Os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reagiram publicamente nesta quinta-feira (1º) à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa fo ex-presidente.
Carlos Bolsonaro afirmou nas redes sociais que a decisão ignora o estado de saúde do pai. Segundo ele, os advogados apresentaram laudos médicos e precedentes jurídicos que justificariam a concessão da domiciliar. “Moraes acaba de negar a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, mesmo diante de todas as condições de saúde expostas nos últimos dias”, escreveu.
Eduardo Bolsonaro (PL-SP) classificou a decisão como uma “atrocidade humanitária”. Em publicação, atacou diretamente o ministro, afirmando que a negativa representa abuso de poder e que apoiadores da decisão agem por interesse próprio.
Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) adotou tom ainda mais duro e chamou Moraes de “ser abjeto”. Ele questionou até quando o ministro teria “procuração para praticar tortura” e afirmou que laudos médicos indicam a necessidade de cuidados permanentes, que não poderiam ser garantidos na prisão, citando inclusive risco de AVC.
Na decisão, Alexandre de Moraes afirmou que não houve agravamento do quadro de saúde de Bolsonaro, mas sim melhora após cirurgias eletivas, conforme laudos apresentados pela própria equipe médica do ex-presidente. Segundo o ministro, a defesa não apresentou fatos novos que justificassem a mudança para prisão domiciliar.
Bolsonaro está internado desde 24 de dezembro no Hospital DF Star, em Brasília, onde passou por quatro procedimentos para conter crises de soluço e por uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral. A previsão é de que ele receba alta ainda nesta quinta-feira.