sexta-feira, 17 de abril de 2026

Influencer que gastou R$ 100 mil para parecer com Cauã Reymond desobedece Justiça e pode voltar à prisão

Foto: Reprodução/Instagram.
O influencer posta quase que diariamente e tem agora como foco temas políticos.
Seguido por quase 650 mil perfis em uma rede social, o influenciador cearense Gleiciano Martins de Sousa, conhecido como ‘Junior Azevedo’, voltou a ficar ‘na mira’ das autoridades. O Ministério Público do Ceará (MPCE) pediu à Justiça que o acusado de integrar organização criminosa, estelionato e crimes contra a economia popular seja novamente preso.

Gleiciano é denunciado por supostamente explorar jogos de azar, como o ‘Jogo do Tigrinho’ e foi beneficiado com a substituição da prisão por medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica. No entanto, conforme o órgão acusatório, o influencer vem descumprindo reiteradamente as restrições impostas, especialmente a proibição de acesso às redes sociais.

O acusado posta diariamente no Instagram e tem foco em temas políticos. Gleiciano criou um novo perfil e passou a publicar detalhes do que vivenciou dentro do presídio enquanto esteve encarcerado.

Em uma das postagens, ele contou como se depilava dentro da unidade prisional: “não pode ter vergonha, porque todo mundo fica pelado no pátio”, disse sobre o período que passou na Casa de Privação Provisória de Liberdade V (CPPL5), localizada em Itaitinga, Região Metropolitana de Fortaleza.

A defesa do réu alega que solto, Gleiciano não traz risco à ordem pública e sustenta “a desproporcionalidade da segregação cautelar”.

A advogada Elaine Maria Mota Araújo, que representa a defesa do influenciador, foi procurada pelo Diário do Nordeste e disse que “até o presente momento, não há qualquer decisão judicial determinando sua prisão, tampouco mandado expedido nesse sentido” “Ressalta-se que Gleiciano tem comparecido aos atos processuais e se mantido à disposição da Justiça, razão pela qual a defesa segue confiante de que a situação será devidamente analisada pelo juízo competente. A defesa reforça que o processo ainda se encontra em curso, sem qualquer decisão definitiva, e que eventuais interpretações antecipadas não refletem o atual estágio processual”.

DN

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Faça seus comentários com responsabilidade, não nos responsabilizamos por comentários de terceiros.