domingo, 19 de abril de 2026

Irã condena à morte a primeira mulher por participação em protestos

Uma mulher foi condenada à morte no Irã por envolvimento nos protestos contra o regime que começaram no fim do ano passado. Trata-se de Bita Hemmati, que recebeu a sentença junto com o marido, Mohammadreza Majidi-Asl, e outros dois homens. O julgamento ocorreu em um Tribunal Revolucionário de Teerã, sob responsabilidade do juiz Imam Afshari. 

De acordo com o jornal britânico The Sun, os quatro foram acusados de atirar blocos de concreto de um prédio contra forças de segurança durante as manifestações. Além disso, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, o grupo também foi condenado sob a acusação de agir em nome dos Estados Unidos. 

Até o momento, não há confirmação sobre quando as execuções devem acontecer. 

Desde o início dos protestos, pelo menos sete pessoas já foram executadas no país por crimes ligados às manifestações. Entre elas estão o lutador Saleh Mohammadi, de 19 anos, além de Mehdi Ghasemi e Saeed Davvodi, ambos de 21. No início deste mês, o músico Amirhossein Hatami, de 18 anos, também foi executado na prisão de Ghezel Hesar, mesmo após pedidos internacionais por clemência.

Um relatório conjunto das organizações Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega, e Together Against the Death Penalty (ECPM), baseada em Paris, aponta que ao menos 1.630 pessoas foram executadas no Irã nos últimos 12 meses.

O levantamento também indica que 48 mulheres estão entre os executados, sendo 21 condenadas por assassinarem seus parceiros. 

Entidades internacionais de direitos humanos acusam o regime iraniano de usar a pena de morte como ferramenta de repressão e de forçar confissões por meio de coação. Segundo essas organizações, presos enfrentam pressão psicológica intensa e condições severas de detenção. 

Há ainda relatos de que o número de mortos durante os protestos pode ultrapassar 33 mil, além de milhares de pessoas que foram presas ao longo das manifestações.

Via portal CM7

Conta de energia deve subir no Ceará em 2026 com reajuste médio de 5,78%

Foto Thiago Gadelha 
O reajuste anual de energia elétrica da Enel Ceará ocorrerá no próximo dia 22 de abril e valerá para a conta do mês de maio. O aumento médio pode chegar a 5,78%, conforme estimativa apresentada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na Nota Técnica nº 54/2026.

Para consumidores residenciais, a alta média prevista é de 4,67%. Já os de alta tensão devem enfrentar reajuste médio de 9,61%. Os percentuais, contudo, só serão confirmados no dia 22 de abril.

Em nota, a Aneel afirma que só terá "as informações sobre o processo quando ele for deliberado em reunião pública de diretoria".

Já a Enel Ceará disse que o percentual do reajuste tarifário é definido pela Aneel para todas as distribuidoras do País. A companhia destaca que, nos últimos dois anos, os reajustes no Ceará foram negativos (redução de 2,10% em 2025 e 2,81% em 2024).

"A companhia encaminha ao regulador as informações solicitadas, cabendo à agência o cálculo e a definição das tarifas", informou a distribuidora.

Com informações do Diário do Nordeste

Ex-vereador é morto a facadas ao tentar separar briga, no interior do Ceará

Foto Divulgação 
Um homem de 60 anos foi morto a facadas na cidade de Hidrolândia, no interior do Ceará, na noite desse sábado (18). A vítima foi identificada como José Orlean Pereira Souza, comerciante e ex-vereador do município, eleito em 2012.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), a vítima estava em um estabelecimento comercial, quando se envolveu em uma briga de terceiros e acabou sendo ferido.

Orlean foi socorrido em estado grave para um hospital municipal, mas não resistiu aos ferimentos.

Ainda conforme a SSPDS, o suspeito do crime já foi identificado, e equipes das polícias civil e militar estão em diligências para localizá-lo. O caso é investigado pela Delegacia de Crateús.

Orlean Pereira era proprietário de uma pousada e churrascaria em Hidrolândia. Ele foi vereador municipal e tentou a reeleição em 2024 pelo PODE.

Com informações do Diário do Nordeste

Pastor divide opiniões ao criticar inversão de prioridades nas famílias: “Temos uma geração que põe os filhos na creche, os pais no asilo e vai passear com os cães na praça”

Reprodução @/claudioduarte
O pastor Cláudio Duarte gerou debate ao criticar o que chamou de inversão de prioridades dentro das famílias. Segundo ele, a sociedade atual estaria delegando o cuidado dos filhos e dos pais, enquanto demonstra grande atenção aos animais de estimação.

A fala foi feita durante uma pregação e rapidamente repercutiu nas redes sociais, dividindo opiniões. Parte do público concordou com a crítica, entendendo que há um enfraquecimento dos vínculos familiares, enquanto outros defenderam que a realidade atual envolve rotinas mais complexas e a necessidade de apoio externo, como creches e instituições para idosos.

A declaração levantou discussões sobre mudanças no comportamento social e na estrutura familiar, além de diferentes formas de lidar com responsabilidades no dia a dia.

Via Conhecimento Oculto

Maestra chama atenção durante apresentação em igreja pelo jeito espontâneo de reger coral

A apresentação conduzida pela maestra Carmen Lúcia, do Ministério Semear, tornou-se um dos assuntos comentados nas redes sociais, dividindo opiniões entre internautas devido à sua forma intensa e expressiva de reger um conjunto de mulheres.

A regente foi notada por sua conduta diferenciada, caracterizada por grande intensidade física e emocional durante a performance religiosa.

Muitos usuários das redes sociais elogiaram a dedicação, a entrega e a presença de palco da maestra, vendo na condução uma demonstração de paixão pelo louvor.

Por outro lado, o estilo expansivo gerou críticas de parte do público, que considerou a regência exagerada ou fora dos padrões tradicionais esperados para o momento.

O registro continua a circular, gerando repercussão nas redes sociais. Carmem Lúcia é regente do coral da Igreja Ministério Semeear, em Jaboatão dos Guararapes (PE).
Vídeo: @carmem_.lu

Pastor é preso acusado de castigar e estuprar fiéis

A operação “Falso Profeta” foi deflagrada pela Polícia Civil do Maranhão (PCMA), com apoio da Polícia Militar (PMMA), nessa sexta-feira (17/4) e prendeu o pastor da igreja Shekinah House Church, em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís.

A ação foi feita no bairro Recanto do Poeta, onde funciona um espaço vinculado à igreja. No local, residiam entre 100 e 150 fiéis sob a liderança do pastor investigado. Segundo a polícia, ele foi localizado em seu quarto, na companhia de outro dirigente da instituição.

Após dois anos de investigação, o pastor foi apontado como autor dos crimes de estelionato, estupro de vulnerável, posse sexual mediante fraude e associação criminosa. O delegado Sidney Oliveira, titular da Delegacia de Paço do Lumiar, informou que o inquérito policial já identificou, até o momento, entre cinco e seis vítimas relacionadas aos crimes investigados.

O pastor, que é casado, teria abusado sexual e psicologicamente das vítimas, homens e mulheres e até menores de idade. Vídeos mostram fiéis sendo espancados como medida punitiva e papéis foram apreendidos com a frase escrita à mão: “Eu preciso aprender a respeitar o meu líder”, por dezenas de vezes. Celulares e cartões de crédito também foram apreendidos.

Nas redes sociais, um homem relatou que já foi vítima do pastor: “Já fiquei nessa igreja em 2013, sofri muito lá na época, eu meu primo apanhamos e levamos choque no dente, [ele] ainda falava que nós tínhamos demônios, que tinha que tirar de nós. Graças à Deus, com muita luta, conseguimos sair de lá e aí jogaram praga na gente”, relatou. 

Funcionários de empresa são ameaçados e atendimento é suspenso em Natal/RN

Após relatos de ameaças a funcionários durante serviços em Natal, a  empresa de telecomunicações Brisanet  suspendeu atendimentos presenciais em bairros da capital potiguar. Imagens que circulam nas redes sociais mostram um veículo da empresa danificado.

A empresa de telecomunicações Brisanet confirmou que, ao longo desta semana, colaboradores foram ameaçados enquanto realizavam atendimentos técnicos em bairros da Zona Oeste de Natal, incluindo Felipe Camarão, Planalto e Leningrado. Além das intimidações, também foram registrados danos à infraestrutura de rede nessas localidades.

De acordo com a companhia, um veículo da empresa também foi danificado no bairro Lagoa Nova. No entanto, até o momento, não há confirmação de que esse caso tenha relação direta com os demais incidentes.

Diante da situação, a Brisanet informou que decidiu suspender temporariamente o atendimento presencial nas áreas afetadas como medida de segurança. A prioridade, segundo a empresa, é garantir a integridade física de seus colaboradores.

SOS Policial

sábado, 18 de abril de 2026

Deputada propõe tornozeleira rosa para agressores de mulheres

Foto: Imagem gerada por IA/ND Mais
A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) protocolou, nesta semana, na Câmara dos Deputados, um projeto de lei que propõe uma nova identidade visual para as tornozeleiras eletrônicas usadas por agressores em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher.

Segundo a parlamentar, o objeto de monitoramento “poderá ser determinado por decisão judicial fundamentada” para ser cor-de-rosa, especialmente em contextos de alto risco.

A matéria pretende alterar a Lei nº 15.383/2026, que instituiu a tornozeleira a agressores como medida protetiva autônoma e, por sua vez, também alterou a Lei Maria da Penha.

A justificativa do projeto é estabelecer a identificação visual padronizada para facilitar a fiscalização e o reconhecimento das autoridades competentes, além de reforçar a proteção preventiva da vítima, contribuir para a inibição de novas condutas violentas e reforçar a conscientização social acerca da gravidade da violência contra a mulher.

Se aprovado no Congresso, caberá ao poder Executivo regulamentar as especificações técnicas, os níveis de visibilidade e as hipóteses excepcionais de dispensa da identificação visual.

Vereador do PT é preso pela PM em ato do MST e reclama: “Ditadura?”

Foto: Reprodução
O vereador de Goiânia Fabrício Rosa (PT) foi detido na manhã desta sexta-feira (17/4) durante uma manifestação do MST em Santa Helena, no interior de Goiás. Segundo sua assessoria, a abordagem da Polícia Militar (PM) ocorreu com uso de “força e vi0lência”. Após o episódio, o parlamentar acusou o governo estadual de “institucionalizar” a atuação da PM com fins políticos.

Em nota à coluna Paulo Cappelli, Fabrício afirmou que os policiais alegaram crime de desacato para justificar a detenção. Ele contesta a acusação.

“Como é possível ver no vídeo do momento da prisão, com uso de força e violência por parte dos policiais, não houve qualquer situação que levantasse a suspeita de desacato”, disse. “Depois de ser impedido pela PM de participar da manifestação do MST, Fabrício foi preso porque criticava a violência contra minorias representativas e populações pretas e periféricas”.

O vereador também criticou o governo estadual após a prisão. “Mais uma vez, o ex-governador Ronaldo Caiado e o agora governador Daniel Vilela comprovam que a PM foi institucionalizada para um projeto político-eleitoral. O grupo de Caiado se utiliza da boa-fé dos trabalhadores e trabalhadoras da Segurança Pública, que têm hierarquia militar e seguem ordens superiores, para perseguir, agredir e prender opositores políticos. Estamos voltando aos tempos da ditadura e da censura em Goiás?”.

Segundo o parlamentar, os policiais militares agiram com truculência no momento da abordagem. “Os policiais tentaram jogar o vereador no chão e tomar o celular das mãos de Fabrício Rosa. Chama atenção, no vídeo, o momento em que o major confere o aparelho telefônico e, em seguida, determina a prisão

Por Paulo Cappelli

Vídeo: Delegado prende advogada em seu escritório por ser criticado em rede social

Uma prisão dentro de um escritório de advocacia virou alvo de polêmica e mobilizou a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Goiás. A advogada Aricka Cunha foi detida na tarde de quarta-feira (15), em Cocalzinho de Goiás, após publicar nas redes sociais um despacho policial que determinava o arquivamento de uma ocorrência registrada por ela mesma.

Segundo as informações, o documento, assinado por um delegado, concluía que a denúncia feita pela advogada, que alegava ter sido ofendida por um servidor público, não configurava crime.

A repercussão veio após Aricka criticar publicamente a decisão. O delegado responsável entendeu que a publicação teria caráter ofensivo e determinou a prisão imediata da advogada por suspeita de difamação, crime que envolve atingir a reputação de alguém.
A detenção aconteceu dentro do próprio escritório da profissional e foi registrada em vídeo. Ela foi levada para a delegacia e liberada apenas à noite, após pagamento de fiança no valor de R$ 10 mil.

Nas redes sociais, a advogada classificou a prisão como ilegal e afirmou que houve violação das prerrogativas da profissão.

“Uma advogada, dentro do seu escritório, no exercício da profissão, sendo algemada por expressar opinião. Isso não é normal. Isso não é legal. Isso não pode ser aceito”, disse no Instagram. “O Estatuto da Advocacia garante a inviolabilidade do escritório. Mas, na prática, o que vimos foi o desrespeito sendo executado à luz do dia”, completou ela.

O caso ganhou ainda mais repercussão após a reação da OAB-GO, que anunciou medidas contra o delegado. A entidade afirmou que vai apurar possível abuso de autoridade e pediu investigação sobre a conduta policial.
Confira a nota da OAB-GO na íntegra

O Sistema de Defesa das Prerrogativas (SDP) da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) determinou a imediata instauração de procedimentos contra o delegado de Polícia Civil Christian Zilmon Mata dos Santos, após a prisão considerada arbitrária de advogada, no município de Pirenópolis.

A decisão, formalizada pela Portaria n.º 05/2026, foi assinada na manhã desta quinta-feira, dia 16 de abril, pelo presidente do SDP, Alexandre Carlos Magno Mendes Pimentel. O documento detalha uma série de violações que ferem não apenas o Estatuto da Advocacia (EAOAB – Lei Federal n.º 8.906/94), como também os direitos fundamentais da profissional.

Diante da gravidade dos fatos, o SDP determinou:

– Formalização imediata de representação por crime de abuso de autoridade junto ao procurador-geral de Justiça;

– Acionamento da Corregedoria-Geral da Polícia Civil e da Secretaria de Segurança Pública para apuração de conduta;

– Publicação de posicionamento oficial contra o ato do delegado.

Além dessas medidas, a Procuradoria de Prerrogativas já atua nos autos do processo (nº 5332342-23.2026.8.09.0177) para requerer a nulidade absoluta do Auto de Prisão em Flagrante (APF). Também será feita a coleta de depoimentos de testemunhas por meio de videoconferência para instruir o procedimento interno. “Iremos continuar acompanhando o caso até que todas as responsabilidades sejam apuradas”, acrescenta Alexandre.

A Polícia Civil informou que o caso foi encaminhado à Corregedoria, que ficará responsável por investigar o ocorrido.

Confira a nota da PCGO na íntegra:

A Polícia Civil de Goiás informa que o fato foi levado ao conhecimento da Superintendência de Correições e Disciplina da PCGO, que está tomando as providências necessárias para a escorreita apuração do ocorrido.

Fonte: Folha do Estado