segunda-feira, 16 de março de 2026

Menor de 13 anos atira em homem e é apreendido pela polícia na zona rural de Ubajara

Um adolescente de apenas 13 anos foi apreendido na noite deste sábado após uma t€nt4t!v4 de hom!c!d!0 registrada no Sítio Suminário, zona rural de Ubajara.

De acordo com informações, a ocorrência teve início após um homem dar entrada baleado. A vítima relatou às autoridades quem seria o autor dos disparos. A partir dessas informações, equipes do RAIO de Ubajara, juntamente com a Força Tática, iniciaram diligências na região.

Durante as buscas, os policiais conseguiram localizar e apreender o suspeito. Com ele, foi encontrado um revólver calibre 38, várias munições, além de uma quantidade de drogas, entre cocaína e maconha.

Segundo os policiais, o adolescente confessou a autoria da tentativa de homicídio. Ainda conforme informações, ele teria se “batizado” em uma facção.

Diante dos fatos, o menor foi conduzido à delegacia, onde o caso foi registrado. Ele ficou à disposição da Justiça para os procedimentos cabíveis.

Com Sobral Online

Principal programa federal contra violência à mulher perdeu metade dos recursos em uma década

Foto: Pixabay / ninocare
Especialista aponta que redução no financiamento explica perda de expansão da estrutura de atendimento às mulheres em situação de violência nos últimos anos
O principal programa federal de enfrentamento à violência contra a mulher opera hoje com menos da metade dos recursos que tinha há uma década. Após atingir o pico em 2015, o financiamento sofreu cortes nos governos Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL) e ainda não voltou ao mesmo patamar durante a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Os dados mostram dois problemas recorrentes na área, dizem especialistas: o volume reduzido de recursos e a descontinuidade das iniciativas devido à falta de verbas. Os números se referem ao programa Mulher Viver sem Violência.

Criado durante o governo Dilma Rousseff (PT), o programa teve sua maior execução em 2015. Em valores corrigidos, os gastos chegaram a R$ 175,6 milhões naquele ano. No ano passado, sob Lula, a verba foi de R$ 82,9 milhões.

Antes disso, em meio à transição de Dilma para Temer, o valor tinha caído para R$ 89,9 milhões em 2016. Nos dois anos seguintes, os recursos corrigidos ficaram na casa de R$ 65 milhões ao ano.

A reportagem conversou por mensagem com a assessoria do emedebista na segunda-feira (9/3). O assessor disse que iria conversar com o ex-presidente para responder, mas até a publicação desta reportagem ele não retornou.

No governo Bolsonaro (PL), os valores oscilaram. Em 2020, subiram para R$ 112,9 milhões, mas voltaram a cair nos anos seguintes, durante a pandemia de Covid. Atingiram o menor nível da série em 2022, com aproximadamente R$ 10,3 milhões executados.

A reportagem ligou no escritório do PL também na segunda. Um representante do partido disse que entraria em contato com a resposta, mas isso não aconteceu até a publicação deste texto. Um email enviado para a assessoria do ex-presidente também não foi respondido.

Desde 2023, no terceiro mandato de Lula, os recursos voltaram a crescer, embora ainda sem recuperar o patamar registrado na metade da década passada.

Mesmo com essa retomada, o peso dessas políticas no conjunto das contas públicas permanece limitado. Em 2026, por exemplo, a dotação total do Ministério das Mulheres é de R$ 384,79 milhões - cerca de 0,006% do Orçamento federal, estimado em R$ 6,34 trilhões.

Para a advogada Fabiana Severi, professora da USP em Ribeirão Preto e integrante do Consórcio Lei Maria da Penha, a evolução do financiamento ajuda a explicar por que a estrutura de atendimento às mulheres em situação de violência perdeu capacidade de expansão ao longo dos últimos anos.

A jurista explica que, a Lei Maria da Penha foi desenhada para funcionar a partir de uma rede de serviços especializados - como casas-abrigo, centros de referência, apoio psicológico e assistência jurídica - estruturas que dependem diretamente de financiamento público para existir.

"Sem orçamento, as políticas previstas na Lei Maria da Penha deixam de se traduzir em serviços concretos para as mulheres".

Parte desses recursos federais era destinada justamente à chamada capilarização da rede de atendimento, com repasses para estados e municípios estruturarem serviços especializados em seus territórios.

Essa estratégia era considerada fundamental sobretudo para municípios de pequeno porte, que muitas vezes não possuem orçamento próprio para manter equipamentos como casas-abrigo ou centros de atendimento.

Quando esses repasses diminuem, diz a pesquisadora, a expansão da rede desacelera e alguns serviços deixam de existir. "Esses equipamentos dependem diretamente de financiamento público. Sem recursos, muitos municípios simplesmente não conseguem manter esses serviços", afirma.

Segundo o Ministério das Mulheres, o financiamento das políticas sobre o tema não se restringe às ações executadas diretamente pela pasta.

Dados do Orçamento federal mostram que parte das ações está distribuída entre pastas como Justiça e Segurança Pública, Direitos Humanos, Igualdade Racial e Relações Exteriores.

Somadas, algumas dessas iniciativas registram cerca de R$ 12,2 milhões pagos até agora em 2026. O Ministério da Igualdade Racial concentra R$ 6,8 milhões pagos no período, seguido pelo Ministério das Mulheres, com R$ 4,1 milhões.

Outras pastas têm valores menores executados, como as pastas de Relações Exteriores (com R$ 909 mil) e a de Direitos Humanos (com R$ 249 mil).

Algumas iniciativas consideradas estruturais - como o apoio à implementação ou ao funcionamento de serviços da rede de atendimento - ainda não registraram execução este ano.

O ministério diz que cerca de R$ 1 bilhão em iniciativas voltadas ao enfrentamento da violência de gênero estão distribuídas em diferentes áreas da administração federal, incluindo programas conduzidos por outros ministérios.

A secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, Estela Bezerra, afirma que o governo também busca ampliar as ações de prevenção em áreas que têm ganhado relevância nos últimos anos, como a violência digital.

Segundo ela, embora o Brasil possua uma das legislações mais avançadas do mundo no combate à violência doméstica, o enfrentamento do problema exige ações permanentes do Estado e mudanças culturais na sociedade.

Por Bárbara Sá - Folhapress

Filme brasileiro fracassa no Oscar 2026 e não consegue ganhar uma só estatueta

O ator Michael B. Jordan ganhou o Oscar 2026 de Melhor Ator - Foto: redes sociais
"O Agente Secreto" teve quatro indicações e perdeu em todas elas
O filme brasileiro “O agente secreto” perdeu em todas as categorias que disputou no Oscar 2026, frustrando as expectativas geradas por setores da cultura e da mídia do Brasil que davam como certa a consagração do filme estrelado por Wagner Moura e dirigido por Kleber Mendonça Filho.

“Uma batalha após a outra” ganhou seis estatuetas desta 98ª edição do Oscar, incluindo melhor filme, em uma noite em que o Brasil perdeu todas as cinco categorias que disputou, sendo quatro por “O Agente Secreto” e também a categoria de Melhor Fotografia, disputada pelo d diretor de fotografia brasileiro Adolpho Veloso, pelo seu trabalho no filme “Sonhos de Trem” (Netflix). A estatueta foi para o filme “Pecadores”. 

O fiasco do filme brasileiro “O Agente Secreto” era previsto por especialistas desde sua derrota em todas as categorias que disputou semanas atrás no Bafta, considerado o “Oscar do cinema britânico”, o mais prestigiado da indústria cinematográfica no Reino Unido, concedido pela Academia Britânica de Artes da Televisão e do Cinema, em Londres.

“Pecadores”, que era considerado o azarão que tinha chances de estragar a festa de Leonardo DiCaprio e companhia, venceu quatro de suas históricas 16 indicações. Entre elas, Michael B. Jordan levou como melhor ator.

Apesar do lobby, o filme brasileiro não conseguiu nem mesmo o Oscar de Melhor Filme Internacional, onde espertava ter chances. Perdeu para o norueguês “Valor Sentimental”.

Outra derrota foi a do ator Wagner Moura, militante de esquerda que sempre apequena seus discursos, nessas ocasiões, com ataques agressivos aos adversários do PT. Ele foi derrotado pelo ator Michael B. Jordan, do filme “Pecadores”, que não precisou fazer lobby para arrebatar a estatueta. Ao subir ao palco, Jordan procurou por seus pais na plateia e contou que seu pai viajou de Gana até Los Angeles para ver a premiação.

“Estou aqui por causa das pessoas que vieram antes de mim. Sidney Poitier, Denzel Washington, Halle Berry, Jamie Foxx, Forest Whitaker, Will Smith. E estar entre esses gigantes, entre esses grandes, entre meus ancestrais… obrigado”, disse o ator, que é o sexto negro a vencer nesta categoria.

Um filme, seis Oscar
“Uma batalha após a outra” ganhou o prêmio de melhor filme e outras cinco categorias no Oscar 2026, enquanto o Brasil tinha representantes com cinco indicações no total, saiu derrotado em todas elas vitórias.

“Pecadores”, que era considerado o azarão que tinha chances de estragar a festa de Leonardo DiCaprio e companhia, venceu quatro de suas histórias 16 indicações. Entre elas, Michael B. Jordan levou como melhor ator.

No fim, o que tinha tudo para ser uma disputa acirrada entre os dois filmes acabou como uma vitória até um pouco previsível da obra do cineasta Paul Thomas Anderson, favorita desde o começo da temporada de premiações.

Mulher morre após ser espancada e atropelada várias vezes pelo namorado

A morte de uma mulher de 35 anos está sendo investigada pela polícia após ela ser encontrada gravemente ferida em uma área rural do município de Vila Bela da Santíssima Trindade, no estado de Mato Grosso. A vítima, identificada como Simone da Silva Matiuzi, chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. 

De acordo com informações da Polícia Militar de Mato Grosso, Simone foi localizada desacordada em uma estrada de terra, caída em meio à lama e com graves ferimentos na cabeça. Ela foi levada em estado crítico ao Hospital Evangélico de Mato Grosso, mas morreu após dar entrada na unidade. 

Perto do corpo, equipes de resgate encontraram um macaco automotivo, ferramenta usada para troca de pneus, que pode ter sido utilizado nas agressões. Os socorristas também relataram indícios de atropelamento, levantando a suspeita de que um veículo possa ter passado diversas vezes sobre o corpo da vítima. O carro foi localizado no local do crime. 

Suspeito é preso 

O namorado de Simone, Paulo César Santos Vilela, de 33 anos, foi localizado e preso pela Polícia Civil de Mato Grosso como principal suspeito do crime.

Segundo o delegado regional João Paulo Berté, o homem afirmou em depoimento que o atropelamento teria ocorrido sem intenção. Após o ocorrido, ele deixou o local e seguiu viagem em um carro de aplicativo em direção ao município de Pontes e Lacerda. 

Testemunha relatou discussão 

Uma testemunha contou à polícia que o casal estava junto havia cerca de um ano e que ela havia sido convidada por eles para participar de uma confraternização em um sítio localizado na comunidade quilombola Retiro, na zona rural da cidade. 

Durante o trajeto de volta, segundo o relato, ocorreu uma discussão entre Simone e o namorado dentro do carro. Diante do clima tenso, a testemunha pediu para descer do veículo e seguiu a pé pela estrada com suas duas filhas, ambas menores de idade, em direção a uma propriedade próxima.

Ela afirmou que não presenciou o momento das agressões. 

Investigações continuam 

Pouco tempo depois, o suspeito teria alcançado a testemunha na estrada e pedido para que ela retornasse ao veículo. Em seguida, conforme o relato, o homem perdeu o controle do carro e saiu da estrada.

A testemunha então procurou ajuda em um sítio vizinho, onde conseguiu acesso à internet para pedir socorro. 

O caso está sendo conduzido pelo delegado Uendel, responsável pela investigação. A Polícia Civil de Mato Grosso também analisa o comportamento do suspeito após o crime, já que ele teria abandonado o veículo, deixado o local e se desfeito do telefone celular. 

A região onde Simone foi encontrada é considerada isolada, o que torna mais difícil a reconstituição inicial dos acontecimentos. As investigações seguem para esclarecer as circunstâncias da morte.

Via portal CM7

domingo, 15 de março de 2026

Mulher lucra alto com fetiche incomum e transforma pedidos em negócio

Uma prática curiosa, e extremamente lucrativa, vem ganhando espaço nas redes sociais e em plataformas de conteúdo adulto: a chamada dominação financeira. No centro dessa tendência está uma criadora digital, Lola Sharp, que afirma ter transformado o simples ato de pedir dinheiro em um negócio altamente rentável.

Sem vender fotos explícitas ou encontros presenciais, ela diz faturar quantias consideráveis apenas incentivando seguidores a enviarem dinheiro voluntariamente. O motivo? Muitos deles encontram prazer justamente em entregar parte do próprio salário para uma mulher que assume uma postura de controle e autoridade.

A dinâmica pode parecer estranha para quem está de fora, mas dentro de certos círculos online ela já virou um nicho consolidado.

O que é a dominação financeira

Conhecida internacionalmente como “findom”, a prática consiste em uma relação baseada em poder econômico. Um participante aceita enviar dinheiro ou presentes enquanto a outra pessoa assume a posição dominante, estabelecendo regras ou simplesmente incentivando as transferências.

No caso da Lola, a estratégia inclui mensagens diretas, vídeos curtos e postagens provocativas nas redes sociais. O objetivo é despertar nos seguidores o desejo de agradar, muitas vezes enviando transferências espontâneas.

Segundo ela, alguns fãs pedem autorização até para fazer pagamentos, como se estivessem cumprindo uma espécie de ritual.

Um mercado que cresce nas redes

Com a popularização de plataformas de assinatura e redes sociais voltadas a criadores, práticas antes restritas a fóruns especializados passaram a ganhar visibilidade.

Hoje, pessoas interessadas nesse tipo de dinâmica conseguem encontrar comunidades inteiras dedicadas ao tema, com orientações, perfis especializados e até estratégias de monetização.

A criadora afirma que a maioria dos seguidores prefere manter anonimato, mas muitos mantêm contato frequente e criam uma espécie de rotina de pagamentos.

De curiosidade a fonte de renda

O que começou como uma experiência ocasional acabou se transformando em profissão. Com o aumento do público, a influenciadora passou a dedicar mais tempo à criação de conteúdo e à interação com seguidores.

Segundo Sharp, o segredo do sucesso está menos em sensualidade e mais em personalidade: postura dominante, autoconfiança e habilidade de criar uma dinâmica psicológica com os fãs.

Essa mistura de performance digital e interação direta acabou criando um modelo de renda que, para alguns criadores, pode superar ganhos de atividades tradicionais nas redes.

Apesar do crescimento da prática, o tema ainda provoca debates intensos na internet. Enquanto alguns veem a dinâmica como uma forma consensual de entretenimento adulto entre adultos, outros encaram a tendência com estranhamento.

Independentemente das opiniões, o fenômeno revela como novas formas de monetização surgem constantemente no ambiente digital, muitas vezes explorando nichos inesperados.

E, pelo visto, para algumas pessoas, o simples ato de transferir dinheiro pode fazer parte de uma fantasia que move uma economia própria dentro da internet.

Vídeo: “Pedalada P3lada”: manifestação reúne ciclistas n4s em SP

Ciclistas nus e seminus se reúnem na noite deste sábado (14/3) na região da Avenida Paulista, centro de São Paulo, para a “Pedalada Pelada”. O evento ocorre anualmente em diversas cidades do mundo e tem o objetivo de chamar atenção para a segurança de quem usa meios de transportes não motorizados no trânsito das grandes cidades. 

O movimento “World Naked Bike Ride” também busca protestar contra a poluição e a queima de combustíveis fósseis. Vídeos publicados nas redes sociais mostram os ciclistas percorrendo as ruas de São Paulo vários sem roupa.

“Ao não utilizar roupas, os aderentes dão visibilidade aos meios de transportes não motorizados e deixam de ser, durante a campanha, invisíveis. O objetivo é promover uma visão de segurança no trânsito, de não poluição e de positividade em relação aos corpos das pessoas”, afirma o grupo Massa Crítica, responsável pelo evento na capital paulista.

“É, ao mesmo tempo, um protesto contra os efeitos negativos de petróleo, automóveis e energias não renováveis”, completa os organizadores em postagem nas redes sociais.

A concentração dos manifestantes começou por volta das 20h, na Praça dos Arcos, em Higienópolis. Depois, os ciclistas seguiram até a Avenida Paulista.

Delação Premiada: Entenda passo a passo como pode funcionar o acordo de Vorcaro

Foto: Esfera Brasil/Reprodução
A possibilidade de o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, estar em preparação para fechar um eventual acordo de delação premiada tem gerado especulações desde que ele foi preso pela segunda vez, em meio às investigações da Operação Compliance Zero. A dimensão das consequências; a quantidade de possíveis envolvidos no esquema, em diferentes graus; e a recente troca de advogados aumenta os rumores em torno dessa negociação.

Preso desde 4 de março último, Vorcaro foi transferido para a Penitenciária Federal em Brasília dois dias depois. Na última sexta-feira (13), o STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria para manter a prisão dele, determinada pelo ministro da Corte André Mendonça. No mesmo dia da votação, o banqueiro trocou de advogados.

O criminalista Pierpaolo Cruz Bottini deixou o caso, sob alegação de “motivos pessoais”, e José Luis Oliveira Lima, conhecido como “Juca”, assumiu o caso. Enquanto o primeiro costumava declarar publicamente que não pensava em firmar um acordo de colaboração, este último seria mais favorável à possibilidade.

Critérios e benefícios

Atualmente, o processo ao qual Vorcaro responde tramita no STF (Supremo Tribunal Federal). Um acordo eventualmente firmado teria de ser homologado por um magistrado, que analisaria as informações prestadas, além do nível de profundidade, interesse público e utilidade delas, para decidir que tipo de benefício poderia ser concedido a Vorcaro.

Eles incluem:
-Diminuição de um a dois terços da pena determinada ao colaborador;
-Cumprimento da pena em regime semiaberto;
-Extinção da pena; e
-Perdão judicial (deixar de aplicar a pena).
-Em 1999, a lei federal que dispõe sobre os programas especiais de proteção a vítimas e a testemunhas ameaçadas permitiu o uso da delação em processos que envolvam qualquer tipo de delito. E, em 2013, a legislação que trata das organizações criminosas estabeleceu as regras para que ocorra a colaboração premiada.

Esse meio de obtenção de provas requer que seja formalizado um pedido para o acordo, o que marca o início das negociações, cujo conteúdo terá de ser mantido em sigilo, a não ser por decisão judicial. Apesar disso, a Justiça também pode negar a homologação da proposta, mas terá de apresentar justificativas para isso.

Homologação
Se homologado o pedido de acordo, nem as informações sobre as tratativas iniciais nem o documento que formaliza essa definição poderão ser divulgados pelas partes. Após o deferimento, os envolvidos deverão assinar um Termo de Confidencialidade, mas as investigações têm como continuar, a depender do que ficar estabelecido pela Justiça.

A lei também prevê que ocorram audiências para identificação ou complementação do assunto da delação, dos fatos que serão informados, bem como da definição jurídica, da relevância, da utilidade e do interesse público das informações a serem prestadas.

No caso em questão, os termos de uma eventual colaboração premiada seriam assinados por representantes da autoridade pública que firmará o acordo, por Vorcaro e pelos advogados dele.

Expectativas

Caso isso ocorra, o banqueiro terá de narrar “todos os fatos ilícitos para os quais concorreu [que praticou] e que tenham relação direta” com as possíveis fraudes relacionadas ao Master. A defesa dele também precisaria apresentar uma proposta de colaboração com acontecimentos “adequadamente descritos”; circunstâncias em que eles ocorreram; além de “provas e elementos de corroboração”.

Nos depoimentos que presta, o delator ainda renuncia ao direito de permanecer em silêncio e fica sujeito ao compromisso legal de dizer a verdade. Fora isso, nenhuma sentença condenatória, entre outras medidas judiciais, pode ser definida com base apenas nas declarações do colaborador.

Os benefícios ao delator só serão concedidos por um magistrado se for possível alcançar um ou mais dos seguintes resultados:

-A identificação de outros coautores dos crimes e participantes da organização, além das infrações penais praticadas por eles;
-A revelação da estrutura hierárquica e da divisão de tarefas da organização criminosa;
-A prevenção de infrações penais decorrentes das atividades da organização criminosa;
-A recuperação total ou parcial do produto ou do proveito dos crimes praticadas pela organização; e
-A localização de eventual vítima com a integridade física preservada.
-Considerada a relevância da delação premiada, o MP (Ministério Público) e a PF (Polícia Federal) poderão, ainda, manifestar-se favorável ou contrariamente à concessão de perdão judicial ao colaborador, mesmo que isso não conste na proposta inicial do acordo.

O prazo para oferecimento da denúncia pelo MP ou o processo ao qual o colaborador responda podem, também, ficar suspensos por até seis meses, prorrogáveis por igual período, até que sejam cumpridas as medidas exigidas pela delação.

Condições de homologação

Os magistrados não participam das negociações para fechar o acordo de colaboração premiada; só delegado de polícia, investigado e a respectiva defesa. Eventualmente, o MP poderá se manifestar, a depender do caso e, com a finalização dessa etapa, os documentos reunidos serão analisados por um juiz, que deverá verificar a regularidade e a legalidade do material, bem como a voluntariedade do delator.

O magistrado poderá, inclusive, pedir uma oitiva sigilosa do colaborador; anular a homologação da delação premiada se ela não atender aos requisitos legais; ou adequar a proposta ao processo analisado, com envio dos documentos de volta às partes e pedido de novas informações.

Depois disso, o colaborador pode ser ouvido pelo MP ou pela PF e até se retratar do acordo, sem ter as informações autoincriminatórias usadas exclusivamente contra ele pela Justiça. Já os possíveis réus delatados terão prazo para se manifestar, após o período de oitivas de quem os tiver acusado.

O delator conta com o direito de ter imagem ou informações pessoais preservadas; ser conduzido para sessões judiciais separadamente de coautores ou partícipes da organização criminosa investigada; participar de audiências sem contato visual com outros acusados; e cumprir pena em prisão diferente dos demais envolvidos.

Vale lembrar que acordos de delação homologados podem ser rescindidos em caso de omissão intencional sobre os fatos investigados ou de envolvimento em novas condutas criminosas relacionadas aos delitos apurados.

R7

Abaixo-assinado contra Erika Hilton na presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara chega a 100 mil assinaturas

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Um abaixo-assinado contra a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) assumir a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara chegou a 100 mil assinaturas.

Segundo a manifestação, a iniciativa visa a garantir os direitos das mulheres ao pedir que a parlamentar seja substituída.

“Esta petição surge como uma manifestação democrática de cidadãos que desejam abrir esse debate e pedir que a Câmara dos Deputados considere, com atenção, os critérios de representatividade e identificação com as mulheres brasileiras ao definir quem deve ocupar a presidência da Comissão das Mulheres”, diz o trecho do abaixo-assinado on-line, que foi criado pela influenciadora digital Sophia Barclay, conhecida como trans de direita.

“Precisamos que uma mulher que já sofreu com dores de parto me represente”, diz uma usuária da plataforma Change, que assinou a petição.

Na última quinta-feira, 11, a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados elegeu Erika Hilton para presidir o colegiado neste ano. Ela recebeu 11 votos, e houve dez votos em branco. Ela substitui a deputada Célia Xakriabá (Psol-MG).

A comissão também elegeu Laura Carneiro (PSD-RJ) para 1ª vice-presidente; Delegada Adriana Accorsi (PT-GO) para 2ª vice-presidente; e Socorro Neri (PP-AC) para 3ª vice-presidente.

Parlamentares da oposição criticaram a eleição da nova presidente. Segundo elas, a comissão deveria ser presidida por uma mulher biológica — Erika Hilton se apresenta como mulher trans.

“Não podemos concordar com a entrega desta comissão, que deveria zelar pela dignidade da mulher, da vida e da família, a uma pauta que desvirtua a própria essência feminina”, disse a deputada federal Chris Tonietto (PL-RJ).

De acordo com a deputada Clarissa Tércio (PP-PE), a eleição de Erika Hilton representa um retrocesso para a pauta feminina.

Revista Oeste

Candidato a presidente do Peru morre em acidente de carro

Candidato à Presidência do Peru, o político Napoleón Becerra, de 61 anos, morreu em um acidente de trânsito, neste domingo (15/3), quando se dirigia a um evento de campanha. A tragédia foi confirmada pelo Juizado Nacional das Eleições (JNE).

Becerra era um político de centro, presidente nacional do Partido dos Trabalhadores e Empreendedores (PTE). O acidente de trânsito ocorreu nos arredores da cidade de Ayacucho, no sul do país.

Segundo informações preliminares, o carro que o candidato viajava capotou na estrada. Um inquérito policial foi aberto para descobrir o que ocorreu com o veículo.

As pesquisas de intenção de voto colocavam Becerra entre os últimos colocados nas eleições presidenciais peruanas. Neste ano, o pleito registrou um número recorde de 36 candidatos.

Os peruanos vão às urnas no dia 12 de abril. 

Guarda Revolucionária do Irã promete “perseguir e m4tar” Netanyahu

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou, neste domingo, (15/3), que pretende “perseguir e matar” o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Em comunicado divulgado pelo em seu site Sepah News, o grupo declarou que continuará a persegui-lo “com toda a força” enquanto ele permanecer vivo, referindo-se ao líder israelense como responsável pela morte de crianças.

“Se este criminoso assassino de crianças estiver vivo, continuaremos a persegui-lo e matá-lo com toda a força”, disse a Guarda. A ameaça ocorre dias após Netanyahu mencionar, de forma indireta, possíveis ações contra figuras centrais do eixo pró-Irã.

Na quinta-feira (13/5), o premiê israelense citou Mojtaba Khamenei, que assumiu recentemente como líder supremo do Irã, e o chefe do Hezbollah, Naim Qassem. Sem detalhar planos militares, afirmou que não ofereceria “seguro de vida” a dirigentes da organização que classifica como terrorista.

No sábado (14/3), a tensão aumentou após um ataque atingir a embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, capital do Iraque.

Relatos indicam que o ataque pode ter sido realizado com um míssil, que teria atingido um heliponto dentro do complexo e danificado o sistema de defesa aérea da embaixada, segundo uma fonte de segurança iraquiana citada pela emissora Al-Jazeera. Não houve registro de feridos.

A escalada ocorre no contexto do conflito regional iniciado em 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel lançaram uma ofensiva conjunta contra o Irã, que provocou a morte do então líder supremo do país Ali Khamenei.

Metrópoles/Foto: AFP