sexta-feira, 21 de outubro de 2022

Plano de militares para fiscalização de urnas prevê 8 etapas e fim só em janeiro

O ministro da defesa Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)
Bolsonaro tem usado fiscalização de militares do processo eleitoral em ofensiva contra sistema de votação
O trabalho de fiscalização do processo eleitoral feito pelas Forças Armadas prevê uma última etapa de análise de dados sobre as urnas eletrônicas que deve ocorrer até dois meses após as eleições, com término previsto para 5 de janeiro de 2023.

A última fase está detalhada no plano de trabalho produzido pelas Forças Armadas. No texto, os militares destacam que a fiscalização das eleições foi dividida em oito etapas. A última, que será realizada após o pleito, envolve a “coleta e análise de artefatos relacionados às urnas”.

No documento, as Forças Armadas afirmam que, após a eleição, há novas oportunidades de análise de dados que podem dar “subsídio para identificar anomalias” no processo de votação. O texto é assinado pelo coronel Marcelo Nogueira, chefe da equipe de fiscalização do sistema eleitoral das Forças Armadas.

De acordo com o plano, a última etapa será executada por militares especializados em processamento e análise de dados, mediante uma consulta aos comandos da Marinha, Exército e Aeronáutica. O trabalho envolve analisar uma série de conjuntos de dados fornecidos pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), com destaque para a comparação dos Boletins de Urna com os RDVs (Registros Digitais de Voto).

O Registro Digital do Voto é um mecanismo que permite recuperar voto por voto para uma recontagem eletrônica. A soma dos votos deve ser sempre igual aos dados do Boletim de Urna. No RDV, os dados são gravados de forma aleatória, para não revelar a ordem dos votantes e garantir o sigilo dos eleitores.

O mecanismo é disponibilizado pelo TSE às entidades fiscalizadoras -e, com ele em mãos, os militares pretendem checar se os votos registrados nos Boletins de Urna são os mesmos computados no RDV. As Forças Armadas ainda pretendem analisar os logs das urnas, examinar os arquivos de imagem dos Boletins de Urna e verificar os arquivos de dados de votação por seção eleitoral, entre outros pontos.

Em nota, o TSE afirmou que todos os dados previstos para análise das Forças Armadas são disponibilizados às entidades fiscalizadoras, conforme resolução do tribunal. Procurado, o Ministério da Defesa não se manifestou. As Forças Armadas foram incluídas como entidades fiscalizadoras das eleições pela primeira vez no ano passado, por decisão do então presidente do TSE Luís Roberto Barroso.

Desde então, os militares romperam um silêncio de 25 anos e passaram a fazer questionamentos à Justiça Eleitoral e solicitar dados de eleições anteriores, para entender o funcionamento do sistema eletrônico de votação. A atuação das Forças Armadas tem sido utilizada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) para intensificar os ataques às urnas eletrônicas. O presidente tem um histórico de declarações golpistas e já colocou em dúvida a realização do próprio pleito.

O documento obtido pela Folha ainda destaca que a checagem paralela dos Boletins de Urna pelos militares estava prevista para ser realizada e finalizada no dia da eleição. Esta era a sétima etapa de fiscalização do pleito. Segundo o plano de trabalho, o objetivo era validar a base de dados da totalização, realizando “a coleta, por amostragem, de BU [Boletim de Urna], em seguida, realizando a totalização utilizando as informações completas da base de dados do TSE”.

O plano inicial das Forças Armadas previa analisar 385 Boletins de Urna, comparando os dados com aqueles que são transmitidos para o TSE e contados pela Justiça Eleitoral. Os militares, no entanto, decidiram aumentar a amostra para cerca de 500 boletins.

A etapa foi executada da seguinte forma: militares de 153 municípios foram convocados para ir a seções eleitorais logo após o fim da votação. No local, eles tiraram fotos dos Boletins de Urna e enviaram os arquivos para uma equipe de técnicos das Forças Armadas, em Brasília, que fez a conferência dos dados.

No segundo turno, os militares farão a mesma checagem da totalização dos votos. No primeiro turno, não foram encontradas divergências nos dados do TSE, segundo militares com conhecimento do assunto. Generais e coronéis ouvidos pela Folha de S.Paulo afirmam que somente após a conclusão de todas as etapas da fiscalização é que será possível finalizar um relatório completo sobre as eleições de 2022.

Apesar disso, os militares têm produzido documentos internos com as conclusões de cada uma das etapas da fiscalização. Esses relatórios foram solicitados pelo presidente do TSE, Alexandre de Moraes, ao Ministério da Defesa na última terça-feira (18). Em decisão, o ministro disse que, diante de notícias sobre o repasse de informações das Forças Armadas a Bolsonaro, a atuação dos militares poderia configurar infração.

“As notícias de realização de auditoria das urnas pelas Forças Armadas, mediante entrega de relatório ao candidato à reeleição, parecem demonstrar a intenção de satisfazer a vontade eleitoral manifestada pelo chefe do Executivo, podendo caracterizar, em tese, desvio de finalidade e abuso de poder”, disse Moraes.

Em resposta ao TSE, as Forças Armadas afirmaram que ainda não concluíram o trabalho de fiscalização das eleições. “A emissão de um relatório parcial, baseado em fragmentos de informação, pode resultar-se inconsistente com as conclusões finais do trabalho, razão pela qual não foi emitido.”

No documento encaminhado ao tribunal, os militares ainda disseram que vão enviar o relatório conclusivo sobre a fiscalização à Justiça Eleitoral “em até 30 dias após o encerramento da etapa 8 do plano de trabalho” -ou seja, até o início de fevereiro. No fim do primeiro turno, Bolsonaro disse que esperaria a conclusão dos trabalhos das Forças Armadas para se manifestar sobre possíveis fraudes no sistema eleitoral.

“Vou aguardar o parecer aqui das Forças Armadas que ficaram presentes hoje lá na sala cofre. Repito, elas foram convidadas a participar, integrar uma comissão de transparência eleitoral. Então isso aí fica a cargo do ministro da Defesa”, disse Bolsonaro na noite de 2 de outubro.

Na quarta-feira (19), o presidente mudou o discurso e, alinhado ao Ministério da Defesa, passou a dizer que não havia relatório sobre a fiscalização dos militares. “Olha, as Forças Armadas não fazem auditoria. Lançaram equivocadamente. A Comissão de Transparência Eleitoral não tem essa atribuição. Furada, fake news”, afirmou.

Cézar Feitosa-Folhapress

Indecisos e os que votam em branco ou nulo podem definir o próximo presidente

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Com Bolsonaro (PL) e Lula (PT) aparecendo na mais recente pesquisa no limite máximo para um empate técnico, as atenções se voltam para o contigente de eleitores que podem, efetivamente, ditar o resultado desta eleição: aqueles que ainda estão indecisos (1%) e os que declaram votar nulo ou branco (4%)

A nove dias do segundo turno da eleição presidencial, eleitores que optam pelo voto branco, nulo, ou ainda estão indecisos somam 5% do total, segundo pesquisa Datafolha divulgada na noite da última quarta-feira (19). No levantamento publicizado uma semana antes, brancos e nulos totalizavam 5% e indecisos, 1%.

O percentual pode até parecer inexpressivo, mas não é. Num cenário acirrado como o que se dá atualmente, estes eleitores podem ser os responsáveis pela definição de quem comandará os rumos do País nos próximos quatro anos.

Pela primeira vez nesta disputa eleitoral, Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecem com intenções de votos no limite máximo para um empate técnico. No caso da pesquisa Datafolha mais recente, Lula detém 49% dos votos totais, diante de 45% do concorrente. Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, Lula pode ter de 47% a 51% das intenções, enquanto Bolsonaro, de 43% a 47%.

Ainda que segundo o instituto de pesquisa este seja um cenário considerado estatisticamente improvável no momento, os candidatos se encontram com a possibilidade de ambos terem 47%.

Passa a ocupar o centro do palco, então, este contingente de indecisos, e de eleitores determinados a presionar o chamado “voto de protesto”, que passam agora a ter o poder de definir o pleito.

A situação fica mais clara quando se leva em consideração outro dado apontado pela pesquisa. Entre os que declaram voto em Lula, 94% se dizem certos do seu voto (antes eram 95%); enquanto 95% dos que declaram voto em Bolsonaro respondem o mesmo (antes eram
94%). Ou seja, estes eleitores estão decididos e não cogitam “virar o voto”, nem para um lado nem para o outro. Já entre aqueles que afirmam que pretendem votar branco ou nulo, o nível de certeza é menor: 79% se dizem totalmente decididos e 21% afirmam que ainda podem mudar de ideia.

Válidos
Também foi questionado aos eleitores voláteis, aqueles que ainda podem mudar de decisão, o que fariam caso alterassem sua intenção de voto. Os resultados mostram que 61% teriam como “Plano B” o voto nulo ou em branco; 16% optariam por Lula e 20% por Bolsonaro. Outros 3% dizem não saber.

Na rodada anterior da pesquisa, 68%  afirmavam ter como alternativa anular ou votar em branco, 16% migrariam para Lula e 14% escolheriam Bolsonaro. Outros 2% estavam indecisos.

Para chegar aos votos válidos, que são os números considerados para declarar o vencedor do pleito, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) elimina da conta final os brancos e nulos. No caso das pesquisas eleitorais, também são desconsideradas as intenções dos que se declaram indecisos.

Curiosamente, a pesquisa também indica a possibilidade de empate técnico entre Lula (52%) e Bolsonaro (48%), na leitura dos votos válidos.

O Otimista foi ouvir eleitores que fazem parte deste cobiçado grupo. Tanto para conhecer suas histórias quanto apresentar suas motivações. É o que você vai encontra na próxima página, na segunda parte desta reportagem especial.

O Otimista

Homem é agredido após ser confundido com torcedores de time rival

Foto: Arquivo Pessoal
Na última terça-feira, 19, o torcedor do Fortaleza Esporte Clube, Hederson Goes, de 35 anos, foi confundido com membro da torcida do time rival e agredido por pessoas que apoiam o próprio Fortaleza. Goes é empreendedor de confecção e já chegou a jogar pelo time cearense.

O caso aconteceu após o homem ter solicitado uma corrida de motocicleta por aplicativo. O trânsito estava intenso devido a um evento que acontecia na sede do Fortaleza. Goes conta que, enquanto estava fazendo o pix para o motorista, foi cercado por pessoas que questionavam se ele fazia parte da “Cearamor”, torcida organizada do Ceará Sporting Club.

Mesmo afirmando que era torcedor do Fortaleza, o empreendedor de confecção foi espancado com chutes e pisões, além de ter sido roubado por um dos agressores. De acordo com Henderson, ele desmaiou três vezes durante o ocorrido. Um dos agressores filmou toda a ocorrência e compartilhou o vídeo em grupos de WhatsApp.

Quando acordou, Henderson encontrou o motorista de aplicativo que ficou com ele até a chegada da Polícia. O homem foi então, socorrido no Instituto Doutor José Frota (IJF), onde fez exames. A vítima não sofreu fraturas, mas ficou com ferimentos espalhados pelo corpo.

O Fortaleza repudiou o ato, em nota, mas destacou que não realizou a organização, que ocorreu de forma independente pelos torcedores. O clube afirma ainda, que reforça a luta de identificar e punir associados ao time que se envolvam em atos ilícitos.

TSE desmonetiza quatro canais e suspende divulgação de documentário

Na sessão desta quinta-feira (20), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por maioria, determinou que até 31 de outubro de 2022 seja suspensa a monetização dos canais Brasil Paralelo, Foco do Brasil, Folha Política e Dr. News no YouTube. Tais canais são mantidos por pessoas jurídicas e o impulsionamento de conteúdos políticos-eleitorais por essas empresas, portanto, está proibido até o fim do segundo turno das eleições.

Além disso, o Plenário determinou a suspensão da exibição do documentário “Quem mandou matar Jair Bolsonaro?”, da Brasil Paralelo, até a mesma data, sob pena de multa.

Votação

A decisão foi tomada com base no voto do relator, corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Benedito Gonçalves. Ficaram vencidos os ministros Carlos Horbarch (integralmente) e Sérgio Banhos e Raul Araújo (parcialmente).

O julgamento ocorreu na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) apresentada pela Coligação Brasil da Esperança contra Jair Messias Bolsonaro (PL), Walter Souza Braga Netto (PL) e outros. A Aije pediu a apuração de uso indevido dos meios de comunicação, abuso de poder político e abuso de poder econômico, com a utilização das redes sociais por um grupo de pessoas para promover deliberada produção e difusão exponencial de notícias sabidamente falsas destinadas a atacar a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, gerando “caos informacional”.

No processo, a coligação alega a existência de um “verdadeiro ecossistema de desinformação engendrado e financiado em benefício de determinadas candidaturas e prejuízo de outras”.

Adiamento por uma semana

O documentário sobre o ataque sofrido por Bolsonaro em 2018 tinha estreia marcada para o próximo dia 24 de outubro, seis dias antes do segundo turno das Eleições 2022. O adiamento por uma semana, de acordo com o ministro Benedito, “não caracteriza censura”. Pelo contrário, apenas “evita que tema reiteradamente explorado pelo candidato em sua campanha receba exponencial alcance, sob a roupagem de documentário que foi objeto de estratégia publicitária custeada com substanciais recursos de pessoa jurídica”.

Para o ministro Benedito, é preocupante que as pessoas jurídicas citadas na ação, ao produzirem conteúdo ideologicamente formatado para endossar o discurso do candidato que apoiam, têm se valido por reiteradas vezes de notícias falsas prejudiciais ao candidato adversário, com significativa repercussão e efeitos persistentes mesmo após a remoção de URLs.

“Além disso, movimentam vultosos recursos financeiros, tanto arrecadados junto a assinantes e via monetização, quanto gastos em produção e impulsionamento de conteúdos”, disse ele.

O relator destacou, ainda, que a Aije não se presta apenas à punição de condutas abusivas, quando já consumado o dano ao processo eleitoral. “Assume também função preventiva, sendo cabível a concessão de tutela inibitória para prevenir ou mitigar danos à legitimidade do pleito”, disse.

Excepcionalidade

A ministra Cármen Lúcia ressaltou que esta é uma decisão “excepcionalíssima”. “O caso é extremamente grave. Não se pode permitir a volta de censura sob qualquer argumento no Brasil. Esse é um caso específico. Estamos na iminência de ter o segundo turno das eleições. A proposta é a inibição até o dia 31 de outubro, dia subsequente ao segundo turno, para que não haja o comprometimento da lisura, higidez e segurança do processo eleitoral e dos direitos dos eleitores”, ressaltou.

O presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, reforçou a excepcionalidade da medida em caráter inibitório, destacando que o relator, pode, a qualquer momento, rever a decisão. “As medidas dizem respeito a duas dúzias de pessoas que vêm sendo investigadas há três anos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) exatamente porque fazem isso. Porque montaram um chamado ‘gabinete do ódio’”, disse.

Na decisão, o relator também determinou que Carlos Bolsonaro se manifeste sobre a utilização político-eleitoral de seus perfis nas redes sociais.

Bolsonaro sobre fome e auxílio: “Com R$ 20 por dia dá para comprar dois quilos de frango”; Vídeo

O presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), reconheceu que há pessoas que passam fome no País, mas disse que não é o número que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu adversário no segundo turno, fala. Para o chefe do Executivo, “não justifica passar fome” porque a população pode requerer o Auxílio Brasil.

“Tem fome, mas o que o Lula fala, ele chuta números”, disse em entrevista ao podcast Inteligência Ltda na noite desta quinta-feira, 20, classificando o ex-presidente como “mitomaníaco”.

Para Bolsonaro, a solução para a fome no País é a inscrição no Auxílio Brasil.
“Se tem alguém passando fome no Brasil, é muito fácil se cadastrar e se inscrever no Auxílio Brasil”, declarou. “Tem gente que passa fome? Passa. Mas não justifica passar fome porque você pode requerer. E com R$ 20 por dia, eu sei que não é muita coisa, mas dá para você comprar dois quilos de frango no supermercado. Em média R$ 10 reais o quilo no supermercado”, afirmou o presidente.

Em críticas ao Bolsa Família, programa de transferência de renda instituído no governo Lula e que foi substituído pelo Auxílio Brasil, Bolsonaro alegou que os governos petistas davam pouco dinheiro à população no programa social.

Com informações do Terra Brasil

Com máscara do “Pânico”, funcionárias assustam crianças em creche

Imagem: Reprodução
Nas imagens, é possível ver as crianças gritando, chorando e correndo com medo.
Na última semana, um vídeo ganhou destaque nas redes sociais por mostrar funcionárias de um creche assustando crianças. Para isso, eles usam a máscara do personagem do filme “Pânico”. Nas imagens, é possível ver as crianças gritando, chorando e correndo com medo.

A situação aconteceu em Mississippi, nos Estados Unidos da América (EUA). As pessoas envolvidas nessa ação foram presas. De acordo com informações da imprensa local, Sierra McCandless, Oci-Anna Kilburn, Jennifer Newman e Shyenne Shelton já enfrentam outras acusações devido à forma como tratam as crianças.

Os pais das crianças ficaram revoltados e foram cobrar explicações da creche. Sheila Sanders, proprietária do lugar, disse que não estava ciente da situação. Até o momento, ela não foi acusada de nenhum crime. Sheila, entretanto, confirmou que quatro das funcionárias foram demitidas imediatamente após a situação.
GCMais

Delegado Rafael e mais seis investigadores são presos por suspeita de movimentar R$ 1 bilhão em MG

Esta é uma imagem de Rafael Gomes
A lista completa com os nomes dos presos não foi divulgada. O Ministério Público e a Polícia Civil não revelaram os nomes devido à Lei de Abuso de Autoridade.

Rafael Gomes foi preso em um condomínio de luxo da cidade de Juiz de Fora. Todos os setes presos estão envolvidos no esquema de corrupção responsável por movimentar R$1 bilhão.

OPERAÇÃO “TRANSFORMERS”
A promotoria da cidade confirmou que foram cumpridos 250 mandados, com 26 prisões, 61 mandados de busca e apreensão, 148 mandados de sequestro de veículos, 10 mandados de sequestro e indisponibilidade de imóveis, apreensão e indisponibilidade financeira de R$ 55 milhões.

As investigações começaram há dois anos, quando houve suspeita de adulteração de veículos, que após trocas de peças, eram usados no tráfico de drogas. A quadrilha mantinha núcleos divididos da seguinte maneira.

Logística, que envolve o fornecimento de veículos para o transporte e pagamentos de cargas de drogas

Setor financeiro, que cuida da parte gerencial da atividade econômica, notadamente do tráfico de drogas e da lavagem de dinheiro

Setor de corrupção, responsável por proteção dos negócios ilícitos com informações privilegiadas de atividades policiais e demais condutas para evitar a responsabilização de integrantes da organização

Núcleo de liderança, que coordena e controla as atividades

Ainda de acordo com a promotoria, donos de comércio e empresários do meio artístico estariam envolvidos no esquema. Rafael Gomes já atuou na Delegacia Especializada de Combate ao Narcotráfico. 

Bolsonaro tem 57,6% e Lula, 42,4% em SP, diz Paraná Pesquisas

O presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 57,6% dos votos válidos em São Paulo, indica a Paraná Pesquisas realizada de 16 a 20 de outubro de 2022. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 42,4%.

Leia os votos totais:
  • Jair Bolsonaro (PL): 51,9%;
  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 38,2%;
  • Branco/nulo/nenhum: 5,9%;
  • Não sabe/não respondeu: 4%.
O levantamento ouviu 1810 eleitores de 16 a 20 de outubro de 2022 no Estado de São Paulo. A margem de erro é de 2,4 pontos percentuais para mais ou para menos em um intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela Tullet Prebon Brasil Corretora de Valores e Câmbio por R$ 126.000,00. Está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-00165/2022. Eis a íntegra (428 KB).

No 1º turno, Bolsonaro teve 47,71% dos votos válidos em São Paulo, enquanto Lula registrou 40,89%

AGREGADOR DE PESQUISAS
O Poder360 mantém acervo com milhares de levantamentos com metodologias conhecidas e sobre os quais foi possível verificar a origem das informações. Há estudos realizados desde as eleições municipais de 2000. Trata-se do maior e mais longevo levantamento de pesquisas eleitorais disponível na internet brasileira.

O banco de dados é interativo e permite acompanhar a evolução de cada candidato. Acesse o Agregador de Pesquisas clicando aqui.

Poder 360

Grupo pró Lula entra na UNP e faz campanha em plena sala de aula

Um grupo denominado Unidade Popular pelo Socialismo (UP) entrou na UNP, na manhã desta sexta-feira (21), para fazer campanha eleitoral. Detalhe: em plena sala de aula enquanto os alunos estudavam.

Um dos presentes no momento, revoltado com a situação, gravou a ação. No panfleto, o grupo – a favor de Lula, diz: “vamos derrotar Bolsonaro nas urnas e nas ruas”.

Enforcamento e inalação de gás: as sessões de tortura praticadas por policiais nos presídios do CE

Quatro policiais penais foram presos, dentre eles o diretor do UPPOO II.
O que se passa dentro de uma unidade prisional? A depender de quem ‘está no comando’ a realidade dentro de um presídio pode ser cruel e compor práticas criminosas. A reportagem do Diário do Nordeste teve acesso a documentos onde constam, com detalhes, os requintes de crueldade perpetrados por policiais penais na Unidade Prisional Professor Olavo Oliveira II (UPPOO II), em Itaitinga.

Ao invés de ser um equipamento para a ressocialização, o espaço se tornou palco de sessões de tortura, com enforcamento, inalação a gás e pisões na cabeça. Dentro da prisão, internos foram obrigados a beber ‘asseptol’ e banhados com água sanitária, conforme depoimentos das vítimas.

Quatro policiais penais foram presos sob suspeita de tortura: Pedro Paulo Sales Damata (diretor do UPPOO II), Thiago Phelipe Mariano de Sousa (diretor-adjunto da mesma unidade), Daniel George Abreu Andrade e Eduardo Caldeira Rodrigues. Juntos, eles teriam cometido 18 crimes de tortura, em um dia.

Dezenas de presos foram ouvidos a fim das autoridades aprofundarem as investigações sobre o que até então eram “supostas condutas irregulares que estariam ocorrendo nos últimos dias no interior da Unidade Prisional Professor Olavo Oliveira”. Os depoimentos são reveladores e indicam que a prática criminosa havia se enraizado como rotina no prédio.
Legenda: As cenas foram registradas e extraídas do circuito interno das unidades. Posteriormente, os exames constataram as agressões.
Foto: Reprodução
PRESOS ERAM OBRIGADOS A FICAR NUS E DANÇAREM
Detentos do UPPOO II mencionaram a existência de um ambiente nominado pelos policiais penais como “Quartinho do Amor”, local reservado da unidade prisional, posicionado próximo ao parlatório, onde eram realizadas sessões de tortura contra internos.

Constam nos depoimentos que os internos seriam obrigados a se despir e dançar para os policiais penais músicas infantis ou constrangedoras. Um dos presos mencionou ter sido “obrigado a dançar a música Conga la Conga, sempre nu”.

Em outras oportunidades, os policiais penais da unidade teriam mandado os detentos ficarem sem roupa e exigido “uma espécie de encenação teatral, onde um detento ficaria “de quatro” e outros dois detentos ficariam sentados em cima, simulando uma equipe de policiais militares sobre a moto”.

Para os investigadores, ficou evidente que os episódios de violência física e mental não são fatos isolados, mas um comportamentos desvirtuados e corriqueiros desses profissionais, cenário que autoriza a conclusão quanto à ofensa permanente à ordem pública por parte desses agentes de segurança”.

Questionada sobre as prisões, a Secretaria da Administração Penitenciária do Ceará (SAP-CE) respondeu que “todas as medidas solicitadas pela decisão do Poder Judiciário, nesse caso, foram acatadas e seguidas pelo comando da Pasta, inclusive o afastamento imediato dos referidos policiais penais de todas as suas atribuições no sistema prisional cearense”.

O QUE ACONTECEU NOS DIAS 20 E 21 DE SETEMBRO DE 2022
As autoridades chegaram ainda mais perto de desvendar os crimes cometidos dentro da unidade depois dos registros nos dias 20 e 21 de setembro de 2022. Os agentes passaram a ser investigados pela Delegacia de Assuntos Internos (DAI) da Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD).

No dia 22 de setembro, a CGD disse que assim que tomou conhecimento da denúncia “adotou todas as providências cabíveis para iniciar a investigação por meio da DAI”. A denúncia foi recebida por um juiz da Corregedoria dos Presídios, que realizou uma vistoria na Unidade Penitenciária, com outros órgãos como Ministério Público e Defensoria Pública, e presenciaram indícios de tortura.

A Secretaria da Administração Penitenciária do Ceará (SAP) informou que “todos os internos foram encaminhados para a execução dos exames de corpo de delito”

As cenas foram registradas e extraídas do circuito interno das unidades. Posteriormente, os exames constataram as agressões. Os detentos teriam atendido ao chamado dos policiais, e mesmo assim foram alvos de socos, chutes, chineladas no rosto, agressões com uso de cassetete e tonfa, pisões na cabeça, torção de dedos, enforcamento, inalação de gás de pimenta, ameaças de flagrante forjado, além de terem sido obrigados a se despir e ficarem desnudos até a manhã do dia seguinte, inclusive com as peças de roupas molhadas.

“De fato, após inspeção realizada pelas autoridades nas dependências daquela unidade penitenciária, mais precisamente na Ala de Isolamento, foram identificados diversos presos com escoriações, hematomas e lesões corporais variadas, todas sugestivas de acontecimentos recentes, contexto que em muito emprestou credibilidade às palavras do detento”, diz trecho de um dos documentos.

VEJA TRECHOS:
“Como se não bastassem as modalidades de violência mencionadas acima, outras tantas foram relatadas como sendo cometidas naquela mesma noite. O detento Paulo (nome fictício), conforme será melhor explanado adiante, citou que fora “algemado durante as agressões e os agentes o levantaram e colocaram o declarante de cabeça para baixo dentro do tanque de água que fica dentro da cela para os internos tomarem banho”.

O detento Cláudio (nome fictício), por sua vez, mencionou que os agentes “(…) mandaram entrar em procedimento, formaram três filas nus, sentados no chão da cela, com a genitália de um encostando na bunda do da frente e as pernas encangadas no quadril do da frente” (circunstância confirmada também por outros quatro internos)

“ESTAMOS CONCLUINDO A MISSÃO”
A investigação das autoridades registrou que, “após as agressões cometidas contra os detentos da UPPOO 2, ocorridas aos 20.09.2022, fora, de imediato, providenciada a audiência extrajudicial, em sede policial, de 10 (dez) presos, cujos depoimentos são firmes em sustentar que fora perceptível uma mudança de comportamento dos policiais penais daquela unidade penitenciária após a assunção, no início do ano de 2022, pelo policial penal Pedro Paulo Sales da Mata, no cargo de diretor da unidade”.

Quanto à presença física do diretor da UPPOO 2 na data dos fatos investigados, os 10 detentos ouvidos em sede policial afirmaram não tê-lo visto no momento das violências praticadas, “embora tenham presenciado nitidamente uma comunicação telefônica entre Mariano e Da Mata, onde o primeiro afirmava que ‘Diga, meu Diretor. Você é o melhor. Estamos concluindo a missão ” ‘.

Após a confirmação dos fatos, os promotores do Núcleo de Investigação Criminal (Nuinc), do Ministério Público do Ceará (MPCE) destacaram a necessidade da decretação da prisão preventiva, pedindo formalmente os mandados no dia 28 de setembro de 2022. Dois dias depois, o juiz se posicionou a favor das prisões e em 4 de outubro os mandados foram expedidos.

No início desta semana, MPCE e CGD deflagraram a Operação Martírio para cumprir os mandados. Primeiro, foram detidos Daniel e Eduardo. Pedro Paulo Sales Damata e Thiago Phelipe Mariano de Sousa se apresentaram às autoridades nessa quinta-feira (20) e foram presos.

Fonte: Diário do Nordeste