quinta-feira, 16 de novembro de 2023

Saúde do Ceará: Dra. Silvana cobra gestão e eficiência no atendimento de pacientes nos hospitais

Segundo Silvana, um requerimento foi apresentado neste mês sugerindo ao Governo do Estado que realize auditorias em hospitais do Estado para definir a necessidade de permanência de pacientes nos equipamentos de saúde. Conforme informou, há casos de pacientes internados há mais de quatro meses sem qualquer justificativa.

Blog do Edison Silva

Sargento Reginauro cobra do governo ações de combate ao crime organizado

O deputado Sargento Reginauro (União) cobrou, do Governo do Estado, ações de combate ao crime organizado, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará desta quinta-feira (16/11).

Blog do Eliomar

Polícia do Ceará está entre as que mais matam negros no Brasil, aponta estudo

Os demais estados apresentaram as seguintes proporções de mortes de negros entre aqueles com cor/raça informada e percentuais de negros na população.
Foto: Reprodução.
O número de pessoas mortas pela polícia em apenas oito estados brasileiros chegou a 4.219 em 2022. Desse total, 2.700 foram considerados negros (pretos ou pardos) pelas autoridades policiais, ou seja, 65,7% do total. Se considerados apenas aqueles com cor/raça informada (3.171), a proporção de negros chega a 87,4%. 

Os dados são do estudo Pele Alvo: a Bala não Erra o Negro, realizado pela Rede de Observatórios da Segurança, do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec), e divulgado nesta quinta-feira (16), com base em estatísticas fornecidas pelas polícias do Rio de Janeiro, de São Paulo, da Bahia, de Pernambuco e do Ceará, Piauí, Maranhão e Pará, com base na Lei de Acesso à Informação (LAI).

Dos oito estados, apenas o Maranhão não informou a cor/raça de qualquer um dos mortos. Já nos estados do Ceará e Pará, há um grande número de mortos sem identificação de cor/raça: 69,7% e 66,2% do total, respectivamente.

Os dados mostram que a polícia baiana foi a mais letal no ano passado, com 1.465 mortos (1.183 tinham cor/raça informada). Desse total, 1.121 eram negros, ou seja, 94,8% daqueles com cor/raça informada, bem acima da parcela de negros na população total do estado (80,8%), segundo a pesquisa, feita com base em dados do Instituto Brasileiro e Geografia e Estatística (IBGE).

isso ocorre em todos os sete estados que informaram a cor/raça de parte das vítimas. No Pará, por exemplo, 93,9% dos mortos com cor e raça identificadas eram negros, enquanto o percentual de negros na população é de 80,5%, de acordo com o estudo.

Os demais estados apresentaram as seguintes proporções de mortes de negros entre aqueles com cor/raça informada e percentuais de negros na população: Pernambuco (89,7% e 65,1%, respectivamente), Rio de Janeiro (87% e 54,4%), Piauí (88,2% e 79,3%), Ceará (80,43% e 71,7%) e São Paulo (63,9% e 40,3%).

Racismo

“Os negros são a grande parcela dos mortos pelos policiais. Quando se comparam essas cifras com o perfil da população, vê-se que tem muito mais negros entre os mortos pela polícia do que existe na população. Esse fator é facilmente explicado pelo racismo estrutural e pela anuência que a sociedade tem em relação à violência que é praticada contra o povo negro”, diz o coordenador do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), Pablo Nunes.

Nunes também destaca que há falta de preocupação em registrar a cor e raça dos ortos pela polícia em estados como Maranhão, Ceará e Pará. “A dificuldade de ser transparente com esses dados também revela outra face do racismo, que é a face de não ser tratado com a devida preocupação que deveria. Se a gente não tem dados para demonstrar o problema, a gente ‘não tem’ o problema e, se ‘não há’ problema, políticas públicas não precisam ser desenhadas.”

O estudo mostrou ainda que, neste ano, a Bahia ultrapassou o Rio no total de óbitos (1.465 contra 1.330). Em terceiro lugar, aparece Pernambuco, com 631 mortes. “Isso significa um cenário de degradação das forças policiais baianas e um processo de falta de políticas públicas de ação do governo estadual para lidar com essa questão, elencando-a como prioridade e estabelecendo metas e indicadores de redução dessa letalidade por parte das forças policiais”, afirma Nunes.

Segundo a Rede de Observatórios, a quarta edição do estudo demonstra o crescente nível da letalidade policial contra pessoas negras. “Em quatro anos de estudo, mais uma vez, o número de negros mortos pela violência policial representa a imensa maioria. E a constância desse número, ano a ano, ressalta a estrutura violenta e racista na atuação desses agentes de segurança nos estados, sem apontar qualquer perspectiva de real mudança de cenário”, afirma Silvia Ramos, pesquisadora da rede.

Segundo ela, é preciso entender esse fenômeno como uma questão política e social. “As mortes em ação também trazem prejuízos às próprias corporações que as produzem. Precisamos alocar recursos que garantam uma política pública que efetivamente traga segurança para toda a população”, completa.

Posicionamentos

A Secretaria de Segurança de São Paulo informou, por meio de nota, que as abordagens da Polícia Militar obedecem a parâmetros técnicos disciplinados por lei, que criou a Divisão de Cidadania e Dignidade Humana e que seus protocolos de abordagem foram revisados. Além disso, oferece cursos para aperfeiçoar seu trabalho – nos cursos de formação, os agentes estudam ações antirracistas.

Uma comissão analisa todas as ocorrências por intervenção policial e se dedica a ajustar procedimentos. A Polícia Civil paulista busca “estabelecer diretrizes e parâmetros objetivos, racionais e legais, sem qualquer tipo de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, origem, onde o policial civil, no desempenho da sua atividade”.

A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup) informa que, de janeiro a outubro de 2023, o estado alcançou redução de 22% nas mortes por intervenção de agentes do Estado, se comparado ao mesmo período de 2022, quando foram registrados, respectivamente,  440 e 569 casos em todo o Pará. A Segup ressalta que as ocorrências são registradas no Sistema Integrado de Segurança Pública pela Polícia Civil e que o campo “raça/cor” não é de preenchimento obrigatório, sendo a informação de natureza declaratória por parte de parentes ou da vítima no momento do registro.

Na Bahia, a Secretaria da Segurança Pública ressalta que as ações policiais são pautadas dentro da legalidade e que qualquer ocorrência que fuja dessa premissa é rigorosamente apurada e todas as medidas legais são adotadas. A secretaria informa que investe constantemente na capacitação dos efetivos e também em novas tecnologias, buscando sempre a redução da letalidade e a preservação da vida.

Para tanto, foi criado um grupo de trabalho voltado para a discussão e criação de políticas que auxiliem na redução da letalidade policial, promovendo uma análise mais aprofundada das informações provenientes dessas ocorrências, como o perfil das pessoas envolvidas, contextualização e região, entre outros dados que possam colaborar para a redução desses índices. A secretaria destaca ainda que a maioria dos acionamentos  policiais se dá a partir dos chamados via 190 (Centro Integrado de Comunicações) e 181 (Disque Denúncia), além das operações para cumprimentos de mandados determinados pela Justiça.

No Rio de Janeiro, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que, em todos os cursos de formação e aperfeiçoamento de praças e oficiais, a corporação insere nas grades curriculares como prioridade absoluta disciplinas como direitos humanos, ética, direito constitucional e leis especiais. A questão racial perpassa, de forma muito incisiva, por todas essas doutrinas na formação dos quadros da corporação.

De acordo com a assessoria, internamente, a Polícia Militar do Rio de Janeiro tem feito a sua parte para enfrentar o desafio do racismo estrutural ao longo de mais de dois séculos. Foi a primeira corporação a oferecer a pretos uma carreira de Estado, e hoje mais de 40% do seu efetivo é composto por afrodescendentes.

A instituição orgulha-se também de seu pioneirismo em ter pretos nos postos de comando. O coronel PM negro Carlos Magno Nazareth Cerqueira comandou a corporação durante duas gestões, nas décadas de 1980 e 1990, tornando-se uma referência filosófica para toda a tropa, ao introduzir os conceitos de polícia cidadã e polícia de proximidade. No decorrer dos últimos 40 anos, outros oficiais negros ocuparam o cargo máximo da corporação.

A Agência Brasil entrou em contato com as polícias dos outros estados e aguarda os posicionamentos.

Fonte: Agência Brasil

Pescadores do Ceará têm direito ao seguro-defeso durante proibição da pesca da lagosta

Foto: Reprodução
O seguro desemprego ao qual o pescador artesanal tem direito equivale ao valor de um salário mínimo por mês
Desde o início de novembro até 30 de abril do próximo ano, a pesca da lagosta está proibida no Ceará por causa do período do defeso, época em que os crustáceos da espécie vermelha, verde e pintada estão em reprodução. Pescadores do Estado têm direito a pedir o seguro-defeso para não ficar sem renda durante o período.

O seguro desemprego ao qual o pescador artesanal tem direito equivale ao valor de um salário mínimo por mês. Só não tem direito aquele pescador aposentado ou que receba algum benefício assistencial à pessoa, como o BPC.

“Para ter direito ao benefício, o assegurado deverá solicitar através do 135 ou através do Meu INSS e apresentar a documentação necessária, seja ela, identidade, CPF, carteira de trabalho, registro geral de atividade pesqueira, além de comprovar a contribuição previdenciária referente ao que foi comercializado”, esclareceu Gerôncio Neto, chefe de gerenciamento de benefícios do INSS, em Fortaleza.

A comercialização das lagostas pescadas antes do período do defeso, é permitida sob a condição de uma declaração feita ao Ministério da Agricultura.

“Quem trabalha com o pescado deve declarar o seu estoque à Secretaria Especial de Pesca do Ministério da Agricultura. A partir desta declaração é que ele vai poder comercializar o estoque dentro do período que a instrução prevê”, explica Miller Holanda, chefe de Divisão Técnica do Ibama.

Armazenamento adequado da lagosta durante o período de defeso
Cerca de 90% das lagostas pescadas no Ceará vão para a exportação, mas empresas de frutos do mar abastecem o mercado interno, a maioria restaurantes e hotéis do Ceará e de outros estados.

Para ser vendida de forma correta, a lagosta precisa ser armazenada de forma adequada. Os crustáceos ficam armazenados em câmaras frigoríficas em temperaturas que variam entre -18 e -24 graus.

“Isso não vai prejudicar ela em nada na questão da sua qualidade devido ao armazenamento adequado. O que poderia prejudicar seria o armazenamento inadequado, uma temperatura inadequada, ou até mesmo um local impróprio para isto”, afirma o empresário Leonardo Costa.

Ele lembra ainda que a lagosta comercializada no Ceará é adquirida através de barcos amadores de pesca que estão devidamente legalizados e que possuem sua licença de pesca.

Pesca durante o período do defeso pode render multa de até R$ 100 mil
Quem pescar ou comercializar o crustáceo de forma ilegal comete crime ambiental e pode ser multado entre R$ 700 a R$ 100 mil. O valor varia conforme o porte da empresa.

O artigo tanto para o pescador, quando para a indústria é o mesmo, o que vai diferenciar são os agravantes. É levado em consideração a questão da condição econômica, o grau de instrução, se foi feita a pesca aos sábados, domingos e feriados para tentar dificultar a fiscalização, então são vários critérios para ser analisados para a aplicação da multa, reforça o chefe de Divisão Técnica do Ibama, Miller Holanda.

GCMais

Opositores cobram eficiência na gestão da Saúde pública do Ceará

Deputada Dra. Silvana, que fez visitas a hospitais do Estado, levou o tema à tribuna da Casa. Foto: ALCE
No retorno do feriado de meio de semana, a oposição esteve coesa nas cobranças feitas à gestão Elmano de Freitas. A deputada Dra. Silvana (PL), em sua participação na sessão plenária desta quinta-feira (16), exigiu mais eficiência e gestão do Governo do Estado no que diz respeito à internação de pacientes e unidades de saúde no Ceará. Os parlamentares realizaram visitas a equipamentos públicos e devem manter as incursões no próximo ano.

Segundo Silvana, um requerimento foi apresentado neste mês sugerindo ao Governo do Estado que realize auditorias em hospitais do Estado para definir a necessidade de permanência de pacientes nos equipamentos de saúde. Conforme informou, há casos de pacientes internados há mais de quatro meses sem qualquer justificativa.

“Eu já fui presencialmente nos hospitais, mas sabe o que está escrito nas prescrições? É dieta geral e sinais vitais”, disse. “Esta Casa tem tudo a ver com isso. Quando nós fiscalizamos e auditamos esses leitos, dá uma satisfação do dinheiro público e tira pacientes dos corredores do HGF e das UPAs”.

Ela reforçou a cobrança por eficiência do Estado na avaliação da necessidade de internação dos pacientes. “Acho muito grave. Gente internada há quatro meses por falta de material cirúrgico e dieta geral. Não existe eficiência, precisamos de auditoría específica”, defendeu.

Governo do Estado

Sargento Reginauro (UB) destacou que as cobranças são feitas por conta das visitas que foram feitas e atestado o problema. Ele afirmou que as fiscalizações não devem ser vistas pelo Governo do Estado como afronta pessoal, mas como um dever de cada deputado.

Antônio Henrique (PDT) chegou a questionar a veracidade de números apresentados pelo Governo do Estado sobre a situação da saúde no Ceará. “Que números são esses que o Estado mostra ao povo que as coisas estão funcionando, quando, de fato, não funcionam como estão falando?”, questionou.

Confira o vídeo na íntegra:
Blog do Edison Silva

Ex-governadores vão continuar recebendo pensão dos estados por decisão do STF

Até o momento, acompanham Mendes os ministros Dias Toffoli, Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Nunes Marques, formando a maioria 
Foto: Reprodução/ STF
A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter o pagamento de aposentadorias e pensões a ex-governadores ou seus dependentes em ao menos nove estados, por elas terem sido concedidas antes de a prática ser considerada inconstitucional pela Corte.

Prevalece a divergência aberta pelo ministro Gilmar Mendes, para quem, nos casos questionados, há direito adquirido aos vencimentos. Em seu voto, o ministro escreveu que as pensões devem ser mantidas “em virtude da garantia constitucional da segurança jurídica”.

Até o momento, acompanham Mendes os ministros Dias Toffoli, Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Nunes Marques, formando a maioria. Cármen Lúcia, relatora, e Luiz Fux foram os únicos que até agora votaram pela suspensão de todos os pagamentos. Restam apenas os votos de Luís Roberto Barroso e André Mendonça.

O assunto é julgado no plenário virtual, em que os ministros têm um período para votar remotamente. A sessão de julgamento está prevista para durar até as 23h59 de 20 de novembro. Até lá, são possíveis mudanças de posicionamento. A análise pode ser também interrompida por pedido de destaque (remessa ao plenário físico) ou vista (mais tempo de análise).

Em diversos julgamentos ao longo dos últimos anos, o Supremo já derrubou dezenas de leis estaduais e municipais que previam o pagamento de aposentadorias ou pensões vitalícias a ex-governadores, ou ex-prefeitos e seus dependentes.

Agora, contudo, a controvérsia diz respeito aos pagamentos que começaram a ser feitos antes da prática ser considerada inconstitucional.

Entenda
O pagamento das pensões antigas foi questionado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em 2020, por meio de uma arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF). O órgão alegou que a continuidade dessas aposentadorias e pensões viola princípios constitucionais como os de igualdade, impessoalidade e moralidade pública.

A PGR apontou haver notícia sobre o pagamento dessas aposentadorias e pensões em Santa Catarina, no Acre, Rio Grande do Sul, em Minas Gerais, no Amazonas, em Rondônia, na Paraíba, em Sergipe e no Pará.

Isso ocorre porque, em alguns desses estados, como Santa Catarina, o governo decidiu aplicar o chamado efeito ex nunc – ou seja, apenas do julgado para frente – e manter os pagamentos das pensões que já estavam sendo feitos antes de o Supremo condenar a prática.

Em outros casos, como no Acre, o governo estadual informou haver uma batalha na Justiça estadual, com decisões favoráveis à manutenção dos pagamentos. Em estados como Minas Gerais e Pará, os pagamentos chegaram a ser suspensos, mas ainda são alvo de disputa.

Ao Supremo, a PGR pediu que fossem derrubadas todas as leis e normas ainda existentes que possam permitir qualquer pagamento de pensão a ex-governadores ou dependentes, bem como que qualquer pagamento ainda em prática fosse suspenso de imediato.

Votos
Em seu voto, que prevalece até o momento, Gilmar Mendes afirmou serem vigentes e válidos, em virtude da segurança jurídica, todos os atos administrativos que instituíram pensões vitalícias antes de o Supremo considerar a prática inconstitucional.

O entendimento se aplica aos nove estados em que benefícios antigos foram questionados pela PGR. O órgão não apontou a concessão de novas aposentadorias e pensões, além daquelas já concedidas antes de o Supremo declarar a inconstitucionalidade da prática.

Em voto vencido, a relatora, Cármen Lúcia, foi a favor da suspensão imediata de qualquer pagamento. “Aquele que não seja titular de cargo eletivo de Governador do Estado, tendo sido extinto o mandato, não pode receber do povo pagamento por trabalho que já não presta, diferente de qualquer outro agente público que, ressalvada a aposentação nas condições constitucionais e legais estatuídas, não dispõe desse privilégio”, escreveu a ministra.

Informações da Agência Brasil

Mãe de criança que comeu lagartixas oferecidas pela madrasta diz que menino urinou e vomitou líquido preto: ‘Ficou em estado grave’

Menino teve infecção intestinal. Segundo a mãe dele, madrasta preparou cerca de cinco dos animais, de diferentes espécies, e insistiu para ele comer.
A mãe do menino de 11 anos que comeu lagartixas oferecidas pela madrasta contou que o menino chegou a urinar e vomitar “líquido preto” após ingerir o animal. Ao g1, Raquel de Souza contou que foram preparadas cinco lagartixas de espécies diferentes para o menino comer.

“Eu fiquei pasma, sem reação. Não estava conseguindo acreditar na coragem de convencer uma criança a comer isso. Ele disse que avisou que estava com nojo, mas insistiram e ele comeu”, disse a mãe da criança.

A situação aconteceu no dia 6 de novembro. Segundo a mãe do menino, ele teve dor de cabeça, sentiu fraqueza, ficou com a língua inchada, teve diarreia, além de ter vomitado e urinado um líquido escuro. A criança ficou internada três dias.

“Ele ficou internado em estado grave, já levei ele desfalecido. Ele começou a vomitar um preto e a urina estava saindo preta também, com a cor semelhante a coca-cola”, relembrou a mãe do menino.

Entenda o caso.

A mãe do menino contou que a criança foi passar o final de semana na casa do pai e, quando o homem foi trabalhar, a madrasta e a mãe dela contaram histórias sobre já terem comido lagartixas. Em seguida, conveceram o menino a caçar os animais e os prepararam para ele comer.

O caso foi registrado na polícia na última sexta-feira (11). Conforme o delegado Paulo Henrique Santos, após consumir o animal a criança passou mal e foi diagnosticada com uma infecção intestinal. "A atual sogra do pai era uma pessoa muito simples, parece que já passou fome no passado e comentou com a criança que antigamente as pessoas comiam aquilo", explicou o delegado.

A polícia deve ouvir a madrasta e a mãe dela nesta semana para prosseguir com a investigação. A criança está sendo medicada e se recupera em casa. 

No Ceará, Ingra Soares, esposa do cantor Zé Vaqueiro, posta nova foto com o filho na UTI: 'Continue evoluindo'

Foto Reprodução/Instagram
Ingra Soares, esposa do cantor Zé Vaqueiro, publicou nesta quinta-feira (16) uma foto com o filho do casal, Arthur, que está em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) em Fortaleza desde que nasceu, em julho deste ano. "Você ainda vai viver os momentos mais lindos e felizes da sua vida ao nosso lado. Continue evoluindo, continue firme", pediu a mãe.

A postagem foi feita no Instagram da influenciadora. "Meu amorzinho, tenho tanto orgulho dessa batalha que estamos enfrentando juntos", continuou ela.

A mesma foto também foi publicada por Ingra nos 'Stories', mas com outra legenda: "Uma mulher de fé vê milagres acontecerem. Deus está me guiando todos os dias, me fortalecendo. Você é perfeito, filho. Você é lindo. Eu amo você", escreveu.

A postagem foi feita no Instagram da influenciadora. "Meu amorzinho, tenho tanto orgulho dessa batalha que estamos enfrentando juntos", continuou ela.

A mesma foto também foi publicada por Ingra nos 'Stories', mas com outra legenda: "Uma mulher de fé vê milagres acontecerem. Deus está me guiando todos os dias, me fortalecendo. Você é perfeito, filho. Você é lindo. Eu amo você", escreveu.

Com informações do Diário do Nordeste.

Governo Federal vai investir R$ 38 milhões para combater crime organizado e violência doméstica no Ceará

Foto Kid Junior
O ministro da Justiça, Flávio Dino, esteve em Fortaleza, nesta quinta-feira (16), para anunciar investimentos da União na Segurança Pública do Ceará. No anúncio, feito ao lado do governador Elmano de Freitas, o ministro destacou a construção de uma unidade do regime semiaberto na Região Metropolitana de Fortaleza com cerca de 400 vagas e obra estimada em, aproximadamente, R$ 15 milhões.

Ao todo, o investimento do Governo Federal na Segurança do Ceará chega a R$ 38 milhões e inclui ainda um novo núcleo da Perícia Forense do Ceará (Pefoce).

Ao Diário do Nordeste, o secretário da Segurança Pública e Defesa Social, Samuel Elânio, revelou que o montante será destinado para combater a violência doméstica e o crime organizado no Estado, além de ações de Inteligência. O dinheiro fará parte do Fundo Estadual de Segurança Pública, segundo o secretário.

"Essa vinda do ministro só mostra cada vez mais a parceria do Governo Federal com o Governo Estadual e da Secretaria Nacional de Segurança Pública com a Secretaria Estadual de Segurança Pública", declarou Samuel Elânio.

O ministro declarou que combater organizações criminosas é uma necessidade nacional. Ele destacou que, para isso, é importante desenvolver sistemas de inteligência. "Isso é o que desmonta o crime organizado. É importante usar força? Sim, mas não se dá tiro a esmo. Não se pode se dar tiro só por demagogia, dizer que está fazendo alguma coisa. E é essa integração que vai possibilitar que o uso da força seja inteligente, correto, no alvo", pontuou.

O governador ressaltou que o novo núcleo regional da Pefoce será feito na Serra da Ibiapaba. Segundo Flávio Dino, a obra é estimada em R$ 7 milhões, a ser licitada

Com informações do Diário do Nordeste.

Diz pesquisa: 80% dos mortos por intervenção policial no Ceará são negros

Jardeson Rodrigues Martins foi morto durante abordagem de policiais militares da Força Tática, em Fortaleza
Estudo mostra ainda que uma pessoa negra foi morta por intervenção policial a cada quatro horas no Ceará e em mais sete estados do país no ano passado
Enquanto os negros representam 71% da população cearense, eles são 80% dos mortos por intervenção policial no estado, conforme pesquisa da Rede de Observatórios, com base em dados divulgados pelas secretarias estaduais de segurança pública por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).

Os estados pesquisados foram Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo, onde a Rede de Observatórios tem escritórios.

O estudo mostra ainda que 1 pessoa negra foi morta por intervenção policial a cada 4 horas no Ceará e em mais sete estados do país no ano passado. De 3.171 registros de morte que tinham a cor da vítima declarada analisados pelos pesquisadores do estudo “Pele Alvo: a bala não erra o negro”, pretos eram 2.770 pessoas, ou 87,35%.

A subnotificação da informação racial dos mortos por intervenção policial chamou a atenção dos pesquisadores. Das 4.219 ocorrências vistas por eles, 1 em cada 4 não tinha a informação sobre cor.

A pesquisa da Rede de Observatórios destaca que a letalidade da população negra em casos de violência policial pode ser maior do que a divulgada por conta da subnotificação e pela falta de detalhes sobre raça que, segundo os estudiosos, acontece principalmente em três estados: Maranhão, Ceará e Pará.

No Ceará, ficou constatado que em 69,74% das 152 mortes não foram identificadas informações sobre cor. Nos casos que tinham o dado, 80,43% das mortes foram de pessoas negras e sete de cada dez vítimas tinham entre 18 e 29 anos.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Ceará afirmou que os profissionais participam de disciplinas e formações, por meio da Academia Estadual de Segurança Pública (Aesp), relacionadas a protocolos humanizados para os atendimentos às ocorrências.

'Ser preto aqui é ter sua identidade apagada': negros relatam como o racismo afeta o cotidiano de quem vive no Ceará