quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Vídeo: Onça é flagrada dentro de casa, correndo pela rua e até em hospital de Goiás

Uma onça foi encontrada nesta quarta-feira (10) dentro de uma casa em Indiara, na região sul de Goiás. Imagens mostram o animal escondido em uma área da residência e correndo pelas ruas da cidade. De acordo com moradores da região, o animal chegou a entrar dentro de um hospital.

Conforme o Corpo de Bombeiros, a ocorrência foi recebida às 10h15 e a equipe precisou acionar o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) para auxiliar no resgate. A corporação afirmou que a captura foi feita no final da tarde com a utilização de dardos anestésicos e uma zarabatana — tubo pelo qual os dardos são soprados.

Os bombeiros afirmaram que suspeitam que a onça estava fugindo de queimadas ou em busca de alimentos.
Médico do Hospital São Lucas, José Vilmar da Fonseca afirmou que o animal estava acuado e que equipes da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Ibama se mobilizaram para o resgate.

“A onça entrou pelos fundos do hospital, pela garagem, e passou pelos fundos do meu consultório. Agora ela está na sala de emergência, que estava aberta. O Ibama está tentando fazer a imobilização. Ela está acuada e nervosa”, explicou o médico.

PM envolvido em morte por intervenção policial é afastado e tem arma recolhida

O policial estava na ocorrência em que um adolescente de 16 anos foi morto
O policial militar suspeito de envolvimento na morte por intervenção policial do adolescente Paulo Victor Silva Oliveira, foi afastado das funções por 120 dias e teve retirada a identificação funcional, arma de fogo e algema. O caso aconteceu no dia dia 27 de julho, no bairro Mondubim, em Fortaleza.

O militar Ricardo Lucas Góes Jucá fazia parte da composição que atendia ocorrência de suposto tráfico de drogas, na qual suspeitos teriam efetuado disparos de arma de fogo.

A família de Paulo Victor denunciou o caso de morte por intervenção policial afirmando que ele estava em uma esquina quando os policiais militares chegaram por dois locais distintos e efetuaram um disparo. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento dos tiros. O adolescente não estava armado e coloca as mãos para cima, quando cai baleado. 

O documento afirma que as imagens do crime, que chegaram a ser divulgadas, deixam dúvidas na narrativa do policial militar, que foi feita por meio de um Boletim de Ocorrência. 

Ministro do TSE manda YouTube apagar discurso em que Lula chama Bolsonaro de genocida

O ministro Raul Araújo Filho, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), determinou nesta quarta-feira (10) a remoção de vídeos de discurso em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chama o presidente Jair Bolsonaro (PL) de "genocida"

A fala de Lula foi feita durante ato em Garanhuns (PE) em 22 de julho. O magistrado considerou que o discurso pode ter configurado "propaganda eleitoral extemporânea negativa, por ofensa à honra e à imagem de outro pré-candidato ao cargo de presidente da República".

O ministro atendeu a pedido apresentado em ação do PL, partido do presidente Jair Bolsonaro. Pela decisão liminar (urgente e provisória), o YouTube deve remover vídeos presentes em links em até 24h após ser notificado.

"O genocida acabou com o Minha Casa Minha Vida e prometeu Casa Verde e Amarela. Eu quero dizer para ele que vocês vão ganhar essas eleições para mim, e que nós vamos voltar, nós vamos voltar, e que nós vamos voltar a fazer o Minha Casa Minha Vida", disse Lula, no trecho destacado pelo PL.

Araújo Filho disse que é viável a republicação do vídeo, desde que seja excluído o trecho em que Bolsonaro é chamado de genocida.

"Os participantes do processo eleitoral devem orientar suas condutas de forma a evitar discursos de ódio e discriminatório, bem como a propagação de mensagens falsas ou que possam caracterizar calúnia, injúria ou difamação", escreveu o relator do caso.

O magistrado é o mesmo que tentou censurar manifestações políticas das cantoras Pabllo Vittar e Marina no Lollapalooza, em março.

O ministro citou decisão anterior do TSE de que a remoção de propaganda irregular, "como restrições ao direito à liberdade de expressão, somente se legitimam quando visem à preservação da higidez do processo eleitoral, à igualdade de chances entre candidatos e à proteção da honra e da imagem dos envolvidos na disputa".

O relator do caso considerou que não houve propaganda eleitoral antecipada no discurso, pois não houve pedido explícito de voto do candidato.

Bolsonaro tem 29% das intenções de votos ao Planalto contra 47% do ex-presidente Lula (PT), segundo pesquisa Datafolha divulgada no último dia 28.

Parte da oposição chama Bolsonaro de genocida pelo desempenho do governo federal na pandemia. O presidente foi um vetor de desinformação sobre os cuidados e desestimulou o uso das vacinas.

Ainda assim, a CPI da Covid decidiu excluir do relatório final o pedido de indiciamento de Bolsonaro pelo crime de genocídio por ações ligadas à saúde de indígenas durante a crise sanitária.

Bolsonaro veta proposta para reajuste salarial especial a policiais em 2023

Foto: Divulgação/ Ascom
O presidente Jair Bolsonaro (PL) vetou nesta quarta-feira (10) a proposta de reajuste especial para carreiras de policiais federais, civis e servidores da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).

Ao sancionar a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), que dá as bases para a elaboração do Orçamento de 2023, Bolsonaro rejeitou os trechos que autorizavam reestruturação e recomposição salarial dessas carreiras, que fazem parte da base de apoio política do governo.

O presidente, porém, sancionou o dispositivo que abre caminho para um reajuste mais amplo a servidores no próximo ano.

O governo enviou em abril a proposta de LDO já prevendo uma reserva de R$ 11,7 bilhões para a concessão de reajustes salariais ao funcionalismo federal. Mas sem detalhar como a verba será usada.

No Congresso, o relator do projeto, senador Marcos do Val (Podemos-ES), incluiu um trecho para abrir caminho ao reajuste salarial e reestruturação de carreiras de policiais. O setor de segurança pública também faz parte da base de apoio dele.

Pela proposta, o Orçamento de 2023 poderia prever recursos para beneficiar, por exemplo, a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, policiais penais, policiais civis, policiais do Distrito Federal e a Abin.

A medida foi aprovada pela CMO (comissão mista de Orçamento) e também pelo plenário do Congresso.

No entanto, o dispositivo foi vetado por Bolsonaro. Com isso, essas carreiras passam a disputar a verba de R$ 11,7 bilhões para reajuste amplo do funcionalismo em 2023.

Segundo o Palácio do Planalto, o reajuste especial para esses setores criaria 'desnecessária assimetria de tratamento entre as carreiras dos órgãos e entidades que compõem a administração pública federal'.

Para agradar carreiras policiais, Bolsonaro chegou a prometer reajuste apenas à Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Depen (Departamento Penitenciário) em 2022 —ano eleitoral.

Depois da pressão das demais carreiras, a principal tendência do governo passou a ser dar reajuste de 5% para todos —com a possibilidade de um acréscimo aos policiais.

Mas, em junho, o presidente confirmou que não haverá reajuste para servidores neste ano.

Ciro Gomes propõe renda mínima média de R$ 1.000 por domicílio

O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, defendeu nesta quarta-feira (10) a criação de um programa de renda mínima universal de R$ 1.000 em média por domicílio, a um custo estimado em R$ 170 bilhões por ano, ou em torno de 6% do PIB (Produto Interno Bruto).

Esse programa, que se chamaria Eduardo Suplicy, em homenagem ao atual vereador do PT em São Paulo, incluiria o BPC -benefício assistencial concedido a idosos ou portadores de deficiência de baixa renda-, a aposentadoria rural e o atual Auxílio Brasil. Só o Auxílio Brasil de R$ 600 tem um custo anual estimado em R$ 150 bilhões.

O pedetista detalhou o programa em evento em Brasília promovido pelo Sindifisco Nacional (sindicato que representa os auditores-fiscais da Receita Federal) em conjunto com a Fenafisco (Federação Nacional do Fisco Nacional e Distrital) e a Anfip (Associação Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal).

Segundo ele, o programa seria financiado pelo Orçamento do Auxílio Brasil, do BPC, da aposentadoria rural e pela arrecadação do imposto sobre grandes fortunas, com alíquota de 0,5% a 1,5%. "Isso fecha a conta, já fizemos as simulações todas. Ninguém precisa duvidar, e terá status constitucional", disse.

Ciro disse que o programa de renda mínima teria condicionalidades já existentes, como vacinação e frequência escolar, mas ressaltou que a ideia é que tenha portas de saída e seja ancorado no crescimento do país. "Com isso, eu tenho o compromisso de, nos primeiros dois anos, gerar cinco milhões de empregos", afirmou.

O presidenciável também propõe mudança na Previdência para incluir parte da renda associada ao regime de repartição e outra ligada à capitalização.

Além da taxação de grandes fortunas, Ciro defende a recriação do imposto sobre lucros e dividendos, o que geraria cerca de R$ 70 bilhões. Ele admitiu a possibilidade de a carga tributária do país aumentar com os novos impostos, mas defendeu que isso seria compensado pela redução da cobrança de impostos sobre os mais pobres e no consumo.

"A primeira grande coisa é subir a tabela de imposto de renda. Se eu boto uma alíquota de 35%, eu vou subir o valor das isenções gradualmente para um valor razoável e vou criar uma faixa menor para quem começar", ressaltou. "A ideia é que, no limite, a carga tributária permaneça como está."

No evento, Ciro Gomes criticou programas como o Refis (recuperação fiscal). "No meu governo, não haverá nenhum ano de Refis, como não houve no governo do Ceará. Ou paga ou vai ser executado", disse.

Mais cedo, o presidenciável esteve em evento na FenaPRF (Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais). No local, Ciro criticou o veto presidencial ao reajuste salarial especial a policiais em 2023. Bolsonaro rejeitou os trechos que autorizavam reestruturação e recomposição salarial dessas carreiras, que fazem parte da base de apoio política do governo. O presidente, porém, sancionou o dispositivo que abre caminho para um reajuste mais amplo a servidores no próximo ano.

"Me parece uma fraude [o veto], porque havia uma expectativa, na medida em que eles lutaram junto ao Congresso e o Congresso aprovou, de que o presidente concordasse com isso", disse o candidato, antes de dizer que não poderia se estender sobre o tema por não ter estudado o assunto.

Ele disse, contudo, ser "perfeitamente possível" dar reajuste aos policiais, desde que haja uma discussão do teto de gastos no país.

Bolsonaro veta reajuste de verba para merenda escolar

O presidente Jair Bolsonaro (PL) vetou nesta quarta-feira, 10, o reajuste aprovado pelo Congresso do valor repassado a Estados e municípios para a merenda escolar. Também vetou o reajuste do orçamento de institutos e universidades federais e de bolsas de permanência.

O veto refere-se à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que estabelece as bases para o orçamento do ano seguinte - no caso, 2023. O detalhamento dos recursos será apresentado na proposta de lei orçamentária, que deve ser enviada ao Congresso até o final de agosto.

Hoje, pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), o governo repassa apenas R$ 0,53 para alimentação de cada aluno matriculado na pré-escola e R$ 0,36 por aluno do ensino fundamental e médio. Nas creches, o repasse por criança é de R$ 1,07. O repasse é feito diretamente aos Estados e municípios, com base no Censo Escolar realizado no ano anterior ao do atendimento.

A LDO previa a correção, pela inflação, desses valores para a oferta de merenda escolar. O texto também blindava os orçamentos de universidades e institutos federais, evitando novos cortes de gastos na educação superior em 2023. O artigo previa que os recursos destinados a cada instituição no próximo ano não poderiam ser menores que os orçados em 2022 e ainda deveriam ser corrigidos pela inflação.

"Em que pese a boa intenção do legislador, a proposição contraria o interesse público tendo em vista que incluiria valores mínimos específicos para programações do Ministério da Educação (referentes a universidades e institutos em geral, bolsa permanência e alimentação escolar), corrigidos na forma do teto de gastos, mas contabilizados dentro dos limites individualizados do Poder Executivo", argumentou o Ministério da Economia.

Saúde

O presidente também vetou um dispositivo aprovado pelo Congresso Nacional que estipulava que as despesas em ações e serviços públicos de Saúde no próximo ano fossem corrigidas pela inflação e pela variação da população em 2022, conforme estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"A proposição legislativa contraria o interesse público, pois adicionaria parâmetros de reajuste aos constitucionalmente previstos, restringiria a discricionariedade alocativa do Poder Executivo na implementação das políticas públicas, provocaria aumento do montante de despesas primárias com execução obrigatória e elevaria ainda mais a rigidez do orçamento, o que dificultaria não apenas o cumprimento da meta fiscal como também do teto de gastos e da regra de ouro", diz o texto do veto. 

Ceará chega a nove casos confirmados de varíola dos macacos

A capital cearense tem sete confirmações e o Interior duas: Russas e Sobral
Subiu para nove o número de casos confirmados de varíola dos macacos, a monkeypox, no Ceará. Mais três casos de pessoas do sexo masculino foram notificados oficialmente, dois em Fortaleza e o de Sobral, segundo a Secretária da Saúde (Sesa) informou nesta quarta-feira (10).

Com a atualização, a Capital cearense tem sete confirmações e o Interior duas: Russas e Sobral. Os pacientes tem idades entre 20 e 43 anos.

O paciente de Sobral teve o diagnóstico confirmado pela Secretaria da Saúde do município na segunda-feira (8). Ele está em isolamento domiciliar, recebendo acompanhamento da equipe da Vigilância Epidemiológica do município.

Além dessa ocorrência, o território sobralense tem dois casos em investigação e cinco descartados.

Filha demitida pelo pai após criticar Bolsonaro receberá indenização de R$ 123 mil

A tatuadora Brunna Letícia Venancio, de 29 anos, terá de receber indenizações que totalizam cerca de R$ 123,8 mil, após decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, definida na última sexta-feira 5. Ela ganhou uma ação judicial contra o próprio pai depois de ser demitida, em setembro de 2021, por críticas ao presidente Jair Bolsonaro (PL) nas redes sociais.

Ao jornal O Globo, a moradora do Macapá disse que um “misto de indignação, tristeza e decepção” foi a motivação para entrar na Justiça contra o seu pai. “Eu não queria chegar a esse extremo. Não é fácil”, pontuou ela.

Em 8 de setembro de 2021, ela comentou nas redes sociais sobre as manifestações feitas por apoiadores do presidente em todo o Brasil no Dia da Independência. “Sou completamente contra esse desgoverno e esse ser humano horroroso, corrupto, mal caráter, fascista, nazista, imbecil, incapaz e medíocre”, disse na época.

Seu pai, que na ocasião era seu patrão, não gostou da publicação. “Bom dia, Brunna. Antes de ter as suas exposições de ira e deboche em suas posições políticas, lembre em respeitar quem está do outro lado, não se esqueça que eu tenho posições antagônicas”, disse o genitor da jovem em um áudio de WhatsApp, que foi transcrito na sentença, segundo O Globo.

De acordo com a reportagem, ambos já haviam se desentendido em outras ocasiões por motivações políticas. A jovem contou que se sentiu chantageada pelo pai quando ele disse, conforme relatou ao jornal: “Ou você apaga agora, ou você sabe que posso te punir”.

A empresa ainda pode recorrer da decisão e nega que tenha demitido a tatuadora por suas posições políticas.

Vídeo: “Minha casa é uma casa de oração e não um curral”, diz padre ao chutar cachorro que entrou na igreja

“Como Jesus disse, minha casa é uma casa de oração e não um curral”. Segundo o site Upsocl, foi essa frase que um padre do Peru disse após o ocorrido. Ele é pároco de uma igreja em Cajapampa, no Peru e durante uma missa acabou agredindo um cão de rua que havia entrado na igreja.

Durante uma fala aos fiéis, o cachorro acabou se aproximando do padre, que chutou o animal para afastá-lo. O vídeo com o momento em que o padre comete a agressão foi publicado no TikTok, mas excluído pela plataforma. Contudo, acabou viralizando e indo para outras redes. Assista a seguir:
De acordo com a responsável pela conta que publicou o vídeo, algumas pessoas do local reprenderam o padre por agir dessa forma, e o sacerdote se desculpou citando passagens da bíblia para justificar o ato. De acordo com fala do homem, a igreja não é lugar para abrigar animais. “Como Jesus disse , minha casa é casa de oração e não curral”.

Bolsonaro chama Lula de “malandro e sem caráter”

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a criticar, nesta quarta-feira (10), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele chamou o petista de “malandro” e “sem caráter” por uma proposta presente no programa de governo, apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de regular a produção agrícola.

“A proposta de regulação da produção agrícola o cara já retirou do programa de governo dele. Malandro, como sempre, sem caráter. Um bêbado que quer dirigir o Brasil”, disse em discurso no Encontro Nacional do Agro, em Brasília (DF), organizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O trecho citado por Bolsonaro consta no programa de governo protocolado pelo PT na Justiça Eleitoral e, oficialmente, não foi retirado do documento.

O texto do PT também foi duramente criticado por outras autoridades presentes, como o ministro da Agricultura, Marcos Montes. “Será que essa regulação da política agrícola é politizar de novo a Embrapa? Será que é colocar insegurança na vida das pessoas?”, questionou o ministro.

Com informações do Metrópoles