domingo, 23 de outubro de 2022

Presos que fugiram de uma Unidade Prisional são capturados neste sábado (22) em Aquiraz

Foto: Reprodução
Na manhã deste sábado (22), três detentos que haviam fugido da Unidade Prisional de Aquiraz  durante uma aula prática de um curso de formação profissional na última sexta-feira (21), foram recapturados.   

De acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), três detentos ainda estão foragidos. 

“Os trabalhos de capturas prosseguem de forma intensa e são coordenados pelos próprios secretários e toda equipe operacional, juntamente com policiais penais de outras unidades prisionais, a fim de recapturar os demais três detentos que se evadiram”, afirma.

O Estado/CE

Bolsonaro chama Roberto Jefferson de bandido

Jair Bolsonaro (PL), atual presidente e candidato à reeleição, elevou o tom contra o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB). Os dois, até então, eram aliados políticos. Em vídeo nas redes sociais, Bolsonaro indicou que agiu na rendição de Jefferson à Polícia Federal (PF).

“Como determinei ao ministro da Justiça, Anderson Torres, Roberto Jefferson acaba de ser preso. O tratamento dispensado a quem atira em policial é o de bandido. Presto minha solidariedade aos policiais feridos no episódio”, afirmou Bolsonaro em vídeo nas redes sociais.
Após atacar policiais federais e passar cerca de 8 horas desrespeitando ordem de prisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-deputado Roberto Jefferson acabou se entregando à polícia na noite deste domingo (23).

Pouco antes da saída do ex-deputado, um reboque retirou outro carro da PF que havia chegado mais cedo, com diversas marcas de tiros no para-brisa.

No sábado, o ex-presidente do PTB postou um vídeo com diversos ataques a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (TSE). Já na manhã deste domingo, o também ex-deputado resistiu ao mandado de prisão da Polícia Federal e atirou contra os agentes de segurança.

Com GCMais

Cinegrafista da Globo é agredido por apoiadores de Roberto Jefferson

Foto: Reprodução/ Redes Sociais
O repórter cinematográfico, de 59 anos, levou empurrões, caiu no chão, bateu a cabeça e teve um início de convulsão.
O cinegrafista Rogério de Paula, da InterTV, afiliada da TV Globo, foi agredido por apoiadores de Roberto Jefferson, neste domingo (23), em Comendador Levy Gasparian, no interior do Rio de Janeiro, onde o político resiste a uma ordem de prisão.

Cinegrafista agredido por apoiadores de Roberto Jefferson
Rogério estava na equipe da emissora que realizava a cobertura do cumprimento de mandado de prisão determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por policiais federais que foram atacados a tiros e granadas por Jefferson.

O repórter cinematográfico, de 59 anos, levou empurrões, caiu no chão, bateu a cabeça e teve um início de convulsão. A pancada teria atingido um local onde ele passou por cirurgia recentemente. A câmera que ele usava quebrou.

O funcionário da Globo foi levado para o Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Três Rios, onde passa por exames. Ele está lúcido e não há sangramento.

A InterTV informou que vai registrar de um boletim de ocorrência na delegacia. O agressor seria um homem de camisa verde.

Conforme informações do Portal G1, uma equipe da Polícia Militar chegou a abordar os agressores, mas eles foram liberados em seguida.

Confira o vídeo
GCMais

Após desrespeitar ordem do STF e atirar contra policiais federais, Roberto Jefferson se entrega

Foto: Reprodução
Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou a prisão domiciliar do ex-deputado federal.
Após atacar policiais federais e passar cerca de 8 horas desrespeitando ordem de prisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-deputado Roberto Jefferson se entregou à polícia na noite deste domingo (23).

No sábado, o ex-presidente do PTB postou um vídeo com diversos ataques a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (TSE). Já na manhã deste domingo, o também ex-deputado resistiu ao mandado de prisão da Polícia Federal e atirou contra os agentes de segurança.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão de Roberto Jefferson. Ele estava cumprindo prisão domiciliar e era proibido de usar redes sociais. O ex-presidente do PTB é investigado em inquérito que apura atividades de uma organização criminosa que teria agido para atentar contra o Estado Democrático de Direito.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) repudiou os ataques feitos pelo aliado Roberto Jefferson contra a ministra Carmen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), e a reação armada dele contra os agentes da polícia federal.
Roberto Jefferson troca tiros com Polícia Federal e agente é baleado
Um agente da Polícia Federal foi baleado pelo ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) durante o cumprimento de mandado de prisão, neste domingo (23) na casa do ex-parlamentar, em Levy Gasparian, no Rio de Janeiro. Ainda não se sabe a gravidade dos ferimentos do policial.

Jefferson usou câmeras do circuito interno de segurança para monitorar a movimentação da equipe formada por três agentes, que estavam na porta de sua propriedade. Assim que a viatura parou na frente do portão, o ex-presidente nacional do PTB passou a filmar a tela da TV que transmitia as imagens.

Irritado, Jefferson afirmava que não iria se entregar e decidiu abrir fogo contra a viatura. O para-brisa foi estilhaçado pelos disparos.

GCMais

Bolsonaro diz repudiar ‘ação armada’ contra PF e falas de Jefferson sobre Cármen

Bolsonaro afirmou que determinou a ida do ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, ao Rio de Janeiro para acompanhar o "andamento deste lamentável episódio"
Candidato à reeleição, o presidente Jair Bolsonaro (PL) foi às redes sociais neste domingo, 23, para manifestar “repúdio” aos ataques feitos pelo seu aliado e ex-deputado federal Roberto Jefferson à ministra Cármen Lúcia, e ao que chamou de “ação armada” de Jefferson contra agentes da Polícia Federal (PF).

Neste domingo, o ex-parlamentar, que é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e cumpre prisão domiciliar desde o início do ano, trocou tiros com agentes da PF, atingindo ao menos um deles, no começo da tarde deste domingo, 23, de acordo com a filha dele e também ex-deputada, Cristiane Brasil.

Bolsonaro afirmou que determinou a ida do ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, ao Rio de Janeiro para acompanhar o “andamento deste lamentável episódio”.

Na mesma postagem, contudo, o presidente voltou a criticar a atuação da Justiça, dizendo repudiar “a existência de inquéritos sem nenhum respaldo na Constituição e sem a atuação do MP”.

“Repudio as falas do Sr. Roberto Jefferson contra a Ministra Carmen Lúcia e sua ação armada contra agentes da PF, bem como a existência de inquéritos sem nenhum respaldo na Constituição e sem a atuação do MP”, escreveu Bolsonaro.

O ex-presidente do PTB é investigado por atuação em milícia digital contra a democracia. Desafeto de Bolsonaro e alvo de ataques constantes do presidente, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é relator do inquérito na Suprema Corte.

Em vídeo divulgado na sexta-feira, 21, Jefferson comparou a ministra Cármen Lúcia, que atua no STF e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a uma “prostituta” por ela ter votado a favor da punição da Jovem Pan. Ele usou também os termos “Bruxa de Blair” e “Carmen Lúcifer” para se referir à ministra. Os ataques foram fortemente repudiados por Moraes, a presidente do Supremo, Rosa Weber, juízes federais e políticos.

Na decisão que tirou Jefferson do presídio de Bangu 8, no Rio de Janeiro, e o liberou para o regime domiciliar, Moraes proibiu o ex-deputado de manter qualquer comunicação exterior, vedando inclusive a participação em redes sociais. À época, o ministro destacou que o descumprimento injustificado das medidas resultaria no restabelecimento imediato da prisão preventiva.

Agência Estado

Roberto Jefferson troca tiros com a PF no Rio, diz filha de ex-deputado

O caso acontece um dia depois do ex-deputado atacar com xingamentos a ministra do STF, Cármen Lúcia
O ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB) trocou tiros com agentes da Polícia Federal no começo da tarde deste domingo, 23, de acordo com a filha dele e também ex-deputada Cristiane Brasil. O caso aconteceu no município de Levy Gasparian, no Rio de Janeiro, onde Jefferson cumpre prisão domiciliar desde o começo do ano.

Em vídeos compartilhados nas redes sociais, Cristiane afirmou que o pai estava enfrentando os policiais à bala, e classificou a Polícia Federal como “a gestapo do Xandão”, em referência ao presidente do TSE, o ministro Alexandre de Moraes, e a polícia da Alemanha nazista. O caso acontece um dia depois do ex-deputado atacar com xingamentos a ministra do STF, Cármen Lúcia.

“Meu pai hoje está enfrentando hoje, domingo, meio-dia, a gestapo do Xandão, sozinho, a balas, pois não vai se entregar ao totalitarismo, à ditadura, do Judiciário sobre a democracia”, disse Cristiane.

“Isso é só o estopim do que vai acontecer daqui para frente caso aconteça alguma coisa com meu pai. O que eu tenho para dizer para vocês é que ele não vai se entregar. Meu pai não vai se entrega. Acabou. A masmorra para ele acabou. Ninguém vai calar a voz de um inocente”, acrescentou Cristiane.

Um vídeo compartilhado nas redes sociais por parlamentares de direita mostra o que parece ser um circuito interno de segurança da casa de Roberto Jefferson. Uma voz, que se assemelha a do ex-deputado, começa a dizer que não vai se entregar. “Chega, me cansei de ser vítima de arbítrio, de abuso. Infelizmente. Eu vou enfrentá-los”, disse.

Em outro vídeo, aparentemente no mesmo local, a narração diz: “Eu vou mostrar a vocês que o pau cantou. Eles atiraram em mim, eu atirei neles, ó”.

No local onde, no começo do vídeo, se viam os agentes e uma viatura da PF, apenas a viatura permanecia no local, com o que parecia ser um rastro de sangue. “Já é a quarta vez que esses caras voltam aqui. Chega, o pau cantou”.

Ofensas a Cármen Lúcia

O caso envolvendo a Polícia Federal acontece um dia após Roberto Jefferson ser repudiado pelaor integrantes da classe política e jurídica por atacar com xingamentos a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia. O ex-deputado chamou a ministra de “prostituta arrombada” em um vídeo divulgado na internet.

“Fui rever o voto da Bruxa de Blair, da Cármen Lúcifer, na censura prévia à Jovem Pan. Olhei de novo, não dá para acreditar Lembra mesmo aquelas prostitutas, aquelas vagabundas arrombadas”, disse Jefferson, que hoje se encontra em prisão domiciliar e é investigado por atuação em milícia digital contra democracia.

Não se sabe se a ida dos agentes da PF à casa do ex-deputado tem relação com as ofensas proferidas no sábado.

Agência Estado

Três detentos são recapturados um dia após fuga em presídio de Aquiraz

Foto: Governo do Ceará
Conforme a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), os internos praticaram abuso de confiança por fugirem do equipamento de segurança
Três dos seis detentos que fugiram da Unidade Prisional de Aquiraz, conhecida como Centro de Detenção Provisória, na Região Metropolitana de Fortaleza, foram recapturados, na manhã deste sábado (22). O grupo fugiu do presídio na última sexta-feira (21).

Detentos fugiram de presídio de Aquiraz
Os presos estariam em um curso para pedreiro quando escaparam do prédio. Os detentos fizeram um buraco em um dos portões da unidade. Foi a segunda fuga registrada na semana.

Conforme a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), os internos praticaram abuso de confiança. “Os trabalhos de recapturas prosseguem de forma intensa e são coordenados pelos próprios secretários e toda equipe operacional, juntamente com policiais penais de outras unidades prisionais, a fim de recapturar os demais três detentos que se evadiram”, informou a pasta estadual.

Inaugurado em 28 de junho de 2018, o Centro de Detenção Provisória, com 568 vagas, foi criado para receber os presos oriundos das delegacias antes de destiná-los à unidade onde cumprirão pena. Com estrutura diferenciada, o presídio conta com três áreas distintas: espaço para Regime Especial, com 48 vagas, para Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), com 28 vagas, além de celas comuns para internos que aguardam vaga nos centros prisionais maiores.

GCMais

Vídeo: No Ceará, cachorro segue ambulância do Samu que transporta dona para hospital

Ao realizar os procedimentos médicos, a paciente foi colocada dentro da ambulância. Foi nesse momento que o cachorro acompanhou sua dona no trajeto até a UPA
Em Crateús, no interior do Ceará, profissionais do Serviço Móvel de Urgência (Samu) foram surpreendidos com um ato de companheirismo de um animal. A equipe foi chamada para uma ocorrência. Ao chegar no local, uma mulher estava desacordada no chão e um cachorro fazia companhia.
Cachorro segue ambulância do Samu
Ao realizar os procedimentos médicos, a paciente foi colocada dentro da ambulância. Foi nesse momento que o cachorro acompanhou sua dona no trajeto até a Unidade de Pronto Atendimento. O animal percorreu as ruas da cidade correndo.
A mulher recebeu atendimento médico. O estado de saúde dela não foi divulgado. O episódio foi registrado na última sexta-feira (21).

GCMais

sexta-feira, 21 de outubro de 2022

Projeto de lei pretende proibir redes sociais para menores de 12 anos

Foto: Pexels
Com regras para aplicativos, plataformas, produtos e serviços digitais, o projeto determina que provedores devem criar mecanismos de verificação de idade dos usuários.
Projeto quer proteger crianças e adolescentes em ambientes digitais. Para isso, a proposta proíbe, por exemplo, a criação de contas em redes sociais por crianças menores de 12 anos. Também veda as caixas de recompensa em games e estabelece regras para a publicidade digital. O PL 2.628/2022, apresentado, na última terça-feira (18), pelo senador Alessandro Vieira (PSDB-SE), ainda aguarda despacho da Mesa do Senado para envio à análise das comissões da Casa.

Com regras para aplicativos, plataformas, produtos e serviços digitais, o projeto determina que provedores devem criar mecanismos de verificação de idade dos usuários. A idade mínima para criar contas nas plataformas digitais na maioria dos aplicativos é estipulada a partir dos 13 anos, podendo haver mudanças de acordo com a legislação de cada país.

Ainda segundo a proposta, contas com mais de um milhão de usuários menores devem elaborar relatórios semestrais sobre os canais e quantidade de denúncias e o tratamento dado.

Segundo a proposta, deve ser garantida, como padrão, configuração em modelo mais protetivo disponível quanto à privacidade e à proteção e privacidade de dados pessoais. Para Alessandro Vieira, o projeto visa proteger o desenvolvimento mental e emocional dos menores.

“O projeto pretende avançar em relação à segurança do uso da rede respeitando a autonomia e o desenvolvimento progressivo do indivíduo, de acordo com as melhores práticas e legislações internacionais e acompanhando o ritmo das inovações tecnológicas apresentadas ao público infanto-juvenil”, aponta o senador na justificativa da proposta.

O fim das caixas de recompensa
O projeto segue medidas adotadas em países como os Estados Unidos da América (EUA) e o Japão como a proibição das caixas de recompensa, os chamados loot boxes. Essas caixas lacradas dão itens aleatórios para ajudar o jogador e podem ser compradas com moedas específicas de jogos, ganhas através de critérios variados ou compradas com dinheiro real. De acordo com Vieira, pesquisas demonstram a similaridade dessas caixas de recompensa com jogos de apostas.

“De acordo com a pesquisa da GambleAware, cerca de 5% dos jogadores geram metade de toda a receita dos loot boxes — não sendo necessariamente esses apostadores de alto poder aquisitivo, mas aqueles propensos a terem problemas com jogos de azar”, aponta o senador.

Punições para as redes sociais com menores de 12 anos
A proposta ainda prevê punições com advertência, suspensão e proibição do serviço, bem como multa de até 10% do faturamento da empresa no ano anterior ou multa de R$ 10 até R$ 1.000 por usuário cadastrado do provedor, limitada, no total, a R$ 50 milhões por infração. Os valores das multas serão destinados ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos para aplicação em políticas e projetos de proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.

Com informações da Agência Senado

Perda de dentes pode aumentar em 28% riscos de demência

Mais de 10% da população sofre com problemas bucais; além da perda cognitiva, falta de saúde bucal leva a reflexos na mastigação e autoestima
A perda de dentes aumenta em 21% os riscos de desenvolver Alzheimer. É o que indica uma pesquisa da Universidade de Nova York, publicada no Journal of Post-Acute and Long-Term Care Medicine. O levantamento também aponta que, quanto maior a quantidade de dentes perdidos – por doenças bucais ao longo da vida – maior a probabilidade de demências. A pesquisa, que envolveu 34 mil pacientes, concluiu: os que haviam perdido dentes tinham 48% mais risco de impedimentos cognitivos e 28% maior risco de demência, se comparado aos indivíduos com todos os dentes.

“A periodontite, doença na gengiva que compromete diretamente o suporte dos dentes, acomete mais de 10% da população mundial e, além de causar problemas sérios como o comprometimento da mastigação e de autoestima, está diretamente ligada a outras doenças, como as cognitivas”, diz o dentista e especialista em saúde coletiva, João Piscinini.

Saúde bucal, autoestima e demência
O aposentado Orli Dias, de 77 anos, não apresenta sinais de demência, mas sofria com a falta de dentes, que atrapalhava na mastigação e na fala. Além de dentes condenados, ele tinha uma prótese parcial removível provisória na boca, que foi trocada em um procedimento para implante dentário. Pouco tempo depois, Orli realizou o sonho de falar para várias pessoas, sentindo a confiança que sempre desejou.

“A dentadura solta dificulta e me deixava inseguro na hora de comer e falar. A prótese me deu mais conforto e segurança”, conta o aposentado.

“Hoje, uma cirurgia de implantes é rápida, precisa e provoca muito menos dor. Antigamente, todo o processo de substituição dos dentes por implantes levava quase um semestre para ser finalizado, agora, muitas vezes, é possível ser feita em uma única ida ao consultório”, complementa Piscinini.

Implante de novos dentes
O implante dentário é um pino (cilindro), geralmente de titânio, inserido no osso mandibular ou maxilar, abaixo da gengiva, com a intenção de substituir a raiz do dente. Esse processo ajuda a dar estabilidade necessária à fixação do dente.

As próteses montadas sobre implantes, sejam parciais ou totais,  dão mais segurança às funções bucais, refletindo na saúde dos pacientes. Isso ocorre porque o implante melhora o processo de fechamento da boca, e devolve as condições ideais de articulação da mandíbula e da alimentação.

 A mastigação correta dos alimentos implica diretamente na trituração adequada dos alimentos, beneficiando assim o funcionamento do sistema digestivo e as condições de saúde de forma geral.

GCMais

CBF inaugura, no Rio, estátua em homenagem a Zagallo

Solenidade reuniu amigos do treinador de 91 anos
O Museu Seleção Brasileira, na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, inaugurou hoje (20) estátua de cera em homenagem a Zagallo, com a presença do ex-jogador e treinador, hoje com 91 anos.

Inspirada na sua última passagem como técnico da Seleção Brasileira, a obra levou cerca de dois anos para ficar pronta e envolveu 26 artesãos. Com 30 quilos, foi confeccionada pelo mesmo ateliê responsável pelas estátuas de Marta e Pelé, também expostas no Museu Seleção Brasileira. Para a produção, foram mais de 300 medições feitas na casa de Zagallo, e quase 500 fotos.

“Jamais vou esquecer na minha vida as conquistas. Eu não pensei que viria aqui na CBF um dia com essa representação. É impressionante! Eu jamais pensei em poder bater um papo com o Zagallo”, disse o homenageado.

Amigos e admiradores de Zagallo
Carlos Alberto Parreira e Américo Faria, dois companheiros de Zagallo nos tempos de seleção, marcaram presença na homenagem. Representando a comissão técnica atual estava também o técnico Tite: “Exemplo, inspiração, humanismo. Tu não sabes o quanto representa para o futebol brasileiro. Muito obrigado”, disse Tite.

Segundo a CBF, a história de Mário Jorge Lobo Zagallo confunde-se com a da seleção. “Ninguém foi mais vencedor representando a Amarelinha, seja como jogador, técnico ou coordenador técnico. Toda essa trajetória de identificação consolidada no coração do torcedor brasileiro ficará eternizada no Museu Seleção Brasileira”, diz a nota da CBF.

Zagallo é bicampeão do mundo como jogador, tricampeão como técnico, tetra como coordenador e ainda comandou a seleção nas Copas do Mundo de 1998 (vice-campeã) e de 1974 (quarta colocada), além de somar a coordenação técnica na Copa do Mundo de 2006.

Esse alagoano de Maceió disputou 36 jogos pela Seleção Brasileira: 29 vitórias, quatro empates e três derrotas. Ele estreou e se despediu de sua participação na seleção no Maracanã. O primeiro jogo foi no dia 4 de maio de 1958, marcando dois gols na goleada de 5 x 1 sobre o Paraguai. A última partida foi no dia 7 de junho de 1964, na vitória de 4 x 1 sobre Portugal, em jogo válido pela Taça das Nações, competição que reuniu Brasil, Argentina, Inglaterra e Portugal.

GCMais

CNN transforma debate em entrevista com Bolsonaro após Lula confirmar ausência

O presidente Jair Bolsonaro (PL) será entrevistado pela CNN nesta sexta-feira (21), às 21h30, após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidir não participar do debate promovido pela CNN em pool com o SBT, Estadão/Rádio Eldorado, Terra, Veja e Novabrasil FM.

Conforme as regras previamente acertadas com as campanhas, com a ausência de Lula, Bolsonaro, que confirmou presença, será entrevistado pelos jornalistas do pool. A entrevista terá uma hora de duração.

“Infelizmente, por incompatibilidade de agendas, o candidato Luiz Inácio Lula da Silva não poderá comparecer ao debate realizado pelo SBT e emissoras parceiras neste segundo turno”, disse a coligação, em nota enviada ao pool. A CNN lamenta a decisão.

A entrevista acontecerá no estúdio do SBT, em Osasco, na Grande São Paulo e será transmitida ao vivo pela CNN, na TV, e nas plataformas do canal nas redes sociais.

CNN Brasil

PSDB vai acabar? Entenda para onde vai o partido em crise

Brasília – Convenção Nacional do PSDB, em Brasília (José Cruz/Agência Brasil)
Atualmente, o PSDB e o Cidadania já fazem parte de uma federação. Juntos, os dois partidos elegeram 18 deputados federais (foram 13 do PSDB), no último dia 2, apenas sete a mais do que o exigido pela cláusula de barreira
Em crise de identidade e após ter se tornado nanico no Congresso, o PSDB começou a discutir como se posicionará no jogo político para sobreviver, a partir de 2023. Uma das ideias é formar uma federação com o MDB e outros partidos que estiveram unidos na coligação de apoio à candidatura da senadora Simone Tebet (MDB-MS) ao Palácio do Planalto.

A proposta começou a ser discutida nesta quarta-feira, 19, em reunião entre os presidentes do PSDB, Bruno Araújo; do MDB, Baleia Rossi; do Cidadania, Roberto Freire; e do Podemos, Renata Abreu. Atualmente, o PSDB e o Cidadania já fazem parte de uma federação. Juntos, os dois partidos elegeram 18 deputados federais (foram 13 do PSDB), no último dia 2, apenas sete a mais do que o exigido pela cláusula de barreira.

Agora, se MDB e o Podemos entrarem na federação, o grupo reuniria a maior bancada do Senado, com 21 parlamentares, e a terceira maior da Câmara, com 72 deputados. Somente ficaria atrás da federação PT-PV-PCdoB, que tem 79 deputados eleitos, e do PL, com 99.

Os presidentes do MDB e do Cidadania confirmaram as negociações, mas destacaram que a discussão ainda está no estágio inicial e não envolve fusão. “Não existe nenhuma discussão sobre fusão. Há conversas sobre integração do MDB na federação PSDB-Cidadania, mas apenas tratativas iniciai, ainda não colocadas nos coletivos partidários. Talvez isso possa ser em breve efetivamente discutido”, disse Roberto Freire. Baleia Rossi adotou a mesma linha. “Estivemos conversando, sim. (A discussão) é sobre bloco parlamentar ou federação”, afirmou.

Apesar de se classificar como independente, o PSDB tem agido como base do presidente Jair Bolsonaro (PL) desde o início do governo, votando a favor da maior parte das pautas do Planalto. O resultado do primeiro turno das eleições aumentou ainda mais a crise no PSDB.

Com o apoio público a Bolsonaro por parte do governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), e de deputados da legenda – como o líder da bancada na Câmara, Adolfo Viana (BA), e o deputado Carlos Sampaio (SP) -, uma ala do partido passou a dizer que o PSDB foi “sequestrado” pelo bolsonarismo.

A tentativa de união de PSDB, Cidadania, MDB e Podemos é uma forma de reaglutinar as forças de centro, que perderam espaço com a popularidade do bolsonarismo. “Ainda está cedo, ainda está no processo eleitoral, mas é uma hipótese. O resultado eleitoral gerou a necessidade de reorganização partidária. Acho que o PSDB tem um bom diálogo hoje com o MDB”, disse ao Estadão o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (PSDB-RJ).

O deputado não descartou nem mesmo uma fusão entre o PSDB e o MDB mais adiante, mas ressalvou que não falava em nome da direção do partido. Maia era do DEM e se filiou ao PSDB neste ano.

“É importante que o PSDB se reorganize, reafirme tudo aquilo que construiu com o PFL (hoje União Brasil), desde a época da redemocratização. Infelizmente, uma parte ficou no caminho, mas ainda tem um legado importante no PSDB em muitos Estados brasileiros e em algumas ações importantes no Congresso Nacional”, afirmou Maia.

O ex-presidente da Câmara virou desafeto de Bolsonaro e apoia o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, mas evitou comentar o comportamento governista de seus colegas de bancada.

O PSDB nasceu em 1988 de uma ala do antigo MDB. Na época, o partido em formação avaliava que o MDB tinha um comportamento “fisiológico” de adesão a governos. Hoje são os tucanos os acusados de ter uma relação fisiológica com o governo Bolsonaro

O Estadão ouviu um deputado tucano que é crítico da guinada bolsonarista. Sob a condição de anonimato, o parlamentar disse que o PSDB perde ao apoiar Bolsonaro, independentemente do resultado da eleição. A avaliação é a de que se Lula ganhar, os tucanos ficariam “a reboque” do bolsonarismo, que teria o verdadeiro protagonismo da oposição para enfrentar o petismo em 2026. No outro cenário, caso o presidente se reeleja, o partido também teria um papel irrelevante. Os críticos da guinada bolsonarista admitem que são minoria e que hoje não há ninguém dentro da legenda com força suficiente para fazer um contraponto a isso.

Ex-ministro das Comunicações, ex-prefeito de Belo Horizonte e da ala tucana a favor de Lula no segundo turno, Pimenta da Veiga também é a favor de que os partidos se unam. “Eu penso que o quadro partidário passará por muitas alterações nos próximos tempos, com federações, fusões e incorporações. E é bom que ocorra para redução do número de partidos”, disse.

Cabeças brancas

No caso mais recente de adesão tucana a uma pauta bolsonarista, o ex-senador e ex-chanceler Aloysio Nunes (PSDB-SP) criticou abertamente o partido após a sigla orientar a favor de um conjunto de projetos que estabelece punições a institutos de pesquisas que não acertarem o resultado das eleições. A iniciativa tem sido usada por Bolsonaro para questionar a legitimidade desses institutos.

Nunes disse que a ideia é uma das mais “obscurantistas e liberticidas do bolsonarismo” e que a bancada tucana “sequestrou” o PSDB. “Quando se pensa que os que sequestraram o partido da social democracia já atingiram o fundo do poço do opróbio, eles dão um jeito de cavar mais um pouquinho”, argumentou o ex-chanceler.

O ex-senador faz parte da ala dos “cabeças brancas” do PSDB. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e os senadores Tasso Jereissati e José Serra também integram esse grupo. Ao contrário dos deputados tucanos, essa ala declarou votou em Lula para presidente e rejeita Bolsonaro.

Em mais um capítulo do desgaste do PSDB, o ex-governador de São Paulo João Doria anunciou na quarta-feira, 19, a desfiliação do partido. A saída não foi surpresa para os colegas, mas a forma como se deu, em pleno processo eleitoral de segundo turno, provocou críticas.

Doria nunca foi próximo da cúpula tucana e entrou em diversos embates para ter influência no partido. Tentou ser candidato a presidente, mas foi rifado pelo PSDB após ter vencido um processo de prévias e recebido uma carta do presidente da legenda, Bruno Araújo, garantindo que ele seria o candidato. Apesar de ter sido eleito governador de São Paulo associando seu nome ao de Bolsonaro, em 2018, Doria virou rival do presidente durante a pandemia do coronavírus.

O ex-deputado Marcus Pestana, que foi candidato do PSDB ao governo de Minas, é apoiador de Lula, mas admite haver uma influência bolsonarista no partido. Pestana avaliou, porém, que ainda é preciso esperar o segundo turno das eleições para saber qual direção o partido tomará.

“É preciso saber quem terá hegemonia e o rumo depende de quantos e quais governadores faremos”, afirmou o ex-deputado. O PSDB perdeu a eleição para o governo de São Paulo pela primeira vez em 28 anos, mas ainda tem candidatos no páreo no Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Paraíba. “Vamos aguardar. O jogo não acabou. Há uma ala bolsonarista e outra, não. Tudo depende dos resultados”, destacou Pestana.

Agência Estado

A resposta (na urna) dos que estão decepcionados com a política

Dayane Costa votou em um candidato no primeiro turno, mas cogita não repetir o voto (Foto: Arquivo pessoal)
Entre os motivos apontados por eleitores ‘desgostosos’ estão a desaprovação do baixo nível adotado pelas campanhas e a inconformidade com o que chamam de ‘polarização’
A mais recente pesquisa eleitoral Datafolha sobre a disputa presidencial foi realizada após o primeiro debate da corrida do segundo turno, promovido no último domingo (16). Nos resultados, apenas 2% dos eleitores brasileiros disseram ter mudado seu voto após assistir ao ou se informar sobre o embate televisivo entre o ex e o atual presidente da República.

A recepcionista Dayane Costa faz parte deste grupo. Segundo ela, o tom a que chegaram as campanhas presidenciais no segundo turno a fez repensar se destinará seu voto a um dos dois candidatos que disputam a reta final.

“Aquele em que eu votei no primeiro turno está agora disputando o segundo, mas, sinceramente, não sei se quero votar nele outra vez”, admite a eleitora, sem esconder a decepção.

“Estou vendo muita baixaria, troca de acusações e poucas propostas, tenho ficado insatisfeita com o que vejo nas campanhas. Como votar no outro candidato jamais foi uma opção para mim, agora estou em dúvida se voto ou anulo”, desabafa.

Mudança
Segundo o levantamento, 55% do eleitorado não assistiu ao debate entre Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outros 25% viram alguns trechos do embate e 20%, todo ele.

Dos 2% que disseram ter mudado de ideia sobre o voto após o debate, quase metade (45%) tinha Lula como candidato preferencial antes do programa e os demais se dividiam entre Bolsonaro (17%), brancos e nulos (18%) e indecisos (20%).

Outro dado que consta na pesquisa mostra que a maioria da população afirma que com certeza comparecerá às urnas no segundo turno da eleição, no próximo dia 30. A abstenção é um fator que tem preocupado as campanhas.

A intenção de ir votar varia pouco entre os eleitores. Os números também estão estáveis em relação à rodada anterior. De acordo com o instituto, 98% dos eleitores pretendem votar, sendo que 95% indicam que com certeza irão e 2% indicam que talvez (a soma chega a 98% levando em conta o arredondamento das casas decimais). Outros 2% responderam que não
pretendem ir votar.

“Polarização”
A administradora Iale Osterno não se conforma com que chama de “polarização extrema” que tomou conta no pleito e alega ter encontrado no voto nulo uma forma de protestar.

“Eu até tinha uma preferência no primeiro turno, mas diante desse cenário onde, além dos dois que estão no páreo não há chance para mais ninguém, anulei”, explica.

“Fico muito desestimulada com o ambiente de extremismos em que estamos vivendo. No dia 30 estarei viajando, então vou me abster de novo. Ou justifico (a ausência eleitoral) ou nada! Me resolvo com a Justiça Eleitoral depois”, provoca.

O número de abstenções nas urnas chegou a 32,7 milhões (20,9% dos eleitores) no primeiro turno. Embora o resultado seja estável se comparado às eleições de 2018 (20,3%), é a maior abstenção das últimas seis eleições majoritárias.

Nulos X Brancos
Os eleitores que não quiserem escolher nenhum candidato podem optar por votar em branco ou nulo. Esta decisão, no entanto, não tem influência direta no resultado do pleito.

Como são igualmente considerados votos inválidos, não são reputados na contagem final da eleição. As únicas diferenças são a forma como o eleitor decide invalidar o voto e como eles são registrados para fins estatísticos.

O microempresário Francisco Fontenele ainda acreditava que o voto em branco poderia servir “para quem estivesse ganhando” e já estava certo que seria sua decisão.

“Eu morei 20 anos em outro país e voltei há um ano. Como estive por fora dos reais acontecimentos, acredito que a maioria do povo brasileiro vai saber o que é melhor para a gente. No primeiro turno eu justifiquei porque não estava no meu domicílio eleitoral, mas agora votarei em branco”, destaca.

O voto em branco acontece quando o eleitor pressiona o botão branco na urna eletrônica e confirma. É um voto inválido, não é computado para nenhum candidato.

O voto nulo é uma forma de invalidar o voto, ou seja, de não votar em ninguém. É registrado quando o eleitor digita um número que não pertence a nenhum candidato ou partido e aperta o botão confirma da urna eletrônica. Os dois métodos, então, funcionam da mesma forma, diferentemente do que pensou Francisco.

Agora, ele já sabe qual e a diferença e que as duas escolhas invalidam o sufrágio. Votos válidos são aqueles destinados a um candidato ou a um partido. Apenas os votos válidos são considerados para saber quem foi eleito.

O Otimista

Boris Johnson e Rishi Sunak são cotados para substituir Liz Truss no Reino Unido

Foto: Reprodução\Instagram
Após a renúncia da ex-primeira ministra do Reino Unido, Elizabeth Truss, que assumiu o cardo após a renúncia de Boris Johnson, o nome dele volta a aparecer como uma das possibilidades para substituí-la na liderança no país. Outro candidato forte é Rishi Sunak, ex-ministro de finanças de Johnson.

Os candidatos buscam apoio para tornarem-se líderes do Partido Conservador. Para isso, devem conseguir 100 votos de parlamentares do partido. Johnson deixou o cargo após diversos escândalos incluindo a má conduta no caso do parlamentar Chris Pincher, acusado de assédio sexual em Londres.

Jacob Rees-Mogg, ministro de Negócios, manifestou apoio ao ex-primeiro-ministro no Twitter. Porém, é válido ressaltar que Sunak, que também concorreu contra Liz Truss, é o favorito nas casas de apostas.

A corrida começou logo após o anúncio da renúncia e, o resultado do vencedor, deve ser anunciado entre segunda, 24, e sexta-feira, 28, da próxima semana.

Plano de militares para fiscalização de urnas prevê 8 etapas e fim só em janeiro

O ministro da defesa Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)
Bolsonaro tem usado fiscalização de militares do processo eleitoral em ofensiva contra sistema de votação
O trabalho de fiscalização do processo eleitoral feito pelas Forças Armadas prevê uma última etapa de análise de dados sobre as urnas eletrônicas que deve ocorrer até dois meses após as eleições, com término previsto para 5 de janeiro de 2023.

A última fase está detalhada no plano de trabalho produzido pelas Forças Armadas. No texto, os militares destacam que a fiscalização das eleições foi dividida em oito etapas. A última, que será realizada após o pleito, envolve a “coleta e análise de artefatos relacionados às urnas”.

No documento, as Forças Armadas afirmam que, após a eleição, há novas oportunidades de análise de dados que podem dar “subsídio para identificar anomalias” no processo de votação. O texto é assinado pelo coronel Marcelo Nogueira, chefe da equipe de fiscalização do sistema eleitoral das Forças Armadas.

De acordo com o plano, a última etapa será executada por militares especializados em processamento e análise de dados, mediante uma consulta aos comandos da Marinha, Exército e Aeronáutica. O trabalho envolve analisar uma série de conjuntos de dados fornecidos pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), com destaque para a comparação dos Boletins de Urna com os RDVs (Registros Digitais de Voto).

O Registro Digital do Voto é um mecanismo que permite recuperar voto por voto para uma recontagem eletrônica. A soma dos votos deve ser sempre igual aos dados do Boletim de Urna. No RDV, os dados são gravados de forma aleatória, para não revelar a ordem dos votantes e garantir o sigilo dos eleitores.

O mecanismo é disponibilizado pelo TSE às entidades fiscalizadoras -e, com ele em mãos, os militares pretendem checar se os votos registrados nos Boletins de Urna são os mesmos computados no RDV. As Forças Armadas ainda pretendem analisar os logs das urnas, examinar os arquivos de imagem dos Boletins de Urna e verificar os arquivos de dados de votação por seção eleitoral, entre outros pontos.

Em nota, o TSE afirmou que todos os dados previstos para análise das Forças Armadas são disponibilizados às entidades fiscalizadoras, conforme resolução do tribunal. Procurado, o Ministério da Defesa não se manifestou. As Forças Armadas foram incluídas como entidades fiscalizadoras das eleições pela primeira vez no ano passado, por decisão do então presidente do TSE Luís Roberto Barroso.

Desde então, os militares romperam um silêncio de 25 anos e passaram a fazer questionamentos à Justiça Eleitoral e solicitar dados de eleições anteriores, para entender o funcionamento do sistema eletrônico de votação. A atuação das Forças Armadas tem sido utilizada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) para intensificar os ataques às urnas eletrônicas. O presidente tem um histórico de declarações golpistas e já colocou em dúvida a realização do próprio pleito.

O documento obtido pela Folha ainda destaca que a checagem paralela dos Boletins de Urna pelos militares estava prevista para ser realizada e finalizada no dia da eleição. Esta era a sétima etapa de fiscalização do pleito. Segundo o plano de trabalho, o objetivo era validar a base de dados da totalização, realizando “a coleta, por amostragem, de BU [Boletim de Urna], em seguida, realizando a totalização utilizando as informações completas da base de dados do TSE”.

O plano inicial das Forças Armadas previa analisar 385 Boletins de Urna, comparando os dados com aqueles que são transmitidos para o TSE e contados pela Justiça Eleitoral. Os militares, no entanto, decidiram aumentar a amostra para cerca de 500 boletins.

A etapa foi executada da seguinte forma: militares de 153 municípios foram convocados para ir a seções eleitorais logo após o fim da votação. No local, eles tiraram fotos dos Boletins de Urna e enviaram os arquivos para uma equipe de técnicos das Forças Armadas, em Brasília, que fez a conferência dos dados.

No segundo turno, os militares farão a mesma checagem da totalização dos votos. No primeiro turno, não foram encontradas divergências nos dados do TSE, segundo militares com conhecimento do assunto. Generais e coronéis ouvidos pela Folha de S.Paulo afirmam que somente após a conclusão de todas as etapas da fiscalização é que será possível finalizar um relatório completo sobre as eleições de 2022.

Apesar disso, os militares têm produzido documentos internos com as conclusões de cada uma das etapas da fiscalização. Esses relatórios foram solicitados pelo presidente do TSE, Alexandre de Moraes, ao Ministério da Defesa na última terça-feira (18). Em decisão, o ministro disse que, diante de notícias sobre o repasse de informações das Forças Armadas a Bolsonaro, a atuação dos militares poderia configurar infração.

“As notícias de realização de auditoria das urnas pelas Forças Armadas, mediante entrega de relatório ao candidato à reeleição, parecem demonstrar a intenção de satisfazer a vontade eleitoral manifestada pelo chefe do Executivo, podendo caracterizar, em tese, desvio de finalidade e abuso de poder”, disse Moraes.

Em resposta ao TSE, as Forças Armadas afirmaram que ainda não concluíram o trabalho de fiscalização das eleições. “A emissão de um relatório parcial, baseado em fragmentos de informação, pode resultar-se inconsistente com as conclusões finais do trabalho, razão pela qual não foi emitido.”

No documento encaminhado ao tribunal, os militares ainda disseram que vão enviar o relatório conclusivo sobre a fiscalização à Justiça Eleitoral “em até 30 dias após o encerramento da etapa 8 do plano de trabalho” -ou seja, até o início de fevereiro. No fim do primeiro turno, Bolsonaro disse que esperaria a conclusão dos trabalhos das Forças Armadas para se manifestar sobre possíveis fraudes no sistema eleitoral.

“Vou aguardar o parecer aqui das Forças Armadas que ficaram presentes hoje lá na sala cofre. Repito, elas foram convidadas a participar, integrar uma comissão de transparência eleitoral. Então isso aí fica a cargo do ministro da Defesa”, disse Bolsonaro na noite de 2 de outubro.

Na quarta-feira (19), o presidente mudou o discurso e, alinhado ao Ministério da Defesa, passou a dizer que não havia relatório sobre a fiscalização dos militares. “Olha, as Forças Armadas não fazem auditoria. Lançaram equivocadamente. A Comissão de Transparência Eleitoral não tem essa atribuição. Furada, fake news”, afirmou.

Cézar Feitosa-Folhapress

Indecisos e os que votam em branco ou nulo podem definir o próximo presidente

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Com Bolsonaro (PL) e Lula (PT) aparecendo na mais recente pesquisa no limite máximo para um empate técnico, as atenções se voltam para o contigente de eleitores que podem, efetivamente, ditar o resultado desta eleição: aqueles que ainda estão indecisos (1%) e os que declaram votar nulo ou branco (4%)

A nove dias do segundo turno da eleição presidencial, eleitores que optam pelo voto branco, nulo, ou ainda estão indecisos somam 5% do total, segundo pesquisa Datafolha divulgada na noite da última quarta-feira (19). No levantamento publicizado uma semana antes, brancos e nulos totalizavam 5% e indecisos, 1%.

O percentual pode até parecer inexpressivo, mas não é. Num cenário acirrado como o que se dá atualmente, estes eleitores podem ser os responsáveis pela definição de quem comandará os rumos do País nos próximos quatro anos.

Pela primeira vez nesta disputa eleitoral, Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecem com intenções de votos no limite máximo para um empate técnico. No caso da pesquisa Datafolha mais recente, Lula detém 49% dos votos totais, diante de 45% do concorrente. Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, Lula pode ter de 47% a 51% das intenções, enquanto Bolsonaro, de 43% a 47%.

Ainda que segundo o instituto de pesquisa este seja um cenário considerado estatisticamente improvável no momento, os candidatos se encontram com a possibilidade de ambos terem 47%.

Passa a ocupar o centro do palco, então, este contingente de indecisos, e de eleitores determinados a presionar o chamado “voto de protesto”, que passam agora a ter o poder de definir o pleito.

A situação fica mais clara quando se leva em consideração outro dado apontado pela pesquisa. Entre os que declaram voto em Lula, 94% se dizem certos do seu voto (antes eram 95%); enquanto 95% dos que declaram voto em Bolsonaro respondem o mesmo (antes eram
94%). Ou seja, estes eleitores estão decididos e não cogitam “virar o voto”, nem para um lado nem para o outro. Já entre aqueles que afirmam que pretendem votar branco ou nulo, o nível de certeza é menor: 79% se dizem totalmente decididos e 21% afirmam que ainda podem mudar de ideia.

Válidos
Também foi questionado aos eleitores voláteis, aqueles que ainda podem mudar de decisão, o que fariam caso alterassem sua intenção de voto. Os resultados mostram que 61% teriam como “Plano B” o voto nulo ou em branco; 16% optariam por Lula e 20% por Bolsonaro. Outros 3% dizem não saber.

Na rodada anterior da pesquisa, 68%  afirmavam ter como alternativa anular ou votar em branco, 16% migrariam para Lula e 14% escolheriam Bolsonaro. Outros 2% estavam indecisos.

Para chegar aos votos válidos, que são os números considerados para declarar o vencedor do pleito, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) elimina da conta final os brancos e nulos. No caso das pesquisas eleitorais, também são desconsideradas as intenções dos que se declaram indecisos.

Curiosamente, a pesquisa também indica a possibilidade de empate técnico entre Lula (52%) e Bolsonaro (48%), na leitura dos votos válidos.

O Otimista foi ouvir eleitores que fazem parte deste cobiçado grupo. Tanto para conhecer suas histórias quanto apresentar suas motivações. É o que você vai encontra na próxima página, na segunda parte desta reportagem especial.

O Otimista

Homem é agredido após ser confundido com torcedores de time rival

Foto: Arquivo Pessoal
Na última terça-feira, 19, o torcedor do Fortaleza Esporte Clube, Hederson Goes, de 35 anos, foi confundido com membro da torcida do time rival e agredido por pessoas que apoiam o próprio Fortaleza. Goes é empreendedor de confecção e já chegou a jogar pelo time cearense.

O caso aconteceu após o homem ter solicitado uma corrida de motocicleta por aplicativo. O trânsito estava intenso devido a um evento que acontecia na sede do Fortaleza. Goes conta que, enquanto estava fazendo o pix para o motorista, foi cercado por pessoas que questionavam se ele fazia parte da “Cearamor”, torcida organizada do Ceará Sporting Club.

Mesmo afirmando que era torcedor do Fortaleza, o empreendedor de confecção foi espancado com chutes e pisões, além de ter sido roubado por um dos agressores. De acordo com Henderson, ele desmaiou três vezes durante o ocorrido. Um dos agressores filmou toda a ocorrência e compartilhou o vídeo em grupos de WhatsApp.

Quando acordou, Henderson encontrou o motorista de aplicativo que ficou com ele até a chegada da Polícia. O homem foi então, socorrido no Instituto Doutor José Frota (IJF), onde fez exames. A vítima não sofreu fraturas, mas ficou com ferimentos espalhados pelo corpo.

O Fortaleza repudiou o ato, em nota, mas destacou que não realizou a organização, que ocorreu de forma independente pelos torcedores. O clube afirma ainda, que reforça a luta de identificar e punir associados ao time que se envolvam em atos ilícitos.

TSE desmonetiza quatro canais e suspende divulgação de documentário

Na sessão desta quinta-feira (20), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por maioria, determinou que até 31 de outubro de 2022 seja suspensa a monetização dos canais Brasil Paralelo, Foco do Brasil, Folha Política e Dr. News no YouTube. Tais canais são mantidos por pessoas jurídicas e o impulsionamento de conteúdos políticos-eleitorais por essas empresas, portanto, está proibido até o fim do segundo turno das eleições.

Além disso, o Plenário determinou a suspensão da exibição do documentário “Quem mandou matar Jair Bolsonaro?”, da Brasil Paralelo, até a mesma data, sob pena de multa.

Votação

A decisão foi tomada com base no voto do relator, corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Benedito Gonçalves. Ficaram vencidos os ministros Carlos Horbarch (integralmente) e Sérgio Banhos e Raul Araújo (parcialmente).

O julgamento ocorreu na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) apresentada pela Coligação Brasil da Esperança contra Jair Messias Bolsonaro (PL), Walter Souza Braga Netto (PL) e outros. A Aije pediu a apuração de uso indevido dos meios de comunicação, abuso de poder político e abuso de poder econômico, com a utilização das redes sociais por um grupo de pessoas para promover deliberada produção e difusão exponencial de notícias sabidamente falsas destinadas a atacar a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, gerando “caos informacional”.

No processo, a coligação alega a existência de um “verdadeiro ecossistema de desinformação engendrado e financiado em benefício de determinadas candidaturas e prejuízo de outras”.

Adiamento por uma semana

O documentário sobre o ataque sofrido por Bolsonaro em 2018 tinha estreia marcada para o próximo dia 24 de outubro, seis dias antes do segundo turno das Eleições 2022. O adiamento por uma semana, de acordo com o ministro Benedito, “não caracteriza censura”. Pelo contrário, apenas “evita que tema reiteradamente explorado pelo candidato em sua campanha receba exponencial alcance, sob a roupagem de documentário que foi objeto de estratégia publicitária custeada com substanciais recursos de pessoa jurídica”.

Para o ministro Benedito, é preocupante que as pessoas jurídicas citadas na ação, ao produzirem conteúdo ideologicamente formatado para endossar o discurso do candidato que apoiam, têm se valido por reiteradas vezes de notícias falsas prejudiciais ao candidato adversário, com significativa repercussão e efeitos persistentes mesmo após a remoção de URLs.

“Além disso, movimentam vultosos recursos financeiros, tanto arrecadados junto a assinantes e via monetização, quanto gastos em produção e impulsionamento de conteúdos”, disse ele.

O relator destacou, ainda, que a Aije não se presta apenas à punição de condutas abusivas, quando já consumado o dano ao processo eleitoral. “Assume também função preventiva, sendo cabível a concessão de tutela inibitória para prevenir ou mitigar danos à legitimidade do pleito”, disse.

Excepcionalidade

A ministra Cármen Lúcia ressaltou que esta é uma decisão “excepcionalíssima”. “O caso é extremamente grave. Não se pode permitir a volta de censura sob qualquer argumento no Brasil. Esse é um caso específico. Estamos na iminência de ter o segundo turno das eleições. A proposta é a inibição até o dia 31 de outubro, dia subsequente ao segundo turno, para que não haja o comprometimento da lisura, higidez e segurança do processo eleitoral e dos direitos dos eleitores”, ressaltou.

O presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, reforçou a excepcionalidade da medida em caráter inibitório, destacando que o relator, pode, a qualquer momento, rever a decisão. “As medidas dizem respeito a duas dúzias de pessoas que vêm sendo investigadas há três anos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) exatamente porque fazem isso. Porque montaram um chamado ‘gabinete do ódio’”, disse.

Na decisão, o relator também determinou que Carlos Bolsonaro se manifeste sobre a utilização político-eleitoral de seus perfis nas redes sociais.

Bolsonaro sobre fome e auxílio: “Com R$ 20 por dia dá para comprar dois quilos de frango”; Vídeo

O presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), reconheceu que há pessoas que passam fome no País, mas disse que não é o número que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu adversário no segundo turno, fala. Para o chefe do Executivo, “não justifica passar fome” porque a população pode requerer o Auxílio Brasil.

“Tem fome, mas o que o Lula fala, ele chuta números”, disse em entrevista ao podcast Inteligência Ltda na noite desta quinta-feira, 20, classificando o ex-presidente como “mitomaníaco”.

Para Bolsonaro, a solução para a fome no País é a inscrição no Auxílio Brasil.
“Se tem alguém passando fome no Brasil, é muito fácil se cadastrar e se inscrever no Auxílio Brasil”, declarou. “Tem gente que passa fome? Passa. Mas não justifica passar fome porque você pode requerer. E com R$ 20 por dia, eu sei que não é muita coisa, mas dá para você comprar dois quilos de frango no supermercado. Em média R$ 10 reais o quilo no supermercado”, afirmou o presidente.

Em críticas ao Bolsa Família, programa de transferência de renda instituído no governo Lula e que foi substituído pelo Auxílio Brasil, Bolsonaro alegou que os governos petistas davam pouco dinheiro à população no programa social.

Com informações do Terra Brasil