ao Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), administrado pelo estado onde moram. Os profissionais que executam serviços recolhem R$ 5 a mais de Imposto sobre Serviços (ISS), administrado pelo município onde habitam.

Ao contribuírem para o INSS, os microempreendedores individuais passam a ter direito à aposentadoria por idade, auxílio-doença, salário-maternidade, auxílio-reclusão e pensão por morte. Além disso, a Receita Federal fornece um Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) aos MEIs, que podem emitir notas fiscais e obter crédito com condições especiais.

O boleto mensal do Documento de Arrecadação Simplificada do MEI (DAS-MEI) pode ser gerado no Portal do Empreendedor. As parcelas vencem no dia 20 de cada mês.

Agência Brasil

Vídeo: Traficante é preso enquanto almoçava com a família em restaurante; Policiais usaram camisas de times como disfarce

Um traficante gaúcho, procurado por tráfico internacional de drogas, foi preso enquanto almoçava em uma restaurante no Rio de Janeiro.

Os policiais usaram camisas de times de futebol do Rio para não serem identificados. Eles entraram no estabelecimento e rapidamente abordaram o criminoso, que almoçava com a família.

O traficante gaúcho é piloto de avião e tem contatos importantes com o crime organizado no exterior, como o cartel mexicano de Sinaloa.

Segundo a polícia, ele coordenava o principal esquema logístico para a entrada de drogas no Rio Grande do Sul. Por semana, mais de 400 quilos de cocaína eram transportados.

O criminoso foi levado ao Rio Grande do Sul em um avião apreendido em outra operação contra o tráfico de drogas. Agora ele vai responder por tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Menina de 12 anos morre asfixiada após participar de desafio do TikTok

Milagres Soto, uma menina de 12 anos, morreu na Argentina após cumprir o “desafio do apagão” do TikTok. A jovem foi encontrada no quarto da casa onde morava pendurada pelo pescoço com uma corda, segundo o jornal ‘La Nación’.

O caso aconteceu na sexta-feira (13) por volta das 13h. Em uma rede social, a tia da menina disse que a família está desolada com o que aconteceu. “Vou divulgar o que estou vivendo. Ela é Milagres, minha sobrinha… a quem perdeu a vida hoje fazendo um desafio do TikTok… Por favor, peço que compartilhem… minha filha e eu não temos consolo”, escreveu Laura, que também acrescentou que tomou a decisão de compartilhar o occorrido para que o mesmo não ocorra com outros jovens.

O desafio do apagão não é novidade na rede e outras pessoas já foram vítimas. Em 2021, Antonella Sicomero, de 10 anos, morreu na Itália após colocar um cinto no pescoço.

No Chile, também houve um relato de morte por asfixia por causa do desafio que consiste em transmitir um enforcamento ao vivo, porém, que consiga sair no último minuto, apontou as apurações do Ministério Público local. “Nesse caso não deu certo e a menor morreu na tentativa”, disse o órgão ao jornal argentino.

Praia do Preá (CE) terá hotel de luxo com marca internacional

Localizada no município cearense de Cruz, que fica a apenas 20 quilômetros de Jericoacoara, a praia do Preá ganhará um hotel com bandeira de luxo internacional. A propriedade ficará dentro do Vila Carnaúba, mega projeto imobiliário de uso misto, que chega ao mercado unindo residencial, entretenimento, lazer e hotelaria.

O empreendimento foi concebido e está sendo desenvolvido pela Flow City Empreendimentos Imobiliários e conta com investimento de R$ 285 milhões. Os responsáveis pelo projeto são empresários brasileiros de diferentes ramos, entre eles os arquitetos Miguel Pinto Guimarães e Sergio Caldas, além do advogado Eduardo Juaçaba. O grupo é liderado por um dos fundadores da XP Investimentos.

O Vila Carnaúba ocupa uma área de 512 mil metros quadrados (m²), com 400 metros de frente praia e 196 mil m² de área residencial. Pelo que apurou a reportagem do Hotelier News, o hotel terá entre 80 e 100 apartamentos, contando branded residences disponíveis para a venda. A futura operadora fará a gestão de todas essas UHs, além de outros equipamentos como o spa e o restaurante.

A propriedade conta ainda com comodidades como spa, health club, kids club, coworking e clube esportivo, entre outras atrações, que também poderão ser utilizados pelos proprietárias dos residenciais. A estimativa dos desenvolvedores é de que o complexo gere mais de 500 empregos para a população local.

O complexo

Na parte residencial, os compradores podem optar por lotes que variam de 174 m² a 1.524 m². Para manter o padrão arquitetônico, que é uma releitura contemporânea das antigas casas da região, foram desenvolvidos 17 projetos de design, com imóveis de uma a cinco suítes e área fechada de 55 m² a 893 m².

Pelo que apurou a reportagem, as vendas das unidades residenciais estão bem avançadas. O público-alvo principal são praticantes de kitesurf brasileiros e internacionais. Vale destacar que a Praia do Preá é um dos melhores locais do mundo para a prática do esporte. A proximidade com Jericoacoara é outro atributo comercial explorado pelos desenvolvedores.

Hotelier News

No Ceará, homem é preso investigado por estuprar adolescente com deficiência e agredir a ex-mulher

O suspeito, de 28 anos, estava foragido desde maio de 2021, quando teria cometido o estupro de vulnerável
Um homem de 28 anos foi preso suspeito de estuprar uma adolescente com deficiência, de 17 anos, na zona rural de Croatá, no interior do Ceará. Ele, capturado na última terça-feira (17), é investigado também por crimes de violência doméstica e por descumprimento de medidas protetivas de urgência contra a ex-companheira.

O suspeito estava foragido da Justiça desde a expedição da ordem judicial, em 2021, quando teria ocorrido o estupro contra a adolescente. A prisão foi realizada pela Delegacia Municipal de Guaraciaba do Norte.

Os policiais civis de Guaraciaba do Norte deram início às investigações e confirmaram a identidade do suspeito após o registro de um boletim de ocorrência (BO) informando o crime. Com o levantamento das informações, a unidade policial representou ao Poder Judiciário pela prisão preventiva do investigado.

O homem não terá a identidade revelada para preservar a identidade da vítima. Ele foi encontrado na localidade de Sítio Repartição, na zona rural de Croatá, e conduzido para a Delegacia Municipal de Guaraciaba do Norte. Na delegacia, foi cumprido o mandado de prisão preventiva pelo crime de estupro de vulnerável e o homem foi entregue à disposição da Justiça.