domingo, 17 de maio de 2026

Pastor condenado por propina mandou R$ 1,8 milhão para shows de forró e Carnaval

Verba de emenda parlamentar bancou apresentações e estrutura de eventos
Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação em um esquema de cobrança de propina envolvendo emendas parlamentares, o deputado federal Pastor Gil (PL-MA) destinou R$ 1,8 milhão para shows e eventos no interior do Maranhão. As informações são do colunista Tácio Lorran, do Metrópoles.

Segundo a publicação, o Tribunal de Contas da União (TCU) investiga o uso de emendas Pix enviadas por Pastor Gil e pelo deputado Josimar Maranhãozinho (PL-MA) para cidades ligadas à família do parlamentar maranhense.

De acordo com a investigação, Pastor Gil enviou R$ 1,5 milhão para estruturas provisórias do Carnaval de 2024 em Zé Doca e outros R$ 300 mil para contratar um show do cantor Tarcísio do Acordeon durante a comemoração do Dia das Mães.

Na época, a prefeitura da cidade era comandada por Josinha Cunha, irmã de Josimar Maranhãozinho. Atualmente, a gestão municipal está sob responsabilidade de Flavinha Cunha, sobrinha do deputado.

Ainda segundo a coluna, o TCU também apura possíveis irregularidades na contratação das atrações. A prefeitura informou que contrataria quatro bandas de renome nacional para o Carnaval, mas apenas duas atrações desse porte foram apresentadas: Calcinha Preta e Mastruz com Leite.

Ao Metrópoles, Pastor Gil afirmou que enviou os recursos para a cidade por ter “carinho” pela população local e disse que a responsabilidade pelas contratações e prestações de contas é da prefeitura.

Em março deste ano, o STF condenou Pastor Gil, Josimar Maranhãozinho e o ex-deputado João Bosco Costa por participação em um esquema de cobrança de propina em troca da destinação de recursos públicos por meio de emendas parlamentares.

Foto do(a) author(a) Esther Morais
Por Esther Morais

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