quarta-feira, 8 de abril de 2026

Confronto com a polícia em Brejo Santo (CE) deixa um morto e um ferido

Um confronto entre suspeitos e policiais do BP Raio terminou com um homem morto e outro ferido na noite desta quarta-feira em Brejo Santo, Ceará. As vítimas não tiveram os nomes divulgados.

Segundo informações preliminares, a polícia foi acionada para uma ocorrência no município e, ao chegar ao local, houve uma troca de tiros. Um dos suspeitos foi morto no local, enquanto o outro foi socorrido em estado gravíssimo para o hospital.
A área foi isolada pela polícia, que investiga as circunstâncias do confronto. O SAMU esteve presente no local da ocorrência para prestar atendimento médico.
A polícia segue investigando o caso e não divulgou mais detalhes sobre as vítimas ou o motivo do confronto.

LR Notícias

Acidente grave na BR-116 deixa uma pessoa morta e feridos no interior do Ceará

Um acidente gravíssimo, possivelmente um capotamento, foi registrado na tarde desta quarta-feira (8 de abril de 2026) na BR-116, próximo ao Mundial, entre os municípios de Tabuleiro do Norte e São João do Jaguaribe, no Ceará. O incidente resultou em pelo menos três pessoas feridas gravemente, incluindo uma criança de aproximadamente dois anos.

Segundo relatos de populares, uma das vítimas do acidente veio a óbito, tendo sido identificada como Sebastian Nunhez. A polícia esteve no local do acidente e adotou as medidas cabíveis, iniciando uma investigação para apurar as circunstâncias do ocorrido.

As autoridades estão realizando os procedimentos necessários para esclarecer as causas do acidente e avaliar as condições em que ele ocorreu.

LR Notícias

Advogado confirma que filha da PM Gisele recebeu pensão por morte de mãe

PM Gisele Alves Santana. Foto: Reprodução
Advogado afirmou que pretende adotar medidas legais para buscar um benefício maior para a filha de Gisele
A filha de sete anos da policial militar Gisele Alves recebeu hoje três parcelas da pensão pela morte da mãe. O advogado da família da vítima afirmou que a quantia ficou abaixo do esperado.

Pensão acumulou três meses e totalizou R$ 7.100, de acordo com informações do banco, segundo o advogado. José Miguel da Silva disse que, em uma divisão simples por três, o valor mensal será em torno de R$ 2.100. “Longe dos R$ 2.500 esperados”, criticou. Valor é dez vezes menor do que os vencimentos do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que deve receber cerca de R$ 21 mil na reserva.

Advogado afirmou que pretende adotar medidas legais para buscar um benefício maior para a filha de Gisele. “Evidentemente, nós estaremos tomando medidas cabíveis legais para que a filha da Gisele tenha, sim, uma aposentadoria digna”, ressaltou José Miguel da Silva.

Ele declarou ainda que quer que as despesas sejam pagas por Geraldo Neto. Em um vídeo publicado nas redes sociais, o defensor falou que a intenção é que esses custos “saiam do bolso do senhor tenente-coronel”. O benefício deve ser pago até a maioridade, em 2037, conforme prevê a lei 1.354/2020.

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de feminicídio contra Gisele, foi aposentado pela PM. Ele está preso preventivamente desde 18 de março e é réu por feminicídio e fraude processual. A passagem para a reserva não interfere na sua responsabilização penal, caso seja condenado.

Gisele foi encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento onde morava com o marido em São Paulo. Ela foi socorrida em estado grave e levada ao Hospital das Clínicas, na região central da capital, mas a morte foi constatada às 12h04 do mesmo dia.

Em depoimento, Rosa Neto afirmou que foi até o quarto de Gisele por volta das 7h para dizer que queria se separar. O homem afirmou ter dito que “ainda a amava, mas entendia ser melhor a separação porque o relacionamento não estava funcionando”. Depois disso, segundo ele, a esposa se levantou de forma “exaltada”, o mandou sair do quarto e bateu a porta. Ele alega ter pegado a toalha para tomar banho em seguida.

Tenente-coronel declarou ter ouvido um barulho, que pensava ser uma porta batendo, cerca de um minuto após entrar no banho. Ao abrir a porta, teria visto Gisele no chão, ferida na cabeça e segurando a arma de fogo. Ele disse ter acionado o resgate, a Polícia Militar e ter ligado para o amigo desembargador.

Mãe da vítima disse à polícia que o relacionamento da filha com Rosa Neto era “extremamente conturbado”. Ela afirmou que o tenente-coronel era uma pessoa abusiva e muito violenta, que proibia a vítima de usar batom, salto alto e perfume, além de cobrá-la rigorosamente para realizar várias tarefas domésticas.

O caso foi registrado inicialmente como suicídio consumado, mas o registro foi alterado pela Polícia Civil para “morte suspeita” após depoimento da mãe da vítima. A ocorrência é investigada pelo 8º Distrito Policial (Brás) e pela Corregedoria da Polícia Militar.

Corpo de Gisele foi exumado no dia 6 de março e passou por nova perícia e exames complementares. Laudo apontou que o corpo da soldado tinha “lesões contundentes” na face e na região cervical provocadas por pontas de dedos e escoriação compatível com a pressão de unhas.

Rosa Neto foi preso em São José dos Campos (SP) no dia 18 de março. Desde então, está detido no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital paulista. A Justiça de São Paulo negou o pedido liminar (medida provisória e urgente) para soltar o tenente-coronel.

O advogado de Rosa Neto declarou estar “estarrecido” pela prisão preventiva (por tempo indeterminado) do cliente ter sido mantida nas justiças comum e militar. No dia 19 de março, Eugênio Malavasi ressaltou que o cliente colabora com as autoridades competentes desde o início das apurações.

No dia 11 de março, o tenente-coronel negou ter matado a esposa e declarou ter a consciência tranquila. “As pessoas têm inventado coisas, estou sendo atacado impiedosamente por inverdades. Não tenho nada para inventar ou mentir, trabalho com a verdade”, disse, em entrevista à Record TV.

Tenente-coronel preso por feminicídio será julgado por 3 coronéis na Justiça Militar

Foto: Gisele Alves Santana/Instagram
Tenente-coronel investigado pela morte da ex-mulher terá conduta analisada por colegiado, enquanto processo criminal segue na Justiça comum
Três coronéis da Polícia Militar foram designados para conduzir o Conselho de Justificação que vai analisar a permanência do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto na corporação. Transferido para a reserva na última semana, ele está preso sob suspeita de feminicídio e fraude processual.

A formação do conselho foi oficializada no Diário Oficial, por ato do secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, no último dia 31.

Segundo o documento, o processo será conduzido em formato digital, por meio do Sistema Eletrônico de Informações (SEI), com garantia de ampla defesa e contraditório ao oficial.

O procedimento tem prazo inicial de 30 dias, podendo ser prorrogado por mais 20. Ao final, o colegiado poderá recomendar desde a absolvição até sanções mais graves. A decisão definitiva caberá ao Tribunal de Justiça Militar de São Paulo (TJM-SP), responsável por analisar o parecer e definir a eventual aplicação das punições.

Rosa Neto é réu pela morte da ex-mulher, a soldado Gisele Alves Santana, baleada na cabeça em 18 de fevereiro no apartamento em que viviam no centro de São Paulo. O caso corre na Justiça Comum enquanto, paralelamente, a Justiça Militar avalia a conduta do oficial no âmbito disciplinar.

O tenente-coronel nega envolvimento no crime e alega que a ex-mulher atentou contra a própria vida.

Estadão Contéudo

Cão leva Polícia a fazer apreensão recorde de 48 toneladas de maconha

Foto: PMERJ/Divulgação
Droga foi encontrada por cão farejador em bunker oculto durante operação no Rio; ação causou prejuízo milionário ao crime organizado
A Polícia Militar do Rio de Janeiro apreendeu, nesta quarta-feira (8), 48 toneladas de maconha no Complexo da Maré, zona norte da cidade, descobertas casualmente por um cão farejador durante uma operação de rotina contra facções criminosas.

Durante a operação, um pastor belga malinois de nome Hulk detectou algo suspeito debaixo de uma cisterna em uma construção abandonada.

Ali, um policial “percebeu que tinha um bunker, onde estava escondida toda essa quantidade de droga”, disse o tenente-coronel Luciano Pedro Barbosa, comandante do Batalhão de Operações com Cães.

O agente informou à AFP que a apreensão é a maior da história do Brasil e representa “um prejuízo de mais de 50 milhões de reais para a facção criminosa” envolvida.

“E tudo isso graças ao trabalho do cão. Foi o cão que farejou. Não foi informação (de inteligência), não tivemos denúncia”, acrescentou Barbosa.

Segundo um comunicado da Polícia Militar, dezenas de efetivos demoraram cinco horas para retirar a droga, que foi transportada em quatro caminhões.

Durante a operação, agentes foram atacados a tiros por criminosos, o que resultou em um confronto que acabou com a detenção de um dos supostos atiradores, segundo o comunicado.

O recorde anterior da maior apreensão de drogas no país datava de 2021, quando a Polícia Rodoviária apreendeu 36,5 toneladas no Mato Grosso do Sul.

Iniciada na terça-feira, a operação mobilizou 250 efetivos da Polícia Militar e também apreendeu cinco fuzis, quatro pistolas e 26 veículos roubados, entre carros e motocicletas.

AFP

Master declarou pagamentos a Temer, Rueda, Mantega, Lewandowski e ACM Neto

Foto: Banco Master/ Divulgação
O banco também informou pagamento de R$ 10 milhões ao escritório de advocacia de Temer em 2025 e R$ 6,4 milhões, desde 2023, a dois escritórios de Rueda, presidente nacional do União Brasil
Documentos enviados pela Receita Federal à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado apontam repasses milionários do Banco Master, de Daniel Vorcaro, a escritórios de advocacia e empresas ligadas a Michel Temer (MDB), Antônio Rueda (União Brasil), Ratinho Junior (PSD), ACM Neto (União Brasil) e os ex-ministros Guido Mantega, Fabio Wajngarten, Henrique Meirelles e Ricardo Lewandowski.

Os dados obtidos pela reportagem indicam que, de 2024 a 2025, o Master pagou R$ 18,5 milhões a Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central nos primeiros mandatos de Lula (PT) e ex-titular da Fazenda de Temer, e R$ 14 milhões à Pollaris Consultoria, empresa de Guido Mantega, ex-ministro na pasta econômica em gestões petistas.

O banco também informou pagamento de R$ 10 milhões ao escritório de advocacia de Temer em 2025 e R$ 6,4 milhões, desde 2023, a dois escritórios de Rueda, presidente nacional do União Brasil.

Duas empresas da família Massa, do apresentador Ratinho e do governador do Paraná, Ratinho Junior, também aparecem nos dados do Master produzidos pela Receita. A Gralha Azul Empreendimentos e Participações, ligada ao governador, recebeu R$ 3 milhões em 2022, segundo o Master. Já a Massa Intermediação, de Ratinho, recebeu R$ 21 milhões de 2022 até 2025. O apresentador era um dos garotos propaganda do cartão de consignado do banco, o CredCesta.

Em nota, a assessoria de imprensa do Grupo Massa afirmou que “construiu uma trajetória pautada por práticas amplamente reconhecidas pelo mercado com rendimentos declarados à Receita Federal, incluindo campanhas publicitárias e parcerias com diversas marcas e empresas”. “Sua atuação não
se confunde com a conduta de terceiros com os quais manteve relações contratuais”, acrescentou. Ratinho Junior não respondeu aos contatos feitos pela reportagem.

Já Meirelles afirmou que prestou consultoria ao Master e encerrou seu contrato em julho de 2025. Temer afirmou ter recebido uma quantia menor por serviços prestados, e Rueda não respondeu. A reportagem enviou mensagens ao telefone de Mantega no final da manhã desta quarta-feira (8) e também tentou contato por ligação, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.

Constam ainda nos documentos da Receita pagamentos de 2022 a 2025 no valor de R$ 12 milhões à BN Financeira, empresa de Bonnie Bonilha, nora do líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).
O senador também aparece na lista com o pagamento de uma quantia menor, de R$ 289 mil, como pessoa física. Wagner afirma que o valor é referente a rendimento de aplicação em conta de pessoa física, que não possui CNPJ e que nunca recebeu qualquer pagamento do Master. A BN Financeira diz que prestou serviços ao Banco Master mediante emissão de nota fiscal, entre 2022 e 2025.

Os dados da Receita mostram valores pagos pelo Master desde 2022, sem correção pela inflação, incluindo cerca de R$ 80 milhões em 2024 e 2025 para o escritório da mulher do ministro do STF Alexandre de Moraes, o Barci de Moraes Sociedade de Advogados, como revelou a Folha de S. Paulo.

Parte dos valores repassados pelo Master às empresas e políticos ficou retido por cobrança de impostos retidos na fonte.

A defesa de Vorcaro foi procurada, mas não se manifestou até a publicação deste texto.

A Lewandowski Advocacia recebeu ao menos R$ 6,1 milhões em pagamentos, que começaram em novembro de 2023. O escritório tem como sócios um filho e a mulher de Ricardo Lewandowski, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal e da Justiça do governo Lula. Ele deixou a sociedade em janeiro de 2024, dias antes de entrar no governo. O ex-ministro diz que o escritório prestou serviços de consultoria jurídica ao Master.

O banco de Vorcaro pagou ainda R$ 5,45 milhões para a A&M Consultoria Ltda, empresa do ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia ACM Neto, de 2023 até o último ano. A consultoria afirma que os serviços foram devidamente prestados e que não pode validar os valores mencionados.

A WF Comunicação, que pertence ao ex-secretário de Comunicação Social do governo de Jair Bolsonaro (PL), Fabio Wajngarten, recebeu ao menos R$ 3,8 milhões do banco de Vorcaro em 2025. Ele também é considerado por Aldo Rebelo (DC) como possível vice em uma chapa à Presidência. Wajngarten diz que integra a equipe de defesa de Vorcaro e que presta serviços para o ex-banqueiro.

A reportagem procurou todos os nomes aqui citados como beneficiários de pagamentos declarados pelo Master. Temer afirmou que prestou serviços de mediação ao ser contratado pelo banco e que recebeu dois pagamentos, de R$ 5 milhões e de R$ 2,5 milhões.

A assessoria de Rueda foi contatada por meio de mensagens às 7h30 e às 9h39. O presidente do União Brasil também foi procurado por ligações entre 9h30 e 10h, mas não respondeu.

Meirelles afirmou que seu contrato tinha o objetivo de prestar consultoria em assuntos de macroeconomia e de mercado financeiro. “Eu não tinha o menor conhecimento das operações do banco, fiquei sabendo pelos jornais. No começo, eles demandavam mais meus serviços, depois passaram a demandar pouco e eu rescindi o contrato em julho de 2025”, disse.

Em nota, a assessoria do ex-ministro Lewandowski diz que ele retornou à advocacia após deixar o STF, em abril de 2023, e se retirou do escritório ao assumir o Ministério da Justiça no ano seguinte. O escritório passou a ser controlado por sua família e manteve contrato com o Master.

“Além de vários outros clientes, prestava serviços de consultoria jurídica ao Banco Master. Ao ser convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o Ministério da Justiça de Segurança Pública, em janeiro de 2024, Lewandowski retirou-se de seu escritório de advocacia e suspendeu o seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil, como determina a legislação vigente”, afirma.

A assessoria da empresa de ACM Neto, a A&M Consultoria, afirma que “os serviços mencionados pelo jornal foram contratados de maneira lícita, transparente, e devidamente prestados” e que não pode confirmar os valores “supostamente declarados à Receita Federal por não ter tido acesso a esses dados”.

A nota afirma ainda que o contrato foi firmado quando os sócios da A&M não ocupavam cargos públicos. “Foi apresentada petição à PGR (Procuradoria-Geral da República) e ao STF na qual a A&M se coloca à disposição para prestar eventuais esclarecimentos e detalhes dos serviços prestados, assim como requereu que se apurasse o vazamento de dados fiscais sigilosos”, diz.

Wajngarten afirmou à reportagem que foi apresentado a Vorcaro no primeiro semestre de 2025 por meio dos advogados do ex-banqueiro dele e passou a integrar a equipe de defesa, da qual faz parte até o momento. O contrato tem cláusula de confidencialidade e, por isso, não foi tornado público.

A empresa de Bonnie Bonilha, BN Financeira, afirma que os serviços ao Master “tiveram por objetivo a prospecção e indicação de operações e convênios de crédito público e privado”, mediante prestação de nota, e que os dois únicos sócios são Moisés Dantas e Bonnie Bonilha.

“Não existe qualquer investigação ou apuração policial quanto ao tema, pois não existe qualquer irregularidade. Todos os recursos recebidos pela BN Financeira se deram de forma oficial, contabilizada e mediante emissão de nota fiscal, distribuídos formalmente aos sócios e declarados à Receita Federal”, afirma em nota.

Vorcaro foi preso pela segunda vez no começo de março pela Polícia Federal sob suspeita de comandar um esquema de fraude e ameaças. Ele negocia um acordo de delação premiada.

Jornal de Brasília

Vídeo: após atritos, Nikolas encontra Flávio Bolsonaro e diz: “Somos o mesmo time”

Foto: Reprodução/Instagram
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) disse nesta terça-feira que as candidaturas do partido em Minas Gerais vão servir à campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência.

Nikolas se manifestou ao lado de Flávio dias após atritos públicos com o irmão dele, Eduardo. O mineiro pregou união em torno do objetivo de vencer o PT de Lula.
“Somos o mesmo time, com posições diferentes, mas contra o mesmo inimigo”, disse Nikolas, em evento de lançamento em Brasília da pré-candidatura do também mineiro Domingos Sávio ao Senado.

Ao lado de Flávio, Nikolas disse que “todas as nossas candidaturas vão te servir para você derrotar o PT, porque ninguém mais aguenta o PT ninguém mais aguenta o Lula”.

Alcolumbre enterra CPI do Crime Organizado; relator fala em desserviço

Presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre. Foto: Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Trabalhos da CPI terminam no próximo dia 14
A CPI do Crime Organizado entra na reta final com prazo até 14 de abril e deixou para o último dia o depoimento do governador do Rio, Cláudio Castro. A estratégia ocorre em meio a um cronograma apertado e dificuldades enfrentadas pela comissão ao longo dos trabalhos, incluindo decisões judiciais que limitaram algumas oitivas.

O relator, Alessandro Vieira, tentou prorrogar o funcionamento da CPI, alegando que ainda há depoimentos relevantes e documentos a serem analisados. Segundo ele, o prazo atual compromete a profundidade das investigações e a capacidade de conclusão adequada dos trabalhos. Mas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ignorou o pedido de Vieira, que contava com 28 assinaturas de parlamentares, e decidiu não prorrogar os trabalhos da comissão.

Vieira criticou o sepultamento da CPI e classificou parte da condução como um “desserviço”, indicando que interferências e limitações prejudicaram o objetivo de esclarecer a atuação do crime organizado. A avaliação reflete o clima de frustração entre integrantes diante dos obstáculos enfrentados durante a CPI.

Mesmo assim, a CPI segue com agenda reduzida até o encerramento, sob pressão para apresentar um relatório final dentro do prazo. A expectativa é que os últimos depoimentos, incluindo o de Castro, concentrem a reta final dos trabalhos e influenciem as conclusões do parecer.

Rodrigo VilelaPor Rodrigo Vilela

Gastos do governo superam R$1,5 trilhão no ano

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Os gastos do governo superaram ontem R$1,5 trilhão em 2026, segundo a plataforma Ga$to Brasil, da Associação Comercial de São Paulo e da Confederação da Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB). O governo federal é responsável pela maior parte das despesas: R$620 milhões. Os 27 governos estaduais custaram R$432 milhões e as mais de 5,5 mil administrações municipais, R$476 milhões.

Rombo crescente

O Impostômetro registra que foram tomados mais de R$1,1 trilhão em tributos dos pagadores de impostos; rombo de mais de R$400 milhões.

Pessoal federal

Os gastos do governo federal com pessoal e encargos somam R$80 bilhões. É a maior conta bancada pelo pagador de impostos, em 2026.

Outros poderes

O Ministério Público Federal consumiu R$2 bilhões com pessoal; o Legislativo, R$1,2 bilhão; e o Judiciário, R$43 milhões.

Diário do Poder

PF combate crimes de R$4,6 milhões contra o INSS no Maranhão

Operação Recidiva levou PF a prender seis por fraudes previdenciárias, no Maranhão. Foto: Reprodução/PF
Operação Recidiva cumpre seis mandados de prisão e busca provas de fraudes a 50 benefícios
A Força-Tarefa Previdenciária levou a Polícia Federal a deflagrar a Operação Recidiva, nesta quarta-feira (8), para combater crimes que causaram um prejuízo de R$ 4,6 milhões ao sistema previdenciário do INSS, no Maranhão. 32 policiais federais cumpriram oito mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão temporária, na capital São Luís, nas cidades maranhenses Barreirinhas e Tutóia/MA, e em Parnaíba, no Piauí.

No alvo estão investigados responsáveis por cooptar os “clientes” para intermediar os crimes, além de suspeitos de viabilizar a concessão dos benefícios. E a investigação é desdobramento da Operação Transmissão Fraudulenta, deflagrada em julho do ano passado, que mirou um grupo criminoso que atuava inserir vínculos empregatícios inexistentes em sistema federal, visando fraudar a concessão de benefícios previdenciários.

De acordo com a investigação, o prejuízo milionário decorre da concessão de 50 benefícios já identificados. E os mandados expedidos pela 2ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Maranhão, a pedido da PF, determinou medidas cautelares de quebra dos sigilos bancário e fiscal, além do arresto de bens e do bloqueio de valores dos investigados.

Para a Operação Recidiva, a PF no estado do Maranhão obteve apoio da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), do Ministério da Previdência Social (MPS) e da Coordenação-Geral de Apuração e Cobrança Administrativa de Benefícios (CGACB/INSS).

“Caso confirmadas as suspeitas, os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato majorado contra o INSS, associação criminosa, falsificação de documento público, falsidade ideológica, falsa identidade, inserção de dados falsos em sistema de informações e lavagem de capitais”, informou a PF.

Davi SoaresPor Davi Soares