sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Secretário de Itumbiara matou os filhos enquanto eles dormiam; avô foi o primeiro a ver os netos mortos

Fotos: Reprodução
Miguel Araújo Machado, de 12 anos, e Benício Araújo Machado, de 8, foram 4ss4ss1nad0s pelo pai, Thales Machado, secretário de Governo de Itumbiara, enquanto ainda dormiam no apartamento da família no Condomínio Paraíso, no sul de Goiás.

Thales era genro do atual prefeito da cidade, Dione Araújo (União Brasil). Na manhã desta sexta-feira (27/2), a Polícia Civil de Goiás (PCGO) divulgou a conclusão do inquérito.

De acordo com o delegado Pedro Sala, responsável pela investigação, Thales agiu sozinho e realizou um disparo de arma de fogo em cada criança, na região da têmpora direita. Os meninos estavam dormindo no momento do crime — que ocorreu no último dia 12 de fevereiro.

O avô dos meninos mortos pelo pai, foi o primeiro a encontrar as crianças, na casa da família. Segundo o delegado Felipe Salas, responsável pela investigação do caso, ele foi até o local à meia-noite, cerca de 20 minutos depois de o genro ter feito uma postagem em seu perfil do Instagram com uma mensagem sugerindo uma despedida. O post foi apagado em seguida.

O avô  conseguiu entrar no imóvel porque tinha a senha da fechadura. Segundo o delegado, ele chegou com duas testemunhas e viu a cena do crime.

Segundo o investigador, o secretário chegou a enviar uma foto à mãe das crianças, mostrando os meninos dormindo e realizando ali uma ameaça. Ainda segundo o delegado, ele já estava programando o mal que faria aos filhos.

O delegado ainda explicou que as duas crianças foram encontradas na mesma posição em que receberam os disparos. Segundo o investigador, Thales atirou contra os meninos e, logo em seguida, atirou contra a própria boca.

A mãe dos garotos estava em viagem a São Paulo no momento da tragédia familiar.

“Eles estavam deitados, os dois com a face esquerda no travesseiro e ambos receberam disparos de arma de fogo na têmpora direita. O Thales se m4t0u com um tiro direcionado ao seu palato, em direção à sua cabeça, o que foi suficiente a levá-lo a óbito ali naquele momento. Portanto, é imprescindível que seja esclarecido isso, o fato do Thales ter falecido antes dos meninos não coloca um terceiro na cena do crime”, afirmou o delegado.

G1/Metrópoles

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