quarta-feira, 22 de março de 2023

PF prende criminosos que planejavam sequestrar e matar senador Sergio Moro

PF/Divulgação
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (22/3) a Operação Sequaz. O objetivo é desarticular uma organização criminosa que planejava sequestrar e matar servidores públicos e autoridades, incluindo o senador Sergio Moro (União Brasil) e um promotor de Justiça.

Os mandados são cumpridos em cinco unidades da Federação: Roraima (RO), Paraná (PR), Distrito Federal (DF), Mato Grosso do Sul (MS) e São Paulo

De acordo com as investigações, os ataques poderiam ocorrer de forma simultânea, e os principais investigados se encontravam nos estados de São Paulo e Paraná.

Cerca de 120 policiais federais cumprem 24 mandados de busca e apreensão, sete mandados de prisão preventiva e quatro mandados de prisão temporária em Mato Grosso do Sul, Rondônia, São Paulo e Paraná

O nome da operação se refere ao ato de seguir, vigiar, acompanhar alguém, devido ao método utilizado pelos criminosos para fazer o levantamento de informações as possíveis vítimas.

No Twitter, o ministro da Justiça, Flávio Dino, comentou sobre a operação.

Metrópoles

Vídeo: Carro de deputado cai em espelho d’água do Palácio do Planalto

Um carro caiu no espelho d’água em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília, no começo da noite desta terça-feira (21). O motorista do automóvel trabalha para o deputado federal Marcos Tavares (PDT/RJ) e tentava fazer uma manobra de retorno para buscar o parlamentar. Ele disse que se confundiu com a sinalização e, pensando que o espelho d’água fosse uma via, caiu na vala. Choveu durante praticamente toda a tarde em Brasília e, no momento do acidente, o terreno estava muito molhado e a luminosidade, baixa. 
O motorista conseguiu sair do carro com a ajuda de um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), sem ferimentos, mas foi levado para GSI para se acalmar após o susto.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para atender a ocorrência. O grupamento de buscas e salvamento da corporação também foi chamado para retirar o carro do local. 

Dia Mundial da Água: Cerrado pode perder quase 34% da água até 2050

Cenário considera impacto do ritmo de exploração agropecuária no bioma
O Cerrado pode perder 33,9% dos fluxos dos rios até 2050, caso o ritmo da exploração agropecuária permaneça com os níveis atuais. Diante da situação, autoridades e especialistas devem dedicar a mesma atenção que reservam à Amazônia, uma vez que um bioma inexiste sem o outro. O alerta para situação é do fundador e diretor executivo do Instituto Cerrados, Yuri Botelho Salmona. Nesta terça-feira (22) é celebrado o Dia Mundial da Água, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Salmona mensurou o efeito da apropriação da terra para monoculturas e pasto, que resultou em artigo publicado na revista científica internacional Sustainability. A pesquisa contou com o apoio do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).

Ao todo, foram analisadas 81 bacias hidrográficas do Cerrado, no período entre 1985 e 2022. Segundo o levantamento, a diminuição da vazão foi constatada em 88% delas em virtude do avanço da agropecuária.

A pesquisa indica que o cultivo de soja, milho e algodão, assim como a pecuária, têm influenciado o ciclo hidrológico. O estudo também evidencia que mudanças do uso do solo provocam a redução da água em 56% dos casos. O restante (44%) está associado a mudanças climáticas.

"Quando eu falo de mudança de uso de solo, a gente está, no final das contas, falando de desmatamento e o que você coloca em cima, depois que você desmata", disse Saloma, em entrevista à Agência Brasil. Segundo o pesquisador, o oeste da Bahia é um dos locais onde o cenário tem mais se agravado.

Quanto às consequências climáticas, o pesquisador explica que se acentua a chamada evapotranspiração potencial. Salmona explicou ainda que esse é o estudo com maior amplitude já realizado sobre os rios do Cerrado.

"O que está aumentando é a radiação solar. Está ficando mais quente. Você tem mais incidência, está ficando mais quente e você tem maior evaporação do vapor, da água, e é aí em que a mudança climática está atuando, muito claramente, de forma generalizada, no Cerrado. Em algumas regiões, mais fortes, como o Maranhão, Piauí e o oeste da Bahia, mas é geral", detalhou.

Chuvas
Outro fator que tem sofrido alterações é o padrão de chuvas. Conforme enfatizou Salmona, o que se observa não é necessariamente um menor nível pluviométrico.

"A gente viu que lugares onde está chovendo menos não é a regra, é a exceção. O que está acontecendo muito é a diminuição dos períodos de chuva. O mesmo volume de água que antes caía em quatro, cinco meses está caindo em dois, três. Com isso, você tem uma menor capacidade de filtrar essa água para um solo profundo e ele ficar disponível em um período seco", comentou.

Uma das razões que explica o efeito de reação em cadeia ao se desmatar o cerrado está no fato de que a vegetação do bioma tem raízes que se parecem com buchas de banho, ou seja, capazes de armazenar água. É isso que permite, nos meses de estiagem, que a água retida no solo vaze pelos rios. Segundo o pesquisador, em torno de 80% a 90% da água dos rios do bioma tem como origem a água subterrânea.

Surto: Deputado André Fernandes quebra microfone da câmara

A Câmara dos Deputados serviu de palco para o descontrole do deputado bolsonarista André Fernandes (PL) que, após sua fala aos gritos, deu um tapa violento no microfone da tribuna. Tamanha força de sua mão quebrou o equipamento.

Aos berros, o cearense discursava contra os seus opositores e defendia o ex-presidente. “Pra quê serve essa tribuna”, disse ao encerrar a fala com o golpe. A deputada Maria do Rosário (PT), que presidia a sessão, não deixou barato e repreendeu o ato, apontando, inclusive, que pedirá responsabilização pelo ocorrido.

“Deputado, vossa excelência não tem o direito de estapear ou atuar de forma a prejudicar próprio da Casa. Estou aqui na presidência dessa mesa e deixarei registrado. E peço que registre o meu pronunciamento aqui contra o gesto do deputado que acabou empurrando violentamente o microfone na tribuna, não será tolerado”, disse.

Nas redes sociais, Maria do Rosário voltou a comentar. “Inadmissível que qualquer parlamentar utilize a tribuna e exerça violência contra o patrimônio da Câmara ao fazer uso da palavra. Presido os trabalhos e represento a casa na condição de 2ª Secretaria. Repreendi o deputado e pedirei responsabilização e restauro do bem danificado”.

Ação das Forças de Segurança do Ceará leva mantimentos para 18 famílias de comunidade ilhada de Uruburetama

Foto: Divulgação
Após fortes chuvas, cerca de 100 pessoas estão sem acesso à energia, comércio e outros serviços básicos desde quarta-feira (14) na região.
Uma ação da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) e da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil do Ceará (Cedec) do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará (CBMCE) levou, na manhã desta terça-feira (21), mantimentos para 18 famílias que estão isoladas na localidade de Pau Alto, no município de Uruburetama, no Ceará. Após fortes chuvas, cerca de 100 pessoas estão sem acesso à energia, comércio e outros serviços básicos desde quarta-feira (14) na região.

Ao todo, as equipes da Cedec e da Ciopaer levaram 53 cestas básicas com 795 kg contendo alimentos, kits de limpeza, medicamentos, velas e fósforos. Os mantimentos foram adquiridos pela Secretaria da Proteção Social, Prefeitura Municipal de Uruburetama e também foram doados por voluntários.

Segundo o coordenador da Cedec, tenente-coronel Haroldo Gondim, a missão foi de fundamental importância, uma vez que o local é de difícil acesso e a população precisava dos suprimentos.

Conforme o tenente-coronel da Ciopaer Emerson Bastos, comandante da missão, foram feitas, ao todo, três viagens, do estádio de Uruburetama até a localidade no topo da serra, para levar todas as cestas. A Ciopaer também prestou apoio técnico e logístico, além de contribuir com a segurança dos envolvidos na ação.

GCMais

terça-feira, 21 de março de 2023

Quase metade da população cearense vive abaixo da pobreza, incluindo mais de 1 milhão considerados miseráveis

Para o presidente da COFT, deputado Sérgio Aguiar (PDT), o Legislativo tem “a missão, além de legislar, de fiscalizar o Poder Executivo”. E esclareceu que parte desse trabalho é feito a partir do debate sobre as metas fiscais do Estado, realizado a cada quatro meses na Comissão.
Quase metade da população cearense vive abaixo da linha de pobreza, e mais de um milhão de cearenses vivem em situação de miséria. Esses números foram apresentados ontem (20) aos deputados estaduais integrantes da Comissão de Orçamento, Finanças e Tributação, outros, pelo secretário da Fazenda do Ceará (Sefaz), Fabrízio Gomes.

De acordo com o secretário, no segundo semestre de 2022, houve uma queda de arrecadação de R$ 1,13 bilhão no ICMS de combustíveis, energia elétrica e comunicação – com valores corrigidos pelo índice IPCA-e. Esses foram os setores afetados pela aprovação das leis complementares nº 192/22 e nº 194/22, que estabeleceram um teto para a cobrança do imposto estadual. A queda representa uma perda de 21% em relação ao mesmo período de 2021.

Apesar disso, a receita corrente do Ceará – considerando todos os impostos, receitas e transferências – cresceu R$ 6,5 bilhões, atingindo R$ 41,7 bilhões em todo o ano (aumento de 19% em relação a 2021). Porém, o secretário salientou que parte do valor é composto pelos precatórios do Fundef, que já possuem destinação certa aos professores contemplados com a medida.

Para o presidente da COFT, deputado Sérgio Aguiar (PDT), o Legislativo tem “a missão, além de legislar, de fiscalizar o Poder Executivo”. E esclareceu que parte desse trabalho é feito a partir do debate sobre as metas fiscais do Estado, realizado a cada quatro meses na Comissão.

Deputados de oposição presentes no encontro, como Carmelo Neto (PL), Dra. Silvana (PL) e Sargento Reginauro (União) questionaram os dados apresentados, pois consideraram, a partir de relatórios da Sefaz e do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que a arrecadação de ICMS nesses setores não caiu em 2022. Eles ainda criticaram os aumentos de impostos ocorridos no começo deste ano.

Já os deputados Sérgio Aguiar (PDT), Osmar Baquit (PDT), De Assis Diniz (PT), Guilherme Sampaio (PT), Agenor Neto (MDB) e Nizo Costa (PT) argumentaram que as perdas ocorreram e foram reconhecidas tanto pelo Supremo Tribunal Federal, como pelo Governo Federal, que agora negocia uma compensação aos estados – que está prevista nas leis aprovadas.

Fabrízio Gomes informou que houve uma frustração do que se esperava arrecadar no ano de 2022, atrapalhando a programação financeira para financiamento das políticas públicas. Ele ainda lembrou que há diferentes metodologias para o cálculo do ICMS, que pode levar em conta o valor bruto ou o líquido – que desconta os repasses para o Fundeb e os municípios.

Segundo ele, dos R$ 44 bilhões estimados em perdas por todos os estados em 2022, o Governo Federal propôs compensar apenas R$ 26,9 bilhões, divididos em três parcelas: 25% em 2023, 50% em 2024 e 25% em 2025. Nesse bolo, o Ceará ficaria, no total, com uma fatia de R$ 643,6 milhões – valor menor que as perdas registradas. Além disso, o secretário alertou que não há previsão na legislação de compensar as perdas de arrecadação a partir de janeiro deste ano que, adiantou ele, já são sentidas pelos cofres públicos.

Por sua vez, os deputados Queiroz Filho (PDT) e Felipe Mota (União) questionaram sobre a quantidade de recursos direcionados ao Fundo Estadual de Combate à Pobreza (Fecop) e a efetividade desses investimentos para reduzir a miséria no Ceará.

Além disso, Queiroz Filho arguiu se haveria espaço para o reajuste geral dos servidores estaduais, para o pagamento do piso do magistério e para convocação de aprovados em concursos. O secretário Fabrízio Gomes informou que o assunto está em debate e, somente após avaliar o impacto financeiro dessas medidas, é que haverá uma decisão do governador Elmano de Freitas sobre esses temas.

Também estiveram presentes a audiência os deputados Missias Dias (PT), Antônio Henrique (PDT), Jô Farias (PT), Juliana Lucena (PT), Bruno Pedrosa (PDT) e Lia Gomes (PDT); o secretário-executivo do Tesouro Estadual e de Metas Fiscais do Ceará, Márcio Cardeal; o coordenador de Gestão da Execução Orçamentária, Patrimonial e Contábil (Copac), Talvani Rabelo; e o coordenador de Gestão Fiscal (Cofis), Takeshi Koshima.

Com informações da assessoria da AL-CE

Secretário da Sefaz explica porque Ceará não pediu a compensação do ICMS ao Governo Federal

Blog do Edison Silva

Secretário da Fazenda do Ceará comprova currículo acadêmico, mas deixa a desejar nos esclarecimentos

Secretário da Fazenda do Ceará, Fabrizio Gomes Santos, na comissão de Orçamento e Fianças da Assembleia, presidente pelo deputado Sérgio Aguiar
Foto: Blog do Edison Silva
O secretário da Fazenda, Fabrizio Gomes Santos, disse ontem para quase duas dezenas de deputados estaduais cearenses, na reunião da comissão de Orçamento, Finanças e Tributação do Legislativo estadual que o Governo ainda não tem um estudo sobre aumento para os servidores, retroativo a janeiro, como tem acontecido nos últimos anos, nem ainda tem posição definida sobre o novo piso dos professores, após os quase 15% de aumento anunciado pelo Governo Federal, ainda no ano passado. Para o secretário, qualquer majoração nos salários do pessoal dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário e a relação com as limitações da Lei de Responsabilidade Fiscal, dependerão dos índices e a partir da vigência acordada pelo governador Elmano de Freitas. Segundo pessoas ligadas à Fazenda estadual, o Ceará não tem condições de dar o mesmo índice de aumento anunciado pelo Governo Federal, de 9%.

Fabrizio insistiu em falar para os deputados, sob protesto dos representantes da oposição, que o tesouro estadual teve um déficit de receita do ICMS, em 2022, de mais de R$ 1 bilhão, mesmo que cômputo geral, a arrecadação total do ICMS tenha sido superior ao todo previsto pelo Governo do Estado. Ele não disse aos deputados, mas foi indagada por jornalista do Blog do Edison Silva, ele disse que o aumento da receita com o ICMS se deu por conta do incremento do comercio varejista e do atacado. O secretário também disse que aumentou o número de mais pobres e miseráveis no Ceará. Mais de 4 milhões de cearenses vivem abaixo da linha de pobreza, e que um milhão desses cearenses estão na faixa considerada de miseráveis.Ele foi questionado sobre a ap0licação dos recursos do FECOP, que é o Fundo de Combate a Pobreza no Ceará, mas não soube dar explicações, alegando que o Fundo é gerido pelo pessoal ligado à secretaria de Planejamento. Os deputados Felipe Mota e Queiroz Filho, denunciaram má aplicação dos recursos daquele Fundo.

O Estado do Ceará ainda  tem condições de fazer algum empréstimo externo, mas sua capacidade está deveras limitada, por isso o empréstimo de R$ 900 milhões que o Governo tenta negociar com o Banco do Brasil. Não está sendo fácil a negociação para a contratação do empréstimo de R$ 900 milhões, disse o secretário aos deputados estaduais. O Estado do Ceará está tentando uma renegociação de um empréstimo externo com o Banco Interamericana, com vencimento para este ano. O erário  cearense não tem o dinheiro suficiente para saldar a dívida com o Banco Interamericano. A fala do secretário deixou muito a desejar, até mesmo para deputados governistas, inclusive os que fizeram manifestações elogiosas à explanação inicial da autoridade fazendária. A maioria dos que o ouviram, ficaram certos de que é muito difícil a situação fiscal do Estado do Ceará.

Faltou dinheiro para a Secretaria de Segurança Pública.

Na edição de ontem do Diário Oficial do Estado, uma portaria do Comando do Corpo de Bombeiros do Ceará, reconhecia um débito não pago, da conta de luz dos bombeiros referentes aos meses de dezembro de 2022, janeiro e fevereiro de 2023. No mesmo jornal, uma outra portaria, essa de responsabilidade da Academia de Polícia, reconhecia um débito com professores e outros responsáveis pela formação dos policiais.

TERMO DE RECONHECIMENTO DE DÍVIDA
PROCESSO NUP 10021.002372/2022-08
CONTRATO NºSACC 126/2022
O COMANDANTE GERAL DO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DO CEARÁ – CBMCE, no uso das atribuições que lhe confere o Art. 8º, da Lei Estadual nº 13.438, 07 de janeiro de 2014 c/c o § 1º, Art. 21, da Lei 15.797, de 25 de maio de 2015; CONSIDERANDO as informações e documentos existentes no processo NUP Nº10021.002372/2022-08, referente ao pagamento extemporâneo, apesar da realização dos serviços ter ocorrido dentro da vigência contratual, título de INDENIZAÇÃO, referente ao Contrato Corporativo SACC nº 126/2022, devido à Empresa COMPANHIA
ENERGÉTICA DO CEARÁ / ENEL, inscrita no CNPJ sob o nº 07.047.251/0001-70; CONSIDERANDO que existem valores pendentes de pagamento por parte do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará, referente a contas geradas e com vencimentos em 12/12/2022 (R$ 10.603,75), 20/01/2023 (R$ 11.496,33) e 20/02/2023 (R$ 23.218,85). CONSIDERANDO a vedação ao enriquecimento sem causa da Administração Pública; RESOLVE: Art. 1º Reconhecer a obrigação de pagar o valor de R$ 45.318,93 (quarenta e cinco mil, trezentos e dezoito reais e noventa e três centavos), necessários para a
quitação das obrigações do Estado. Art. 2º As despesas decorrentes do presente reconhecimento de dívida correrão por conta de dotação orçamentária 10100 004.06.122.211.20802.15.339093.1.5009100000.0. Art. 3º Este Instrumento entra em vigor na data de sua assinatura. QUARTEL DO COMANDO GERAL
DO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DO CEARÁ, em Fortaleza-Ce, 01 de março de 2023.

José Cláudio Barreto de Sousa – CEL CGBM
CORONEL COMANDANTE GERAL DO CBMC

TERMO DE RECONHECIMENTO DE DÍVIDA Nº01/2023
NUP: 10041.000131/2023-69
O DIRETOR-GERAL DA ACADEMIA ESTADUAL DE SEGURANÇA PÚBLICA DO CEARÁ – AESP/CE, no uso de suas atribuições legais, CONSIDE- RANDO as informações e documentos existentes nos processos de pagamento de Gratificação por Atividade de Magistério – GAMA e; CONSIDERANDO que os servidores fazem jus à percepção dos valores pelo efetivo do exercício da atividade realizada no ano de 2022. RESOLVE: reconhecer a obrigação de pagar o valor de R$ 1.034.923,29 (Hum milhão e trinta e quatro mil novecentos e vinte e três reais e vinte nove centavos), a 594 (quinhentos e noventa e quatro) SERVIDORES que prestaram atividades acadêmicas/educacionais (coordenador, monitor, professor, instrutor, tutor e conteudista), conforme a relação de Valores Para Cálculo (VPC), anexado no NUP 10041.000131/2023-69, a ser pago na folha de pagamento de março de 2023, com fulcro no Art.37, caput, da Constituição Federal, Art. 37 da Lei Federal nº 4.320, de 17 de março de 1964, Arts. 112 e 113 da Lei Estadual nº 9.809, de 18 de dezembro de 1973, Lei nº 15.191, de 19 de julho de 2012 e Portaria nº 820/2021 – DG/AESP/CE, de 16 de setembro de 2021. Compromete-se, portanto, a Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará a pagar a presente obrigação, sob as seguintes dotações orçamentárias: Para pagamento de GAMA para os cursos de formação inicial (DEA): Funcional: 10100008.06.128.523.20432.15.319092.1.5009100000.0; Para pagamento de GAMA para os cursos de formação continuada (DEA): Funcional: 10100008.06.128.523.20422.15.319092.1.5009100000.0; Para pagamento de GAMA para os cursos de pós-graduação (DEA): Funcional: 10100008.06.128.523.20442.03.319092.1.5009100000.0 a título de Reconhecimento de Dívida, assim que se concluírem os procedimentos administrativos para a sua consecução. ACADEMIA ESTADUAL DE SEGURANÇA PÚBLICA DO CEARÁ, em Fortaleza, 14 de março de 2023.

Clauber Wagner Vieira de Paula – CEL PM
DIRETOR-GERAL

Vereador de Fortaleza cobra reajuste para servidores do Estado: “o governador está embromando”

Servidor do Estado, Paulo Martins é o vice-presidente da Câmara Municipal de Fortaleza. Foto: CMFor
O clima entre vereadores aliados do prefeito Sarto e a gestão do Governo Elmano de Freitas ainda está longe de ser dos mais amigável. Durante sessão plenária nesta terça-feira (21), o vice-presidente da Câmara Municipal, Paulo Martins (PDT), que é servidor público do Estado, cobrou o reajuste do funcionalismo público e disse que o chefe do Poder Executivo “está embromando”.

Segundo ele, opositores do prefeito Sarto na Casa cobraram reajuste para os servidores de Fortaleza, mas não se posicionam sobre o mesmo tema no Governo do Estado. Desde o início do ano que parlamentares da Câmara Municipal têm protagonizado embates entre defensores da gestão de Fortaleza e do Executivo Estadual.

“No início deste ano, tivemos protestos na Casa, onde servidores cobraram reajuste. Os professores fizeram greve, conversa vai, conversa vem, e o prefeito deu o reajuste com base na inflação, com retroativo e resolveu a situação dos professores. E o Governo do Estado, o que fez? O ministro Camilo anunciou o reajuste, o Elmano, apadrinhado dele, disse que mandaria e nada foi feito”, apontou.

“E o reajuste dos servidores? Eu sou servidor da Polícia Civil e, assim como vários colegas, estou aguardando. A gasolina aumentou, a matricula nas escolas, plano de saúde e até agora, nada” – (Paulo Martins)

“O que eu vejo é que o governador quer ganhar tempo, ele está embromando”, disse o pedetista. Segundo ele, o chefe do Executivo Estadual está aguardando o meio de maio para anunciar o reajuste e não pagar de forma retroativa, diferente do que teria sido feito pelo prefeito Sarto. “O prefeito, que é vilanizado, já fez”.

Reajuste

“As contas estão chegando para a população e o salário dos servidores continua o mesmo. O Ceará não está três vezes mais forte? Então, com certeza, o caixa deve estar preparado para atender aos servidores do Estado”, ironizou o parlamentar fazendo alusão ao slogan utilizado pelo governador durante a campanha eleitoral.

“Espero que os colegas que aqui estiveram, de forma enérgica, cobrando do prefeito Sarto, também cobrem do governador do Estado o reajuste para as categorias dos professores, do Detran, da Segurança Pública e demais categorias”, salientou Martins.
Blog do Edison Silva

Centrais sindicais protestam contra taxa básica de juros de 13,75%

Centrais sindicais realizaram, nesta terça-feira (21), atos de protesto contra a taxa de juros definida pelo Banco Central (BC), que está em 13,75% ao ano.

Em São Paulo, o grupo se reuniu em frente à sede do banco, na Avenida Paulista, e fez um churrasco de sardinha. “A intenção é mostrar que os juros altos engordam os tubarões rentistas, enquanto, para o povo, só sobra sardinha”, explicou, em nota, o presidente da Força Sindical, Miguel Torres.

Hoje o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) está realizando a segunda reunião do ano para definir a taxa básica de juros da economia, a Selic. A previsão é que seja mantido o aperto monetário com a manutenção da Selic em 13,75%, mesmo com as pressões do governo federal para redução da taxa. A decisão do Copom será anunciada na quarta-feira (22).

Segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), que participa da mobilização, os atos também reivindicam a democratização do Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf), que julga processos administrativos de grandes devedores. “Em geral, [o Carf] beneficia as empresas sonegadoras, porque a maioria dos conselheiros é empresário”, diz a CUT.

Para Adriana Magalhães, do Sindicato dos Bancários de São Paulo, a alta taxa de juros atrasa o desenvolvimento social e é uma das principais causas da miséria no Brasil. “Se o governo pagar 13,75% de juros de dívida pública, vai faltar dinheiro para saúde, educação. Nós queremos sair dessa situação de miserabilidade e pobreza que o governo Bolsonaro nos deixou.”

O ato de protesto das centrais sindicais também pede a saída do presidente do BC, Roberto Campos Neto, que foi indicado pelo governo Bolsonaro e tem mandato até dezembro de 2024.

“É um absurdo o que o Banco Central está fazendo com os trabalhadores, com o nosso país, jogando contra o nosso desenvolvimento e a retomada do crescimento. Por isso, fizemos as manifestações em várias capitais do país”, disse, em vídeo nas redes sociais, o presidente da Força Sindical.

Também participam da manifestação representantes da Central dos Sindicatos Brasileiros e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), além de integrantes de movimentos populares.

A CUT registrou nas redes sociais que, além de São Paulo, foram realizados atos em pelo menos três capitais: Fortaleza, Belém e Recife. Em live, transmitida pela central, o presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, disse que a atual taxa de juros não estimula os investimentos no país. “Os juros nesse patamar desestimulam o investimento na produção e incentivam o investimento no rentismo, quem vive de renda, o que não gera um posto de trabalho, não coloca um grão de arroz e feijão no prato de ninguém”.

No ato em Recife, o presidente do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Fabiano Moura, ressaltou que um dos objetivos da manifestação é mostrar para a população o impacto dos juros altos na vida cotidiana, como na contratação de um financiamento imobiliário, no crédito para o agricultor familiar e nos preços dos alimentos e demais produtos. “Essa luta é fundamental para democratizar esse sistema que discute a questão dos juros no país, para que seja mais condizente com a realidade”, afirmou.

A Agência Brasil solicitou posicionamento do Banco Central, mas não teve retorno até a publicação da reportagem.