O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que pretende ampliar as ações do programa Celular Seguro para combater o mercado ilegal de aparelhos roubados ou furtados.
Ao comentar o assunto, Lula disse: “Eu sei que rico não compra telefone roubado. Mas eu sei que os pobres compram. Quem é que não gosta de comprar uma coisinha barata?”.
A fala que viralizou nas redes sociais nesta sexta-feira (12), ocorreu na última quarta-feira (10) durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), em Brasília.
Segundo o presidente, o governo possui informações sobre cerca de 2,5 milhões de celulares registrados como roubados ou furtados e pretende enviar notificações diretamente aos aparelhos identificados no sistema.
“Eu ia apertar um botãozinho e passava a mensagem dizendo que todos 2,5 milhões de pessoas que estão com o celular roubado têm que devolver. Precisa devolver porque ele pode estar cometendo um delito e, se ele for pego, ele pode sofrer uma punição desnecessária”, afirmou.
Lula disse que a situação de pessoas que adquiriram aparelhos sem saber a origem do produto o fez refletir sobre a medida, mas defendeu o avanço do programa.
“Essa inquietação econômica de quem está com o telefone roubado mexeu com a minha cabeça. Mas eu não posso ficar com essa dúvida porque o telefone seguro vai deixar 200 milhões de brasileiros tranquilos de que ele não vai ter mais o seu celular roubado”, declarou.
O presidente informou ainda que discutirá a implementação da nova fase do programa com o ministro da Justiça, Wellington César Lima. A iniciativa, criada em 2023, permite o bloqueio de celulares, linhas telefônicas e aplicativos em caso de roubo ou furto.
Ao reforçar a proposta, Lula afirmou: “Eu vou efetivamente despachar o sinalzinho para quem tiver com o telefone roubado devolver, porque senão poderá ter consequências”.