segunda-feira, 25 de maio de 2026

Delegada cita possível ligação de Deolane com ameaças do PCC a Moro e morte de ex-delegado

Declarações foram dadas em entrevista e citam inquéritos antigos; autoridades reforçam que não há confirmação oficial sobre o envolvimento da influenciadora,
Nesta sexta-feira (22), a delegada Maria Corsato afirmou, durante entrevista à LeoDias TV, que a influenciadora Deolane Bezerra pode ter ligação com ameaças atribuídas a integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) contra o senador Sergio Moro e também com a morte do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes.

Até o momento, não há confirmação oficial que comprove o envolvimento da influenciadora nos casos mencionados. As declarações integram linhas de investigação citadas pela delegada durante a entrevista.

Segundo Maria Corsato, o crime organizado estaria utilizando influenciadores digitais em esquemas de lavagem de dinheiro e outras atividades ilícitas. Ela relatou que um dos inquéritos analisados teria origem em 2019 e apontaria a existência de ameaças direcionadas a autoridades públicas.

“Um desses inquéritos começa em 2019 e, salvo engano, é nessa investigação que eles identificam as ameaças para o juiz Sergio Moro. E, se a memória do nome falha, nessa mesma investigação, tem as ameaças para o [ex] juiz Sergio Moro e para o delegado-geral, doutor Rui [Ferraz Pontes], que foi assassinado agora na Praia Grande”, disse a delegada.

Durante a mesma cobertura, a jornalista Mônica Apor afirmou que delegados mencionaram cartas interceptadas no curso das investigações. Segundo ela, os investigadores relataram que Deolane Bezerra teria buscado informações como endereços e telefones de possíveis alvos ligados à facção.

“Eles falaram sobre isso mesmo na coletiva. Um dos delegados falou exatamente isso (…) Ela foi a responsável, segundo os delegados, a ir atrás de endereços, telefones, desses alvos que eles queriam ir atrás”, afirmou a jornalista.

Ao comentar o conteúdo das alegações, a delegada classificou a situação como grave caso as suspeitas sejam confirmadas.

“Isso é muito grave. A gente viu uma participação, na ocasião ele era ministro da Justiça do Brasil. Olha que grave”, declarou. 

Via portal Folha do Estado

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Faça seus comentários com responsabilidade, não nos responsabilizamos por comentários de terceiros.