terça-feira, 9 de agosto de 2022

Militares cogitam apuração paralela nas eleições deste ano

Representantes das Forças Armadas já discutem como realizar uma contagem paralela de votos nas eleições deste ano – medida que o presidente Jair Bolsonaro tem cobrado desde abril. Em conversas reservadas, integrantes do Ministério da Defesa admitiram, pela primeira vez, que estão se preparando para a tarefa. O mais provável até agora é que uma contagem patrocinada pelos militares use os boletins impressos pelas urnas eletrônicas após o encerramento da votação.

Além dos boletins de urna (BUs), outra alternativa avaliada para a contagem paralela seria ter acesso a dados retransmitidos pelos tribunais regionais ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os boletins de urna são registros do resultado de cada equipamento, impressos ao fim da votação. Indicam a quantidade de votos recebida por candidato e partido, nulos e brancos. Internamente, esses votos ficam registrados digitalmente na mídia das urnas, embaralhados para impedir a identificação do eleitor e criptografados.

Militares lotados no comando da Defesa, que têm acompanhado o processo de fiscalização das urnas junto ao TSE, afirmam que a decisão de realizar a totalização de votos por conta própria ainda foi oficializada, tampouco comunicada ao TSE. Segundo um general, tudo depende de uma decisão política a ser transmitida pelo ministro da pasta, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira. Comandante supremo das Forças Armadas, Bolsonaro insiste na contagem paralela pela Defesa.

O “acompanhamento da totalização”, como vem sendo chamado na Defesa, seria parte do plano de fiscalização dos militares, que montaram uma equipe própria para a tarefa, formada por dez oficiais da ativa do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. A Defesa afirma que age de forma técnica para contribuir com o aperfeiçoamento da segurança e transparência do sistema. Os argumentos costumam abastecer a campanha política de descrédito das eleições empreendida por Bolsonaro.

A proposta foi sintetizada pelo presidente, em 27 de abril, durante cerimônia oficial no Palácio do Planalto. Na ocasião, ele defendeu pela primeira vez em público que as Forças Armadas contassem os votos paralelamente à Justiça Eleitoral. Segundo o presidente, essa sugestão havia partido dos militares.

A soma de votos pelas Forças Armadas é uma missão não prevista na Constituição nem nas diretrizes de Defesa Nacional. A Corte Eleitoral tem a missão exclusiva de promover as eleições, apurar e proclamar o resultado. Bolsonaro chegou a sugerir que a apuração seja semelhante à da Mega Sena.

O TSE já desmentiu que a apuração seja terceirizada ou realizada numa “sala secreta”. Por recomendação da Polícia Federal, a totalização é feita na sede da Corte, usando um supercomputador fornecido por uma multinacional de tecnologia, instalado na sala-cofre do TSE e operado por funcionários especializados do Judiciário. Os dados com a parcial de votos apurada em cada urna, registrados em mídias, são transmitidos a Brasília não pela internet comum, mas sim por meio de uma rede dedicada de acesso restrito, com criptografia e uma série de barreiras de segurança. Nunca houve divergências no resultado.

Os militares entendem que a apuração por conta própria, a partir de dados oficiais do TSE, é parte das atividades de auditoria possíveis.

O TSE decidiu publicar todos os boletins de urna online com códigos QR, como forma de ampliar a transparência. Com isso, os militares e outras entidades fiscalizadoras, como partidos e Ministério Público, poderão consultar imediatamente os votos apurados e fazer somatórios independentes.

Tribuna do Norte

Julho tem recorde de 78% das famílias endividadas no Brasil

O País iniciou o segundo semestre com novo recorde de brasileiros endividados e inadimplentes, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Em julho, 29% das famílias tinham algum tipo de conta ou dívida atrasada, o maior patamar de inadimplência desde 2010, quando teve início a série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic).

Segundo a CNC, o aumento da inadimplência indica que as medidas de governo de estímulo ao consumo, como os saques extras do FGTS e a antecipação do 13º salário aos beneficiários do INSS, tiveram efeito apenas momentâneo no pagamento de contas ou dívidas em atraso, concentrado no segundo trimestre deste ano.

O total de inadimplentes aumentou 0,5 ponto porcentual na passagem de junho para julho. Em relação a julho de 2021, houve uma elevação de 3,4 pontos porcentuais na proporção de lares em situação de inadimplência.

O porcentual de famílias endividadas subiu a um ápice de 78% em julho, um aumento de 0,7 ponto porcentual ante junho. Em relação a julho do ano passado, a proporção de lares endividados teve um crescimento de 6,6 pontos porcentuais. A pesquisa considera como dívidas as contas a vencer em cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, prestação de carro e prestação de casa.

“O porcentual de comprometimento da renda permanece no mesmo valor, em 30,4%, desde abril, mas 22% dos brasileiros estão com mais da metade dos rendimentos comprometidos com dívidas”, apontou a CNC, em nota.

Em julho, 10,7% das famílias afirmaram não ter condições de pagar seus débitos já atrasados, ou seja, permanecerão inadimplentes, alta de 0,1 ponto porcentual em relação a junho. De acordo com a CNC, a maioria dos que permanecerão sem pagar contas ou dívidas já atrasadas de meses anteriores está entre os consumidores que não concluíram o ensino médio (13%), que também foram os que mais precisaram atrasar pagamentos no próprio mês de julho (33,3%).

“As classes de despesas das famílias que ganham menos são justamente as que tiveram maiores aumentos recentes de preços, então elas acabam gastando uma parcela maior do orçamento para fazer frente ao aumento da inflação. Ou seja, as famílias com menor renda foram mais afetadas e aumentaram o endividamento, a despeito dos juros altos, para sustentar seu nível de consumo”, explicou a economista Izis Ferreira, responsável pela pesquisa da CNC, em nota oficial.

A proporção de endividados entre famílias que recebem mais de dez salários mínimos por mês subiu a 75,0% em julho, enquanto que o total de lares com dívidas entre os que recebem até dez salários mínimos avançou a 78,8%.

Entre as modalidades de dívidas, houve redução pelo terceiro mês consecutivo nas contas a pagar em cartão de crédito. Do total de endividados, 85,4% tinham dívidas no cartão de crédito em julho ante uma fatia de 88,8% em abril deste ano.

“As famílias têm buscado alternativas de crédito mais baratas por conta dos juros elevados. Com isso, carnês de loja e crédito pessoal foram as modalidades que avançaram no endividamento, neste início de semestre, representando 18,8% e 9,2% do total de famílias com dívidas, respectivamente”, acrescentou Izis Ferreira.

A pesquisa mostrou ainda uma queda nos financiamentos de automóveis e da casa própria. Em julho de 2021, 12,6% das famílias pagavam prestações de carro e 9,7%, de casas. Em julho deste ano, apenas 10,6% das famílias pagam financiamento de carro, enquanto a fatia comprometida com prestações da casa própria desceu a 7,6%.

“O motivo para menor uso de crédito de longo prazo também é o crescimento dos juros, que aumentaram em média 5,8 pontos porcentuais em um ano, para carros, e 2,8 p.p., no caso da aquisição de imóveis pelas pessoas físicas”, justificou a CNC.

Tribuna do Norte

Michelle publica vídeo de Lula em ritual de umbanda: “Isso pode”

A primeira-dama Michelle Bolsonaro e o deputado federal Pastor Marco Feliciano (Republicanos-SP) compartilharam em uma rede social uma publicação que associa religiões de matrizes afro-brasileiras, como a umbanda e o candomblé, às “trevas”. O vídeo mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante um ritual, realizado no ano passado, em Salvador. “Isso pode, né? Eu falar de Deus, não”, escreveu a mulher do presidente Jair Bolsonaro (PL).

O vídeo foi compartilhado pela vereadora Sonaira Fernandes (Republicanos-SP). Nele, Lula aparece diante de uma religiosa recebendo pipoca sobre a cabeça. “Lula já entregou sua alma para vencer essa eleição”, escreveu a vereadora bolsonarista no Instagram.

“Não lutamos contra a carne nem o sangue, mas contra os principados e potestades das trevas. O cristão tem que ter a coragem de falar de política hoje, para não ser proibido de falar de Jesus amanhã”, afirmou a integrante do Legislativo da capital paulista.
A publicação foi então replicada nos stories de Michelle, no Instagram. Feliciano divulgou o vídeo tanto no Instagram como no Twitter. “Crente que vota nesse homem apostata da fé! É fazer pacto com o maligno!”, escreveu o deputado federal.

Diante da repercussão das publicações nas redes sociais, Feliciano partiu para o ataque, no Twitter. “Lula na umbanda. Roberto Barroso com João de ‘deus’. Tudo pode. Mas a primeira-dama Michelle Bolsonaro falar em Jesus causa escândalo… Liberdade religiosa seletiva… Mídia asquerosa!”, afirmou, no Twitter.
Estadão Conteúdo

Assessor de Paula Fernandes revela que ela faz pedidos estranhos para o camarim

Não é novidade para ninguém que ser famoso deve ter os seus lados bons e ruins, e um dos lados bons é ser conhecido e paparicado por muitas vezes. O lado ruim é não conseguir ir até o shopping, por exemplo, fazer uma compra de aniversário para um amigo. Mas tem famosos que acabam até que abusando dessas oportunidades de ser conhecido e acabam exigindo algumas coisinhas estranhas.

Pois é, o assessor de Paula Fernandes acabou dando uma entrevista recentemente e falou sobre isso. O assessor, que é conhecido como Gui Artístico, revelou durante o podcast Ielcast que a cantora tem exigências estranhas e que chegou até a pedir uma cama de casal para ser colocada em seu camarim. Ele deixou bem claro que é super contra essas solicitações porque não são todas as cidades que contam com uma certa estrutura para isso.

O rapaz que tecnicamente ainda trabalha com Paula Fernandes, contou que nas rodas de produtores de eventos o nome da cantora é logo sucedido de um ‘essa não’! Ele ainda deu detalhes de que ela fazia cerca de 30 shows por mês e agora faz apenas dez – e com isso veio uma queda de quatro milhões de reais do cachê para 100 mil reais.

Procurada pelo Portal Estrelando, a equipe da artista ainda não falou sobre o ocorrido.

R7

OMS avalia mudar nome da varíola dos macacos para proteger animais

Porta-voz da Organização Mundial de Saúde (OMS), a epidemiologista Margaret Harris informou nesta terça-feira (9) que o atual surto de varíola dos macacos – que ocorre em diversos países do mundo – representa um risco de transmissão que vem de humanos e condenou ataques a animais.

“A transmissão que estamos vendo agora com o grande surto de varíola dos macacos é uma transmissão de pessoa para pessoa. O vírus está em alguns animais, e vemos um salto para os humanos, mas não é isso que estamos vendo agora. O risco de transmissão vem de outro ser humano”, afirmou a especialista.

Em  menos de uma semana, sete macacos foram resgatados em áreas de mata em Rio Preto (SP) com sinais de possível intoxicação. Um outro animal também foi encontrado morto no local.

A suspeita é que esses animais tenham sido envenenados depois da confirmação de três casos positivos da varíola dos macacos na cidade, apesar de o atual surto não ter relação nenhuma com os primatas.

Harris informou ainda que a preocupação atual sobre a doença deve se concentrar no fato de que a varíola dos macacos está sendo transmitido na população humana e o que os humanos devem se atentar a medidas sanitárias de proteção ao vírus.

“Certamente, [a preocupação atual] não deveria ser sobre ataques a nenhum animal”, alertou.

G1

PM fingiu desistir de discussão após ser solto por lutador, diz polícia

O tenente da Polícia Militar (PM) Henrique Velozo, 30 anos, fingiu desistir da discussão e briga contra Leandro Lo durante um show de pagode no Clube Sírio, na Zona Sul de São Paulo, no último sábado (6), quando foi imobilizado e solto pelo campeão mundial de jiu-jítsu, segundo a investigação da Polícia Civil.

Mas após isso, o oficial, que estava de folga e sem uniforme, sacou a arma que escondia debaixo da roupa, na cintura, e atirou na testa do atleta. Essas informações estão no inquérito policial que apura as causas e responsabilidades pelo assassinato.

“Henrique simulou ter desistido do impasse, virou-se de costas, deu alguns passos na direção contrária a Leandro e repentinamente sacou a arma de fogo escondida sob suas vestes e efetuou um único disparo na testa de Leandro, evadindo-se do local em seguida”, informa um dos trechos do documento a partir do que testemunhas disseram à polícia.

Leandro chegou a ser socorrido e levado ferido ao Hospital Saboya, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no domingo (7). Ele tinha 33 anos. Nesse mesmo dia, Henrique, que era procurado pela polícia, se entregou à Corregedoria da PM e entregou sua arma, que foi apreendida. Depois, foi levado à delegacia que investiga o caso, onde ficou em silêncio durante o seu interrogatório. Ele acabou detido e indiciado por homicídio qualificado por dissimulação que dificultou defesa da vítima e motivo fútil.

Por decisão da Justiça, Henrique está preso temporariamente por 30 dias no presídio militar Romão Gomes, na Zona Norte da capital.

Procurado nesta semana pela reportagem, o advogado dele, João Carlos Campanini, informou que ainda não poderia comentar o assunto e nem dizer o que seu cliente alega em sua defesa. “Eu não tive conversa com ele ainda, não sei nem a versão dele sobre o que aconteceu”, falou o advogado.

PM já condenado por agressão em 2017

Amigos e parentes do atleta que participaram do velório e do enterro dele na segunda-feira (8) pediram a punição do policial pelo assassinato de Leandro. Henrique já havia sido condenado pela Justiça Militar de São Paulo por agredir e desacatar outros policiais militares na boate The Week, na Zona Oeste da capital, em 2017. Naquele ano, o tenente também estava de folga e sem uniforme.

Naquela ocasião, Henrique foi acusado de dar um soco no braço de um agente da Polícia Militar e de tentar bater no rosto e de dar chutes em outros policiais militares, além de ofendê-los. O motivo: os PMs tinham sido chamados para atender uma ocorrência de confusão dentro da casa noturna.

De acordo com o Ministério Público Militar, o tenente estava com um primo no local e ambos acabaram se desentendendo com outros frequentadores.

Ainda segundo a Promotoria, um vídeo gravado no local e testemunhas confirmaram a versão dos agentes que encontraram Henrique “embriagado”, “nervoso e exaltado, dificultando o trabalho dos militares”. Em 13 de maio de 2021, o tenente foi condenado a nove meses de prisão em regime aberto.

Tenente é praticante de lutas, dizem testemunhas

Segundo testemunhas contaram à Polícia Civil e à imprensa, Henrique também é praticante de lutas. Ainda de acordo com os relatos, no último sábado ele foi tirar satisfações com Leandro, que o imobilizou no Clube Sírio, durante apresentação do grupo musical Pixote. Depois que foi solto, o policial militar sacou sua arma e disparou contra o rosto do lutador, que chegou a ser socorrido, mas não resistiu ao ferimento e morreu.

O caso foi registrado no 17º Distrito Policial (DP), Ipiranga, mas será investigado pelo 16º DP, Vila Clementino. A Polícia Civil procura mais imagens de câmeras de segurança do clube para saber se elas gravaram a confusão e o momento que o PM atira no lutador. A reportagem teve acesso a algumas imagens que mostram a correria dos frequentadores no Sírio e o resgate a Leandro após ele ser baleado. Fotos feitas por policiais mostram o local onde o atleta foi atingido.

Henrique também é investigado pela Corregedoria da PM que apura a conduta do tenente para saber se ele cometeu algum crime militar.

A delegacia também requisitou à Polícia Técnico-Científica que faça uma perícia de confronto balístico entre a bala encontrada no corpo de Leandro e a arma que Henrique apresentou à polícia. A investigação quer saber se o resultado do exame irá confirmar o que as testemunhas disseram em seus depoimentos: de que o tiro que matou o lutador saiu da pistola do PM.

Fonte: g1

Policial federal é morto pela esposa com 50 facadas

A Polícia Militar prendeu na última segunda-feira (8) uma mulher de 30 anos, responsável pelo assassinato do próprio marido, um policial federal aposentado, em Belo Horizonte.

De acordo com informações da corporação, a vítima tinha 60 anos, também atuava como médico e foi morto com 50 facadas no último sábado (6), na Região do Barreiro.

A mulher confessou ter sido responsável pela morte do parceiro, mas alegou que agiu em legítima defesa. Ela própria foi responsável por acionar a polícia, dois dias após o episódio.

Identificada como Kenia Mara do Patrocínio Silva Santos, a esposa relatou que ela e o marido foram a um bar no sábado. No local, o homem teria protagonizado uma cena de ciúmes e levado a mulher de volta para casa.

Quando chegaram à residência, o homem teria agredido Kenia física e verbalmente. Em certo momento, ele entrou no quarto nu, segurando duas facas, e exigiu que a mulher deitasse na cama.

Ao perceber uma distração do marido, a esposa pegou uma das facas e acertou o peito dele. O homem pediu que ela parasse, mas ela emendou uma sequência de cerca de 50 golpes, até que a vítima deixou de se mover.

Esposa tentou simular latrocínio - Após o crime, Kenia pegou itens valiosos do marido e arremessou em um córrego, com a intenção de simular um latrocínio. Ela chegou a fugir, mas, no domingo (7), foi convencida por um irmão a entrar em contato com um advogado.

Como considerou o valor muito alto, a mulher falou com um defensor público, que a orientou a contar a verdade à polícia. Ela, então, contatou a corporação e relatou o ocorrido.

A Polícia Civil assumiu a investigação do caso e constatou que Kenia já havia registrado dois boletins de ocorrência contra o marido.

Jovem recusa herança bilionária: ‘Não fiz nada para receber’

Foto: Reprodução
A jovem é da família de um dos fundadores da BASF, empresa química multinacional com receita de 78 bilhões de euros
A jovem austríaca Marlene Engelhorn, de 30 anos, decidiu renunciar 90% de uma herança de 4,2 bilhões de euros (equivalente a R$ 21,9 bilhões). A estudante de literatura em Viena, é descendente dos fundadores da Basf, empresa química multinacional com receita de 78 bilhões de euros. 

A jovem deve receber a fortuna quando a avó dela, Traudl Engelhorn-Vechiatto, de 95 anos, morrer. No entanto, Marlene diz acreditar que a renda pela qual não trabalhou não a faria feliz.

“Quando o anúncio foi feito, eu percebi que não poderia ser realmente feliz. Pensei comigo mesma: Algo está errado”, disse Marlene a um jornal alemão. 

Segunda a moça, a avó “deu uma liberdade enorme de fazer o que quisesse” quando soube da decisão da neta. Integrante da organização Milionários Pela Humanidade, a austríaca defende que os super ricos sejam “taxados da mesma forma que os trabalhadores”.

 “Essa não é uma questão de querer, mas uma questão de justiça. Eu não fiz nada para receber esta herança. Foi pura sorte na loteria do nascimento. Uma coincidência”, afirmou em entrevista.

Mas, a estudante  ainda não sabe o que vai fazer com o dinheiro que vai receber. Ela chamou alguns atos de benevolência anunciados por “super ricos” como “neofeudalismo” disfarçado de caridade.

“A sociedade não tem que contar com o fato de que os milionários vão ser benevolentes. Troco ideias com outras pessoas, aprendendo o máximo que eu posso para ver o que funciona e o que não funciona. Para mim, o comprometimento com a justiça de impostos é muito importante, porque isso é que determina como a riqueza vai ser distribuída”, afirmou a jovem.

GCMais

Serasa realiza ação ‘Limpa Nome’ com descontos de até 90% e renegociação de dívidas

Só no Ceará, 40,32% da população está em situação de inadimplência, equivalente a 2.785.390 CPFs
A ação ‘Limpa Nome’ do Serasa, que acontece durante todo o mês de agosto,  está oferecendo a oportunidade para as pessoas com inadimplência conseguirem quitar suas dívidas e ficarem com o nome limpo. O feirão conta com a participação de 45 empresas de diversos setores e pode dar descontos de até 90% no valor dos débitos.

Só no Ceará, 40,32% da população está em situação de inadimplência, segundo o órgão, equivalente a 2.785.390 CPFs. De janeiro a maio deste ano, o número de pessoas nessa situação cresceu em mais de 168 mil.

Levando em conta o atual cenário econômico do Brasil e aumento do endividamento das famílias brasileiras, a ideia dessa renegociação apareceu depois do Serasa ouvir 2.645 cidadãos que se encontram endividados.

Segundo apontou o levantamento feito pela empresa, um dos atrativos que servem de motivador para o consumidor buscar quitar suas dívidas são os descontos e parcelamentos sem juros dos débitos.

“Quando um inadimplente renegocia o débito, a dívida sai do seu nome logo após pagar a primeira parcela, o que o auxilia a retomar crédito. A ação foi a maneira que as empresas envolvidas encontraram para conter a alta da inadimplência”, disse Aline Maciel, gerente do Serasa Limpa Nome.

Dessa forma as empresas acreditam que, com a parceria, os brasileiros endividados vão poder recuperar o poder de compra sem impactar na renda do mês.

É preciso que o consumidor fique atento aos valores na hora de negociar uma dívida. Segundo o Serasa, os juros não são aplicados sobre o acordo de parcelamento, porém a dívida negociada pode contar juros pelo atraso no pagamento.

Além disso, por informações do Serasa, as negociações pelas agências dos Correios que oferecem as condições e os descontos especiais da campanha podem ser realizadas mediante o pagamento de uma taxa de R$3,60.

Empresas participantes do Limpa Nome
  • Claro
  • Ativos
  • Atlântico
  • Banco BMG
  • Banco Digio
  • Banco Digio
  • Banco Inter
  • Banco Losango
  • Banco Neon
  • Boticário
  • Bradescard
  • Bradesco
  • Bradesco Financiamentos
  • BTG +
  • Carrefour
  • Crediativos
  • Credsystem
  • Digio
  • DmCard
  • Eudora
  • FortBrasil
  • Grupo Tracker
  • Havan
  • Hoepers
  • Intacto
  • Ipanema
  • Itapeva
  • Itaú
  • MGW Ativos
  • Money Plus
  • Multi Crédito
  • Nalin
  • Net
  • Nextel
  • Recovery
  • Renner
  • Riachuelo
  • Santander
  • Sascar
  • Sicoob
  • Sorocred
  • Uze
  • Via Varejo
  • VoxCred
  • Zema
GCMais

Bolsonaro registra candidatura no TSE e declara R$ 2,3 milhões em bens

O presidente Jair Bolsonaro (PL) registrou nesta terça-feira (9) sua candidatura à reeleição junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ao lado do general Braga Netto, que será o vice da chapa.

O chefe do Executivo afirmou à Justiça ter um patrimônio de R$ 2.317.554,73. Em 2018, havia declarado R$ 2,29 milhões (R$ 2,9 milhões se corrigidos pela inflação).

Na ocasião, o então candidato informou que era dono de cinco casas, que somavam pouco mais de R$ 1,5 milhão, três carros, que custavam R$ 280 mil, além de ações, caderneta de poupança e aplicações bancárias.

O mandatário, que já foi sete vezes deputado e se elegeu para o cargo máximo do país no último pleito nacional, inscreveu sua candidatura em meio à ofensiva que tem liderado contra o TSE e as urnas eletrônicas.

O presidente tem 29% das intenções de votos contra 47% do ex-presidente Lula (PT), segundo pesquisa Datafolha divulgada no último dia 28.

Esta é a primeira vez que um presidente disputa a reeleição com um vice diferente do que se elegeu no pleito anterior. O presidente se distanciou do seu atual substituto, Hamilton Mourão, durante o mandato e, desta vez, escolheu Braga Netto para o posto.

O general foi chefe da Casa Civil e ministro da Defesa de Bolsonaro e ganhou a confiança do chefe do Executivo. Pessoas próximas do presidente, principalmente do centrão, chegaram a defender que a vice fosse ocupada pela deputada e ex-ministra Tereza Cristina (PP-MS).

A avaliação era de que uma mulher seria importante para melhorar a aceitação de Bolsonaro no público feminino, uma das fatias do eleitorado em que o presidente registra os maiores índices de rejeição.

O registro de candidatura apresentado pela senadora é uma das últimas etapas antes do início oficial da campanha eleitoral. Com isso, o candidato recebe o número do CNPJ em que serão registrados os gastos e as arrecadações da candidatura.

Os políticos têm até 15 de agosto para pedirem o registro junto à Justiça Eleitoral.
O jornal Folha de S.Paulo revelou em janeiro de 2018 que o então deputado e presidenciável Jair Bolsonaro e seus três filhos que exercem mandato eram donos de 13 imóveis com preço de mercado de pelo menos R$ 15 milhões, a maioria em pontos altamente valorizados do Rio de Janeiro, como Copacabana, Barra da Tijuca e Urca.

Flávio, deputado estadual no Rio de Janeiro e hoje senador, havia negociado 19 imóveis nos 13 anos anteriores.

Os bens dos Bolsonaro incluíam ainda carros que iam de R$ 45 mil a R$ 105 mil, um jet-ski e aplicações financeiras, em um total de R$ 1,7 milhão.

Quando entrou na política, em 1988, Bolsonaro declarava ter apenas um Fiat Panorama, uma moto e dois lotes de pequeno valor em Resende, no interior no Rio –valendo pouco mais de R$ 10 mil em dinheiro atual. Desde então, sua única profissão é a política.